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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A MÚSICA E SUA HISTÓRIA



Mundo das Artes
A Música e sua história
A sua história
A História da música é o estudo das origens e evolução da música ao longo do tempo. Como disciplina histórica insere-se na história da arte e no estudo da evolução cultural dos povos. Como disciplina musical, normalmente é uma divisão da musicologia e da teoria musical. Seu estudo, como qualquer área da história é trabalho dos historiadores, porém também é frequentemente realizado pelos musicólogos.

Este termo está popularmente associado à história da música erudita ocidental e frequentemente afirma-se que a história da música se origina na música da Grécia antiga e se desenvolve através de movimentos artísticos associados às grandes eras artísticas de tradição europeia (como a era medieval, renascimento, barroco, classicismo, etc.).
Este conceito, no entanto é equivocado, pois essa é apenas a história da música no ocidente. A disciplina, no entanto, estuda o desenvolvimento da música em todas as épocas e civilizações, pois a música é um fenômeno que perpassa toda a humanidade, em todo o globo, desde a pré-história.
Em 1957 Marius Schneider escreveu: “Até poucas décadas atrás o termo ‘história da música’ significava meramente a história da música erudita europeia. Foi apenas gradualmente que o escopo da música foi estendido para incluir a fundação indispensável da música não europeia e finalmente da música pré-histórica".

Há, portanto, tantas histórias da música quanto há culturas no mundo e todas as suas vertentes têm desdobramentos e subdivisões. Podemos assim falar da história da música do ocidente, mas também podemos desdobrá-la na história da música erudita do ocidente, história da música popular do ocidente, história da música do Brasil, história do samba, e assim sucessivamente.
A Música na Pré história
Somente através do estudo de sítios arqueológicos podemos ter uma ideia do desenvolvimento da música nos primeiros grupos humanos. A arte rupestre encontrada em cavernas dá uma vaga ideia desse desenvolvimento ao apresentar figuras que parecem cantar, dançar ou tocar instrumentos.

Fragmentos do que parecem ser instrumentos musicais oferecem novas pistas para completar esse cenário. No entanto, toda a cronologia do desenvolvimento musical não pode ser definida com precisão. 
é impossível, por exemplo, precisar se a música vocal surgiu antes ou depois das batidas com bastões ou percussões corporais. Mas podemos especular, a partir dos desenvolvimentos cognitivos ou da habilidade de manipular materiais, sobre algumas das possíveis evoluções na música.
Na sua "História Universal da música", Roland de Candé nos propõe a seguinte sequência aproximada de eventos:

1. Antropóides do terciário - Batidas com bastões, percussão corporal e objetos entrechocados.

2. Hominídeos do paleolítico inferior - Gritos e imitação de sons da natureza.

3. Paleolítico Médio - Desenvolvimento do controle da altura, intensidade e timbre da voz à medida que as demais funções cognitivas se desenvolviam, culminando com o surgimento do Homo sapiens por volta de 70.000 a 50.000 anos atrás.

4. Cerca de 40.000 anos atrás - Criação dos primeiros instrumentos musicais para imitar os sons da natureza. Desenvolvimento da linguagem falada e do canto.

5. Entre 40.000 anos a aproximadamente 9.000 a.C - Criação de instrumentos mais controláveis, feitos de pedra, madeira e ossos: xilofones, litofones, tambores de tronco e flautas. Um dos primeiros testemunhos da arte musical foi encontrado na gruta de Trois Frères, em Ariège, França. Ela mostra um tocador de flauta ou arco musical. A pintura foi datada como tendo sido produzida em cerca de 10.000 a.C.

6. Neolítico (a partir de cerca de 9.000 a.C) - Criação de membranofones e cordofones, após o desenvolvimento de ferramentas. Primeiros instrumentos afináveis.

7. Cerca de 5.000 a.C - Desenvolvimento da metalurgia. Criação de instrumentos de cobre e bronze permitem a execução mais sofisticada. O estabelecimento de aldeias e o desenvolvimento de técnicas agrícolas mais produtivas e de uma economia baseada na divisão do trabalho permitem que uma parcela da população possa se desligar da atividade de produzir alimentos. Isso leva ao surgimento das primeiras civilizações musicais com sistemas próprios (escalas e harmonia)


A Idade Antiga

As primeiras civilizações musicais se estabeleceram principalmente nas regiões férteis ao longo das margens de rios na ásia central, como as aldeias no vale do Jordão, na Mesopotâmia, índia (vale do Indo atualmente no paquistão), Egito (Nilo) e China (Huang-ho).
A iconografia dessas regiões é rica em representações de instrumentos musicais e de práticas relacionadas à música. Os primeiros textos destes grupos apresentam a música como atividade ligada à magia, à saúde, à metafísica e até à política destas civilizações, tendo papel frequente em rituais religiosos, festas e guerras.

