NOTA


Os textos assinados por outrem ou retirados de outros blogs ou sítios não reflectem necessáriamente a opinião ou posição do editor do "desenvolturasedesacatos"

quinta-feira, 16 de março de 2017

Lucro da Sonae sobe 22,7% para 215 milhões de euros



O resultado líquido atribuível a acionistas da Sonae subiu no ano passado 22,7%, face a 2015, para 215 milhões de euros, anunciou esta quinta-feira a empresa. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae adiantou que o lucro beneficiou “do desempenho ao nível do resultado líquido direto e indireto, ou seja, refletindo o crescimento das vendas, a melhoria da rentabilidade operacional, a redução da dívida líquida, os menores custos financeiros e a valorização dos ativos”.
O grupo referiu que “o resultado direto da Sonae totalizou 148 milhões de euros, aumentando 15,9% quando comparado com 2015”, salientando que tal “deveu-se a um valor de EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações] mais elevado, à melhoria do resultado financeiro líquido e ao menor nível de impostos registado”.
Os resultados indiretos ascenderam a 74 milhões de euros, “beneficiando do contributo da Sierra e de um conjunto de movimentos relacionados com transações realizadas em ativos financeiros”. No período em análise, o volume de negócios aumentou 7,2% para 5.376 milhões de euros, impulsionado pelo “desempenho dos negócios de retalho” e o EBITDA progrediu 5,9% para 416 milhões de euros.
No ano passado, o investimento subiu 137 milhões de euros, para 437 milhões de euros, “devido à Sonae MC, que acelerou a expansão do parque de lojas, que incluiu a abertura de 25 lojas Continente Bom Dia, um hipermercado Continente e 25 lojas da Well’s; à Sonae SR, que concretizou a aquisição da Salsa; e à Sonae IM, que efetuou aquisições na área de tecnologia, nomeadamente a InovRetail e a Armiliar Venture Partners”.
A dívida líquida totalizou 1.215 milhões de euros, menos 6% que em 2015, “com a Sonae focada em apresentar uma estrutura de capital robusta, otimizando os custos de financiamento e, ao mesmo tempo, mantendo reservas de liquidez e melhorando o perfil de maturidade da dívida”.
Em 2016, a Sonae aplicou um “programa de refinanciamento com o objetivo de reforçar a sua estrutura de capital, tendo lançado um concurso formal com um grupo de bancos locais e internacionais, refinanciando mais de 1.125 milhões de euros, dos quais 775 milhões de euros em linhas de longo-prazo e 350 milhões de euros em linhas de curto-prazo, permitindo o aumento do perfil de maturidade média da dívida, que se manteve acima de quatro anos”.
Segundo Ângelo Paupério, co-presidente executivo da Sonae, citado no comunicado, 2016 foi “um ano de significativo progresso no desenvolvimento da estratégia corporativa e das diferentes áreas de atividade, com resultados muito relevantes em termos de crescimento e reforço das posições competitivas dos principais negócios”. O gestor adiantou que “considerando as empresas sob influência de controlo, o volume de negócios alcançou 7.100 milhões de euros, crescendo mais de 6%, e o EBITDA ultrapassou os 1.000 milhões de euros, situando-se 4,2% acima do ano transato”, com o investimento total a atingir 900 milhões de euros.
“Demos particular atenção ao fortalecimento dos negócios de retalho, centros comerciais e telecomunicações, sem descurar o investimento em avenidas de crescimento que capitalizam na base de ativos existente e que promovem o desenvolvimento de competências alinhadas com as tendências e necessidades dos mercados do futuro”, acrescentou. “No total do retalho, ultrapassámos pela primeira vez 5.000 milhões de euros de vendas, com contributos positivos de todos os negócios (mesmo excluindo as aquisições), destacou. “Entramos em 2017 com uma empresa melhor, mais sólida, com um portefólio melhorado e acrescido conforto com a nossa estratégia, mas de onde nos vem maior confiança é da qualidade e dedicação das nossas pessoas que, vivendo com naturalidade os valores da Sonae, todos os dias se esforçam para cumprir melhor a missão que nos move”, concluiu Ângelo Paupério.


observador.pt

Sem comentários:

Enviar um comentário