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quinta-feira, 1 de junho de 2017

DANÇAM A "RONDA"


Anda perdida a "justiça" !
Anda por aí a cada canto enclausurando famintos e disfuncionais vencidos pela miséria, fome. os vícios. o crime reles.
Por outro lado nas zonas nobres, burguesas, as zonas libertadas, festeja-se o saque ao rebanho que berra mas obedece. Nas vivendas, nos condomínios privados cheios de camaras de vigilância e guarda fatos ao portão, dança-se a "ronda" experimentam-se os perfumes caros, e cheira-se o pó caro, enquanto a adrelina escorre que nem mijo pelas pernas gordas das madames e dos monsieurs ansiosos por estrear a nova casa da praia, as férias no cruzeiro e mais um automóvel de alta cilindrada e topo de gama.
Convidam-se para as festas longe da plebe, da arraia miúda, as matrafonas de Versalhes, os Cides marialvas, os polícias e os padres obedientes que enchendo a pança e recolhendo donativos são eles vulgares gatunos fardados ao serviço da corte..
Os vidros duplos auxiliam a que não se ouça o ruído cá fora e as baias sinalizam, limitam a fronteira dos que são escravos e que mais tarde irão ver nas revistas cor de rosa, nos pasquins, na televisão pequenos excertos estudados onde na festança tudo lhes parece normal.
António Garrochinho

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