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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Elixires





Ao longo de séculos e  milénios se tem sonhado com variados elixires: Época de Ouro (passado), o Santo Graal, a alquimia do ouro,  a juventude eterna, o amor eterno – porventura o menos insensato de todos -, etc.
Não existe uma História Universal dos Sonhos, que nos dê conta do seu registo, apenas estão presentes na memória colectiva dos povos.
Nas últimas décadas conseguimos uma imitação tosca da juventude eterna, prolongado a velhice por mais uns anos. Melhor seria que a medicina tivesse realizado este milagre prolongando a idade da juventude, mas temos de ter paciência e esperar sentados: pode ser que aconteça. Omitindo o elevado custo psicológico de prolongar a velhice, fica uma montanha de problemas para resolver, nomeadamente a conta da farmácia e dos hospitais.

Para não nos embriagarmos excessivamente com o prolongamento da velhice convém fazer algumas contas simples: as células da pele  renovam-se em poucos dias mas não há cosmético que consiga combater o seu envelhecimento, as células do fígado renovam-se em ano e meio, as células do cérebro renovam-se em cerca de 100 anos (algumas morrem sem envelhecer).

O prolongamento da velhice é o oposto ao elixir da eterna juventude: em lugar de corpos esbeltos e muita alegria, temos corpos decadentes e solidão.

Apesar de ter levado milhões de anos a evoluir, o corpo humano não deixa de ser um «amontoado» de peças mal montadas. Imaginar que se renova harmoniosamente, não passa de mais uma utopia.

Nos dias de hoje, o elixir da juventude encontra-se difundido numa cultura – e num negócio prospero – de parecer jovem, ser jovem de qualquer forma e maneira, exibir juventude quando todos estão a ver que por detrás das sucessivas operações plásticas esta uma pessoa mais velha. Uma fauna especial diz respeito aos que se consideram jovens de espírito mesmo que já estejam decadentes.

Existem especulações acerca do limite para a duração do Homem e sobre a suposta capacidade de o cérebro aumentar, alguns especialistas afirmam que esse limite vai até aos 115 anos.

Não existe qualquer prova objectiva de que isto possa ser verdade, algumas pessoas, poucas, aproximam-se até esta idade e têm capacidades limitadas.  

Ao contrário dos mitos, velhice é uma coisa chata e pouco romântica, há imenso tédio e isolamento na velhice.



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