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domingo, 18 de dezembro de 2016

Dez dias em que Portugal proibiu a entrada de refugiados judeus




Crianças refugiadas em trânsito no porto de Lisboa, a 19 de agosto de 1941, preparadas para embarcar no navio português 'SS Mouzinho'   


Em 1940, comboio com centenas de judeus do Luxemburgo regressou a Espanha após incidente diplomático com agentes armados da Gestapo

Quase três centenas de refugiados judeus saídos do Luxemburgo em novembro de 1940 ficaram 10 dias retidos na fronteira de Vilar Formoso e foram depois proibidos de entrar em Portugal, mas não existe documentação sobre o caso nos arquivos nacionais, disse ontem a historiadora Irene Pimentel ao DN.

"Na imprensa portuguesa não há nada. Os elementos do governo luxemburguês que estiveram em Portugal foram ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, dirigiram-se a Salazar, à PVDE [Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, antecessora da PIDE]. Tem de haver cartas, documentação escrita... não sabemos se foi perdida, destruída ou está fora do lugar", lamentou Irene Pimentel, coautora do recém-lançado livro "O Comboio do Luxemburgo" com a também historiadora Margarida Ramalho, sobre um episódio ocorrido na fronteira de Vilar Formoso em novembro de 1940.

Pelo contrário, no Luxemburgo "encontrámos bastantes coisas. Já há uma historiografia luxemburguesa que trata o assunto" e as próprias autoridades locais deram apoio ao trabalho das duas investigadoras - o qual envolveu também a ida aos EUA, com a ajuda da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), assinalou Irene Pimentel.

O caso evoca de imediato o drama das dezenas de milhares de refugiados que fogem das guerras e conflitos no Médio Oriente e África em direção à Europa, onde vários países - sob forte pressão das respetivas opiniões públicas e eleitorados - têm vindo a recusar a sua admissão e até a levantar barreiras para impedir a sua passagem em direção a outros destinos.

"A História não se repete da mesma forma mas há aspetos" em que isso acontece, como ocorre agora na UE, em que as barreiras de arame farpado para impedir a passagem de refugiados evocam o tempo em que "a Europa fechou a porta" aos judeus fugidos da II Guerra Mundial, argumentou Irene Pimentel. "Nunca é da mesma forma mas há aspetos que se repetem porque o ser humano não mudou", acrescentou.

Outro dos "aspetos idênticos" entre a situação atual e o ocorrido na guerra de 1939-1945, salientou Irene Pimentel, prende-se com o receio sobre a presença de terroristas do Estado Islâmico entre os refugiados. "Nos Estados Unidos não deixaram entrar judeus refugiados por temer que houvesse alemães infiltrados. Havia antissemitismo, xenofobia, racismo..." - o que não sucedia em Portugal e foi um aspeto a facilitar a entrada de muitos refugiados que fugiam da máquina de guerra nazi.

Recorde-se que a fronteira de Vilar Formoso foi ponto de passagem para muitos desses fugitivos, estando em curso um projeto de construção do Museu "Vilar Formoso Fronteira da Paz - Memorial aos Refugiados e Cônsul Aristides de Sousa Mendes", junto à estação ferroviária daquela localidade. Margarida Ramalho foi a comissária científica desse futuro museu, que a autarquia prevê estar concluído no final deste ano.

Agentes da Gestapo

A ausência de registos escritos em Portugal sobre aquele comboio retido em Vilar Formoso, com 293 judeus que viajaram em oito autocarros entre o Luxemburgo e Espanha, explica-se por ser "um episódio que mancha a imagem" do país como espaço de acolhimento de refugiados.

"A seguir ao final da II Guerra Mundial, o interesse que havia da parte de Salazar e do regime era sobreviver à derrota do nazi-fascismo, dizendo que Portugal tinha salvado refugiados e abriu as portas" a muita gente, contou Irene Pimentel. Porém, acrescentou a historiadora, "como qualquer país e até os democráticos, a ditadura portuguesa tinha até ao início da guerra uma política restritiva da entrada de refugiados. Salazar disse sempre que Portugal era um país de trânsito, em que tinha de se ter visto para um país de destino e permanecer apenas o tempo necessário para arranjar navio".

