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quarta-feira, 12 de abril de 2017

ABERRACÇÃO ! FISCO LEILOA CAIXÕES, SINDICALISTA DIZ QUE JÁ OUVIU FALAR DE CUECAS DE FIO DENTAL



A Associação dos Agentes Funerários de Portugal faz um apelo aos empresários da classe para que não comprem caixões em leilões da Autoridade Tributária. É esta a reação dos representantes das funerárias a dois leilões que estão ativos no site das finanças com urnas penhoradas em processos fiscais.


Confrontado pela TSF com estes casos, o vice-presidente da associação dos agentes funerários admite que para os profissionais do setor uma urna é um bem que vale algum dinheiro e por isso tem alguma lógica a penhora.
Contudo, João Barbosa diz que nunca tinha visto uma penhora de caixões a funerárias (só a fabricantes) e lança o apelo aos colegas para que não entrem nestes leilões, "que parecem um bocadinho anedóticos", para que seja o Estado a ficar com as urnas. Caso contrário, não acredita que um particular vá comprar os caixões para "ficar com eles em casa".

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Falha do contabilista acaba com penhora de caixões
Ao lado de máquinas de fábricas, mas também móveis e eletrodomésticos de restaurantes, um conjunto de casa de banho ou um barco de pesca, o site da Autoridade Tributária tem por estes dias dois leilões de urnas entre os quase 130 leilões de vários tipos de bens móveis (que não carros) ativos em todo o país.
Um dos leilões envolve nove caixões numa funerária em Vila Nova de Gaia com o valor base de licitação de 2 mil euros. O outro uma funerária na Amadora onde estão quatro caixões com um preço base de 700 euros. A TSF visitou uma das funerárias e encontrou o dono que contou como surgiu a penhora.

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Evitando dar o nome para não ter mais problemas, o proprietário mostrou as urnas de que é fiel depositário até ao leilão e garantiu que tudo se deve a uma multa de 8 mil euros porque o contabilista não entregou umas declarações às finanças durante dois anos
Com quase 80 anos e mobilidade muito reduzida depois de um AVC há cinco anos, o proprietário explica que ainda está a tentar perceber ao certo o que se passou pois era a mulher, doente e em recuperação, que tratava da "papelada".
Primeiro as finanças penhoraram a conta bancária, explica, mas um dia, depois de comprar quatro urnas para ter em stock, os funcionários do fisco apareceram e, garante, já sabiam o que queriam penhorar. Tinham os números de referência e foram diretamente às urnas. Outras urnas sem saída há anos, o carro funerário velho e até os muitos santos que ninguém compra ficaram à margem de qualquer penhora do fisco.
Trabalhadores dos impostos dizem que é normal
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos garante que as penhoras de caixões não são novas pois teve um colega que já as fez, mas não se lembra de casos em que as urnas tenham chegado a ser leiloadas.
Paulo Ralha defende que o caso não é original, pois os serviços têm de penhorar o que tem valor para pagar a dívida, independentemente do bem em causa

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Para além de urnas, Paulo Ralha já ouviu outros casos caricatos. Por exemplo, um colega que penhorou um lote de cuecas fio dental para pagar uma dívida ao fisco.

VALORES PENHORADOS CHEGAM A ABERRAÇÃO






www.tsf.pt

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