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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Parquímetros retirados pela população de Carnide


Em declarações à Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa, disse que esta «acção popular» nasceu de forma espontânea entre os moradores da zona, que se sentem injustiçados com a colocação dos parquímetros por parte da EMEL – Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, «sem uma consulta pública».



Para esta tarefa de remoção, os moradores revelaram estar «munidos das próprias mãos» e de «uma enorme vontade de remover uma injustiça» que lhe foi imposta pela EMEL.
Esta madrugada, o presidente da Junta de Carnide garantiu que os parquímetros não foram danificados nem vandalizados, já que estes cidadãos em protesto apenas querem fazer valer os seus direitos nas decisões para a zona onde habitam.
Os parquimetros da EMEL removidos ficaram guardados na esquadra da PSP durante a noite e serão entregues ao final da tarde na Câmara Municipal de Lisboa.
A informação foi avançada à Lusa já de madrugada por Fábio Sousa, que disse ainda que os sete parquímetros serão levados para os Paços do Concelho «sob a guarda da população e da junta» e que pretendem entregá-los pessoalmente ao presidente da autarquia, Fernando Medina, numa acção marcada para as 18h.
A intenção de guardar os parquímetros na esquadra da PSP, que acorreu ao local de onde foram retirados, pretende proteger estes equipamentos e evitar que sejam vandalizados, disse Fábio Sousa.
A EMEL activou os parquímetros na última sexta-feira, apesar de o parque de estacionamento com capacidade para 200 lugares, na Azinhaga das Carmelitas, prometido pela Câmara Municipal, ainda não ter sido construído. Tal como estão por concretizar dois projectos de intervenção no espaço público, com verbas garantidas através dos orçamentos participativos municipais de 2014 e 2015, afirmou o presidente da Junta de Freguesia de Carnide a O Corvo, no início de Março.
Já em meados de Fevereiro, uma petição lançada por moradores e comerciadas da zona histórica de Carnide, «indignados com a tentativa de entrada abrupta da EMEL em Carnide Centro sem que sejam resolvidos os problemas de estacionamento de forma integrada e sem que sejam requalificadas as ruas conforme prometido», reuniu cerca de 2500 assinaturas.


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