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terça-feira, 11 de abril de 2017

PCP acusa Bloco de se encavalitar nas suas jornadas parlamentares


Porta-voz bloquista veio defender propostas laborais em dia de encontro de deputados comunistas. João Oliveira não gostou e puxou dos galões do partido nessas matérias


O PCP acusou o BE de se encavalitar nas suas jornadas parlamentares, depois da coordenadora bloquista, Catarina Martins, ter defendido esta segunda-feira mais férias e reforma antecipada para quem trabalha por turnos.
No final de uma visita a uma fábrica de cerâmica em Condeixa, Coimbra, onde também se trabalha por turnos, os jornalistas questionaram o líder parlamentar comunista, João Oliveira, sobre estas propostas e a farpa saiu direta: "Não vou fazer comentários sobre temas que outros partidos ou outros grupos parlamentares decidiram encavalitar nas jornadas parlamentares do PCP". Mas logo tratou de puxar do "histórico" do partido nestas matérias, nomeadamente "em matéria de condições de trabalho e de vida, relacionadas com as férias, os horários de trabalho e o cumprimento e verificação dos direitos dos trabalhadores, particularmente através da contratação coletiva".
Com o recado dado, João Oliveira centrou-se na defesa de outros temas em que o PCP também puxa dos seus galões, nomeadamente na baixa dos custos de energia e na necessidade de um acesso mais fácil ao crédito para as empresas.
"Os custos com a energia pesam mais do que custos da mão-de-obra", notou o líder da bancada comunista, referindo-se à empresa Dominó, na Cartaxa. "Enquanto o petróleo passou para quase metade do preço, a energia aumentou consideravelmente, sobretudo o gás natural e a eletricidade", recordou, para logo recuperar outro tema omnipresente no discurso do PCP. A necessidade das empresas de setores estratégicos, como as de energia, estarem "nas mãos do Estado para dar outras condições às empresas para produzirem e criarem emprego".
"Constatámos aqui enormíssimas potencialidades produtivas do nosso país do ponto de vista industrial que, com uma outra política económica, poderiam traduzir em muito mais produção de riqueza", sublinhou. Para defender de novo o acesso ao crédito, nomeadamente através da Caixa Geral de Depósitos, mas também do Novo Banco, se este fosse nacionalizado. Com estes dois bancos seria possível ter outra atenção ao "desenvolvimento do país e da atividade produtiva".
Um dos administradores da empresa, Alberto Henrique, explicou aos jornalistas que foi "inevitável" a empresa sofrer com a crise em particular no setor da construção, desde 2009. Hoje a aposta é na exportação, que representa cerca de 70% da produção da fábrica de pavimentos e revestimentos cerâmicos, numa faturação que atingiu 15,2 milhões de euros, apesar de nos dois últimos anos os resultados terem sido perto de zero.


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