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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Com pétalas e folhas caídas no chão, artista cria linda e efémera arte

A artista Flora Forager coleta sua matéria-prima em bosques e prados em sua vizinhança

Obra de arte
Conhecida como Flora Forager, a artista estadunidense Bridget Beth Collins produz um tipo de arte que é tão bonito quanto efêmero. Ela utiliza como matéria-prima materiais orgânicos, como pétalas de flores, folhas, pequenos frutos e musgo, entre outros, para criar figuras de animais, em uma espécie de "quebra-cabeça natural".
"Eu coleto quase tudo para as minhas criações a partir de folhagens e folhas que caem em calçadas, bosques e prados na minha vizinhança", diz a autora em seu site oficial.
Na seleção das obras abaixo, é possível ver como Collins é habilidosa em "dar vida" a animais a partir de material orgânico. Após montar as obras, a artista tira fotos em alta resolução e as vende via internet.

Obra de arte
Obra de arte
Obra de arte
Obra de arte
Obra de arte
Obra de arte
Obra de arte
Obra de arte
www.ecycle.com.br

"Estado não deve pagar regabofe de banqueiros", diz Jerónimo


O líder comunista declarou hoje que "o Estado não deve, de forma generalizada, pagar os erros e o regabofe por parte da banca e dos banqueiros", comentando o acordo anunciado para compensar os lesados do BES/GES.


"Em síntese, a nossa posição é a de que dinheiros públicos não deveriam ser enviados para resolver o problema. Se for encarada essa proposta, que vise apenas resolver os problemas dos pequenos investidores que viram o trabalho de uma vida ser perdido", defendeu Jerónimo de Sousa, em declarações à Lusa, após um encontro com dirigentes da CGTP, em Lisboa 

De acordo com fontes envolvidas nas negociações, os clientes lesados que aceitem a solução têm garantido que receberão 75% do valor investido, num máximo de 250 mil euros, nas aplicações até 500 mil euros, e 50% para as aplicações acima dos 500 mil, valor que será pago até 2019.
"Os lesados disponibilizaram-se a abdicar de grande parte do que reclamam (199 milhões de euros). Os créditos ascendem a 485 milhões de euros [incluindo juros] e estão dispostos a receber 286 milhões de euros", afirmou na segunda-feira o advogado e amigo do primeiro-ministro, Diogo Lacerda Machado, que mediou as negociações entre Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial, Banco de Portugal, CMVM e 'banco mau' BES.

www.noticiasaominuto.com

Obras de pavimentação e melhoramento de caminhos decorrem em Santa Bárbara de Nexe




A Travessa do Albardeiro, no sítio da Igreja, e os caminhos rurais da Casinha e Silveira, no sítio da Aldeia estão a ser pavimentados, ao passo que os caminhos rurais do Cavalinho e Cristianos, no sítio da Falfosa, e da Remexida, no sítio da Aldeia, em Santa Bárbara de Nexe, estão a ser alvo de melhoramentos.
Esta empreitada tem o custo de 35 mil euros e está a ser levada a cabo pela Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe.
Sérgio Martins, presidente da junta de freguesia local, considera que o investimento «é mais um passo na melhoria das acessibilidades na freguesia».
«Entre 2014 e 2016, além destes que estão a ser agora pavimentados, já pavimentámos os caminhos: Cruzes (Canal / Igreja), Ladeira (Ladeira), Encosta (Canal), sem nome (Poço Mouro), sem nome (Charneca), Eira da Tenda (Bordeira), Panasqueira (Bordeira) e Ribeiro das Netas (Bordeira)», conclui Sérgio Martins.


www.sulinformacao.pt

A impressionante arte em pontilhismo e realismo do artista brasileiro Will Barcellos.

