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quinta-feira, 9 de março de 2017

Milhares exigiram mudança de rumo para a Argentina



Centenas de milhares de trabalhadores (o Resumen Latinoamericano fala em 500 mil) responderam, esta terça-feira, ao apelo à mobilização lançado pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), em conjunto com outras centrais sindicais, sindicatos sectoriais, bem como o movimento associativo e popular argentino.

Aos trabalhadores da Educação, que cumpriam o segundo dia de paralisação, juntaram-se os da Saúde, os dos Transportes, da Estiva, da Alimentação e de vários outros sectores, reivindicando, de forma comum, uma mudança de política económica no país, que ponha um travão aos pacotes de «ajuste», ao desemprego, aos «tarifaços», à flexibilização laboral, à perda de poder de compra e ao agravamento do custo de vida que têm marcado a governação de Macri.
A marcha, que entupiu o centro da capital argentina, terminou junto ao Ministério da Produção, onde os manifestantes exigiram o fim das políticas anti-populares e a defesa da indústria nacional, face ao «aumento indiscriminado de importações». Considerando, para além disso, que neste momento não há condições para dialogar, os trabalhadores pediram aos sindicatos que agendem uma greve geral até ao fim deste mês.

«Macri, com os professores não se brinca»

O início do ano lectivo na Argentina fica marcado pela paralisação de 48 horas convocada pela Frente Nacional Docente, que integra cinco organizações sindicais do sector. De acordo, com a frente, os níveis de adesão à greve chegaram aos 92% na primeira jornada de luta, que coincidia com o primeiro de dia de aulas e que trouxe para as ruas de Buenos Aires cerca de 70 mil professores e outros trabalhadores da Educação.
Nas muitas faixas que os manifestantes exibiram entre a Praça do Congresso e a Praça Pizzurno, onde fica o Ministério da Educação, podia ler-se «Macri, com os professores não se brinca» e «Ensino de qualidade com salários que nos permitam comer». O aumento dos salários e a abertura de negociações com vista a alcançar esse objectivo foram as principais exigências de um sector bastante afectado pela inflação e pela degradação das condições de vida na Argentina.

Acordar o ministro da sesta

No final, vários dirigentes sindicais dirigiram-se à multidão. Sonia Alesso, da Confederação de Trabalhadores da Educação, disse que, ao exigirem negociações salariais, estes trabalhadores não o fazem «só pelo dinheiro», mas também «para mudar esta política», tendo sublinhado que «não vão afrouxar nem retroceder», indicam a Prensa Latina e o Resumen Latinoamericano.
Na mesma linha, Mario Almirón, dos Docentes Privados (Sadop), afirmou que «os professores não lutam» apenas pelos seus interesses, «mas são trabalhadores que querem uma pátria justa, livre e soberana».
Por seu lado, Hugo Yasky, da Central de Trabalhadores da Argentina, referiu-se ao ministro da tutela como alguém que, «ali perto, dorme a sesta há já muito tempo, e que hoje estamos a acordar», acrescentando: «Não vamos baixar os braços até sermos ouvidos: ou há negociações salariais ou continuamos em greve.»

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