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quinta-feira, 27 de abril de 2017

NO 80º ANIVERSÁRIO DO BOMBARDEAMENTO DE GUERNICA -1ª e 2ª Parte

NO 80º ANIVERSÁRIO DO BOMBARDEAMENTO DE GUERNICA -1ª Parte

Painel "Guernica" (1937), de Pablo Picasso. Obra constante 
no Museu Reina Sofia, em Madri, Espanha. 
Fotografia: Museu Reina Sofia.

NO 80º ANIVERSÁRIO DO BOMBARDEAMENTO DA CIDADE BASCA DE GUERNICA (1ª Parte)
(Homenagem do Alpendre da Lua)

A TRISTE HISTÓRIA DE GUERNICA, A OBRA-PRIMA DE PABLO PICASSO *


Conta-se que durante a ocupação da França pelas forças nazis alemãs, na Segunda Guerra Mundial, um oficial alemão, diante de uma réplica do painel Guernica, teria perguntado a Picasso se teria sido ele o autor do famoso e trágico painel, ao que, rapidamente, Picasso respondeu: "Não, foram vocês!".

Em Janeiro de 1937, o governo espanhol pediu a Picasso que criasse uma obra para figurar no pavilhão da Espanha, na Exposição Internacional de Paris, o que viria a aconteceria em Junho. Ao que parece, Picasso não atravessava os seus dias mais criativos, mas, tragicamente, tudo mudou quando recebeu notícias de um terrível bombardeio ocorrido na Espanha.

No dia 26 de Abril de 1937 [faz hoje 80 anos], a cidade basca de Guernica havia sido arrasada por aviões da Alemanha nazi, que testavam os seus novos equipamentos bélicos. Profundamente comovido pelas fotografias dos jornais, que estampavam um trágico horror, Picasso decidiu traduzir na tela o seu sentimento de repulsa à guerra e o da esperança na paz e no progresso.
Trancado no seu atelier, durante um mês, e estimulado pelas tristes imagens que dispunha em mãos, materializou e expôs, em 4 de Junho, aquilo que se tornaria a sua obra-prima: O painel de Guernica — posteriormente considerado um acertado e preciso prognóstico do que iria acontecer durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Conta-se, embora não se tenha certeza, que durante a ocupação da França pelos nazis alemães, na Segunda Guerra Mundial, um oficial alemão, diante de uma réplica do painel, teria perguntado a Picasso se teria sido ele o autor do famoso e trágico painel, ao que, rapidamente, Picasso respondeu: "Não, foram vocês!".

A cidade de Guernica era pequena, mas amplamente simbólica para o antigo povo basco. O ataque teria matado pelo menos 200 pessoas, mas o número de vítimas mortais foi, possivelmente superior a mil. Guernica tinha apenas 6 mil habitantes, na época.

Naqueles anos, o país de Picasso vivia a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) — travada pelos nacionalistas do general Franco (apoiados pela Alemanha nazi), contra o governo republicano do socialista Caballero (apoiado pela União Soviética). Com a superioridade bélica alemã, consubstanciada na Legião Condor, Franco ascendeu ao poder, em Espanha.

A cidadela foi bombardeada por dois motivos: o general Franco teria desejado humilhar os bascos, sob o pretexto de eles terem dado abrigo a algumas tropas inimigas, já vencidas; e, para os nazis alemães, o bombardeamento foi apenas um teste de novas armas, orquestrado por Wolfram Von Richthofen (primo do lendário Barão Vermelho). "Hermann Goering, comandante da Luftwaffe (a força aérea alemã), revelou em 1946, durante julgamento no Tribunal de Nuremberg, que Guernica foi um estupendo laboratório para ensaiar sistemas de bombardeamento com projécteis explosivos e incendiários, numa cidade aberta. O resultado da mórbida experiência tornou-se o episódio mais lembrado da Guerra Civil." (TRACCO, 2007, p. 47)

Quando a Segunda Guerra Mundial deflagrou, em 1 de Setembro de 1939, o painel foi enviado aos Estados Unidos da América para que fosse protegido e, tendo Picasso exigido, que aquela sua obra nunca deveria regressar a Espanha, enquanto Franco estivesse vivo. O déspota morreu em 1975 e a obra-prima, então, regressou, em1981, à sua casa definitiva, Museu Reina Sofia, em Madrid.