O certo é que "o comboio trágico" de Vilar Formoso, como o classificou Irene Pimentel ao registar que meia centena desses refugiados "foram deportados e morreram no Holocausto", acabou por ser uma exceção face ao "conjunto de circunstâncias" que se verificaram naquele momento e conduziram àquele desfecho.

É verdade que já tinham entrado em Portugal dois comboios com refugiados judeus oriundos do Luxemburgo, nos meses de agosto e outubro de 1940 - apesar das dificuldades que este último teve para passar a fronteira. E mesmo no de novembro houve negociações para acolher os passageiros - mas foi tudo por água abaixo devido à presença da Gestapo.

"Desta vez os alemães decidiram acompanhar o grupo [de judeus] até território português. E foi aí que as coisas se complicaram. Além de ser um grupo extenso, de quase 300 judeus, (maioritariamente apátridas [a viverem no Luxemburgo após fugirem de países como Alemanha ou Polónia] e portadores de vistos duvidosos), vinha acompanhado por elementos fardados e armados pertencentes a um país beligerante, o que era totalmente contra os princípios da neutralidade", lê-se no livro.

"As autoridades da fronteira portuguesa reagiriam e não deixariam sair ninguém do comboio enquanto não houvesse uma solução para os passageiros. Enquanto a polícia portuguesa encetava negociações [...], alguns soldados alemães que tinham entrado em território português recusaram-se a entregar as armas e foram detidos. Pouco depois, mais soldados alemães cruzaram a fronteira para ver o que se passava e acabaram também detidos", escrevem as autoras.

"A situação só se resolveria depois da intervenção do embaixador alemão em Madrid. Este incidente diplomático terá, porventura, impedido uma solução mais tolerante para os passageiros do terceiro transporte", argumentam Irene Pimentel e Margarida Ramalho, que analisaram "documentos inéditos" e entrevistaram "sobreviventes e seus familiares".

A obra cita também a carta de agradecimento que um dos sobreviventes, Henri Galler (então com cinco anos), enviou em 2013 aos responsáveis pelo futuro museu de Vilar Formoso: "Lembro-me de que não podíamos sair nunca do comboio [...]. Muitos anos mais tarde, a minha mãe explicou-me que foram os habitantes dessa terra que prestaram ajuda aos refugiados que estavam naquele comboio, trazendo-lhes água e comida."



www.dn.pt

TERESA DE CALCUTÁ O ANJO DO INFERNO (VÍDEO)



