NOTA

OS TEXTOS ASSINADOS POR OUTRÉM OU RETIRADOS
DE OUTROS BLOGUES OU SÍTIOS NÃO REFLECTEM NECESSÁRIAMENTE
A OPINIÃO OU POSIÇÃO DO EDITOR DO "desenvolturasedesacatos"

quarta-feira, 12 de abril de 2017

ELEIÇÕES EM FRANÇA: UMA FOSSA ABISSAL. HEIL LE PEN, SCHAUBLE E ASSOCIADOS!




Que faltam 11 dias para as eleições em França, o coio de nazi-fascistas. Também é verdade que França elegeu antes um xuxalista cheio de não presta, Holland. Esse, atual PR, não se candidata. Ao menos isso. Olha-se ao espelho e sabe que para bisar trampa não vale o “sacrificio”. Para já porque decerto não seria reeleito, nem ele nem a sua mediocridade.

França está na fossa. A direita ressabiada e nazi-fascista duma filha de um grande outro que tal Zé da Viola, Le Pen, vai com intenções de voto de 20 por cento, mas há mais à direita, o que revela que mais de 30 por cento dos eleitores franceses ou são estúpidos ou realmente fascistas. Não lhes chegou o que Hitler fez de França, gato-sapato, agora são eles próprios que querem ver Paris a arder. Depois há um tal que se diz de esquerda e que, dizem, está a subir nas sondagens. Se assim acontecer torna claro a enorme divisão que vai naqueles país. Aliás, não é o único, na Europa. Os povos parece que gostam sempre de levar porrada e vai daí elegem os que não devem. E agora, se lessem isto, perguntariam: “E então em quem devemos votar?” Pois. Boa pergunta. Sabemos lá em quem devem votar! Sabemos, isso sim, que na maioria dos casos os candidatos são uns grandes mentirosos. Ah! E sabemos que não devem votar nesses radicais de direita, nesses mordomos do nazismo. Ou não vos bastou o tempo que a França esteve ocupada pelos estuporados ao serviço de Hitler? Então têm aí a tresloucada Marine Le Pen que é fascista, nazi, e só não o assume porque isso ainda não lhe convém. Só o fará, se fizer, depois de tomar o poder que, eventualmente, lhe ofereçam de bandeja. Adiante. Façam o que devem e como devem: preservem o mais possível as liberdades, a democracia – mesmo a atual, que é tão deficitária. Ainda mais por via da UE estar sob a ameaça igualmente nazi de marmanjos como Schauble e esse tal Dijsselbloem, seu lacaio. Adeuzinho, até ao meu regresso, disse Hitler. Aí estão eles, radicados naquela zona europeia que nunca mais aprende e tende sempre para dar abébias aos ditadores, aos fascistas, aos nazis. Heil, Schauble e seus seguidores. Até a Merkel é metida no saco por aquele poder rodosentado schaubliano. Ora porra, meus!

Seguindo para a praia. Hoje não há mais pão para malucos. Vão ao Expresso Curto tirado por Pedro Santos Guerreiro. Tem muita espuma e trato de muitos temas. Não percam. Bom dia, se conseguirem. (MM / PG)


Pedro Santos Guerreiro - Expresso

Faltam 11 dias

Daqui a semana e meia, há eleições em França. Mesmo sem se saber se muda tudo, já tudo mudou. Mudou na esquerda francesa mesmo que a direita não ganhe. Mas mudará toda a Europa se Marine Le Pen vencer. As sondagens dizem que não, que pode até ganhar na primeira volta mas perde na segunda. Mas o que acertam as sondagens?

“É inédito. Tudo pode acontecer", afirmou ontem o diretor do Departamento de Estudos do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop), citado pelo DN: quatro candidatos estão com intenções de voto próximas dos 20%: Marine Le Pen já era uma séria candidata, assim como Emmanuel Macron, mas Jean-Luc Mélenchon desatou a subir nas últimas semanas e já ultrapassou François Fillon. Ou seja, uma nacionalista de direita e um populista de esquerda assomam, residindo s esperanças europeias (incluindo as de Angela Merkel) em Macron. E, como escreve o Ricardo Costa, de surpresa em surpresa um facto emerge: “o PS francês está em vias de desaparecer”.

Estas são as eleições mais importantes do ano na Europa: uma eleição de Le Pen será uma pedrada na União Europeia, que a ameaça muito mais do que o Brexit, escrevia ontem, no Público, Teresa de Sousa.

O crescimento de partidos anti-europeus (sejam eles nacionalistas, populistas ou ambas as coisas) resulta do fracasso da UE em dar respostas aos problemas de que ela passou a fazer parte. Esses problemas não têm apenas a ver com falta de liderança, com derivas ideológicas ou com paralisias institucionais. A esquerda deixou-se capturar pelo sistema financeiro, sendo incapaz de produzir um discurso e uma política que reaja à condição de endividados. E a direita da social-democracia resignou-se à condição de uma desigualdade crescente. Ainda esta semana o FMI emitiu um relatório que confirma o agravamento do fosso de distribuição da riqueza entre o capital e o trabalho, em desfavor deste. Isto é, dos salários. Aceitar este efeito colateral do capitalismo financeiro e globalizado como inevitável é muito mais do que não saber lidar com resgates, é ignorar uma das principais razões pelas quais o eleitorado europeu vota contra o projeto que lhe vem garantindo a paz. Mas não a prosperidade.

Faltam 11 dias para as eleições francesas e nenhumas outras fora de Portugal são este ano tão importantes para o que se passa – e passará - também connosco.


paginaglobal.blogspot.pt

Sem comentários:

Enviar um comentário