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segunda-feira, 20 de março de 2017

Semanada – Coitado do fiscal de Braga

(In Blog O Jumento, 19/03/2017)

FISCAL

Os banqueiros já tinham inventado a dívida perpétua e a CGD até se prepara para vender parte da sua dívida para a eternidade, o próprio José Sócrates já defendeu muitas vezes que a dívida soberana é para ir mantendo.
Agora foi a Procuradora-Geral, rapariga que tem ar de ser muito afoita nessa coisa das leis, que inventou o inquérito perpétuo, inspirou-se no Caso Madoff e decidiu que a partir de agora não há prazos para que o Guerra, o Rosário e o fiscal de Braga formulem uma acusação a Sócrates e mais todos os que se cruzaram com ele no caminho. A partir de agora e porque é a senhora Procuradora que em Portugal decide tudo sobre leis, só há pontos de situação.
Cada vez que a Procuradora deu mais um prazo o Caso Marquês desembocou em mais um negócio duvidoso, da última vez foi o empreendimento de Vale de Lobo, agora, o que resultou em mais uns milhões de ficheiros para o coitado do fiscal de Braga analisar, foi o BES. É certo e sabido que em Abril serão feitas mais buscas num qualquer outro negócio.
Este foi o terceiro fim de semana seguido em que Passos Coelho se reuniu num jantar com mulheres social-democratas, sinal de que Passos Coelho está convencido de que o seu charme vai conseguir o que o mafarrico não conseguiu, chegar ao poder que os eleitores lhe recusaram. Mas, o mais curioso no seu último jantar no feminino foi o seu empenho em discutir a CGD; dantes não incomodava os seus ministros com debates sobre bancos, mas agora já anda armado em gestor das instalações da CGD.
Finalmente o PSD conseguiu encontrar um candidato que esteja disposto a imolar-se nas eleições pela autarquia de Lisboa. Depois de Santana se ter recusado a arriscar o tacho na Santa Casa, parece que Passos optou por transformar a eleições autárquicas num duelo feminino da direita. Entretanto, foi o Pedro Santana Lopes que voltou aos velhos tempos da fidalguia e desafiou Sampaio para um duelo, na sequência das ofensas que o ex-presidente lhe terá feito num livro. Desafiou-o para um duelo e escolheu como arma o debate televisivo, como se fosse uma acareação destinada a apurar a verdade.

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