VÍDEO


A polémica sobre o famoso beijo no fim da Segunda Guerra




 Um livro recentemente publicado, intitulado detalhes 'O marinheiro que beija' a história por trás do beijo icônico que veio a simbolizar o fim da guerra
O livro recentemente publicado, intitulado 'The Kissing Sailor', conta a história por trás do beijo icônico que simbolizou o fim da Segunda Guerra Mundial.
A foto indelével, do atrevido marinheiro beijando uma enfermeira no meio da Times Square, da comemoração do fim da Segunda Guerra Mundial, é considerada uma das imagens mais icônicas do século 20, mas aquele gesto foi romântico ou algo muito mais sinistro?
De acordo com uma blogueira feminista, a resposta é desconfortável. 
A escritora londrina conhecida como 'Leopard' causou um alvoroço online, após publicar um post criticando o que ela considera a glorificação de uma agressão sexual.
A imagem capturada pelo fotógrafo da revista LIFE, Alfted Eisenstaedt, retrata um marinheiro americano beijando uma mulher vestida de branco, no dia 14 de agosto de 1945, no coração de Nova York, em um momento de júbilo pela rendição do Japão.
 'Leopard' O blogueiro britânico escreve que o marinheiro americano que agarrou e beijou um estranho contra sua vontade cometido um assalto sexual
A identidade do casal, do famoso beijo no meio da multidão, ficou envolta em mistério, mas depois de décadas de especulação, George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman revelaram serem os personagens eternizados na fotogafia de Eisenstaedt.
O casal por trás da imagem célebre que simbolizou o fim da guerra, Mendonsa e Zimmer, com 90 anos de idade, contou que eles não se conheciam no momento que a foto foi tirada.
O jovem marinheiro, aparentemente, pegou, ao acaso, a enfermeira bonita andando na rua e deu um beijo em seus lábios, tomado pela euforia. 
Mendonsa, com 22 anos naquele momento, estava acompanhado por outra mulher, Rita Petry, que mais tarde se casaria com o homem que entrou para a história como o "Kissing Sailor".
   Mendonsa   Greta
Depois de anos de especulações, foi revelado recentemente que o marinheiro e a enfermeira fotografados por Eisenstaed estão, agora, com 90 anos de idade.
De acordo com a blogueira feminista, a imagem icônica denuncia que 'algo não está correto' naquela foto.
"Sabemos que George e Greta eram perfeitos estranhos, que George estava bêbado e Greta não tinha ideia de sua presença, até o momento que ela estava em seus braços, com os lábios dele nos dela. Parece bastante claro, então, que George tinha cometido uma agressão sexual."
O blog Feministing.com abraçou a premissa de agressão sexual, alegando que a imagem, em um olhar mais atento, corrobora as evidências do 'crime' que teve lugar em 1945, no meio da Times Square.
 George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman reuniu em Times Square, a localização do seu beijo famoso em agosto de 2012
George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman reunidos na Times Square, onde ocorreu o beijo famoso, em agosto de 2012.
As principais indicações que houve uma agressão são, de acordo com a blogueira, os sorrisos nos rostos dos outros marinheiros, em segundo plan,o e o aperto firme em torno da mulher - fisicamente, menor - nos braços de Mendonsa, impedindo-a de fugir, e a flagrante flacidez do corpo indefeso da mulher. 
'Eu não consigo imaginar que há um símbolo melhor para representar a confusão das nossas concepções sobre sexo e romance", escreve a blogueira no Feministing.
 Friedman lembrou como um marinheiro de repente agarrou-a, e ela disse que não era a sua escolha para ser beijada por um completo estranho
Friedman lembrou que foi agarrada, de repente, pelo marinheiro e lembrou que não queria ser beijada por um desconhecido.
Leopard escreveu em seu blog: "Considerando-se a cultura do estupro em que vivemos, a falta de vontade de reconhecer um problema aqui não surpreende’.
'Não é fácil afirmar que o corpo de uma mulher é sempre seu e não deve ser utilizado para atender os caprichos de ninguém sem o seu consentimento. Mas, é muito mais fácil fechar os olhos para os sentimentos da mulher, alegando de ela possue empatia com o homem, que ela deve ser receptiva e ficar com ele."
Esta não é a primeira vez que alguém levantou indagações sobre o 'beijo do marinheiro'
Em 2005, o Projeto História dos Veteranos da Biblioteca do Congresso entrevistou Friedman sobre o famoso beijo. 
'Não foi a minha escolha ser beijada. O cara simplesmente se aproximou e me pegou!', disse ela então.
Em uma entrevista mais recente Friedman lembrou: 'Aquele homem era muito forte. Eu não estava beijando ele. Ele estava me beijando', ela disse ao New York Post.
O 'casal do beijo' reuniu-se, várias vezes, ao longo dos anos. 
Mais recentemente, em meados de agosto de 2012, os dois voltaram a ser reunidos para falar sobre a fotografia.
"Foi o momento... você volta do Pacífico, e, finalmente, a guerra termina...', disse Mendonsa à CBS.
 Mendonsa admitiu que ele teve calma algumas bebidas para comemorar o fim da guerra, quando ele viu uma bela jovem enfermeira e não podia ajudar, mas beijá-la
Mendonsa admitiu que havia tomado bebidas, para comemorar o fim da guerra, quando viu uma bela jovem enfermeira e foi beijá-la.
Ele lembrou que estava se encontrando, pela primeira vez, com a sua futura esposa, Petry, em um show na Radio City Music Hall, em 14 de agosto, quando a notícia da rendição japonesa foi anunciada.
"Eles pararam o show e informaram:  ‘A guerra acabou. Os japoneses se renderam’”, lembrou. 
O marinheiro correu para um bar nas proximidades, onde admite ter tomado algumas bebidas.
Quando caminhava pela Times Square, Mendonsa viu uma mulher em um uniforme de enfermeira, deixou Petry e correu para agarrá-la. 
'Foi a emoção sobre o fim da guerra, mas eu tinha tomado algumas bebidas. Então, quando eu vi a enfermeira, eu peguei e beijei’, disse Mendonsa a CBS. 
Friedman, que acabou por ser uma enfermeira em uma clínica dentária da Áustria, disse:'Eu não o vi se aproximando e, antes de conhecê-lo, fui envolvida por ele.”