De ponto em ponto, Will Barcellos espalha sua arte pelo mundo. Confira entrevista com o artista brasileiro!
Existem por aí grandes sábios afirmando que não há necessidade em descobrir qual o dom de cada um, ou com que propósito se veio ao mundo, ou mesmo, quais talentos as pessoas guardam adormecidos dentro de si mesmas. Tudo pode ser aprendido e, com muita técnica e prática, belezas fascinantes podem ser criadas, chegando a um nível de perplexidade semelhante a de um fabuloso artista famoso.
No entanto, há pessoas que carregam uma voz autoral muito forte e expressam isso desde cedo, crianças que deixam rastros de um dom singular logo no início de suas vidas. Umas são estimuladas a desenvolverem suas particularidades, outras, precisam encarar a vida de outra forma, sobrevivendo em outros ares que não os do coração. Ainda há os que acreditam que tudo o que pertence a nós chegará um dia, independente das reviravoltas, no tempo certo e da maneira perfeita.
Will Barcellos, artista carioca de 40 anos, trilhou esses caminhos até conseguir colocar para fora toda a arte, inspiração e beleza que pulsavam dentro de sua alma: “Acho que o universo me deu esse dom para trazer um pouco mais de alegria e beleza à vida, e me sinto sempre muito honrado por ter essa missão. Meus familiares e amigos valorizam muito o meu trabalho e isso me deixa radiante de felicidade”, afirma Barcellos. Apaixonado pelo pontilhismo, ele circula entre luzes e sombraspontos e aquarelas, geometrias e formas humanas.


Nascido no subúrbio do Rio de Janeiro, onde vive atualmente, Barcellos vem de uma família muito simples, e cresceu sem ter contato algum com a arte. Desde criança, instintivamente, rabiscava praticamente tudo o que via pela frente, criava brinquedos com colagens feitas de papel e fazia decorações com desenhos. Somente aos 15 anos, quando conheceu um amigo de sua tia, um professor de arte, ele se aventurou na SBBA do Rio de Janeiro (Sociedade Brasileira de Belas Artes) ao ganhar uma bolsa de estudos.

Lá, ele conheceu e se identificou com diversas técnicas de desenho a carvão, lápis e bico de pena (trabalhos executados a nanquim). Durante todo o tempo em que Barcellos se descobriu diante de um universo artístico encantador, repleto de técnicas variadas, o artista teve a oportunidade de vivenciar momentos deliciosos e observar trabalhos e exposições que ocorriam na SBBA. Em um desses momentos, seus olhos brilharam e o coração bateu mais forte. Foi quando ele finalmente se deparou com uma obra produzida através do pontilhismo.
Barcellos contou, de maneira descontraída e gentil, um pouco sobre sua história nesta entrevista exclusiva para o FTC. Confira!


FTC: Com suas palavras, fale um pouco sobre você e como chegou até o pontilhismo.
Barcellos: Quando cheguei diante de um quadro que estava em exposição e percebi que aquela imagem linda, de uma mulher nua deitada numa pedra, havia sido feita com pequenos pontos, não acreditei. Achei algo humanamente impossível de ser executado, e passei semanas indo olhar o mesmo quadro. Na época não percebi, mas aquelas foram minhas primeiras trocas de olhares com minha paixão, o pontilhismo.
Alguns anos depois tive que cair no mercado de trabalho. Era uma época em que não se tinha a visibilidade de hoje através da internet, e acabei criando uma carreira em um ramo que não tem nada a ver com a arte. Com o tempo, fui ficando cada vez mais distante. Em 2013 comprei meu apartamento e decidi fazer meus próprios quadros para decorá-lo, e então um gigante acordou dentro de mim. Entrei numa catarse louca e desde então não passo mais um dia sem pintar.

VÍDEO

FTC: Há quanto tempo cria seus trabalhos e quais materiais utiliza?
Barcellos: Voltei com tudo pra arte em 2013. Fiquei 15 anos sem produzir, foi meu ócio criativo, e agora vivo a minha catarse. Utilizo papeis resistentes já que a maior parte do meu trabalho é muito encharcado, para pintar eu vou de aguadas variadas, café, nanquim… qualquer líquido que tenha cor e dê vontade de jogar no papel (risos).
Comecei postando para os amigos, fui convidado para um concurso internacional que acabei ganhando, fiz exposições e agora fui convidado pra dois centro culturais na Alemanha.


