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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Informados, desinformados ou mal informados? Eis a questão! A lição Siria!

Informados, desinformados ou mal informados? Eis a questão! A lição Siria!
Qualquer um que investigue com alguma profundidade e variedade (de fontes, de proveniências e orientações) o que se passa na Síria, chega a um conjunto de conclusões interessantes, mas nenhuma delas (ou poucas) algum dia expressas pela douta Comunicação social credível!
Em 2013 Obama estava doido por invadir a Syria. Supostamente, por causa de uma ataque com gas Sarin perto de Damasco. Foi peremptório em apontar o dedo a Assad. A Siria, pais laica, evoluído, com liberdade religiosa e igualdade de género, com as fontes de energia estatizadas e país alinhado com a Rússia e Irão, era considerado um importante percalço para Israel, Turquia (por causa dos Kurdos), Arábia Saudita e EUA.
Embora não haja registo algum de ataques de Bashar Al-Assad sobre o seu povo com gas Sarin, antes de 2013, o facto de o ter (armazenado pelo seu pai), foi utilizado como pretexto desestabilizador da região. Era o primeiro passo da 3ª guerra mundial, visando... A Rússia (aí detinha e detém a sua única base naval em águas quentes).
Esteve quase, a invasão. Mas à ultima da hora, Putin apareceu com um relatório da ONU, encomendado a pedido dos EUA (curioso), que dizia, claramente, que o ataque não podia ser imputado a Assad pois as provas recolhidas apontavam para a frente Al-Nusra (braço da Al-qaeda). Obama teve de recura. O relatório é público, anda aí pela net e a sua autora já foi demitida, tal como foi a que fez um relatório denunciando o apartheid israelita. E quem a demitiu? por quem? Pois, esse grande crente e temente a deus, de seu nome Guterres. O mesmo que apoiou a invasão da Jugoslávia.
Claro que, depois do estado Islâmico (apoiado por Sauditas, Turcos e outros), de toda a matança verificada, milhões de refugiados e a miséria que se conhece, fomos sendo bombardeados de propaganda apontando Assad como o mal encarnado. Sabia-se que o Monsenhor de Damasco chateou-se com Rogeiro porque esse rapaz insistia em atacar Assad, baseando-se em mentiras (nas palavras do Monsenhor). Sabia-se que os jornalistas tinham dificuldades enromes em arranjar um refugiado que falasse mal de Assad e sabia-se que quem se deslocava à Siria encontrava um povo esperançado pela vitória das forças SAA. Excepto, claro, os "rebeldes". Todos sabemos quem são estes rebeldes e o que fazem, bem como o desprezo profundo que têm pela vida humana. Mas, como servem os interessados na destruição da Siria... Passam a ser gajos porreiros. Na Siria, claro. Porque noutras paragens, já são terroristas.
Passado isto tudo, a retoma das SAA dos eu país, o apoio Russo e tudo mais, todos achámos, bem, talvez se consiga manter a paz naquela terra ensanguentada de sangue inocente. Nem pensar. Eis que de repente, surge o gás sarin. Guterres, beato até mais não, apontou logo o dedo, nem precisou de investigar. Mesmo que no terreno estejam duas versões contraditórias. Trump, palhacito, mudou logo de opinião, e toca de bombardear a Siria. E a Comunicação Social? fez como sempre. Repetiu a voz do dono.
Claro que ainda existe gente séria nestas coisas e depois de muito esburacar, conseguimos encontrar em sites como o Global Research, ou o Consortium news (não, não é preciso ir aos Russos, basta o Canadá, esse antro pró Assad!), para percebermos que, de facto, mesmo a CIA está muito cuidadosa com o assunto, pois não se quer outro Iraque e as suas Armas de Destruição Maciça. Encontramos peças jornalistiscas de gente internacionalente reconhecida como Chossudovski ou Jonh Pilger (amplamente premiados na área), que nos lembram debates na Turquia que comprovam que Erdogam, já havia contrabandeado gás venenoso para a Siria, para que os "rebeldes" o usassem nos kurdos. O que sucedeu variadas vezes, mas que os EUA e a Comunicação Social aproveitou para apontar o dedo ao de sempre.
Eu não meto a mão no fogo por ninguém, mas a história de Alepo mostrou uma coisa, que o que os EUA chamam de "rebeldes" usaram e abusaram dos escudos humanos, tal como o estado islâmico em Mossul, com a conivência, desta feita, de todo o establishement. Afinal, já não interessa capitalizar as mortes às mãos americanas.
Também sei que, tudo o que Assad não quer é que os EUA invadam a Siria. Nem a Rússia e nem eu! Não percebo que raio de estúpido lhes daria tal pretexto. E Assad pode ter todos os defeitos do mundo, conhecidos, desconhecidos e inventados. Mas nunca o tomei por estúpido, parvo ou descuidado. Mas sei que o desespero dos "rebeldes" à beira da derrota os pode levar a tudo. É a lei da guerra! Em Alepo inventaram uma criança que nem lá estava, outra que era filha de um alto dirigente do grupo armado que dominava a cidade... Por aí fora.
Seja como for, acho que por cá e por lá, se se investigasse mais e se se apontasse menos, seria possível impedir a escalada para a guerra final. Assim, não vejo outro futuro que não o de isto, qualquer dia, ir tudo pelos ares.
Até lá, vamos fazendo o que podemos para não acreditarmos em contos da carochinha, no bons contra os maus e por nos mantermos o amis informados que pudermos, no meiod e toda a desinformação.
Uma coisa eu sei. Usem a Comunicação Social tradicional e em vez de Informados, não ficam desinformados, ficam mal informados!
Paz ao povo Sírio e a todos nós!

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