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quinta-feira, 13 de abril de 2017

O QUE AS MULHERES INVENTARAM


1. Ada Lovelace – Primeiro programa de computador (1843)

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Única filha legitima do poeta inglês Lord Byron, a escritora e matemática Ada Lovelace (1815-1852) foi a primeira pessoa a reconhecer, em 1843, que as máquinas e computadores poderiam exercer funções mais amplas do que simplesmente cálculos matemáticos. Com isso, Lovelace desenvolveu o primeiro algoritmo pensado para ser executado por uma máquina, tornando-se a primeira programadora de computação da história – além da primeira pessoa a reconhecer um potencial amplo em tais máquinas, antevendo em mais de um século a revolução que vivemos hoje.

2. Maria Beasley – Bote salva-vidas (1882)

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Em meados do século XIX, um bote salva-vidas não era muito mais do que uma placa de madeira com remos para se escapar de um navio afundando. Foi Maria Beasley, uma inventora e empreendedora americana quem inventou o bote salva-vidas moderno, compacto, à prova de fogo, de fácil e eficiente uso, com placas de metal capazes de boiar e navegar por longas distâncias de forma realmente segura. A eficácia de sua invenção foi comprovada de forma extrema quando do desastre do Titanic, no qual seu bote evitou centenas de mortes.

3. Josephine Cochrane – Lava-louças (1886)

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De um mero desejo de não precisar mais lavar suas louças chinesas (e nem quebra-las durante o processo manual de lavagem depois do uso), a americana Josephine Cochrane acabou por participar do início de um processo fundamental em nossas modernização: a substituição do esforço humano por máquinas em tarefas gerais.
Josephine inventou uma máquina que utilizava jatos de água quente e sabão no lugar do esfregar de mãos contra a louça. Para efetuar um processo realmente seguro, ela incluiu a estrutura onde se encaixam as louças (até hoje utilizada), e patenteou sua máquina de lavar louças em 1886, com uma adição revolucionária: um motor. Dessa forma, não era preciso do esforço humano nem mesmo para girar manivelas. O futuro começava a chegar, portanto, dentro de nossas vidas e casas.

4. Anna Connelly – Saída de incêndio (1887)

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Parece simples, mas a invenção da saída de incêndio em edifícios mudou a maneira com que o mundo podia lidar com tais tragédias. A invenção de Anna Connelly não era exatamente uma escada, como até hoje se usa, mas sim uma ponte retrátil de metal, que ligava um prédio ao edifício vizinho. Com isso, se antes, diante de um incêndio, a única possibilidade de fuga era para o alto do edifício (dificultando tremendamente a fuga), com sua “ponte” as pessoas podiam ir até o prédio ao lado, e sair de forma segura (a distância necessária entre os prédios para a aplicação das pontes também ajudavam no combate para que o fogo não se alastrasse).
Sem a ponte de Connelly, não haveria escadas modernas – e muito mais vidas teriam sido perdidas em tragédias.

5. Sarah Boone – Tábua de passar (1892)

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A invenção de utensílios domésticos, em uma época em que somente as mulheres cuidavam das tarefas da casa e do dia-a-dia, ao oferecerem mais autonomia, tempo livre e menos trabalho braçal, ajudaram em muito à libertação feminina. Assim, como na invenção da máquina de lavar-louças, a tábua de passar – criada pela afro-americana Sarah Boonne em 1892 – não só trouxe uma qualidade muito maior no resultado das roupas passadas, como facilitou a vida das mulheres que, dinate das desiguais circunstâncias, tinham de se dedicar a tais tarefas – abrindo espaço, dentro de casa, para uma maior autonomia feminina.

6. Florence Parpart – Geladeira elétrica (1914)

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Imagine a vida moderna sem a geladeira – e, logo, sem sua bebida favorita sempre gelada, e sem a transformadora capacidade de armazenar alimentos por muito mais tempo (diminuindo o desperdício de comidas radicalmente, além de melhorar intensamente a própria higiene de nossas cozinhas e hábitos alimentares).
Pois foi em 1914 que Florence Parpart apresentou ao mundo a primeira geladeira elétrica, tornando instantaneamente obsoletas as caixas de gelo de então. Florence foi também uma grande empreendedora, capaz de popularizar seu invento por todo o mundo – e o mundo até hoje agradece.

7. Hedy Lamarr – Wi-Fi e tecnologias celulares (1942)

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A austríaca Hedy Lamarr já era uma reconhecida atriz de Hollywood quando, no início da Segunda Guerra Mundial, inventou um sistema de comunicação, por ondas de rádio, capaz de alterar a rota e despistar os torpedos inimigos. A patente foi alcançada em 1942, mas pouco utilizada na guerra, por seu alto custo e pela dificuldade de desenvolvimento.
Décadas depois, porém, a invenção de Lamarr (levantada junto com o compositor George Antheli) tornou-se base direta para o desenvolvimento da telefonia celular, e das tecnologias de transmissão de dados Wi-Fi e Bluetooth. Em 2014, por sua vasta contribuição, Lamarr foi incluída no Hall da Fama dos Inventores, nos EUA.

8. Virginia Apgar – Teste de Apgar (1953)

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A obstetra e anestesista americana Virginia Apgar já era uma liderança pioneira em suas áreas quando, em 1953, desenvolveu o primeiro teste para determinar a saúde do bebê recém-nascido. O teste (ou Escala de Apgar) é aplicado nos primeiros minutos de vida, levantando a avaliação de 5 sinais objetivos do bebê, no primeiro e no quinto minuto de vida (e seu sobrenome tornou-se uma espécie de sigla e acróstico para o apontamento desse sinais): Aparência, Pulso, Gesticulação, Atividade, Respiração.
Através dessas avalições dentro da escala, é possível determinar com especial eficiência a saúde dos primeiros momentos de vida do neném – possibilitando, assim, o que boa parte das invenções aqui listadas permite: salvar vidas.

9. Escorredor de arroz – Therezinha Beatriz Alves de Andrade (1959)

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O invento da brasileira Therezinha Beatriz Alves de Andrade não só entra na categorias das invenções que ajudaram a emancipação feminina, como provoca um forte impacto no desperdício de comida – pauta cada vez mais fundamental no mundo de hoje.
Ela inventou nada menos que o escorredor de arroz, com uma bacia acoplada a uma peneira em um só objeto. Assim, não só a tarefa doméstica de lavar e preparar o arroz para ser cozido tornava-se mais ágil, como uma boa quantidade de alimento deixava de ser desperdiçada diariamente nas pias de todo o mundo.

10. Stephanie Kwolek – Fibra Kevlar (1965)

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A química americana Stephanie Kwolek havia dedicava-se apaixonadamente à ciência quando incumbiu-se de uma tarefa que ninguém na época pareceu interessado: desenvolver uma fibra mais resistente do que as até então existentes, mas que fosse também mais leve. Seu propósito original era usa-la para reverter pneus.
Sua criação, a fibra Kevlar, é cinco vezes mais resistente que o aço, e consideravelmente mais leve do que outras fibras – e é hoje utilizada não só em coletes à prova de bala, como em aviões e turbinas.


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