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terça-feira, 16 de maio de 2017

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP A propósito dos dados económicos referentes ao 1.º trimestre de 2017


Acabaram de ser divulgadas pelo INE as estimativas rápidas do PIB para o 1.º trimestre de 2017, dados inseparáveis da inversão com o rumo imposto pelo governo PSD/CDS e das medidas, ainda que limitadas, de reposição e conquista de direitos e rendimentos. Em termos homólogos o PIB cresceu 2,8% e em cadeia 1%. No trimestre anterior a variação homóloga tinha sido de 2% e a variação em cadeia de 0,7%. É preciso recuar ao 2.º trimestre de 2004 para encontrar um ritmo de crescimento em termos homólogos deste nível.
A reposição salarial na Administração Pública; o aumento ainda que insuficiente do salário mínimo nacional; o fim da sobretaxa de IRS para os escalões de rendimentos mais baixos; o aumento das prestações sociais; o descongelamento das pensões; ou a redução do IVA na restauração que, implementadas em 2016, conduziram à aceleração do consumo privado e procura interna, em particular a partir do 2º semestre de 2016. Sem prejuízo do contributo dado pelo lado da procura externa líquida que apresenta um valor positivo não sustentável (com destaque para o turismo), é no consumo privado (que representa 68% do PIB) que reside a principal contribuição.
Os números agora conhecidos, desmentindo profecias dos que não se conformam com a derrota do governo anterior e da sua política, devem entretanto ser lidos com a prudência que resulta de uma conjuntura internacional favorável (designadamente baixo preço do petróleo, desvalorização do euro e baixas taxas de juro) e de não estarem solidamente sustentados numa trajectória de crescimento económico liberto dos constrangimentos que se colocam à soberania nacional. Como o PCP tem afirmado é na ruptura com as opções da política de direita e na adopção de uma política determinada pela defesa, reposição e conquista de direitos, de dinamização do investimento e da produção nacional, de libertação do País da submissão ao euro, de renegociação de uma dívida que é insustentável e de ruptura com os interesses do capital monopolista que residirão as condições para que o ritmo de crescimento atingido no 1.º trimestre não tenha um carácter conjuntural e se projecte de forma sustentável ao longo dos próximos tempos.


www.pcp.pt

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