NOTA


Os textos assinados por outrem ou retirados de outros blogs ou sítios não reflectem necessáriamente a opinião ou posição do editor do "desenvolturasedesacatos"

terça-feira, 18 de abril de 2017

Escolas mais pobres são as primeiras a reduzir turmas




De acordo com o despacho, 28 estudantes passa a ser o máximo permitido por turma. No primeiro ano, o máximo é de 24 alunos; nos quinto, sétimo e décimo, esse número não pode ultrapassar os 28. As novas regras entram em vigor, numa primeira fase, já no próximo ano letivo.

SOM AUDIO
video


Estão, assim, de volta os limites anteriores à gestão de Nuno Crato no Ministério da Educação. Mas os parceiros do governo queriam mais. O PCP e o Bloco de Esquerda defenderam, no Parlamento, que as turmas do primeiro ciclo não deveriam ter mais do que 19 alunos. Nos restantes, o máximo deveria ser 22.
Os secretários de Estado determinam que as primeiras escolas a cortar no tamanho das turmas pertencem aos chamados Territórios Educativos de Intervenção Prioritária. Ou seja, ficam em zonas consideradas desfavorecidas em termos sociais e económicos. Locais onde há muita pobreza e exclusão social, marcados pela violência, indisciplina, abandono e insucesso escolar.
Um dos objetivos dos chamados TEIP é evitar o absentismo e o abandono escolar precoce. Em todo o país, há 137 agrupamentos e escolas abrangidos por este programa.
Numa nota à comunicação social, o Ministério da Educação considera que a redução do número de alunos por turma "não só combate o insucesso escolar, fortalecendo o processo de ensino-aprendizagem, como favorece o trabalho desenvolvido pelos docentes em contexto de sala de de aula".
Em novembro, no debate do Orçamento, o ministro da Educação fez depender a redução do tamanho das turmas do impacto financeiro. Na altura, Tiago Brandão Rodrigues revelou que o governo pediu um estudo para avaliar a melhor forma de avançar com a medida. Mas os resultados dessa análise não são ainda conhecidos.
O ministro garantiu também que, independentemente dessas conclusões, as turmas começariam a reduzir-se, de forma gradual, já a partir do próximo ano letivo.
(Notícia atualizada às 10h02, com a publicação em Diário da República e a nota do Ministério da Educação)

Sem comentários:

Enviar um comentário