·         Texto originalmente publicado no Museu de Imagens.
© obvious obvious:

[Texto adaptado ao português de Portugal pelo administrador doAlpendre da Lua]

***«»***

O que significa o Quadro Guernica de Pablo Picasso **

O Quadro Guernica de Pablo Picasso é uma das mais famosas pinturas do artista espanhol e uma das mais conhecidas do cubismo. Esta obra de arte revela os efeitos provocados da guerra na população de uma cidade.

Picasso inspirou-se no bombardeamento da cidade Guernica, desencadeado no dia 26 de Abril de 1937. Nesse dia, aviões alemães da Legião Condor destruíram quase completamente a cidade espanhola. Guernica (ou Gernika em basco) é uma cidade da província da Biscaia, localizada na comunidade autónoma do País Basco.

Por este motivo, este quadro tem também um significado político e funciona como uma crítica à devastação causada pelas forças nazis alemãs, aliadas ao ditador espanhol Franco. Outra possível interpretação indica que o quadroGuernica funciona como um símbolo da paz ou da anti-guerra.

Depois de terminado (demorou aproximadamente um mês a ser terminado), o quadro fez uma digressão pelo mundo, tendo ficado internacionalmente consagrado, e conseguindo atrair a atenção para o drama da Guerra Civil Espanhola.

Com o início da Guerra Civil Espanhola (em 1936), o falecimento de sua mãe, em 1939, e o princípio da Segunda Guerra Mundial, Picasso passou por uma fase depressiva. Algumas das suas obras, criadas nessa altura, revelam o seu estado de espírito mais atormentado, como se poderá ver, por exemplo, no quadro Guernica e na série de "Dona Maar".

Quando deflagrou a Segunda Guerra Mundial, Picasso resolveu emprestar a sua pintura ao Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), onde esteve até 1981, ano em que regressou a Espanha.

Guernica é uma pintura a óleo sobre tela, de grandes dimensões, com 7.76 metros de comprimento e 3.49 metros de altura. Actualmente, esta pintura está exposta em Madrid, no Museu Reina Sofia.

Análise do quadro Guernica

O contexto histórico é essencial para interpretar esta pintura. Naquela altura, finais dos anos trinta, do século passado, a Espanha vivia um conflito entre as forças Republicanas e os Nacionalistas liderados pelo General Francisco Franco. Os Nacionalistas contaram com o apoio do exército nazi, e autorizaram os alemães a bombardearem Guernica, como forma de testarem novas armas e novas táticas de guerra, que viriam a ser usadas mais tarde na Segunda Guerra Mundial.

Depois do ataque destruidor, Pablo Picasso - que residia em França - estava a trabalhar numa obra para apresentar numa Exibição em Paris a pedido do Governo Republicano Espanhol, mas decidiu abandonar a sua ideia original, para criar uma obra relacionada com o ataque em Guernica.

Cores

O preto e o branco foram as cores escolhidas pelo o autor, e que servem para intensificar a sensação de drama causado pelo bombardeamento.

Composição

Esta é uma obra cubista, pois inclui figuras geometricamente decompostas, usando elementos surrealistas e técnicas que seriam associadas ao cubismo.

O cavalo e o touro são dois dos elementos mais destacados do quadro, sendo elementos muito populares na cultura espanhola. Uma possível interpretação é que este bombardeamento selvagem representa um ataque à cultura espanhola, uma tentativa de destruir os ideais defendidos pelos cidadãos espanhóis.

Além disso, também é possível ver o horror causado em seres humanos, com um soldado morto, no chão, uma mãe que chora a morte do filho morto nos seus braços (esquerda do quadro), uma mulher em desespero, enquanto a sua casa é destruída pelas chamas (direita do quadro), uma mulher com a perna ferida, que tenta fugir de todo o caos provocado (no centro da pintura) e uma mulher com um lampião, que parece iluminar o resto dos elementos (no centro do quadro).