“O pontilhismo me faz passar para as pessoas o mesmo que vivi diante daquele quadro, gosto de assustá-las com quadros grandes feitos com essa técnica, gosto de surpreender e gosto de me arriscar, fazer trabalhos com combinações das técnicas, juntar a aquarela, as aguadas de nanquim e o pontilhismo numa mesma obra. Também gosto de brincar com o realismo, surrealismo e algumas combinações geométricas e psicodélicas. De fluir entre delicadeza, agressividade e realidade de movimentos e expressões quando pinto meus modelos, quase sempre em perspectivas fortes.”
Esses modelos em sua maioria são amigos e familiares, e quando pinto um deles é incrível como a minha alma se fixa a deles, sempre fico mais apaixonado por quem estou pintando, é uma energia louca. Pintei 4 dos meus 5 sobrinhos e todos viraram obras extremamente encantadoras. A arte me aproxima dessas pessoas, me faz mais humano, mais presente na vida dos meus.
FTC: Qual a influência das cores nos seus trabalhos?

Barcellos: Pergunta difícil. Eu definitivamente não fui o cara das cores até hoje, mas como a obra de um artista se transforma o tempo todo, hoje me vejo mais feliz em utilizar cores. Nos últimos trabalhos tenho brincado mais com isso, deixo a tinta colorida escorrer, se fundir, e depois como um servo obediente, desenho nas áreas delimitadas pela tinta, ela manda.




FTC: Está desenvolvendo algum projeto específico atualmente?
Barcellos: Estou sempre criando material pra uma exposição, mesmo antes de ela existir, portanto tenho vários projetos futuros. Ainda não expus no meu estado (RJ). Até agora só fiz exposições em outros estados e outro país. Com isso meus amigos e familiares estão quase sempre de fora, isso me entristece um pouco, mas sei que já já rola uma por aqui.



FTC: O que é arte para você, e como definiria a sua arte? 
Barcellos: Existe uma frase que eu amo do Ferreira Gullar: “A arte existe porque a vida não basta”. Para mim é bem assim, não existe um dia feliz ou uma época interessante se eu não estiver pintando uma determinada obra. A arte faz parte da minha rotina, tornou-se involuntária e não tenho nenhum controle. Se eu tiver um evento ou festinha e bater uma inspiração forte, eu simplesmente não vou, porque não consigo controlar minhas mãos, é sentar e produzir.
Por isso defino minha arte sempre como um assombro, eu não faço uso dela, ela que me usa como instrumento de criação. Não consigo trabalhar com uma pré definição dos meus trabalhos, eles mudam e se transformam durante a execução.

FTC: Com o que você se inspira? 
Barcellos: Qualquer coisa, qualquer lugar, qualquer pessoa me inspira. Corpos, gestos, música, uma planta… eu posso estar conversando com você e olhar paras suas mãos repousadas sobre seu colo e ver aquilo emoldurado, me vejo desenhando a curva da sua unha, a sombra de um dedo sobre o outro, a perspectiva da ponta do dedo até o punho, são viagens loucas de um universo paralelo em que vivo, faço umas 60 viagens inspiratórias dessas por dia.


FTC: 6 coisas que não consegue viver sem.
-“Os meus” (amigos, família, conhecidos – gosto de me relacionar com as pessoas);
-Arte: não consigo respirar sem ela, seja a minha, seja a dos meus ídolos ou da galera que acabo conhecendo a cada dia, adoro pesquisar os trabalhos de outros artistas;
-Música: não faço nada sem música;
-Isolamento: embora eu ame estar rodeado de pessoas, preciso do meu canto, do meu momento de solidão, fico muito bem sozinho, a solidão me inspira;
-Internet;
-Açúcar.












