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terça-feira, 13 de junho de 2017

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP Sobre as opções do Governo para o conselho de administração da TAP


A TAP, uma empresa estratégica no plano nacional, responsável por uma parte significativa das exportações, incluindo no turismo, assume um papel determinante na coesão do território e na ligação à diáspora. Foi tudo isto que o anterior governo pôs em causa quando, já numa situação em que se encontrava demitido, procedeu à privatização de 66% da empresa, entregando-a a uma multinacional brasileira - AZUL, tal como entregou outras importantes empresas estratégicas ao capital estrangeiro de que é exemplo a ANA aeroportos, condicionando assim o futuro da TAP e de todo o sector da aviação civil.
A reversão parcial da privatização da TAP (ficando o Estado com 50%) adoptada pelo Governo PS, no quadro da nova fase da vida política nacional, não respondeu ao que a defesa do interesse nacional exigia: a recuperação do controlo público total da empresa, desenvolvendo-a, modernizando-a e colocando-a ao serviço do País.
Para o PCP, a escolha dos representantes do Estado quer para altos cargos da administração pública, quer para as empresas do sector público empresarial, quer ainda para empresas, como a TAP, onde o Estado assume elevadas responsabilidades, deve ser ditada pela defesa dos interesses nacionais.
Os nomes indicados para a TAP, onde se inclui Miguel Frasquilho, quadro do PSD que esteve ligado ao BES e à política de privatizações de anteriores governos ou de Lacerda Machado ligado a discutíveis opções de gestão da TAP, entre outros, merece crítica do PCP, tal como mereceu a nomeação de Paulo Macedo, antigo ministro do PSD para a Caixa Geral de Depósitos.
O PCP reafirma que a opção de defesa do interesse público, designadamente no sector da aviação civil exige uma outra política que enfrente os interesses do capital monopolista, sejam os da AZUL na TAP, sejam os da Vinci nos aeroportos nacionais e pressupõe também a escolha de pessoas que dêem essas garantias.

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