jornalggn.com.br

PROSTITUTAS FAMOSAS

Enquanto estamos mais familiarizados com figuras históricas proeminentes, como o Rei Luís XV, Napoleão Bonaparte, e o Rei Charles II, pouco se sabe sobre as amantes que compartilharam suas camas e, por vezes, até foram mães de seus filhos.
Estas onze prostitutas famosas fizeram seus nomes para serem destaques em seus tempos. Entre elas, respeitadas modelos, artistas e atrizes.
Por trás da fama, suas vidas eram esbaldadas de mistério, intrigas e assassinatos ocasionais por uma tal asfixia erótica.

1. Phryne
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Phryne é uma das poucas prostitutas cuja beleza pode ser admirada em museus de arte. Como cortesã na Grécia Antiga, Phryne era conhecida por sua boa aparência e por ter modelado para o pintor Apeles e para o escultor Praxiteles. Especula-se que, tanto a modelagem quanto a prostituição, deixaram Phryne tão rica que ela foi capaz de contribuir para a reconstrução das muralhas de Tebas, depois de, Alexandre, o Grande, destruí-las em 336 a.C..
Como muitas prostituas, Phryne foi objeto de ridículo público e foi levada a julgamento por motivos religiosos e reportada por exibir os seios ao júri. Phryne foi defendida pelo orador Hypereides, um de seus amantes, e foi libertada.

2. Veronica Franco
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Veronica Franco foi uma mulher fascinante do período renascentista em Veneza. Além de ser prostituta, Veronica foi bem educada e publicou diversos volumes de poesia. Ela também fundou uma instituição de caridade que fornecia ajuda para cortesãs e seus filhos.
O cliente mais notável de Veronica Franco foi Henry III, Rei da França. Em 1565, ela foi listada como especialista em um popular guia veneziano de prostitutas. Em 1577, Veronica foi levada perante o tribunal sob acusação de bruxaria, mas foi salva com os apontamentos retirados. Estudiosos acreditam que ela morreu relativamente pobre, sem apoio social ou financeiro.

3. Jeanne Bécu
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Jeanne Bécu, conhecida pela corte francesa de Luís XV como Madame du Barry, por ser, claro, amante oficial de Luís XV. Ela deu início à prostituição em Paris, onde adquiriu como clientes, aristocratas de grande escalão e, eventualmente, fazia seu caminho para o Palácio de Versailles, onde o depressivo e solitário Luís XV acabou por conhecê-la.
Jeanne casou-se com um nobre e, com isso, conseguia acesso à corte de Luís XV, o que gerou um mix de fatores que destruíram, na época, as relações exteriores da França. Após a morte de Luís XV, Jeanne Bécu foi enviada para um convento e, em 1793, morreu na guilhotina durante o tribunal revolucionário de Paris.

4. Sally Salisbury
by John Smith, possibly after  Sir Godfrey Kneller, Bt, mezzotint
Sally Salisbury, cujo nome de nascimento era Sarah Pridden, foi uma prostituta corajosa e extremamente popular em Londres, no século XVIII. Sally começou a se prostituir muito criança e, já aos 14 anos, trabalhava em um bordel de alta classe atraindo senhores e aristocratas.
Era conhecida por ser bela, engraçada e, paradoxalmente, mal-humorada. Sally envolveu-se em um escândalo público por ter esfaqueado John Finch, um patrono de bordel, por disputarem um par de ingressos de ópera. Sally Salisburry foi presa e, pouco depois, morreu de complicações geradas por sífilis.