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A NATUREZA ABSOLUTA NAS ESCULTURAS DE Alberto Giacometti


"Alberto não se preocupava com o quadro como uma obra isolada, objetiva, a ser apreciada como tal. Isso só interessava a mim. Ele só olhava o quadro como um subproduto, por assim dizer, de sua luta sem fim para retratar não simplesmente um indivíduo, mas a realidade."
James Lord
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    A arte do suíço Alberto Giacometti pode ser analisada em diversas frentes. Todas profícuas e fomentadoras de discussões. Do cubismo – ambiente este contemporâneo ao seu próprio nascimento – na comunidade de Stampa em 1901 – Ao primitivismo. Este discutido e praticado por inúmeros artistas ao redor do mundo. Desde conceitos primitivistas debatidos nos séculos anteriores à própria noção de africanismo e retorno às artes mais genuínas na outra ponta. Após o estudo na faculdade de Belas artes de Genebra - o filho do pintor pós-impressionista Giovanni Giacometti - começa as viagens que o levaria à estruturação de sua identidade.
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    Na Itália, no início dos anos 20, o contato com a obra ímpar do veneziano Jacopo Robusti (Tintoretto) – apenas para ficar nestes – e intensas viagens pelo país vão moldando o olhar de Giacometti pela renascença. Posteriormente a estas experiências - o jovem pintor e escultor suíço - desembarca em Paris, mais precisamente no bairro de Montparnasse para estudar na fantástica escola de arte La Grande Chaumière sob os cuidados do mestre francês Émile-Antoine Bourdelle.
    ‘La Grande Chaumière’ foi um importantíssimo polo de jovens artistas – de vários países – no início do século XX. Fundado pela suíça Martha Stettler, teve em Antoine Bourdelle um dos seus mais nobres lecionadores. Este, um dos expoentes da chamada Belle Époque e um dos maiores pintores francesas da primeira metade daquele século. Ensinou na lendária academia de artes francesa até 1929.
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    Ainda na França, os anos 20 foram de profusão para a criação e as revoluções estéticas impregnadas naquele século. André Breton já havia publicado o manifesto surrealista (1924) e Alberto Giacometti começaria a ter contato com a atmosfera efervescente daqueles anos e os pensamentos oníricos de gente como Max Ernst e Joan Miro. Além do contato com o icônico Pablo Picasso.
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    Deste intenso contato nascem algumas exposições onde são apresentadas algumas das primeiras obras primas de Giacometti. Le Couple e Boule Sospendue às colaborações com o próprio Breton. Neste período, incapaz – segundo ele mesmo – de esculpir com fidelidade a natureza humana, mergulha suas experimentações no imaginário surrealista. Estas incursões vão até a morte do pai no início da década de 30.
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    O artista rompe com as frentes surrealistas e continua a trabalhar em seu ateliê em Paris. Intermeio em que trava uma busca por uma identidade artística – em sua obra – que captasse, como um escultor-retratista, uma essência – talvez – absoluta do homem. Nestes instantes começava a fecundar o estilo mais alongado da arte do mestre. A fragilidade solitária do humano e os anos também de reclusão, a segunda grande guerra, as idas e vindas à Suíça, sua mãe e sua identidade.