As cosmogonias de várias destas civilizações possuem eventos musicais relacionados à criação do mundo e suas mitologias frequentemente apresentam divindades ligadas à música.
Medieval e Renascimento

Período extenso e marcado pela diversidade. No século VII, surge a monodia (uma única linha melódica) do canto gregoriano - monodia que, sob uma forma profana, também será usada pelos trovadores. No século XII, com a Escola de Notre Dame (Paris) aparecem formas polifônicas (entrelaçamento de mais de uma melodia) nas quais Pérotin foi mestre.
O aperfeiçoamento dos instrumentos, as exigências litúrgicas e o surgimento de um "mercado" formado pela nobreza feudal e pela burguesia mercantil das cidades determinaram a expansão da polifonia, com importantes contribuições de Machaut, Du Fay e Palestrina.
Barroco

Nenhuma escola musical possui analogias tão nítidas com as artes plásticas como o barroco: há o culto do ornamento, do arabesco - notas que "enfeitam" a melodia. De Monteverdi a Johann Sebastian Bach, a música descobre a profusão dos sons simultâneos como meio de alcançar o belo.
Como pano de fundo dos instrumentos que se revezam na narração melódica, surge o baixo contínuo (em geral o cravo). A linguagem tonal se firma como sustentáculo da polifonia. Emergem novos gêneros musicais: oratório, cantata, concertos, sonata para teclado
Rococó

Na transição entre o barroco e o classicismo, entre 1740 e 1770, a música rococó ou galante é representada sobretudo pelas obras de Carl Philip Emanuel Bach.
Favorecida pelo ambiente da corte de Luís XV, seu ideal é a expressão artística da graça, frivolidade e elegância. O resultado, cuja artificialidade foi criticada posteriormente, captava as atitudes hedonistas e discretamente sentimentais da época.
Clássico

O classicismo surge em meados do século XVIII. Haydn passa a usar formas mais econômicas de expressão. Carl Philip Emanuel Bach (filho de Johann Sebastian) depura a sinfonia do maneirismo. Gluck impõe o primado da música orquestral sobre as improvisações vocais da ópera napolitana.
Essas inovações serviram de base ao mais genial compositor do período, Mozart. Coube a ele levar a nova linguagem ao extremo. A exemplo de Bach com o barroco, Mozart foi ao mesmo tempo, para o classicismo, o mais representativo e o grande coveiro: para não repeti-lo, era preciso inventar outra coisa. Beethoven foi um dos que entenderam o recado.
Romantis

As regras clássicas de composição eram rígidas, e o compositor deveria obedecer a elas. Os compositores românticos abandonaram essas fórmulas, pois queriam transportar para a música suas paixões e aflições, mas também seu nacionalismo e suas aspirações políticas.

O romantismo criou uma profusão de novas formas de expressão: o moderno sinfonismo que começa com Beethoven, o lied (canção) que se consolida com Schubert. A música torna-se uma mercadoria. No lugar dos pequenos conjuntos a serviço de igrejas ou aristocratas, surgem as orquestras e as companhias de ópera financiadas com a venda de ingressos ao público.
O compositor polonês Chopin inspirou-se em danças populares, despertando, com sua música, o amor patriótico e o sentimentalismo. Uma das preocupações do músico alemão Beethoven foi tentar aproximar sua música do gosto popular, já que o seu público se ampliava.

Outros nomes importantes da música romântica são Liszt e Wagner. Este último destacou-se sobretudo pelas óperas que compôs. Algumas de suas obras expressam um estranho fascínio pela morte, é dele a frase: “... mesmo quando a vida nos sorri, estamos a ponto de morrer".

Nacionalismo, sentimentalismo e pessimismo são, pois, características do Romantismo na música.



Pós-romantismo

 
        A música erudita brasileira nasceu nas igrejas, com o barroco mineiro e baiano. Prosseguiu como banda sinfônica e música de salão no século XIX. Seu grande compositor do período, Carlos Gomes, foi em verdade um dos elos da evolução da ópera na Itália. Leopoldo Miguez tinha fortes vínculos com a estética “wagneriana”. O nacionalismo só se esboça com Alberto Nepomuceno e ganha força com Heitor Villa Lobos, o mais representativo do modernismo. 
 

Para seu conhecimento:
A música é feita de sons, tradicionalmente descritos segundo quatro parâmetros: Altura - frequência definida de um som é o que diferencia um som de um ruído. Não confundir com volume (intensidade).

 Ritmo - distribuição inteligível dos sons (e silêncio) no tempo.

 Intensidade - a força relativa de um som em relação a outros.

Timbre - qualidade dos sons. Diferencia a mesma altura tocada em dois instrumentos diferentes.
Conjuntos Musicais

Conjuntos de Câmara - pequenos grupos musicais (duo, trios, quartetos e assim por diante) até as orquestras de câmara que podem chegar a 30 ou 40 músicos.

Tudo o que se conhece como música "antiga" (anterior ao século 18) poderia ser enquadrado como música de câmara; na linguagem cotidiana, porém, o nome fica mais restrito à música dos períodos clássicos, romântico e moderno.

