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sábado, 15 de abril de 2017

Povo Afar da Etiópia


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Os afares vivem em uma área do continente africano chamado Triângulo de Afar, no Djibouti e na Etiópia do Nordeste. Em meados de 1988, existiam cerca de 543.000 afares, que diziam ser descendentes dos árabes, apesar de falarem a língua cuchítica (também cuchítica). Sua cultura provém de crenças antigas, com influências do islamismo moderno.
São também conhecidos como Danakil, nome usado especificamente para se referir aos afares do norte, enquanto os afares do sul são conhecidos como Adel (ou Adal), de maneira análoga ao antigo Sultanato de Adal.A língua afar, que faz parte do ramo cushítico da família linguística afro-asiática, é falada por todo o território habitado pelo grupo étnico; como os afares são, no entanto, tradicionalmente pastores nômades, seu idioma também está presente em outras regiões.Os afares se converteram ao islamismo no século X, após estabelecerem contato com mercadores árabes vindos da península Arábica.

HISTÓRIA

A menção mais antiga registrada aos afares foi feita no século XIII, pelo escritor árabe ibn Sa’id, que relatou que eles habitavam a área em torno do porto de Suakin, estendendo-se a sul, até Mandeb, perto de Zeila.Foram também mencionados com frequência, nos registros etíopes, primeiro por ter ajudado o imperador Amda Seyon numa campanha no território depois do rio Awash, e um século depois, quando auxiliaram o imperador Baeda Maryam em sua campanha contra um povo vizinho, os dobe’a. No fim do século XVII surgiu o Sultanato de Aussa, dominando por um primus inter pares dos soberanos afares.
Em 1975 a Frente de Liberação Afar iniciou uma revolta, sem muito sucesso, liderada por um antigo sultão afar. O Derg estabeleceu a Região Autônoma de Assab (atual Aseb, na Eritreia), embora ainda assim alguns focos de insurreição tenham continuado a existir até o início da década de 1990. No Djibuti um movimento similar foi iniciado ao longo da década de 1980, culminando na Insurgência Afar de 1991.
Africa: Afar girl, EthiopiaSome say the Afar of Ethiopia and Eritrea are descendants of ancient Egyptian . They share many physical traits: hawk-nosed features, hair style, shawls draped loosely over their shoulders, words of their language, and use they symbols reminiscent of hieroglyphics to mark their camels.:

CULTURA E ESTILO DE VIDA

Embora alguns afares tenham migrado para cidades e adotado um estilo de vida urbano, a maioria permaneceu como pastores nômades, criando gado bovino, ovino e caprino no deserto. Durante a estação das secas, a maioria acampa nas margens do rio Awash. Camelos são usados como meio de transporte pelos afares, enquanto migram de uma fonte de água a outra. Com a chegada da estação das chuvas, em novembro, a maior parte dos afares volta então para territórios mais altos, evitando as enchentes e os mosquitos.
Uma casa típica afar consiste de uma espécie de tenda, conhecida como ari, feita com varas de madeira cobertas por tapetes; camas feitas com os mesmos tapetes e madeiras também são usadas. Cada burra, “acampamento”, consiste de dois ou mais ari, e é de responsabilidade das mulheres. Os afares complementam sua dieta de leite e carne com produtos que obtêm vendendo o sal que escavam do deserto, além de leite e peles de animais, nos mercados de Senbete e Bati.
Politicamente, a sociedade afar se organiza em sultanatos, formados por sua vez por diversas aldeias, chefiadas por um dardar. Tradicionalmente a sociedade se divide em famílias (clãs), e em classes: os asaimara, “vermelhos”, formam a classe dominante, enquanto os adoimara, “brancos”, são a classe trabalhadora.
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A circuncisão é praticada tanto em garotos quanto garotas. Um jovem é julgado por sua bravura ao suportar a dor do ato, e após ser circuncisado por escolher a garota que desejar como sua esposa (geralmente alguém de seu próprio círculo étnico).
Os afares possuem uma relação forte com o seu meio ambiente e a vida selvagem da região, partilhando a terra e seus recursos com os animais e tentando não lhes fazer mal. Este comportamento teria sido responsável pela preservação de animais em sério risco de extinção, como o burro selvagem africano (Equus africanus), que se tornou extinto em ecossistemas mais vulneráveis.
A cultura afar apresenta alguns hábitos exclusivos em termos de vestimenta:
  • Mulheres casadas tradicionalmente vestem um lenço negro chamado de shash ou mushal.
  • O principal item do vestuário de homens e mulheres é o sanafil, uma pano vestido na cintura. As mulheres o tingem de marrom (embora hoje em dia utilizem de diversas cores), enquanto os homens não pintam os seus.
Os Afar dizem ser descendentes de Cam, filho de Noé. Os Afar que vivem no deserto habitam uma das regiões mais resistente do mundo, conhecida como a planície de Afar ou deserto de Danakil. A maioria dos Afar são nômades que pastoreiam ovelhas, cabras, gado e camelos. A riqueza de um homem é medida pelo tamanho de seus rebanhos. Os Afar rurais vivem em campos cercados por barreiras de espinho, para protege-los dos ataques de animais selvagens ou tribos inimigas. Eles são muçulmanos, mas muitos ainda vivem os costumes de crenças pré-islâmicas. Eles acreditam que algumas árvores e bosques tem poderes sagrados. Acreditam que espíritos dos mortos sejam muito poderosos.
Afar man with butter in his hair, Ethiopia:
Obstáculos ao Ministério
Seguir a Jesus entre os Afar é correr o risco de perder status na comunidade, bem como, eventualmente, perder a família e amigos. Estes são prejuízos graves

