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terça-feira, 21 de março de 2017

A HISTÓRIA DE POCAHONTAS

Pocahontas 

Nasceu em 1595 faleceu em 21 de março de 1617 foi uma Princesa Ameríndia, filha de Powhatan que se casou com o inglês John Rolfe, tornando-se uma celebridade no fim de sua vida. 

Era filha de Wahunsunacock (conhecido também como Chefe Powhatan), que governava uma área que abrangia quase todas as tribos do litoral do estado da Virgínia (região chamada pelos índios de Tenakomakah). 

Seus verdadeiros nomes eram Matoaka e Amonute; "Pocahontas" era um apelido de infância. A vida de Pocahontas deu margem a muitas lendas. Tudo que se sabe sobre ela foi transmitido oralmente de uma geração para outra, de modo que sua real história permanece controversa. 

Sua história se transformou num mito romântico nos séculos seguintes à sua morte, mito este que foi transformado num desenho animado da The Walt Disney Company (Pocahontas) e em um filme, The new world (O novo mundo).

Pocahontas é um apelido que significa "a metida"’ ou "criança mimada". O seu nome real era Matoaka. A história conta que ela salvou o inglês John Smith, que seria executado pelo seu pai em 1607. Nessa época, Pocahontas teria apenas entre dez e onze anos de idade.

Smith era um homem de meia idade, de cabelos castanhos, de barba e cabelos longos. Ele era um dos líderes colonos e, em 1607, fora raptado por caçadores Powhatans. Ele possivelmente seria morto, mas Pocahontas interveio, conseguindo convencer o pai que a morte de John Smith atrairia o ódio dos colonos.

Graças a esse evento (e a mais duas oportunidades em que Pocahontas salvou a vida dos colonos), os Powhatans fizeram as pazes com os colonos. Ao contrário do que dizem os romances sobre sua vida, Pocahontas e Smith nunca se apaixonaram. Smith serviu como um tutor da língua e dos costumes ingleses para Pocahontas. Em 1609, um acidente com pólvora obrigou John Smith a se tratar na Inglaterra, mas os colonos disseram a Pocahontas que Smith teria morrido.

A verdadeira história de Pocahontas tem um triste final. Em 1612, com apenas dezessete anos, ela foi aprisionada pelos ingleses enquanto estava em uma visita social e foi mantida na prisão de Jamestown por mais de um ano. Durante o período de captura, o inglês John Rolfe demonstrou um especial interesse na jovem prisioneira. Como condição para Pocahontas ser libertada, ela teve de se casar com Rolfe, que era um dos mais importantes comerciantes ingleses no setor de tabaco.

Pocahontas passou um ano prisioneira, mas tratada como um membro da corte. Alexander Whitaker, ministro inglês, ensinou o cristianismo e aprimorou o inglês de Pocahontas e, quando este providenciou seu batismo cristão, Pocahontas escolheu o nome de Rebecca.
Logo após isso, ela teve seu primeiro filho, a qual deu o nome de Thomas Rolfe. Os descendentes de Pocahontas e John Rolfe ficaram conhecidos como Red Rolfes.

Em 1616, Rolfe, Pocahontas e Thomas viajaram para Inglaterra. Junto a eles, onze membros da tribo Powhatan, incluindo o sacerdote Tomocomo. Na Inglaterra, Pocahontas descobriu que Smith estava vivo, mas não pôde encontrá-lo, pois estava viajando. Mas Smith mandou uma carta à rainha Ana, informando que fosse tratada com nobreza. Pocahontas e os membros da tribo se tornaram imensamente populares entre os nobres e, em um evento, Pocahontas e Tomocomo se encontraram com o rei James, que simpatizou com ambos.

Em 1617, Pocahontas e John Smith se reencontraram. Smith escreveu em seus livros que, durante o reencontro, Pocahontas não disse uma palavra a ele, mas, quando tiveram a oportunidade de conversarem sozinhos por horas, ela declarou estar decepcionada com ele, por não ter ajudado a manter a paz entre sua tribo e os colonos. Meses depois, Rolfe e Pocahontas decidiram retornar à Virgínia, mas uma doença de Pocahontas (provavelmente a varíola, pneumonia ou tuberculose) obrigou o navio em que estavam a voltar para Gravesend, em Kent, na Inglaterra, onde Pocahontas veio a falecer.

