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sexta-feira, 3 de março de 2017

Militares vão ajudar a combater incêndios


Mil trezentos e vinte militares vão ter um curso de Especialização em Vigilância Ativa Pós-Rescaldo

A Autoridade Nacional de Proteção Civil vai dar formação a 1.320 militares do Exército para que possam integrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para funções de vigilância, informou esta quinta-feira o Exército.
"Trata-se de um curso de Especialização em Vigilância Ativa Pós-Rescaldo a decorrer até ao próximo dia 11 de maio, na Base de Apoio Logístico de Castelo Branco. O curso, certificado pela Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho e reconhecido pela Escola Nacional de Bombeiros, será ministrado na referida Autoridade e vai dotar os militares com mais competências para integrar os teatros de operações de combate a incêndios florestais na vigilância ativa pós-rescaldo", refere um comunicado do Exército, hoje divulgado.
A possibilidade de os militares serem integrados no dispositivo de combate a incêndios já este ano foi adiantada pela ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, em entrevista ao jornal Expresso, em fevereiro.
O comunicado do Exército refere também que a colaboração dos militares com a Proteção Civil já acontece, "quando solicitado, no combate aos incêndios florestais em ações de vigilância, de rescaldo e de vigilância pós-rescaldo, na disponibilização de infraestruturas e de equipamentos e no fornecimento de apoio logístico, a fim de contribuir para a segurança de pessoas e bens e salvaguarda do património natural em território nacional."
Segundo dados apresentados em novembro pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a área ardida em 2016 quase triplicou em relação a 2015, com um total de 152.251 hectares consumidos pelos fogos.
O número de incêndios diminuiu em 2016 cerca de 16% em relação ao ano anterior, com 13.137 deflagrações.
A área ardida em 2016 é a maior da última década, mas com valores inferiores aos registados em 2003 e 2005.
As ocorrências de fogo têm, no entanto, registado uma tendência de descida.

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