5. Nell Gwyn
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Nell Gwyn é famosa por ter sido amante do Rei Carlos II, da Inglaterra. Quando jovem, Nell tinha se encantado com o teatro inglês e se encaminhou para ser atriz. Embora analfabeta, ela estudou performance em uma escola de arte e, rumores se expandiram por ela ter tido casos com atores famosos como Charles Hart e John Lacy. Nell Gwyn persistiu no sonho de ser atriz e atou em várias peças de comédia.
Eventualmente presente na alta sociedade inglesa, conheceu o Rei Carlos II e se tornou uma de suas 13 amantes, teve dois filhos com o Rei e, mesmo não atribuindo nenhum título a si mesa, um de seus filhos recebeu o título de Duque de St. Albans.

6. Emma Elizabeth
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Emma Elizabeth Crouch nasceu no século XIX, em Londres. Frequentou um bom colégio na França e teve a oportunidade de ser bem educada obtendo habilidades sociais na alta sociedade. Depois de um encontro com um homem que a estuprou e depois pagou-lhe, Emma começou a prostituir-se no The Argyll Rooms, notório bar e bordel de época em Londres.
Ao viajar para Paris, Emma adotou o nome de Cora Pearl e começou a fazer sua própria fama como uma cortesã de homens ricos. Cora tornou-se celebridade em Paris dormindo com muitos homens famosos, como Napoleão Bonaparte.

7. Catherine Walters
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Catherine Walters foi um ícone da moda e cortesã inglasa que parecia, no século XIX, ter todos de Londres aos seus pés. Catherine tinha tudo: era bonita, educada, popular e tinha vários benfeitores ricos. Entre seus clientes, o Rei Edward VII e Napoleão III. Ao contrário das prostitutas de seu tempo, Catherine Walters viveu até os 80 anos de idade com muito dinheiro e um legado favorável.

8. Lulu White
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Contos sobre New Orleans Storyville, o distrito da luz vermelha no início de 1900, seria incompleto sem uma menção à Lulu White, prostituta, madame de bordel e empresária. Era dona do Octoroon Parlou, que abrigava cerca de 40 mulheres. O bordel era um pub para amantes do jazz e senhores que estavam dispostos a explorar as cinco salas e os 15 quartos reservados para hóspedes especiais.
Em 1917, quando foi alvo de discriminação de gênero em Nova Orleans, Lulu White foi obrigada a fechar seu estabelecimento. Na cultura contemporânea Lulu ocupa um lugar especial ao ser citada na música “Mahogany Hall Stomp”, de Louis Armstrong, e por ter recebido de um clube de jazz de Boston, um bar com o seu nome: Lulu White.

9. Martha Canary Burke
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Martha Canary Burke, conhecida também por Calamity Jane, ficou famosa por ter lutado contra nativos americanos ao lado de Wild Bill Hickok, e por ser prostituta no Fort Laramie Three-Mile Hog Ranch, em Wyoming. Apesar de sua reputação ríspida, Jane era linda! Tinha cabelos e olhos escuros.
Por ter escolhido uma profissão incomum às mulheres, Jane se vestia como homem, o que permitia-lhe mover-se livremente e conseguir empregos que nunca tinham sido concedidos à uma mulher, como trabalhar com bois, explorar minas e, também, como contadora de histórias no Buffalo Bill Wild West Show.

10. Sada Abe
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Sada Abe era gueixa de baixo nível quando contraiu sífilis e não teve escolha: continuou a se prostituir no Tobita, famoso bordel de Osaka. Durante suas viagens à Tóquio, cruzou Kichizo Ishida, um de seus amantes, e,  em maio de 1936, Abe foi presa por assassinar Ishida por asfixia. Abe era mentalmente perturbada e tinha sérios problemas de ciúmes.
Depois da morte de Kichio Ishida, Sada Abe cortou seu pênis, colocou em seu kimono, e escreveu o nome dele em seu braço. Os testículos de Ishida foram expostos, por um período curto de tempo, em praça pública, depois da Segunda Guerra Mundial.