Após sua morte, diversos romances sobre sua história foram escritos, sendo que todos retratavam um romance entre Smith e Pocahontas. A maioria, ainda, tratava John Rolfe como um vilão, que teria separado os dois e casado com Pocahontas à força. Apesar de sua fama, as figuras encontradas sobre Pocahontas sempre foram de caráter fantasioso, sendo a mais real figura de Pocahontas a pintura de Simon Van de Passe, que foi feita em 1616.

Hoje em dia, muitas pessoas tentam associar sua árvore genealógica a Pocahontas, incluindo o ex-presidente George W. Bush, mas, na verdade, ele seria descendente apenas de John Rolfe, a partir de um filho de um casamento posterior à morte de Pocahontas. Entre as pessoas confirmadas como descendente de Pocahontas, destaca-se Nancy Reagan, viúva do ex-presidente estadunidense Ronald Reagan.

O chefe Powhatan morreu na primavera seguinte. Os descendentes da tribo de Pocahontas foram dizimados e suas terras foram tomadas por colonizadores.

A união com John Rolfe


Durante sua estada em Henricus, Pocahontas encontrou-se com John Rolfe, que caiu de amores por ela. Rolfe, cuja esposa e filha tinham falecido, tinha cultivado com sucesso uma nova espécie de tabaco em Virgínia e tinha gasto muito de seu tempo lá para a colheita. Ele era um homem muito religioso que se angustiava com as potenciais repercussões de casar com uma "selvagem". Em uma longa carta dirigida ao governador, pediu permissão para casar-se com ela, relatando seu amor por ela e sua crença de que ela poderia ter sua alma salva. Ele alegou que não estava somente movido "pelo desejo carnal, mas pelo bem desta plantação, pela honra de nosso país, pela Glória de Deus, pela minha própria salvação... ela se chama Pocahontas, a quem dirijo meus melhores pensamentos, e eu tenho estado por tanto tempo tão confuso, e encantado por esse intrincado labirinto...". Os sentimentos de Pocahontas sobre Rolfe e a união são desconhecidos. Casaram-se em 5 de abril de 1614.[1] Viveram juntos nos anos seguintes na plantação de Rolfe, Varina Farms, que estava localizada ao lado do James River, na nova comunidade de Henricus. Tiveram um filho, Thomas Rolfe, nascido em 30 de janeiro de 1615. Sua união não obteve sucesso no sentido de trazer os cativos de volta, mas estabeleceu um clima de paz entre os colonos de Jamestown e a tribo de Powhatan por muitos anos; em 1615, James Habor escreveu que desde o casamento "nós tivemos um amigável comércio não só com os Powhatans como também com todas aqueles que estavam em nossa volta".

Viagem à Inglaterra e morte


Os responsáveis pela colónia de Virgínia encontravam dificuldade em atrair novos colonos para Jamestown. Com o objectivo de encontrar investidores para assumir os riscos, usaram Pocahontas como uma estratégia de marketing, tentando convencer os europeus de que os nativos poderiam ser "domesticados"; buscavam, desse modo, salvar a colônia. Em 1616, os Rolfes viajaram para a Inglaterra, chegando no porto de Plymouth e dirigindo-se para Londres em Junho de 1616. Foram acompanhados por um grupo de onze nativos. Pocahontas entreteve várias reuniões da sociedade. Ao chegar, o rei não queria recebê-la formalmente. Por isso, Smith, que estava em Londres, ao saber disso, escreveu uma carta ao rei contando como Pocahontas os havia salvo em Jamestown da fome, do frio e da morte. O rei, por causa disso, aceitou recebê-la. Pocahontas e Rolfe viveram no subúrbio de Brentford por algum tempo. Em março de 1617, tomaram um navio e retornaram à Virgínia. No entanto, o navio havia somente chegado à Gravesend, no rio Tâmisa, quando Pocahontas ficou doente. A natureza da doença é desconhecida, mas pneumonia, varíola ou tuberculose são os diagnósticos mais prováveis. Ao desembarcar, ela morreu. Seu funeral ocorreu em 23 de Março de 1617, na paróquia de São Jorge, em Gravesend. Em sua memória, foi erguida, em Gravesend, uma estátua de bronze em tamanho real.