Alguns elementos parecem ter, dentro de si, algo escrito, como se fossem formados por folhas de jornal. Isso indica a origem da informação que chega ao pintor, sobre o ataque ocorrido em Guernica.

A espada quebrada representa a derrota do povo, que foi quebrado pelos seus opositores, enquanto os edifícios em chamas indicam a destruição não apenas em Guernica, mas a destruição causada pela Guerra Civil.

** Página da internet Significados

[Texto adaptado ao português de Portugal pelo administrador do Alpendre da Lua]


NO 80º ANIVERSÁRIO DO BOMBARDEAMENTO DE GUERNICA (2ªª Parte) _ Poema de Alexandre de Castro

Painel "Guernica" (1937), de Pablo Picasso. Obra constante 
no Museu Reina Sofia, em Madri, Espanha. 
Fotografia: Museu Reina Sofia.


NO 80º ANIVERSÁRIO DO BOMBARDEAMENTO DA CIDADE BASCA DE GUERNICA (2ªª Parte)
(Homenagem do Alpendre da Lua)

GUERNICA

O dedo negro e adunco da facínora mão
traçou num sujo mapa as coordenadas da morte...
Condenou um povo à sua sorte !...

E a Besta, na espessura grotesca do seu porte,
escoucinhando o ar,
espumando baba, sangue e raiva,
decretando a celerada lei
pela Humanidade proscrita,
deu um berro descomunal
e disse:
- Matai a Liberdade!... Aqui!... Em Guernica !...

A Besta hedionda,
fúria encastelada de ventos mortais,
vomitando fogo, ferro e aço,
espectro gigante de asas negras esvoaçando,
riscou, sinistra, o espaço...

No céu azul daquela tarde adormecida
a aventesma apareceu...
Um povo do mundo ignorado,
desassossegado e aflito,
de medo e espanto trespassado,
morreu!...

Debaixo dos escombros sucumbiu...
Sepultado nas crateras que o fogo abriu...

Alexandre de Castro

Lisboa, Fevereiro de 1985


Publicado na Revista  Seara Nova (Nº 10 FEV/MAR 1987)

***«»***
Guernica  [Tradução em castelhano]
El dedo negro y curvo de la facinerosa mano
ha trazado en un sucio mapa las coordenadas de la muerte...
¡Ha condenado a un pueblo a su suerte...!

Y la Bestia, en la espesura grotesca de su porte,
coceando el aire,
espumando baba, sangre y rabia,
decretando la perversa ley
por la Humanidad proscrita,
ha dado un grito descomunal
y ha dicho:
-¡Matad a la Libertad...! ¡Aquí...! ¡En Guernica...!

La Bestia hedionda,
furia amurallada de vientos mortales,
vomitando fuego, acero y hierro,
espectro gigante de alas negras revoloteando,
ha rasgado, siniestra, el espacio...

En el cielo azul de aquella tarde adormecida
ha aparecido el monstruo...
Un pueblo del mundo ignorado,
angustiado y abatido,
de miedo y espanto traspasado,
ha muerto...!

Ha sucumbido bajo los escombros...
Sepultado en los cráteres que el fuego ha abierto...

Alexandre de Castro


Tradução de: Maria Alonso Seisdedos 

***«»***

GUERNICA  [Tradução em italiano]


Il dito negro e adunco della  facinorosa mano
Ha tracciato in una sporca mappa le coordinate della Morte!...
… Há condennato il popolo alla sua sorte!...

E la Bestia, nello spessore grottesco del suo portamento
Scalciando l’aria
Spumeggiando bava, sangue e rabbia,
Decretando la scellerata Legge
Por l´Umanitá proscritta,
Emise um insolito grido
E disse:
- Uccidete la libertá! Qui! A Guernica!...

La Besta immonda,
Furia incastellata di venti mortali
Vomitando fuoco, ferro e accialo
Spettro gigante di nere ali svolazzando,
Raschió, sinistra, lo spazio.

