NOTA


Os textos assinados por outrem ou retirados de outros blogs ou sítios não reflectem necessáriamente a opinião ou posição do editor do "desenvolturasedesacatos"

terça-feira, 16 de maio de 2017

RTP garante que ainda não escolheu a cidade e que vai olhar para o mapa de Portugal


Eurovisão exige sala de imprensa para 1500 jornalistas. RTP vai procurar infra estruturas em todo o país. Parcerias serão estudadas e já houve vários contactos informais


A decisão sobre a cidade que vai receber o Festival Eurovisão da Canção em 2018 em Portugal ainda não está fechada, garante Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP. A televisão pública vai agora começar a estudar o dossiê entregue pelo produtor executivo do concurso no sábado à noite em Kiev após a vitória de Salvador Sobral, e analisar as possibilidades existentes em todo o país. "Vamos olhar primeiro para o mapa de Portugal", disse ao DN.
"Tomámos uma primeira medida que foi fazer o levantamento de instalações em Portugal que possam acolher estes eventos", disse o responsável da RTP ao DN. Deusdado garante que Lisboa não foi já escolhida, como foi veiculado por alguma comunicação social. "Não há decisão sobre o local", sublinhou. O estudo dos locais, em todo o país, será feito tendo em conta quatro critérios: os custos, a área coberta, as condições anexas ao local e a capacidade hoteleira, adiantou. O responsável não avançou com o número de pessoas que uma organização destas acarreta, nomeadamente das delegações.
Ao DN, o gabinete de imprensa da Eurovisão adiantou que entre os requisitos gerais da EBU para uma grande produção televisiva como esta está não só o local do espetáculo mas também os respetivos camarins e um centro de imprensa com capacidade para cerca de 1500 jornalistas que funcionam durante seis a oito semanas. "A cidade anfitriã deve ter quartos de hotel suficientes para estes jornalistas mas também para mais de mil delegados durante duas semanas", refere a informação.
Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP
    "Vamos começar a reunir as equipas internamente para olhar para o projeto e caderno de encargos que a EBU [European Broadcasting Union ] enviou", refere Deusdado, sublinhando que a RTP ainda nem se reuniu com os responsáveis internacionais.
    "Vamos fazer isto da forma mais espetacular possível com o mínimo custo possível, gerindo cada euro com o maior cuidado", disse Daniel Deusdado admitindo que a RTP vai estabelecer parcerias com outras entidades. Sem adiantar detalhes, admitiu que recebeu já vários contactos de interessados em associar-se ao festival, sem que haja algo de concreto.
    Daniel Deusdado não deu indicação do modelo de seleção do local que vai ser escolhido pela RTP. Questionado sobre se pode fazer um concurso público, como aconteceu noutros países, referiu que tal não aconteceu em todos ("houve de tudo") e insistiu: "Aquilo que para nós é essencial é ver onde estão as infraestruturas, a capacidade hoteleira, os custos e ver qual o envolvimento financeiro que pode haver para aprovar esta instalação."
    Com a vitória de Salvador Sobral no Festival Eurovisão da Canção, no passado sábado, a televisão pública portuguesa ficou encarregada de organizar a edição do ano que vem. Um custo ainda não estimado para Portugal mas que, segundo os analistas, oscila entre os 20 milhões de euros (caso da edição de 2013, em Malmo, na Suécia) e os 56,7 milhões de euros (edição de 2012 em Baku, no Azerbaijão). O orçamento da estação pública para 2017 é de 235,8 milhões de euros.
    A final do concurso Eurovisão da Canção, Salvador deu à RTP a maior audiência do ano, com 23% de share. Mais de um milhão e quatrocentos mil portugueses viram a transmissão do festival.


    www.dn.pt

    Sem comentários:

    Enviar um comentário