A Verdadeira e Trágica História de Pocahontas



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A maioria das pessoas estão familiarizadas com a história de Pocahontas – a princesa nativo-americana que apaixonou-se pelo inglês John Smith, durante o auge do conflito entre os colonos ingleses e os povos das Américas.
Em 1995, a Disney lançou um filme de animação onde supostamente mostraria os eventos que desenrolaram-se na vida desta jovem. Embora a Disney seja conhecida por criar contos de ficção, muitas pessoas realmente acreditaram que tal registro da vida desta jovem, era um verdadeiro reflexo dos eventos ocorridos: o amor de Pocahontas por John Smith, a bravura que a jovem demonstrara ao salvar sua vida e o final trágico do explorador ao retornar à Inglaterra, a fim de procurar tratamento médico. No entanto, tal descrição é quase totalmente fantasiosa e muito pouco do que fora mostrado, designa a verdadeira história da mulher a quem conhecemos como Pocahontas.
disney-princess_228352_6O lançamento do filme Disney Pocahontas, ao contrário do que muitos acreditam, fez com que a nação Powhatan, naturalmente se sentisse bastante ofendida. O grande estúdio dizia ser aquela uma produção precisa, responsável e respeitosa; claramente era tudo, menos isso…
O filme distorcia a história desta mulher, para muito além da licença poética empregada em produções voltadas ao público infantil; ele escondia a luta desta mulher. A nação Powhatan havia oferecido ajuda aos estúdios, para que eles pudessem ministrar aos jovens uma produção de precisão histórica e cunho representativo, porém, a ajuda fora veementemente recusada.
Pocahontas nasceu em meados de 1595, filha de Wahunsenacawh, um chefe nativo-americano da nação Powhatan. Seu verdadeiro nome era Matoaka, embora às vezes ela fosse chamada de Amonute. “Pocahontas” era um apelido pejorativo, que significava “criança mimada” ou “impertinente”. A nação de Matoaka, fazia parte de um grupo de cerca de trinta nações de língua Algonquiana, localizada em Tidewater, Virginia.
Powhatan-girl-JW-for-web3De todos os filhos de Wahunsenacawh, apenas ”Pocahontas” é conhecida, principalmente porque tornou-se um tipo de heroína para os euro-americanos, como a “índia boa”, aquela que salvou a vida de um homem branco. Não é apenas a designação de ”índio bom/índio mau” fornecida pela Disney que soa problemática, a história, assim como muitos a conhecem, fora contada e registrada pelos próprios ingleses, que a falsificaram com a famosa liberdade poética em prol do ”entretenimento”.
Segundo a lenda, a jovem salvou o heróico explorador John Smith, de ser espancado até a morte por seu pai, em 1607 – é importante ressaltar, que ela teria cerca de 10 ou 11 anos na época. A realidade é que os companheiros exploradores de John Smith, descreviam-no como um homem muito diferente do senso comum histórico, ele era um ambicioso almirante, mercenário, interesseiro e aproveitador.
Na realidade, a primeira vez que John Smith contou a história sobre seu resgate, fora 17 anos após o ocorrido, sendo esta, uma das três versões relatadas pelo pretensioso Smith – que alegava ter sido salvo da morte por uma mulher proeminente.
Powhatan_john_smith_mapNo entanto, em um registo de Smith escrito após sua estadia de inverno com o povo Powhatan, ele sequer mencionou qualquer incidente deste tipo. Na realidade, o explorador informou ter sido mantido confortável e tratado de modo amigável como um convidado de honra do Chefe Powhatan e seus irmãos. A maioria dos estudiosos acredita que o “incidente Pocahontas” nunca ocorrera, tendo este, sido altamente improvável, uma vez que fez parte de um registro utilizado anos depois, como justificativa para travar uma guerra contra a nação Powhatan.
Durante a infância de Matoaka, os ingleses haviam causado inúmeros conflitos com os nativos americanos.
Em 1607, John Smith, um almirante da Nova Inglaterra, chegou à Virginia de navio, juntamente com um grupo de cerca de 100 colonos.