Nel cielo negro della notte senza luna
Il terrore é apparso…
Un popolo, dal mondo ignorato
Inquieto e afflito
Di paura e spavento trapassato,
È morto…

Sotto le macerie soccombe
Sepolto nel crateri che il fuoco há aperto…

Alexandre de Castro

Lisboa, Febbraio 1985



alpendredalua.blogspot.pt

O 25 de Abril. As comemorações em Oeiras - I I



A primeira imagem, à esquerda, é a original e foi tirada por um profissional. Como profissional que é, certamente tirou várias para depois escolher a que melhor enquadrar. Como o orador a que se refere a imagem foi o terceiro a intervir naquele mesmo cenário, pode-se dizer que teria o fotografo toda a oportunidade em adequar os parâmetros da sua sofisticada máquina, de modo a que a luz realçasse as cores nacionais, a que a focagem fosse a correcta (para além de poder esperar que o bombeiro deixasse a cara descoberta).
A segunda imagem é uma grosseira montagem, feita por mim, para tentar emendar tão péssimo trabalho, repor dignidade (e tratar respeitosamente) alguém que tal merece.

E esse é quem? É o meu camarada Carlos Coutinho!
E quem é o Carlos Coutinho?

É um camarada que tem (fez) este discurso, ontem, Na Assembleia Municipal de Oeiras:


Caros Concidadãos,

“Era uma vez um país

onde entre o mar e a guerra

vivia o mais infeliz

dos povos à beira-terra

Onde entre vinhas sobredos

vales socalcos searas

serras atalhos veredas

lezírias e praias claras

um povo se debruçava

como um vime de tristeza

sobre um rio onde mirava

a sua própria pobreza” (Ary dos Santos)


Qual a razão que nos traz a todos, hoje 25 de Abril de 2017, a esta sala?

Qual a lembrança que nos une a todos, hoje, aqui neste auditório?


Qual a palavra que celebramos, hoje aqui?


Pelo verbo do poeta Jorge de Sena o digo:

“Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.”

Sim, é sem dúvida a Liberdade que aqui nos traz. É ela que nos permite estarmos reunidos neste espaço.



O 25 de Abril de 1974, foi um acontecimento extraordinário que, pela esperança que abriu, que pelas transformações que desencadeou, ficará gravado, para sempre, na nossa memória coletiva, enquanto povo, e, sem dúvida, no nosso património afectivo.



Como precisamos de conhecer o passado, para entendermos o presente e para construirmos o futuro, nunca é de mais lembrarmos que a Revolução dos Cravos nos trouxe a democratização, o progresso, o desenvolvimento de Portugal.



Em Abril de 74, colocou-se um ponto final numa Guerra Colonial fratricida para com os povos africanos irmãos, ao ser derrubado o regime ditatorial de Salazar e Caetano, regime opressor, medíocre, caduco, fechado, cego e surdo aos ventos de mudança que varriam a Europa e o Mundo após a vitória sobre o Nazi-fascismo em 1945. Um regime indiferente às legítimas aspirações do povo português.



Foi a dignidade de homens livres, que ganhámos naquela madrugada libertadora, naquele dia “inicial inteiro e limpo”. (Sophia de Melo Breyner Anderson)



Os jovens Capitães, mais tarde apelidados de Capitães de Abril, abriram o caminho com as suas chaimites, onde balas rapidamente foram substituídas, pelo povo feliz que inundou as ruas, por flores de esperança: cravos vermelhos!

“Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.”

 Sim, os Capitães abriram o caminho para a nossa liberdade, e por isso lhes estaremos para sempre gratos. Mas, não se iludam, o antigo regime desmoronou-se não por acaso. Foi obra de muitas décadas anteriores de luta, de muitos anos de resistência. Obra de homens e de mulheres que deram a vida por um Portugal que queriam mais livre, mais justo, mais solidário. Homens torturados, que se recusaram a denunciarem os seus companheiros; mulheres a viverem um estatuto de menoridade nas suas decisões mais simples, sempre subjugadas ao poder paterno ou marital; pessoas na clandestinidade sem poderem, durante anos, rever as suas famílias, os seus filhos; operários nas fábricas e camponeses nos campos a fazerem greves por menos horas de trabalho e melhores salários, quando as mesmas eram proibidas; estudantes em luta por um ensino digno; professores e cientistas impedidos de lecionarem por terem ideais opostos à cartilha única; escritores e poetas com os seus livros apreendidos; jornalistas com os seus textos truncados pelo lápis azul da censura prévia; marinheiros, mineiros, empregados de escritório, gente assassinada às mãos da torcidária polícia política do regime, encerrada nas suas prisões e nos seus campos de concentração.



