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terça-feira, 20 de junho de 2017

A história de MadBizarrice: Graham Young, o assassino que era um verdadeiro pesadelo



Essa cara era tão diabólico que a sua própria história se torna bizarra. Ele era um verdadeiro pesadelo de qualquer pessoa no mundo. Apesar de parecer coisa de cinema, a história toda é verdadeira.


Em 1947 nascia um garotinho chamado Graham Frederick Young em Londres, Inglaterra. Durante a infância, criou um fascínio por química, mais especificamente por venenos. Dizem as más línguas que também adorava ler sobre serial killers. Aos 14 anos de idade, Young teve a ideia de testar seus venenos em pessoas e quem ele escolheu? As pessoas mais próximas dele, ou seja, sua família e amigos. É isso mesmo o que você leu, Young envenenou os que teoricamente mais deveria amar. Não demorou muito para que seu pai começasse a adoecer. Ele achou inicialmente que fosse algum virus, mas um tempo depois a doença atingiu sua esposa e sua filha também.  Os sintomas iam desde vômitos contínuos a diarréia e dores terríveis no estômago. Um ano depois, a madrasta de Young morreu envenenada.

Conseguir os ingredientes de seus venenos era relativamente fácil: mentindo sua idade e dando a desculpa de que eram para experimentos na escola, ele comprava pequenas quantidades dos ingredientes em lojas especializadas e as guardava até ter o suficiente para fazer os tais venenos. Depois era só testar em amigos e familiares.

Fred Young, pai de Graham.
 Sua tia suspeitou dele por causa de seu fascínio com química e o levaram a um psiquiatra. Este recomendou que avisassem a polícia. No entanto, como ele esquecia às vezes de quais alimentos havia envenenado e os comia, as suspeitas sobre ele logo sumiram, já que também tinha os mesmos sintomas que os outros.

Numa certa noite, depois da aula, seu professor decidiu investigar sua carteira na escola porque estava sendo indiciado por envenenamento pelo pai de Young. O que ele descobriu era aterrorizador: haviam potes com venenos, notícias de prisioneiros famosos, desenhos de pessoas sendo mortas e muito material químico. A polícia foi acionada imediatamente e Young foi preso. Ele acabou confessando que havia envenenado seu pai, sua madrasta, sua irmã e alguns de seus amigos da escola. Considerado um caso psiquiátrico, ele não acabou indo para a prisão e sim para uma clínica de segurança máxima (Broadmoor Hospital). Porém, isso não impediu que ele continuasse com suas experiências e pessoas que trabalhavam no hospital e companheiros de cela acabaram sendo envenenados, sendo que um outro paciente acabou morto. Como ele entendia muito bem do assunto, extrair cianeto (um veneno com efeito rápido e letal) de folhas de arbusto de louro era algo possível e relativamente fácil para ele, por isso sua obsessão nunca terminava. E a coisa só piorou quando ele começou a ter acesso a literatura médica e ampliou seus conhecimentos sobre a fisiologia humana. Chegou a dizer para uma enfermeira:"Quando eu sair, vou matar uma pessoa para cada ano que passei neste lugar".

Bob Egle
Foi solto quando tinha 23 anos de idade e foi morar com a irmã, com a promessa de que havia se curado. Mas que tolice a dos médicos, pois pau que nasce torto nunca se endireita e não demorou muito para aparecerem novas vítimas de envenenamento. Trabalhando em uma fábrica de produtos químicos para acessórios militares (como o brometode tálio-iodeto) em Bovingdon, ele se viu diante de uma grande oportunidade. Apesar de seus empregadores saberem que ele havia passado pelo hospital psiquiátrico, não foram informados de seu histórico com veneno. Um belo dia, preparou um chá com "ingredientes extras" e deu a seu capataz Bob Egle. Este adoeceu rapidamente e morreu.
Fred Biggs
Não satisfeito, ele começou a distribuir o chá para outros funcionários e logo todos eles estavam sofrendo dos mesmos sintomas, por isso muitos acharam que era um vírus e o chamaram de "vírus Bovingdon". Muitos foram parar no hospital. Cerca de 70 pessoas foram envenenadas, mas só quando Fred Biggs agonizou por semanas e morreu é que decidiram que era hora de fazer uma investigação mais profunda do caso. Young chegou a perguntar ao médico da empresa se alguém havia investigado envenenamento por tálio. Um colega lembrou que certa vez Young havia lhe dito que tinha o hobby de estudar produtos químicos e venenos e decidiu ir à polícia. Foi então que tudo veio à tona e o registro criminal de Young foi redescoberto.


Preso novamente em 1971 com tálio e antimônio no bolso, os investigadores decidiram investigar toda a vida dele. Descobriram outros produtos tóxicos em seu apartamento e um diário detalhado com doses ministradas, seus efeitos em suas vítimas e Young decidia se elas morriam ou não.

Foi julgado em 1972, ele alegou inocência e disse que o diário não passava de um livro de romance que estava escrevendo, mas nada disso convenceu o juiz. Acabou sendo condenado à prisão perpétua e ganhou o apelido de "envenenador de chás" (Poisoner Teacup). Desta vez foi enviado à prisão e fez amizade com um serial killer (Ian Brady) que logo se encantou por ele.

Em 1990, com 42 anos de idade, Young teve um infarto e morreu na prisão. Alguns acreditam que os próprios prisioneiros o tenham aniquilado. De qualquer forma, Graham Young se tornou o pior pesadelo de qualquer um no planeta ao aplicar seus venenos em pessoas inocentes e muitas vezes queridas. Chegou a ganhar um filme baseado em sua história chamado "O diário do envenenador" (The Young Poisoner's Handbook-1995) e uma estátua de cera foi adicionada à coleção da Câmara da Madame Tussaud's 'dos Horrores' (o que o deixou emocionado).


Estátua de cera de Young
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