Os norte-americanos devem se perguntar por que tem sido tão importante elevar as histórias de Smith ao status de mito nacional, dignas de ser recicladas pela Disney. Outro ponto extremamente problemático, é o fato deste estúdio ter transformado a pequena Matoaka, em uma jovem e sensual mulher.
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O Batismo de Matoaka.
A verdadeira história da mulher a quem conhecemos por Pocahontas (passarei a chamá-la de Matoaka), assim como a maioria dos filmes Disney inspirados em histórias reais, tem um final triste.
Matoaka frequentemente visitava o povoado de Jamestown, a fim de ajudar os colonos europeus durante a época em que o alimento era bastante escasso.
Aos 17 anos de idade, em 13 abril de 1613 – durante uma destas visitas -, Samuel Argall capturou a jovem como moeda de troca por alguns prisioneiros mantidos por seu pai. Ela fora cruelmente mantida refém em Jamestown por mais de um ano. Durante seu cativeiro, o plantador de tabaco John Rolfe – um viúvo de 28 anos – demonstrou um “interesse especial” na atraente jovem prisioneira, e acabou condicionando sua libertação, contanto que esta, concordasse em desposá-lo. Em seguida, Matoaka fora batizada como ‘Rebecca’ e em 1614, ela casou-se com John Rolfe – o primeiro casamento registado entre um europeu e um nativo americano.
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O Matrimônio de Matoaka.
Pouco depois o casal tivera um filho, a quem deram o nome de Thomas Rolfe. Os descendentes de Pocahontas e John Rolfe, eram conhecidos como os “Red Rolfes” – uma alusão a denominação européia à cor da pele dos nativos-americanos.
Dois anos depois, na primavera de 1616, Rolfe levou-a para a Inglaterra, onde a Companhia Virginia de Londres a utilizou em uma campanha de propaganda para apoiar a colônia de Virgínia, sustentando-a como símbolo de esperança para a paz e boas relações entre os ingleses e nativos americanos. ‘Rebecca’ foi vista como um exemplo de uma ”selvagem” civilizada e Rolfe fora elogiado por sua realização em trazer o cristianismo para as ”tribos” pagãs.
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Matoaka.
Na Inglaterra, ela participou de banquetes regados à bebidas e foi levada ao teatro. Foi registrado em uma ocasião, que quando Matoaka encontrou John Smith (que estava em Londres na época), ela ficou tão furiosa com ele, que virou-lhe as costas e saiu, ficando sozinha e triste por várias horas – muito diferente do caso de amor eterno entre os dois, conforme retratado no filme Disney.  Mais tarde, em um segundo encontro, ela o chamou de mentiroso e pediu para que deixasse sua presença.
Em Março de 1617, a família Rolfe partira para Virgínia. No entanto, durante a viagem, Matoaka ficou gravemente doente, tendo de ser levada para fora do navio, em Gravesend. Matoaka não completaria sua viagem de volta para sua casa. Ela morreu no local, em 21 de março de 1617, com apenas 21 anos de idade. Existem várias teorias sobre sua morte, que variam desde varíola, pneumonia, tuberculose, até envenenamento.
Seu corpo fora sepultado em uma igreja em Gravesend, mas seu túmulo fora destruído em uma reconstrução posterior do local.
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John Smith
Pouco tempo após a morte de Matoaka, o povo de Smith e Rolfe voltaram-se contra os nativos que outrora haviam compartilhado seus recursos com eles e haviam mostrado-lhes amizade. Durante a geração de Pocahontas, o povo de Powhatan foi dizimado e disperso, tendo suas terras tomadas pelos europeus. Tal padrão espalharia-se por todo o continente americano.
Foi apenas após sua morte e fama na Corte e sociedade de Londres, que Smith achou conveniente inventar que ela o havia resgatado. Matoaka – ou Pocahontas – não suportava a ideia das mentiras inventadas por ele, e resta-nos questionar, o que esta jovem mulher teria pensado desta produção, onde ela e seu povo, foram reduzidos à meros ”indígenas”, apaixonados súbditos dos europeus.
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