Orquestra - grandes conjuntos de instrumentos, abrangendo cordas, madeiras, metais e percussão.O número de instrumentistas numa orquestra varia de aproximadamente 70 até 120 músicos ou mais.

A orquestra tem sua origem nos conjuntos instrumentais que acompanhavam espetáculos de ópera e balé no século XVII. Pouco a pouco, esses conjuntos foram ganhando mais instrumentos. A evolução das formas composicionais no século XVIII leva ao desenvolvimento e consolidação da orquestra moderna, que é um conjunto especialmente apto para a execução de sinfonias e concertos.

   Não houve um pós-romantismo como há hoje um pós-modernismo. A designação engloba uma reação estética que procurou dar uma eloquência menos subjetivista à música, colocá-la num patamar superior de racionalidade, por meio de achados harmônicos mais ousados e de formas mais despojadas.Em lugar de Bruckner, a orquestra sinfônica fala a linguagem de Debussy e Ravel. A música perde em pretensão, mas ganha em simplicidade.

Moderno

 
            Há pelo menos três correntes que nascem com o século. De um lado, a Escola de Viena, que decreta o fim da linguagem tonal e reivindica uma organização revolucionária dos sons. De outro, Bartok, Chostakovitch e Stravinsky praticam uma amplificação das fronteiras do tonalismo e combinações instrumentais menos ortodoxas.Há, por fim, um neoclassicismo em que Prokofiev e Stravinsky prenunciam modos de apropriação que se tornariam típicos na pós-modernidade.
Contemporâneo

Olivier Messiaen tornou-se em 1942 professor de harmonia do Conservatório de Paris. Ainda nos anos 40 teria como alunos Boulez, Stockhausen e Berio.
Era preciso dar novos passos na lógica de organização dos sons. Surgiu uma vanguarda que forneceu à música um caráter permanentemente experimental. Chancelou a música eletroacústica e expandiu os limites da expressão.
Cantata
 
Gêneros Musicais

Cantata - Originariamente uma peça cantada, na qual uma pessoa recitava um drama em verso acompanhado por um único instrumento. No século XVIII, as cantatas passaram a ser escritas para coros com diversos solistas.

Concerto - qualquer performance pública de música- peça musical, de grande escala, que opõe um ou mais instrumentos solistas à orquestra. A ideia moderna do concerto deriva, em boa parcela, das árias e cenas operística, com papel dramático e musical do cantor assumido pelo instrumento solista.

Oratório - gênero musical dramático, de tema religioso, com coro e orquestra.

Prelúdio - No barroco, era a peça instrumental que antecedia uma "fuga"; depois, tornou-se uma peça de estilo livre.

Fuga -  forma complexa de composição polifônica com base em um tema, que é apresentado sob várias formas.

Rapsódia - composição musical sobre temas de melodias folclóricas.

Réquiem - música sacra destinada às missas pelas almas dos mortos.

A música erudita brasileira nasceu nas igrejas, com o barroco mineiro e baiano. Prosseguiu como banda sinfônica e música de salão no século XIX. Seu grande compositor do período, Carlos Gomes, foi em verdade um dos elos da evolução da ópera na Itália. Leopoldo Miguez tinha fortes vínculos com a estética “wagneriana”. O nacionalismo só se esboça com Alberto Nepomuceno e ganha força com Heitor Villa Lobos, o mais representativo do modernismo. 
 

Para seu conhecimento:
A música é feita de sons, tradicionalmente descritos segundo quatro parâmetros: Altura - frequência definida de um som é o que diferencia um som de um ruído. Não confundir com volume (intensidade).

 Ritmo - distribuição inteligível dos sons (e silêncio) no tempo.

 Intensidade - a força relativa de um som em relação a outros.

Timbre - qualidade dos sons. Diferencia a mesma altura tocada em dois instrumentos diferentes.
Conjuntos Musicais

Conjuntos de Câmara - pequenos grupos musicais (duo, trios, quartetos e assim por diante) até as orquestras de câmara que podem chegar a 30 ou 40 músicos.

Tudo o que se conhece como música "antiga" (anterior ao século 18) poderia ser enquadrado como música de câmara; na linguagem cotidiana, porém, o nome fica mais restrito à música dos períodos clássicos, romântico e moderno.

Orquestra - grandes conjuntos de instrumentos, abrangendo cordas, madeiras, metais e percussão.O número de instrumentistas numa orquestra varia de aproximadamente 70 até 120 músicos ou mais.

A orquestra tem sua origem nos conjuntos instrumentais que acompanhavam espetáculos de ópera e balé no século XVII. Pouco a pouco, esses conjuntos foram ganhando mais instrumentos.

A evolução das formas composicionais no século XVIII leva ao desenvolvimento e consolidação da orquestra moderna, que é um conjunto especialmente apto para a execução de sinfonias e concertos.

ade-arte.blogspot.pt

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