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    Já nos anos 40 - Annette Arm - que Giacometti conheceu na Suíça - torna-se uma grande inspiração e sua mulher até o fim da vida. Outro modelo para Giacometti foi seu irmão Diego. Neste, o artista trabalhou mais ainda sua investigação essencialista. Pinturas, desenhos e formas que ganhariam uma de suas primeiras exposições na Galeria Pierre Matisse com direito a ensaios do grande filósofo francês e do pensamento existencialista, Jean Paul Sartre.
    Esta exposição realizada em 1948 trouxe dois entusiasmados ensaios de Sartre – impregnado sobre a obra de Giacometti – e ciente de sua identificação como uma arte que dialogava com as construções existenciais de “O ser e o Nada” lançado do Sartre cinco anos antes.
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    Os ensaios ‘A busca do absoluto’ e ‘As pinturas de Giacometti’ tratam de uma análise sobre o imaginário criador de Alberto. No primeiro, Sartre escreveu sobre e evolução histórica da escultura. Os antigos cadáveres – alguns sem vida – eram agora, na obra Giacometti, segundo Sartre - o encontro do absoluto. Não a eternidade física e sim - como toda a humanidade - sua temporalidade. O efêmero sopro de vida paralelo à atemporalidade da arte.
    No ensaio ‘As pinturas de Giacometti’, Sartre versa sobre o vazio na obra de Giacometti. A distância entre nós e a escultura como ponto ideal de visualização dimensional da própria razão filosófica desta arte. Ao passo que, a aproximação com uma possível real dimensão de uma estética intrínseca a nós como expectadores de um objeto estático no tempo, não menos, intemporal.
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    Os anos cinquenta trouxeram de volta às evidências da arte de Alberto Giacometti para o grande público. Particularmente as Bienais de Veneza foram importantes para esta constatação. Neste período também surge os trabalhos Femme de Venise com barro e gesso e o apoio assistencial do irmão Diego. Que continuava sendo seu modelo, além de Yanaihara Isaku (1918-1989), um amigo, filósofo japonês e também modelo durante anos de Giacometti. É dele um dos mais importantes livros sobre o escultor suíço. Um livro de memórias sobre aquela época, Yanaihara Isaku, Avec Giacometti, pela editora Allia. Outras obras importantes sobre o artista são ‘L'Atelier d'Alberto Giacometti’ de Jean Genet (éd. L'Arbalète, 1958) e ‘Un Portrait par Giacometti’ de James Lord (éd. Gallimard , 1991).
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    A arte de Alberto Giacometti lhe rendeu grandes exposições, prêmios diversos e foi de grande inspiração para a escultura do século XX. Considerado o maior escultor surrealista da história - na verdade - Giacometti foi muito mais além. Alguns estudiosos viram na sua arte um passo à frente na então estética escultural clássica.
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    As estruturas tênues, alongadas, os braços finos - homens isolados em petrificações paradoxalmente cheia de vida – mesmo que esta - fosse em muitos casos, vazia existencialmente e distante - não da realidade e sim da própria realidade da escultura. Um sobre salto mágico e filosófico. Entretanto, adequada às nossas profundas questões filosóficas. Nossos dilemas pessoais e nosso dialogo com o tempo-espaço.
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    Alberto Giacometti faleceu em 11 de janeiro de 1966, em Chur e foi enterrado ao lado de seus pais em Borgonovo-Stampa. Em 1986 a viúva Annette Giacometti começou a trabalhar na criação de uma fundação. Assim nasceu anos depois a Alberto et Annette Giacometti que desde 2003 - oficialmente - passou a fazer parte do ministério da cultura da França. Estava mais do que Reconhecido a utilidade pública da Instituição e mais, o legado cultural e imprescindível de toda a obra do mestre Giacometti.