CRENÇA RELIGIOSA

Devido a influência muçulmana, a maioria dos afares são sunitas, embora essa religião (o sunismo) também possua influências de uma crença antiga, pré-islâmica, de adoração a um deus do céu chamado Wak. Apesar dessas influências antigas, os afares não comem carne suína, bebem pequenas porções de álcool e, aqueles que possuem condições, fazem peregrinações à Meca.
 

CIRCUNCISÃO

Os afares fazem a circuncisão de ambos mulheres e homens. No caso das mulheres, a vagina é costurada, o que também é feito por alguns grupos de bantos e outros cuchitas. Os homens são circuncidados quando atingem a maturidade.
 Afar Tribe Girl, Assaita, Afar Regional State, Ethiopia:

PATRILINEARIDADE

A sociedade dos afares é baseada na divisão dos clãs, os quais são divididos por classe. Enquanto que é simples observar que os homens herdarão as características físicas e espirituais da mãe, é compreensível o fato de que muitos deles desenvolvem sua personalidade baseada na figura do pai. Em razão disso, os homens são nomeados líderes e as mulheres executam o serviço doméstico.
 

NÔMADES

Os afares são nômades e o rebanho é composto por ovelhas, camelos e cabras. Porém, também existem os pescadores, e também possuem vacas quando existe terreno propício para elas. Por esse motivo, sua alimentação é composta em grande parte por carnes e derivados do leite.
 

AS DUAS CLASSES

Tradicionalmente, existem duas classes dentro da sociedade afar, os Asaimaras e os Adoimaras. Os Asaimaras, também chamados de vermelhos, são considerados os nobres, enquanto que os Adoimaras, os brancos, são os plebeus.

CASAMENTO

As mulheres são eleitas ao casamento quando atingem os 10 anos de idade, enquanto os homens podem se casar depois de matarem alguém em batalha, pela tradição. Os casamentos dos afares são monogâmicos, apesar do islamismo permitir o homem ter até quatro cônjuges, e quando os parceiros são escolhidos, dá-se preferência aos primos.
Foco Escritura
“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” Apocalipse 11.15 (via)
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Afar woman Los Afar llevan una vida dura. Su habitat es uno de los más duros del laneta. El punto más caluroso de la tierra; el abrasador Desierto del Danakil. ETIOPIA:
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Etheopian Tribe
Para quem quiser pesquisar mais sobre as tribos africanas, aqui vão os nomes de algumas: Afar, Éwés, Amhara, Árabes, Ashantis, Bacongos, Bambaras, Bembas, Berberes, Bobo, Bubis, Bosquímanos, Chewas, Dogons, Fangs, Fons, Fulas, Hútus, Ibos, Iorubás, Kykuyus, Masais, Mandingos, Pigmeus, Samburus, Senufos, Tuaregues, Tútsis, Wolofes e Zulus.

vivimetaliun.wordpress.com

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