11. Gabriela Leite
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Gabriela Leite foi prostituta da Boca do Lixo em São Paulo, da zona boêmia em Belo Horizonte, e da Vila Mimosa no Rio de Janeir.  Rejeitava o termo “ex-prostituta” em suas apresentações, era ativa no movimento de defesa dos direitos das prostitutas, tendo fundando, inclusive, uma ONG em 1992, a Davida.
Uma de suas principais conquistas foi a inclusão, em 2002, da ocupação “trabalhador do sexo” na Classificação Brasileira das Ocupações (CBO), permitindo que prostitutas possam se registrar no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como autônomas, e garantir uma aposentadoria futura.
Autora do livro “Filha, mãe, avó e puta – A história de uma mulher que decidiu ser prostituta”, da editora Objetiva, Gabriela Leite lutava contra o câncer e morreu em outubro de 2013, deixando um legado digno de aplausos para esta profissão ainda discriminada no Brasil e no mundo.

www.ideafixa.com

0S SOLDADOS MAIS MORTAIS DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE


AMERICAN SNIPER


As guerras que estão acontecendo atualmente contam com muitos aparatos tecnológicos e soldados extremamente especializados em abater seus inimigos. No entanto, por incrível que pareça, muitos cientistas políticos e analistas geopolíticos afirmam que a nossa era é a mais pacífica registrada na história.

No entanto, houve um tempo não tão distante em que a guerra generalizada foi considerada necessária e  a destruição de diversas regiões do planeta foi uma consequência inevitável.
A seguinte lista inclui indivíduos do passado e das guerras atuais que provaram ser os humanos mais mortais que existiram em campos de guerra. Independentemente disso, todos os indivíduos nesta lista já ganhram o título de guerreiros mais mortais da história da humanidade.

Chris Kyle – O Sniper Americano

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Foi um atirador de elite da Marinha de guerra dos Estados Unidos, considerado o mais letal atirador na história militar daquele país, com 160 mortes confirmadas. Kyle serviu quatro turnos na Guerra do Iraque e foi premiado com várias comendas por atos de heroísmo e serviços meritórios em combate.
Kyle foi dispensado da marinha americana em 2009, e escreveu uma autobiografia, intitulada American Sniper, publicada em janeiro de 2012. O livro foi um sucesso de crítica e vendas. Em 2 de fevereiro de 2013, ele foi baleado e morto em um campo de tiro perto de Chalk Mountain, Texas, junto com o amigo Chad Littlefield. O homem acusado de matá-los, o veterano fuzileiro naval Eddie Ray Routh, foi julgado por assassinato e condenado a prisão perpétua.

Gurkha Dipprasad Pun – Enfrentou 30 soldados sozinho

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O sargento Gurkha Dipprasad Pun é considerado um dos mais bravos soldados do Reino Unido. Ele defendeu sozinho seu posto de controle contra um ataque do Talibã. Ele teve que enfrentar cerca de 30 homens simultaneamente. Durante o combate, ele disparou mais de 400 vezes contra os rebeldes, lançou 17 granadas e detonou uma mina com o objetivo de evitar o ataque do grupo terrorista.
Por sua bravura, Dipprasad Pun foi condecorado com a Conspicuous Gallantry Cross. Embora ele não tenha matado um grande número de soldados, sua bravura no combate “mano-a-mano” o levou a ser considerado um dos soldados mais mortais da história.

Miyamoto Musashi – Nunca perdeu um duelo de espadas

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Miyamoto foi um famoso espadachim nascido onde hoje é o Japão moderno. Ele foi o criador do estilo de luta com duas espadas chamado Niten Ichi Ryu. heróis nacionais do Japão. Vivendo num período histórico de transição, em que os tradicionais métodos dos samurais eram aos poucos substituídos por armas de fogo, ele foi um dos últimos guerreiros japoneses que simbolizava o auge do “bushido” (caminho do guerreiro), no qual um homem com uma espada na mão representava o máximo da realização individual.
Ele nunca foi derrotado em combate, apesar de ter enfrentado mais de sessenta oponentes, algumas vezes mais de um simultaneamente. A história de sua vida tornou-se uma lenda e forte inspiração para o imaginário japonês, inspirando diversas gravuras, livros, filmes, séries de TV, mangás e videogames.

Carlos Norman Hathcock II – 93 mortes

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Conhecido como “Gunny” pelos seus companheiros soldados, o sargento Carlos Norman Hathcock II tem mais de 93 mortes confirmadas durante a Guerra do Vietnãme. Atirador de elite, ele era extremamente hábil em antecipar o movimento do inimigo. Apesar das 93 mortes confirmadas, o número real é provavelmente muito maior. Especula-se que o número ultrapasse 300. Apelidado de “pena branca” pelos inimigos, ele tinha uma grande recompensa pela sua morte.

