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sexta-feira, 17 de março de 2017

VONTADE NÃO LHES FALTA MAS A COREIA NÃO É O IRAQUE ! Estados Unidos admitem ação militar contra Pyongyang


Mundo
Rex Tillerson, com militares estacionados na Coreia do Sul
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Após visitar a zona desmilitarizada que divide a península coreana, Rex Tillerson, secretário de Estado norte-americano, disse esta sexta-feira que a política de "paciência estratégica" terminou.

É uma opção que está a partir de agora "em cima da mesa". Durante uma visita à Coreia do Sul, o responsável pela diplomacia dos Estados Unidos declarou que o interesse do país é "evitar entrar em conflito militar com a Coreia do Norte". Mas, admite que se Pyongyang aumentar as ameaças, a opção não será excluída por Washington. 

"Deixem-me ser claro: a política de paciência estratégica terminou. Se elevarem a ameaça através do programa de armamento a um nível que, acreditamos, pode obrigar a uma ação militar, então essa opção ficará em cima da mesa", afirmou o secretário de Estado norte-americano, acrescentando que os Estados Unidos continuam a explorar "um novo conjunto de medidas diplomáticas e de segurança".

O responsável da administração Trump iniciou na quarta-feira a sua primeira visita de Estado ao continente asiático. Depois da passagem pelo Japão, na última quarta-feira, Rex Tillerson encontra-se esta sexta-feira na Coreia do Sul, num momento sensível na relação do país com o vizinho.

A anteceder a conferência de imprensa, Tillerson visitou a zona fronteiriça da península sul-coreana, um local onde também encontrou os mais de 28 mil tropas norte-americanos, mobilizados na Coreia do Sul. 

No contexto desta viagem, que serve o propósito de elaborar uma "nova abordagem" na relação com Pyongyang, após duas décadas do que classifica como "esforços falhados" no sentido de desmilitarizar o país, o secretário de Estado viaja no próximo sábado para a China, a quem pede compreensão para com a Coreia do Sul.

Em causa está a reação apreensiva por parte do gigante asiático à instalação de um sistema antimíssil em território sul-coreano. O sistema Terminal High Altitude Area Defense (THAAD), cedido pelos Estados Unidos, já começou a ser instalado no sentido de proteger o país contra as ameaças da Coreia do Norte, que em menos de um ano realizou vários testes nucleares e lançamentos balísticos.

"Esta não é a forma correta de uma potência regional ajudar a resolver aquela que é uma ameaça real para todos. Espero que a China altere a sua posição de punição para com a Coreia do Sul", sublinhou Rex Tillerson, na conferência de imprensa realizada em Seul. Atitude de Pequim é "desnecessária e problemática"
O escudo antimíssil a instalar na Coreia do Sul tem como intuito derrubar mísseis invasores com outros mísseis, recorrendo à energia cinética gerada pelo movimento. Tem um alcance de 200 quilómetros, conseguindo atingir até 150 quilómetros de altitude e conter até oito mísseis balísticos ao mesmo tempo. 

No início dos trabalhos para instalação do sistema de defesa, Pequim prometeu que defenderá a segurança nacional "com firmeza". Geng Shuang, porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, considerou na altura que a imposição da infraestrutura, tão próximo das fronteiras chinesas, “perturba o equilíbrio estratégico da região”.

O Governo de Pequim prometeu retaliar contra Seul sobretudo no ramo económico e comercial, com o boicote à Lotte, uma multinacional sul-coreana que assinou em finais de fevereiro um acordo para a cedência de espaço para a instalação do sistema THAAD. Seul admite ainda que futuras represálias poderão ser notadas também no turismo.

"Consideramos que estas ações são desnecessárias e problemáticas", considerou o secretário de Estado norte-americano, pedindo antes que a China implemente sanções económicas contra a Coreia do Norte. "Espero que trabalhem connosco no sentido de eliminarmos as razões pelas quais o sistema THAAD é necessário", acrescentou. 

A posição de Pequim tem consistido em apelar ao fim dos lançamentos balísticos e testes nucleares por parte da Coreia do Norte, pedido ao mesmo tempoa cessação dos exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul naquela região do globo.
Além das ameaças externas, a visita do secretário de Estado norte-americano ocorre num momento que é também de enorme tensão interna para a Coreia do Sul, uma semana depois de confirmado o impeachment à Presidente Park Geun-hye, envolvida num escândalo de corrupção. 

As próximas eleições presidenciais realizam-se a 9 de maio e podem dar vantagem ao político liberal Moon Jae-in, que tem sido bastante crítico em relação ao sistema de defesa implementado pelos norte-americanos, e que lidera as mais recentes sondagens. 

Sobre a política interna, Rex Tillerson não se quis pronunciar, referindo apenas que espera que o próximo Governo "continue a apoiar o desenvolvimento" do escudo de defesa.

 www.rtp.pt

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