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terça-feira, 4 de abril de 2017

Polícia de Elite tortura mulher e filhas



 Agente do Grupo de Operações Especiais da PSP condenado a cinco anos suspensos.  

Agente da PSP condenado por violência doméstica, hoje com 53 anos, pertencia à elite da Unidade Especial de Polícia - o Grupo de Operações Especiais José Rebelo 0 1Agente principal no Grupo de Operações Especiais, a unidade de elite da PSP, o homem de 53 anos agrediu a mulher uma vez por mês durante os 23 anos de casamento, assegura o Tribunal de Santarém. 

À tortura, com murros, pontapés, com o cinto e a pistola de serviço apontada à cabeça da mãe, não escaparam as três filhas, agora com 25, 20 e 16 anos. 

As vítimas fugiram de casa em junho de 2015. O polícia foi agora condenado a 5 anos de pena suspensa, ficando proibido de se aproximar da mulher e das três filhas - que tem de indemnizar em 23 500 euros apesar de estar insolvente. 

Mas viu os juízes devolverem-lhe a arma. Segundo o acórdão, a que o CM teve acesso, a mulher foi sofrendo consecutivamente de "pontapés, bofetadas e socos". O polícia atirou-lhe objetos. 

Chamava-a de "p..." e gritava-lhe frases como: "Ganho mais que tu - devias ir dar a c... para a autoestrada." O tribunal deu como provadas relações extraconjugais que o agente do GOE usava para "menosprezar" a vítima, comparando-a com as outras. Quando a conversa não agradava, reagia dizendo que "partia a boca toda" à mulher. No acórdão, os juízes recordam uma discussão em que o polícia - atualmente já fora da elite da PSP e a fazer serviço de secretaria no Comando de Lisboa - encostou a sua arma de serviço à cabeça da mulher, que desconhecia não estar municiada, e premiu o gatilho. 

Conforme as filhas cresceram, foram-se colocando entre as discussões dos pais, para as interromperem, e foram também agredidas com chapadas e com o cinto e chamadas de "atrasadas mentais", "burras" e "cabras". Dizia-lhes: "São umas m..., que não fazem nada em casa." 

A mulher fugiu para uma casa-abrigo, mas uma semana depois acedeu aos pedidos do marido. Foi agredida no carro quando regressavam a casa.

http://www.cmjornal.pt

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