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terça-feira, 20 de junho de 2017

Hermínio Loureiro suspeito de corrupção em negócios de campos sintéticos de futebol


A operação desencadeada nesta segunda-feira pela Polícia Judiciária do Porto e que levou à detenção de Hermínio Loureiro, ex-presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis e vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, por suspeita de crimes de corrupção, prevaricação, peculato e tráfico de influência, resulta de uma investigação em curso há um ano.
Além de Hermínio Loureiro, a PJ deteve o actual presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Isidro Figueiredo, cuja candidatura pelo PSD à autarquia, em Outubro, pode estar comprometida com o adensar desta investigação..
Na sequência desta operação, denominada Ajuste Secreto, a PJ já tinha ontem arrestado 15 imóveis, bem como seis viaturas de luxo, entre as quais um Bentley e seis milhões de euros. Em causa está um esquema de participação em concursos públicos relacionado com a instalação de campos sintéticos, apurou o PÚBLICO. As pessoas detidas nesta segunda-feira, que são suspeitas de manipulação de contratação pública, receberiam luvas de empresários da construção civil, também eles alvo da operação.
Neste esquema estão também envolvidos quatro empresários ligados ao "sector da construção civil" e um funcionário camarário que também foram também detidos. As autoridades não divulgaram nomes, mas o funcionário municipal em causa será o antigo adjunto de Hermínio Loureiro no executivo da Câmara de Oliveira de Azeméis e que é secretário na distrital do PSD de Aveiro.

Clubes de futebol visados

A PJ do Porto realizou 31 buscas em cinco câmaras municipais: Matosinhos, Gondomar, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Estarreja, e em cinco clubes de futebol, entre eles a União Desportiva Oliveirense, o Atlético Clube de Cucujães e o Futebol Clube Macieirense. 
Os casos sob investigação terão ocorrido no ano passado e os sete detidos são suspeitos de corrupção activa e passiva, prevaricação, participação económica em negócio e tráfico de influências.
Em comunicado, a Polícia Judiciária confirmou que deteve sete pessoas, com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos, "sendo um autarca, um ex-autarca, um funcionário camarário e os restantes empresários de profissão" e que "serão presentes a primeiro interrogatório judicial à competente autoridade judiciária para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas".
Nas operações participaram magistrados do Ministério Público e cerca de 90 elementos da PJ, esclareceram as autoridades no mesmo comunicado. A operação, disse a PJ, "permitiu até ao momento a obtenção de fortes indícios da existência de relações privilegiadas entre os suspeitos, ao longo do último ano". A investigação detectou a "realização de diversas obras em diferentes localidades, manipulando as regras de contratação pública".
Há sete meses, em Dezembro de 2016, Hermínio Loureiro renunciou ao mandato de presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis (eleito pelo PSD), surpreendendo os autarcas da região e os dirigentes sociais-democratas. O autarca, na altura, não justificou a sua decisão. Numa nota dirigida ao município, Hermínio Loureiro escreveu "que é muitas vezes mais importante saber sair da cena política do que a ela se apresentar".


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