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sábado, 20 de maio de 2017

Três franceses que trabalham no ramo da cibersegurança, incluindo um pirata informático, criaram um software que poderá eliminar o vírus WannaCry - Estima-se que os hackers que lançaram o ataque informático tenham amealhado até esta sexta-feira 94 mil dólares com o pagamento de resgates.




Três franceses que trabalham no ramo da 
cibersegurança, incluindo um pirata informático, 
criaram um software que poderá eliminar o vírus 
WannaCry, que afetou mais de 300 mil computadores 
em pelo menos 150 países. 

O WanaKiwi ajuda a reaver os ficheiros raptados e 
a recuperar o controlo do computador.
O software WanaKiwi foi disponibilizado gratuitamente na internet esta sexta-feira, exatamente 
uma semana depois de o WannaCry ter lançado o pânico em vários países. 

Este malware, software malicioso, ameaça bloquear definitivamente os ficheiros dos utilizadores 
que não paguem um resgate em uma semana.
Segundo o Público, o WanaKiwi procura na memória do computador os números primos 
utilizados pelo software malicioso para criar a chave necessária para desencriptar os ficheiros. 
O WanaKiwi procura automaticamente os ficheiros infetados e impede que o WannaCry infete 
novas pastas.

Contudo, esta ferramenta apenas funciona se os dispositivos infetados não tiverem sido 
desligados, pois reiniciar o computador pode apagar os números primos da memória do 
computador, e se as vítimas usarem o WanaKiwi antes de o vírus ameaçar prender os ficheiros 
para sempre.

Os inventores deste software são Adrien Guinet, um especialista em cibersegurança, Matthieu 
Suiche, um pirata informático e Benjamin Delpy, que trabalha no Banco da França, segundo a 
Reuters.

O WanaKiwi "deve trabalhar com qualquer sistema operativo desde o XP até ao Win7", disse 
Suiche à Reuters. A ferramenta já foi testada e funcionou com computadores que têm o 
Windows 7, o Windows XP e 2003. Se funcionar com o Windows 2008 e Vista poderá ajudar 
todos os aparelhos vulneráveis ao vírus.
"Esta não é uma solução perfeita, mas até agora é a única solução manejável para ajudar 
organizações a recuperarem os seus ficheiros se tivere sido infetadas e não tiverem cópias de 
segurança", continuou Suiche.
Até esta quarta-feira, metade dos dispositivos infetados pelo WannaCry globalmente estava 
na China e na Rússia, segundo a Reuters, que cita a empresa de cibersegurança Kryptos Logic.
Estima-se que os hackers que lançaram o ataque informático tenham amealhado até esta 
sexta-feira 94 mil dólares com o pagamento de resgates.

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