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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Outro temor dos EUA em relação à Coreia do Norte: artilharia pesada



Exercícios realizados por parte da artilharia da Coreia do Norte

Enquanto o mundo inteiro está focado em mísseis nucleares e de longo alcance, Pyongyang conta com armas letais que podem destruir as 17 bases militares norte-americanas estacionadas na Coreia do Sul.
A enorme artilharia norte-coreana aponta diretamente para as bases militares dos EUA, de acordo com a agência de notícias britânica Reuters, citando especialistas.

De acordo com um relatório revelado na semana passada, a Coreia do Norte tem um dos maiores arsenais de canhões de artilharia pesada, suficiente para devastar as bases norte-americanas e sul-coreanas
A agência divulgou algumas fotos e mapas da localização revelando a enorme extensão de armas norte-coreanas, protegidas por fortificações, estacionadas a poucos quilômetros da fronteira que separa as duas Coreias.

Os países ocidentais consideram que Pyongyang mantem em segredo absoluto a localização de sua artilharia, uma vez que mesmo fotografada por satélites, é deslocada de tempos em tempos, confundindo os observadores. Especialistas consultados pela Reuters estimam que a Coreia do Norte tem cerca de 13.600 armas e lançadores de foguetes na zona fronteiriça da península coreana.

De acordo com estes especialistas, o arsenal de armas inclui foguetes de médio e longo alcance, que passam por constantes atualizações tecnológicas e aperfeiçoamento, sendo impossível determinar com precisão sua potencialidade. As armas de longo alcance cobrem até 60 quilômetros, e são responsáveis pela maior parte da artilharia norte-coreana.

O país liderado pelo marechal Kim Jong-un também tem lançadores de foguetes capazes de atingir bases militares sul-coreanas. Vários sistemas lançador de foguetes (MLRS, por sua sigla em Inglês) podem disparar rajadas entre 12 e 22 foguetes de longo alcance de uma só uma vez, a uma distância superior a 60 quilômetros. Foguetes de médio e longo alcance podem transportar ogivas nucleares e atingir países que venham a apoiar um ataque norte-americano, como Japão e Austrália.

Para proteger sua artilharia de ataques aéreos, a Coreia do Norte tem construído centenas de bunkers na fronteira com a Coreia do Sul e no litoral.

Pyongyang defende seu programa nuclear, mísseis balísticos e outras medidas militares como uma resposta legítima a possível agressão estrangeira e denuncia os movimentos militares dos EUA e Coreia do Sul sobre o seu território nacional, considerando-os como uma ameaça à sua existência.

Os exercícios militares anuais realizados em conjunto pelos EUA e Coreia do Sul incluem sobrevoos de aeronaves norte-americanas na fronteira com ogivas nucleares, o que Pyongyang considera um tipo de “chantagem atômica”, obrigando o país a desenvolver armas nucleares para defender sua existência e soberania.

Comitê Brasileiro De Solidariedade à RPD Coreia - Coreia do Norte
www.marchaverde.com.br

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