A entrega de todos eles foi recompensada em 25 de Abril de 1974. Com a nossa Liberdade. Liberdade que, não poucos, já não conseguiram gozar.



Mas, mais uma vez, não se iludam. Nunca poderemos baixar os braços, pois é essencial continuar a defender Abril de todos os que dele pretendem fazer um simples dia feriado, sem ideologia, sem significado.



Os estandartes de Abril, as conquistas de Abril, têm que ser as bandeiras que agitaremos com maior ênfase.



Caros Concidadãos,



São quase inumeráveis as conquistas e as transformações que nos trouxeram a Revolução e os tempos que se lhe seguiram.



Muitas dessas transformações foram realizadas pelo Poder Local Democrático, uma das mais sólidas e duradouras conquistas de Abril.



Por este motivo, a CDU e os seus eleitos prosseguem uma intransigente defesa do poder local democrático que, ao longo de décadas tem sido objeto da ofensiva da política de direita para reduzir o seu papel e a sua dimensão plural, representativa e participada que a Constituição da República Portuguesa consagra.



Estaremos sempre, na linha da frente, contra o ataque e a usurpação à autonomia das autarquias, contra o empobrecimento democrático imposto ao seu funcionamento e organização (cujo expoente máximo foi o governo PSD/CDS).



Exigimos, assim, condições financeiras, organizacionais e humanas que permitam o capaz desempenho das atribuições e das competências autárquicas.



Defenderemos, com a luta que for necessária, os serviços públicos e o acesso à cultura, à saúde, à educação, à proteção social e à habitação por parte de toda a população.



O nosso compromisso é inequívoco no sentido da reposição das freguesias liquidadas, pois elas representam um fator de proximidade e de participação democrática.



Na mesma linha, o PCP proporá, na Assembleia da República, que se estabeleça um calendário que permita que em 2019 esteja concluída a criação e a instituição das regiões administrativas.



Já em Maio, o Partido Comunista fará o agendamento da discussão de um projeto de lei sobre a contratação coletiva; e promoverá uma audição pública sobre a desregulação dos horários de trabalho.



A intervenção da CDU nas autarquias é um fator decisivo para dar expressão e força à intervenção em defesa dos direitos das populações e de todos os trabalhadores, à solução dos problemas, à promoção do desenvolvimento e progresso locais.



Rejeitando visões populistas e demagógicas de ataque gratuito e de suspeição generalizada sobre eleitos locais, o percurso reconhecido dos autarcas da CDU, percurso de trabalho, de honestidade e de competência, pautou-se, pauta-se e pautar-se-á pelo exercício de cargos públicos norteados pela recusa de benefícios pessoais, pela intervenção coerente da defesa do poder local, da sua autonomia.



 Caros Concidadãos,



Saudamos e agradecemos a ação dos ex-autarcas que vão ser hoje aqui galardoados, porque lhes estamos reconhecidos pela sua dedicação à causa pública, porque fomos recompensados pelos bons serviços que prestaram a toda a nossa comunidade.



Eles deram o melhor do seu esforço, do seu trabalho, ao desenvolvimento do Concelho de Oeiras, ao bem-estar e à qualidade de vida das nossas populações.



A eles, o nosso abraço fraternal mais apertado.



Por causa deles, a tarefa para os atuais e para os futuros eleitos da CDU é honrar este legado.



Honrá-los com Honestidade, com Trabalho, com Confiança.



De nós, eleitos da CDU, comprometidos com o programa que assumimos com os nossos eleitores, esperem sempre, no presente, e no futuro, como até aqui, a intervenção com todas as nossas forças, com clareza, sem desânimos e com a firme convicção, nas autarquias e fora delas, no sentido da luta para construir um futuro melhor.



