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sexta-feira, 10 de março de 2017

A história da Praxe em Portugal




praxe académica surgiu, naturalmente, na Universidade de Coimbra, única em Portugal durante vários séculos.

Tem como base uma jurisdição especial  (o "foro académico", distinto da "lei civil"), a qual era aplicada por um corpo policial próprio.

- os Archeiros - sob tutela das autoridades universitárias.

O seu papel era o de zelar pela ordem no campus e fazer cumprir as horas de estudo e recolher obrigatório por alunos e professores, sob pena de prisão, sobrepondo-se às autoridades policiais civis.

Também tinha a incumbência de evitar a entrada na Universidade dos habitantes da cidade que não fossem estudantes ou professores.

Em 1727, devido à morte de um aluno, D. João V proíbe as investidas feitas pelos veteranos (qualquer aluno com mais de uma matrícula na Universidade):


«Hey por bem e mando que todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos.»


No século XIX, o termo "investida" dá lugar aos termos "caçoada" e "troça", e a um geral aumento da violência durante essas práticas.

Com o fim da polícia universitária, em 1834, os estudantes decidem criar uma adaptação desta força policial académica e recuperar os rituais de iniciação.
Assim, após o toque vespertino da "cabra" - um dos sinos da torre da Universidade - patrulham as ruas da cidade, em busca de infractores, organizados em "trupe".
Nos finais do século XIX, surgem novamente relatos de violência entre estudantes, relacionados com os rituais de iniciação, onde os novos alunos eram obrigados a cantar e dançar, e em que era também frequente cortar-lhes o cabelo.



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A praxe foi entretanto interrompida durante alguns períodos. Após a implantação da república (1910) a praxe é abolida devido à oposição dos estudantes republicanos, sendo reposta em 1919.









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