Klaudia Kalugina – A melhor sniper da Rússia


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Durante a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética estava à procura de snipers do sexo feminino. Klaudia foi uma das mulheres que se alistou para lutar pela Rússia contra as forças do Eixo. Ela tinha 17 anos. De todas as 2.000 snipers que a Rússia tinha, Klaudia foi uma das melhores.
Pouco depois de entrar para a guerra, sua melhor amiga Marusia Chikhvintseva foi morta por um franco-atirador alemão, que pode ter despertado em Klaudia o desejo de vingança. Foram 257 mortes relacionadas à Klaudia.

Simo Hayha

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Apelidado de “Morte Branca”, ele foi um soldado finlandês e o mais eficiente franco-atirador da história. Trabalhando em temperaturas que iam dos -20ºC aos -40ºC e usando uma camuflagem totalmente branca, Hayha é creditado por mais de 700 mortes. Além das mortes que provocou como franco-atirador (aproximadamente 500), Simo Hayha foi creditado também por abater mais de duzentos soldados inimigos com uma submetralhadora Suomi M-31, elevando assim sua marca para 705 mortes.
Em 1998, ao ser perguntado sobre como conseguiu se tornar um atirador tão bom, ele respondeu: “prática”. Questionado se tinha remorsos por ter matado tantas pessoas, ele disse, “fiz o que me mandaram fazer, da melhor forma possível”.

Dillard Johnson

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Em 2013, o sargento Dillard Johnson foi manchete em vários jornais ao afirmar que matou 2.746 inimigos em combate. Entretanto, esse número não é confirmado pelas forças armadas dos EUA. As mortes confirmadas e associadas à Johnson são 121 em ações no Oriente Médio.

www.fatosdesconhecidos.com.b

OS 7 PIRATAS MAIS FAMOSOS DA HISTÓRIA MUNDIAL



Durante algumas épocas de antigamente, a pirataria era algum comum e os capitães que comandavam as frotas piratas eram verdadeiramente temidos. Saqueadores de primeira, os piratas se destacavam por sua perspicácia e ousadia, travando batalhas sangrentas e conquistando riquezas. Confira abaixo sete dos piratas mais famosos da História.

1 – William Kidd (Escocês, 1645-1701)


Wiiliam Kidd era um elegante escocês que já havia sido um cidadão líder em Nova York. Ele se envolveu ativamente na construção da Igreja da Trindade e depois começou sua carreira como um corsário, originalmente enviado para livrar os mares dos piratas. No entanto, ele acabou se tornando um, mas com certa relutância.
Ele foi eleito capitão pirata por sua tripulação e seu maior “feito” na área foi atacar uma embarcação da East India Company. Quando ele soube que estava sendo caçado por esse ato, ele enterrou um pouco de seu tesouro na Ilha Gardiner, antecipando a sua utilidade como instrumento de negociação.

No entanto, ele foi capturado em Boston e enviado para a Inglaterra para julgamento. Ele foi condenado à morte e morreu depois de duas tentativas frustradas na forca. Nas primeiras vezes, a corda arrebentou. Seu corpo foi exposto e pendurado por correntes na beira do Rio Tâmisa.

2 – Edward Teach – o Barba Negra - (Inglês, 1680-1718)


Embora tenha havido piratas mais bem-sucedidos, o Barba Negra foi um dos mais conhecidos, além de ter sido amplamente temido no seu tempo. Ele comandou quatro navios e tinha um exército pirata de 300 pessoas no auge da sua carreira. Barba derrotou o famoso navio de guerra, o HMS "Scarborough", em uma batalha marítima.
Ele era conhecido por enfrentar as batalhas segurando duas espadas, tendo ainda várias facas e pistolas no cinto e em um tipo de colete. Ele capturou mais de quarenta navios mercantes no Caribe e sem vacilar matou muitos dos prisioneiros reféns.
Barba Negra também era conhecido por ser muito mulherengo, mas, embora ele tivesse muitas mulheres não oficiais, ele foi casado apenas com uma menina de 16 anos — diz a lenda que ele a ofereceu como um presente para sua equipe depois que ela tentou “corrigir” a seu jeito de ser. Barba foi morto decapitado após uma batalha com a Marinha Real, e sua cabeça foi levada como um aviso para outros piratas para ser exposta no Rio Hampton.

