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sábado, 4 de março de 2017

Pureza racial (genotípica) e pureza endogâmica (fenotípica)



endogamia é um padrão de acasalamento onde parentes próximos se casam, reduzindo a diversidade genética. Os efeitos desta prática são cada vez mais conhecidos. Todo nós sabemos que casamento entre primos de primeiro grau, aumentam os riscos da criança nascer com defeitos.
Todos nós temos genes mutantes. Quando nos casamos com alguém que é mais geneticamente próximo de nós, os riscos de acumulação destes genes em comum será maior do que quando casamos com uma pessoa que não é da família. Alguns genes são vantajosos quando são herdados parcialmente e desvantajosos quando são totalmente herdados. Por exemplo, os ”genes” da esquizofrenia podem aumentar a capacidade criativa quando são herdados parcialmente. Podemos dizer que uma pessoa nestas condições, apresentaria uma espécie de manifestação branda do transtorno. O potencial criativo da esquizofrenia está presente, mas sem o descontrolo cognitivo, que lhe é característico.
A endogamia aumenta os riscos de acumulação de mutações, que quase sempre serão deletérias, especialmente se forem totalmente expressadas.
No entanto, esta prática também reduz a diversidade genética e isto quer indicar ”pureza”. Agora, como muitas das populações muçulmanas do Oriente Médio podem ser geneticamente puras se são racialmente mestiças????
As populações do oriente médio são em média, racialmente mestiças, que é o resultado de séculos de miscigenação por exemplo com os milhões de escravos ”africanos” que foram trazidos por meio do tráfico terrestre, especialmente com as mulheres africanas (leia-se, negras).
A pureza racial se relaciona com genótipo enquanto que pureza endogâmica se relaciona com fenótipo, ou seja, a expressão dos genes ou do genótipo.
Os finlandeses são racialmente puros?? Mas o que realmente é a pureza racial??
O aparecimento de etnias e posteriormente de raças e de espécies, é o resultado de acasalamento próximo, que necessariamente não precisa ser endogâmico, contanto que seja mantido dentro da população. O acasalamento dentro da etnia, produz o acúmulo de mutações, o que nos ajuda a explicar porquê algumas doenças são mais comuns em certas populações do que em outras. As mutações também produzem novas adaptações ou vantagens.
Em resumo, o aparecimento de novas etnias, é resultado direto de um acúmulo de mutações e posterior combinação única de adaptações. Você tem uma população X. Esta população está se casando entre si, mas sem ser baseado em um padrão endogâmico. Então, as mutações mais comuns entre eles, não só será preservada, provavelmente como uma vantagem heterozigota, como também poderão ser mais selecionadas, produzindo diferenciação fenotípica.
A diversidade genética pode acontecer quando você tem o surgimento de múltiplas micro-adaptações. Isso provavelmente não aconteceu com os finlandeses, que tem se concentrado demograficamente no extremo do sul do país (bem como também em outras regiões ao redor do atual território) desde há um bom tempo, por causa do clima severo do restante do território que tem ocupado. Os finlandeses, segundo alguns estudos genéticos importantes, teriam 60% de genes ”siberianos” ou ”asiáticos” pelo lado materno. Mas isso não é sinal de miscigenação, porque temos de especular, de onde realmente surgiu a variação racial caucasóide europeia…..
A teoria mais aceita diz que ”todos nós éramos como os negróides subsaarianos” (maneira nonsense de dizer, mas enfim) até que ocorreu, por acúmulo de mutações, resultado de um provável isolamento geográfico, a grande divergência genética humana, dando início ao aparecimento dos ”eurasiáticos”. Europeus e asiáticos, teriam se separado ”tempos depois” provocando o aparecimento de novas variações humanas.
Mesmo se não for comprovado que os finlandeses são a representação moderna dos antigos europeus, parece que a genética é mais complexa do que canta a nossa vã antropologia… 
Frequência genética não vem do além…
Parece claro que existem dois tipos de pureza, a racial e a genética. A pureza racial se baseia na pureza do genótipo enquanto que a pureza ”genética” (se devo denominá-la assim) seria a pureza do fenótipo, da expressão do fenótipo.
O termo ”pureza” não se baseia em ”inexistência” de alelos de outras populações, mas a combinação única destes alelos. Aqui, como sempre, é um palpite. Os ”genes europeus” não vieram do nada, mas são combinações únicas dos mesmos genes ou traços que estão universalmente distribuídos pela espécie humana.  É apenas uma questão metodológica da genética moderna em determinar que uma combinação de genes ou a maneira como se expressam possam ser classificados como ”europeus” ou ”asiáticos”. Isto não quer indicar que europeus sejam aliens em comparação às demais raças ou variedades humanas. Portanto é perfeitamente possível afirmar que, se for confirmado tal versão é claro, os finlandeses são os mais racialmente puros da Europa, por manterem mais intactas as combinações únicas do fenótipo caucásico ancestral (inclusive, com maior presença de traços mongólicos). Mas partindo do pressuposto que os caucasianos sejam muito diversos em aspecto racial, esta afirmação não se sustentaria porque, se também for comprovado que os europeus evoluíram de diferentes ramos ancestrais, tanto o puro mediterrâneo, moreno, dolicocéfalico e com rosto oval, quanto o nórdico, de mesmas características, mas com pigmentação muito mais clara, sejam ambos, representantes fidedignos de gracilização ancestral das variedades caucasianas.
Portanto, é perfeitamente possível termos uma população que seja racialmente pura (preservação das combinações fenotípicas únicas desde o primeiro efeito fundador) e geneticamente diversa, assim como podemos ter uma população que seja racialmente diversa ou mestiça e que seja mais geneticamente pura, isto é, que tenha uma menor diversidade genética provocada pela endogamia, ou seja, o casamento de familiares muito próximos que tendem a compartilhar uma maior porcentagem de ”genes” em comum.

santoculto.wordpress.com

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