Mais importante, ainda, do que meramente recordar o 25 de Abril de 1974, é re-acordar em nós os seus ecos e metermos mãos ao que ainda está por fazer…

“Qual a cor da liberdade?

É verde, verde e vermelha.”



Viva o 25 de Abril !

Carlos Coutinho,
Assembleia Municipal de Oeiras, 
25 de Abril de 2017

conversavinagrada.blogspot.pt

Museu da resistência contra a ditadura na Fortaleza de Peniche.














Governo reafirmou hoje intenção de criar museu da resistência contra a ditadura na Fortaleza de Peniche. E destinou 3,5 milhões de euros para a recuperação deste monumento nacional.

O museu nacional da resistência contra a ditadura, que vai recuperar os três edifícios da antiga prisão política do Estado Novo na Fortaleza de Peniche, vai ser o 15.º museu da Direcção-Geral do Património Cultural. O museu e a valorização da fortaleza, onde ficará instalado, viram esta quinta-feira ser-lhes atribuída, num Conselho de Ministros especial, uma verba de 3,5 milhões de euros para a recuperação de todo este monumento nacional e para o respectivo projecto museográfico.


Na conferência que se seguiu ao Conselho de Ministros que teve lugar na Fortaleza de Peniche, o ministro da Cultura Luís Filipe de Castro Mendes disse que o Governo espera inaugurar o museu em 2019, antes do final da legislatura. Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, que também esteve presente na conferência de imprensa, explicou que estas verbas saem do programa Portugal 2020 e que ainda hoje vão abrir “os avisos das candidaturas”. Paula Silva, directora-geral do património, quer começar ainda este ano as obras nos edifícios da prisão e da própria fortaleza.

O ministro da Cultura esclareceu que o nome do museu não é definitivo e que vai agora ser discutido no âmbito do projecto de recuperação da fortaleza, acrescentando em tom de brincadeira que Maria Manuel Leitão Marques, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, igualmente na conferência de imprensa, tinha acabado de sugerir o nome de Museu da Liberdade.
O Conselho de Ministros reuniu-se em Peniche precisamente no dia em que se comemoram 43 anos da libertação dos presos políticos depois da Revolução de Abril. 




SEM PAPAS NA LÍNGUA


SÓ OS QUE SÃO MALVADOS, CEGOS, IGNORANTES E DE MÁ FÉ E QUE NÃO RESPEITAM A NOSSA CULTURA, A NOSSA INDEPENDÊNCIA, SÓ OS QUE SÃO PAUS MANDADOS E QUE GOSTARIAM TER DE VOLTA O TEMPO DA ESCRAVIDÃO DOS BUFOS, DOS PIDES, DA GUERRA COLONIAL, DO SENHOR REGEDOR E A OBRIGATORIEDADE DO BEIJA MÃO E O TIRAR O CHAPÉU AOS SENHORES LAVRADORES(QUE NÃO LAVRAVAM) AOS SENHORES RICOS (QUE ROUBAVAM) É QUE AINDA HOJE LADRAM E LANÇAM IMPROPÉRIOS A QUEM QUER LIBERDADE E JUSTIÇA.

OS QUE ESTÃO MINIMAMENTE ATENTOS, OS QUE SE INFORMAM (ONDE SE DEVEM INFORMAR) OS QUE VEÊM COM OLHOS DE VER, SABEM PERFEITAMENTE QUE PORTUGAL PODE TER UM GOVERNO DE ESQUERDA SEM QUAISQUER DOS PERIGOS QUE OS FACHOS (ESSES SIM O PERIGO) APONTAM NA SUA LINGUAGEM DE ÓDIO E DIVISIONISTA.

OS COMUNISTAS PORTUGUESES, OS VERDADEIROS DEMOCRATAS, DEFENDEM COMO SEMPRE O FIZERAM, UM PORTUGAL LIVRE E NÃO DEPENDENTE DAS POLÍTICAS QUE ATÉ AQUI NOS ARRUINARAM

O RESTO É CONVERSA PARA ENGANAR INCAUTOS E ALIMENTAR A EXPLORAÇÃO QUE AINDA HOJE AFLIGE QUEM TRABALHA E É HONESTO.

António Garrochinho