No conjunto das intervenções a realizar estão, além da "construção de uma nova ponte de acesso à praia de Faro", a criação de "um cais de passageiros em Tavira" e "a requalificação da Ilha da Culatra, da praia do Ancão e da Avenida 5 de Outubro, em Olhão", revelou o gabinete do ministro do Ambiente, na nota de imprensa que anunciou a decisão da Pólis da Ria Formosa, após reunião em assembleia-geral.
O gabinete do ministro João Pedro Matos Fernandes precisou que o Estado é "o principal financiador" do montante global a ser gasto nestas intervenções, com uma contribuição de 4,6 milhões de euros, e o restante montante será coberto pelos outros "parceiros no financiamento", nomeadamente as Câmaras municipais de Faro, Olhão, Tavira e Loulé e a empresa Docapesca.
"Prevê-se que o projeto de requalificação da Ilha da Culatra possa ser beneficiado com um financiamento comunitário de cerca de 850 mil euros", sublinhou o gabinete do ministro.
O Governo justificou a necessidade de avançar para a construção de uma nova ponte para a praia de Faro com as "fragilidades de difícil correção" da travessia atual e considerou que o futuro acesso permitirá "melhorar a mobilidade, criando uma solução mista de circulação para automóveis, peões e bicicletas".
O Governo também justificou a decisão de avançar com o projeto de requalificação da ilha da Culatra, que pertence ao concelho de Faro, com a necessidade de adotar "medidas de recuperação do núcleo piscatório com a reabilitação das zonas degradadas, promovendo a qualidade de vida da população residente".
"Destaca-se, entre outros, a criação de um parque de lazer e de uma doca seca, a valorização do largo igreja e a integração da zona adjacente ao cais de acostagem e interligação desta com núcleo habitacional", acrescentou.
A mesma fonte referiu que a "intervenção em Tavira" visa "a substituição do atual cais de acostagem por outro, em betão armado, com as necessárias condições operacionais e de segurança", enquanto na Praia do Ancão, no concelho de Loulé, é necessário "garantir a segurança e o conforto na utilização do espaço público e, ao mesmo tempo, proteger e recuperar o sistema dunar, disciplinando a circulação e estacionamento automóvel".
A Sociedade Pólis Ria Formosa tem competências nessa zona protegida do Algarve, uma das principais zonas húmidas de Portugal, utilizada por diversas espécies de aves para nidificar ou permanecer algum tempo no decurso das suas migrações.
A Ria Formosa abrange uma zona de litoral que se estende desde Cacela Velha, em Vila Real de Santo António, até à praia do Ancão, em Loulé, e caracteriza-se pela existência de vários núcleos habitacionais ao longo das ilhas-barreira que pertencem aos concelhos de Faro e Olhão.


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