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sábado, 15 de abril de 2017

REVOLTA DA MADEIRA - 4 DE ABRIL DE 1931


A PRIMEIRA REBELIÃO CONTRA A DITADURA 
O descontentamento face ao novo regime cerealífero imposto pela ditadura de Salazar, a falência das casas bancárias de Henrique Figueira da Silva e Sardinha, o desemprego e a crise económica originaram, no início da década de 30, um clima propício à revolta popular que acabou por deflagrar nos primeiros dias de Abril de 1931.
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De 4 de Abril a 2 de Maio de 1931 (faz, hoje, 86 anos), o movimento revolucionário colocou a Madeira na ribalta da política portuguesa e fez despertar as atenções da Europa sobre a ilha. Da periferia Atlântica, o Governo da Ditadura era duramente contestado.
Nesse espaço de tempo, o Comando Militar da Madeira tomou algumas decisões que correspondiam às aspirações dos madeirenses, nomeadamente sobre as Casas Bancárias em situação de falência, o desassoreamento do cais do Funchal e a indústria de bordados.
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A superioridade das forças governamentais face às precárias condições de resistência dos conspiraodres, bem como a convicção conscienciosa da necessidade de evitar um inútil banho de sangue, ditaram fatalmente a rendição. A esta não deve ser alheia a posição do governo britânico, ainda não devidamente estudada, mas que tudo indicia como favorável a Lisboa.
Para os madeirenses, que vibraram com promessas de liberdade e resolução de questões graves e antigas, a capitulação decidida pelo general Sousa dias e o coronel Fernando Freiria foi desilusão e simultaneamente fim de um sonho ou pesadelo.
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Foi na Madeira que se deu a primeira revolta contra a ditadura do Estado Novo, liderado por Salazar.
NB: In “A Revolta da Madeira: 1931”, Nelson Veríssimo, Maria Elisa de França Brazão e Maria Manuela Abreu.

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