3 – Bartholomew Roberts "Black Bart" (Inglês, 1682-1722)


A tripulação de Roberts admirava a sua coragem aventureira — chamando-o de "à prova de pistola” —, embora ele tivesse entrado na pirataria de forma relutante, pois, quando mais jovem, foi vítima de piratas durante um ataque a um navio em que ele era oficial de bordo.
Roberts saqueou mais de quatrocentos navios, um registro grandioso, e capitaneou navios bem protegidos em cada jornada. Ele morreu em uma batalha vigorosa contra o capitão britânico Chaloner Ogle e deixou uma legião de admiradores.

4 – Henry Every – O Grande Ben (Inglês, 1653- ano de morte desconhecido)


Henry começou sua carreira naval da Marinha Real britânica. Ele atuou em vários navios antes de se juntar a uma missão conhecida como a Expedição espanhola em 1693. Ele tornou-se capitão pirata através de um motim, levando a sua fama como um dos mais temidos e bem-sucedidos do Mar Vermelho.
Apesar de ele não ter muitos navios, os dois que ele capturou estavam entre os melhores do Oceano Índico (sendo um deles um navio do tesouro, cheio de ouro e joias). Após conseguir uma grande riqueza, Henry Every se aposentou, mas ele continuou a ser caçado por toda parte e o seu verdadeiro paradeiro no momento da sua morte permanece desconhecido.

5 – Anne Bonny (Irlandesa, 1700-1782)


Quando viajou para o Novo Mundo com a sua família, Anne se apaixonou e se casou com um marinheiro pobre chamado James Bonny. No entanto, ela foi ficando decepcionada com a falta de coragem do marido e começou a procurar a companhia de homens valentes em Nassau.
Entre esses homens, estava "Calico Jack" Rackham, o capitão de um navio pirata. Ela se juntou a sua tripulação enquanto agia e se vestia como um homem. Assim, ela lutou sob seu comando, e junto com a sua amiga pirata Mary Read, ela persuadiu a tripulação para travar batalhas ainda mais sangrentas e se tornou uma verdadeira pirata.
No entanto, ela foi capturada com tripulação de Rackham e condenada à morte. Tanto Anne quanto Mary Read alegou gravidez na prisão enquanto aguardavam a sentença, e as suas penas de morte não foram executadas. Ninguém sabe ao certo como a famosa pirata morreu, embora haja especulações de que ela tenha voltado para casa com o marido ou com o pai.

6 – Sir Henry Morgan (Inglês, 1635-1688)


O capitão Morgan foi um dos piratas mais famosos que aterrorizaram as colônias do Caribe espanhol no final de 1600. Discretamente sancionado pela Inglaterra, Morgan tornou-se o chefe da frota jamaicana e com sucesso minou o domínio espanhol, prejudicando a normalidade nas Índias Ocidentais.
Ele pode ter saqueado mais de quatrocentos navios ao longo de sua carreira pirata. Sua maior conquista foi tomar a rica cidade do Panamá com trinta navios e 1,2 mil homens. Foi devido a essa incursão, que ele foi preso e levado de volta para a Inglaterra. Depois, ele conseguiu retornar ao Caribe e viveu na Jamaica até o resto da sua vida.  

7 – Ching Shih (Chinês, 1785-1844)


Também conhecida como Cheng I Sao, Ching Shih não foi apenas a mais bem-sucedida de todas as piratas do sexo feminino, ela também foi a mais fascinante. Ching ganhou a igualdade com o marido e assumiu o seu posto após o seu falecimento.
Bonita e ex-prostituta, a pirata controlou mais de 1.500 navios com 80.000 homens, saqueando navios ao longo da costa do Mar do Sul da China, ao mesmo tempo em que impunha um rigoroso código de conduta sobre a sua tripulação.
Quando o governo chinês ofereceu-lhe amnistia pirata universal em troca de paz, ela aceitou. Seus piratas, por outro lado, foram capazes de manter suas riquezas e lhes foram dados empregos militares. Depois disso, ela viveu a sua vida no comando de um casino e um bordel.

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