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    Obras de arte feitas na natureza



    A intenção não é demarcar o território ou criar uma simples — e, muitas vezes, bela — marca na paisagem, mas trabalhar o instinto do próprio terreno e revelar a delicadeza que existe no ambiente externo. Essa é a ideia por trás do conceito de Land Art, modalidade de criação artística que é feita na natureza a partir de materiais orgânicos nela encontrados pelos autores. Selecionamos abaixo dez artistas conhecidos por suas intervenções, que vivem do seu, digamos, talento natural.
    top10_land_art (Foto: Jim Denevan / Peter Hinson)
    1. Jim Denevan
    Com um simples pedaço de madeira, o artista desenha sozinho enormes padrões geométricos nas areias da praia, na terra e na neve e deixa suas obras à mercê da fúria do mar e do vento.

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    top10_land_art (Foto: reprodução)
    2. Nils-Udo
    No flerte entre utopia e movimento, o bávaro montou um ninho de 80 toneladas com arbustos, pedras, galhos, terra e grama ainda em 1978, na cidade de Lüneburg Heat, na Alemanha.
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    top10_land_art (Foto: divulgação)
    3. Robert Smithson
    Lama, pedras e cristais de sal formam um espiral de 460 m de comprimento e 4,5 m de altura no lago de água salgada de Utah, nos Estados Unidos. Construída em 1970, a intervenção do americano resiste ao tempo e pode ser vista nos dias de hoje durante o período de baixa da lagoa.
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    top10_land_art (Foto: divulgação)
    4. Simon Beck
    Quando os alpes franceses ficam cobertos de neve, Beck calça seus sapatos para desenhar padrões matemáticos nas montanhas — que, agrupados em uma escala monumental, viram flocos de neves tridimensionais.
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    top10_land_art (Foto: reprodução)
    5. Walter Masson
    As estações inspiram as telas e as formas: no outono, o alemão desenha com as pontas vermelhas das folhas; no inverno, ele reconstrói a neve em novos formatos; e, na primavera, preenche os bosques com arcos de flores.
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    top10_land_art (Foto: divulgação)
    6. Cornelia Konrads
    alemã começou a trabalhar com Land Art em 1998, depois de completar 40 anos. O diploma em cultura e filosofia parece inspirar suas esculturas vivas, que questionam o efêmero com cordas de aço – a obra Moment of Decision foi feita num parque público sueco com neve, corda de aço e linha de pescar.
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    top10_land_art (Foto: reprodução)
    7. Andrew Goldsworthy
    O artista e ambientalista britânico cria suas esculturas apenas com materiais do próprio terreno, como este portal feito de galhos secos, que se confunde em meio à profundidade das árvores. A intenção de Goldsworthy é manipular a percepção do rústico e intocável que as pessoas têm da natureza.
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    top10_land_art (Foto: divulgação)
    8. Andrew Rogers
    O escultor montou o maior projeto de Land Art do mundo com a exibição de Rhythms of Life, um projeto com 48 obras de pedra maciça que envolveu mais de 6.700 pessoas em 13 países diferentes. O animal acima, de 80 m de comprimento e 3 m de altura, foi erguido no meio do deserto do Atacama, no Chile, em 2004.
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    top10_land_art (Foto: divulgação)
    9. Mikael Hansen
    Em atividade desde a década de 1980, o dinamarquês monta instalações naturais em várias partes do mundo, como Alemanha, Coreia do Sul, Itália e Japão. Mas as mais famosas estão no seu país, como a Organic Highway, que empilha troncos no meio da floresta.
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    top10_land_art (Foto: reprodução)
    10. Sylvain Meyer
    O trabalho desta francesa é tão cuidadoso que a intervenção parece brotar junto da árvore — as raízes trançadas, feitas com cascas velhas de árvores, projetam leveza e ritmo ao tronco.



    casavogue.globo.com

    O APARTAMENTO SECRETO NA TORRE EIFEL

    A Torre Eiffel faz parte dos monumentos projetados para a Exposição Universal – evento público mundial, também conhecido simplesmente como Expo, de proporções magnânimas – que se tornaram símbolos dos países que sediaram o evento. Entre eles estão o Atomium, em Bruxelas, construído para a Expo 58, e o Skyneedle, na Austrália, na Expo 88.

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    O evento de 1889 celebrava o centenário da Revolução Francesa e, apesar da torre ter sido criticada pelos artistas e intelectuais da época, acabou tornando-se uma das estruturas mais conhecidas no mundo e um dos maiores símbolos da França. Mal sabiam os críticos que, além dos 324 metros de altura, eles também tinham outros motivos para invejar seu criador, Gustave Eiffel: ele criou para si mesmo um apartamento no topo de sua colossal construção.

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    O engenheiro instalou, a 300 metros de altura, um apartamento para o qual só ele tinha acesso. Pequeno e decorado de forma simples, o espaço era repleto de armários e mesas de madeira. Com papel de parede elegante, a poltrona de veludo, um piano e pinturas a óleo eram suas únicas extravagâncias.
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    O escritor Henri Girdard contou, em seu livro dedicado à história da construção, La Tour Eiffel de Trois Cent Métres (1891), sobre “o incontável número de pessoas que enviaram cartas ao engenheiro para alugar seu pied-à-terre“. Apesar disso, todas as propostas foram recusadas. Quem trocaria a vista de Paris durante o dia, o olhar abrangente das estrelas durante a noite e, claro, a distância de todo o barulho da cidade durante todo o tempo?

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    As motivações do engenheiro para a construção não são claras. Mas como criador de torres, pontes e outras grandes estruturas, a localização era uma oportunidade para estudar o vento e os princípios da resistência do ferro. Entre os estudiosos e inventores que já passaram pelo espaço, estão Thomas Edison, que presenteou o amigo com um de seus fonógrafos. Os móveis continuam os mesmos até hoje, e manequins foram inseridos para receber os exclusivos visitantes que podem conhecer o espaço. 

    (Fonte: Casa Vogue)

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