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sábado, 17 de dezembro de 2016

Sobre a reunião do Comité Central de 17 de Dezembro de 2016 17 Dezembro 2016, Lisboa

Sobre a reunião do Comité Central de 17 de Dezembro de 2016
17 Dezembro 2016, Lisboa


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O Comité Central do PCP nesta sua reunião de hoje, procedeu à avaliação do XX Congresso do Partido Comunista Português, aprovou uma resolução sobre a organização do trabalho de direcção, definiu um conjunto de linhas de trabalho e tarefas decorrentes das orientações aprovadas no Congresso e analisou aspectos da evolução da situação política nacional e internacional.

Neste preciso momento face à evolução da situação na Síria, o Comité Central do PCP não pode deixar de sublinhar a importância e significado da resistência do seu povo em defesa da sua soberania e da integridade territorial da Síria face à agressão do imperialismo norte-americano, seus aliados e grupos terroristas que promovem, apoiam e financiam.

Na Europa, num quadro de persistência da crise económica e social, acentua-se a deriva militarista e antidemocrática da União Europeia.

Os recentes desenvolvimentos mostram a tendência para uma ainda maior militarização da União Europeia, com o projecto “União da Defesa”, mas igualmente uma nova ofensiva contra os direitos democráticos e a liberdade de expressão na União Europeia.

No plano nacional, confirma-se a avaliação quer quanto a avanços e conquistas que, com a luta dos trabalhadores e das massas populares e a intervenção determinante do PCP, foi possível consagrar, quer quanto às limitações que este exibe para a resposta necessária aos problemas nacionais e que decorrem dos constrangimentos externos e das opções do governo do PS.

Limitações que tornam mais nítida e inadiável a adopção de uma política patriótica e de esquerda.

Chama-se a atenção para a continuação de inaceitáveis pressões, quer da Comissão Europeia e BCE, quer do FMI que, a pretexto das “avaliações” pós Pacto de Agressão, visam não só questionar a nova fase da vida política nacional, como continuar a impor critérios e opções de “consolidação orçamental” ou de “reformas estruturais” responsáveis pelo rumo de empobrecimento, declínio e submissão que marcaram os últimos anos.

O papel determinante que o sector financeiro sob controlo público deve ser chamado a desempenhar numa política ao serviço do interesse nacional obriga a que, a par da afirmação da CGD como principal banco público, se opte pela integração do Novo Banco na esfera do controlo do Estado, recusando a sua entrega ao desbarato e com um imenso prejuízo para o erário público, como o vão indiciando as mais recentes notícias sobre o processo de alienação em curso.

O PCP reafirma a imperiosa necessidade da tomada de medidas no sector da saúde, agora que se aproxima o pico das temperaturas baixas com o surto de gripe a elas associado.

A possibilidade de se repetirem situações de caos nas urgências hospitalares é real. É necessário impedir situações idênticas às verificadas nos últimos anos, com tempos de espera muito acima do que seria normal e com consequências dramáticas para alguns dos doentes que recorreram a esses serviços.

O PCP defende que se tomem as inadiáveis medidas necessárias para a formação das equipas, que passam, não pela aposta na contratação de profissionais das empresas de aluguer de mão-de-obra, mas pela resolução dos constrangimentos que dificultam a constituição das equipas com profissionais dos respectivos hospitais e a disponibilização de mais camas de internamento.

Chama-se igualmente a atenção para a grave situação existente no sector dos transportes públicos, em resultado da saída de trabalhadores e da persistente falta de manutenção das frotas, problemas que têm condicionado de forma preocupante a mobilidade das populações nos últimos anos. O PCP defende a necessidade da tomada de medidas urgentes visando a solução dos problemas existentes, designadamente nos transportes fluviais e no Metropolitano.

No que se refere ao XX Congresso do PCP realizado em Almada no início do presente mês, o Comité Central considera que ele constituiu um grande êxito, um extraordinário momento de afirmação do Partido, da sua identidade, acção e força, e saúda as organizações e os militantes do Partido pelo seu empenho, esforço e dedicação durante meses, na sua preparação e realização.

No quadro das suas competências, o Comité Central ratificou a composição da Comissão Central de Quadros (CCQ) e da Comissão Administrativa e Financeira (CAF), tomou decisões sobre organização do trabalho de direcção e foi informado da distribuição de tarefas entre os membros dos organismos executivos.

No seguimento das decisões do XX Congresso e perante a situação do País, aponta a necessidade de uma intensa acção, articulando e aproveitando a concretização de todas as possibilidades de levar mais longe a defesa, reposição e conquista de direitos, com o objectivo essencial da concretização de uma alternativa patriótica e de esquerda.

Tais objectivos determinam direcções de trabalho e tarefas no plano da luta dos trabalhadores e do povo, do fortalecimento das organizações unitárias de massas, do trabalho político unitário, da iniciativa e do reforço da organização do Partido.

Reafirmando o empenhamento do PCP na convergência de forças, sectores e personalidades disponíveis para a construção da alternativa patriótica e de esquerda, e com o objectivo de transmitir aspectos essenciais das conclusões do XX Congresso, decidiu-se promover a realização de um conjunto de contactos com instituições e entidades diversas junto das quais vai solicitar desde já audiências e encontros.

No quadro da valorização e afirmação da política patriótica e de esquerda e da alternativa política que a concretize, entre outras iniciativas, foi decidido realizar uma campanha em torno da libertação da submissão ao Euro, entre Janeiro e Junho de 2017, em articulação com a exigência da renegociação da dívida e a recuperação do controlo público da banca. Uma campanha visando ampliar o esclarecimento da insustentabilidade dos constrangimentos e imposições da União Europeia, e a mobilização de vários sectores da sociedade para a necessidade e possibilidade da libertação da submissão ao Euro, pela produção, o emprego e a soberania nacional.

Reafirma a importância e actualidade da acção pelo aumento dos salários e a fixação do salário mínimo nacional em 600 euros no início de 2017, necessidade que a rejeição pelo PS, PSD e CDS-PP do projecto de Resolução do PCP apresentado na Assembleia da República não altera. Valoriza as acções já realizadas nesse sentido e apela ao seu desenvolvimento, bem como das iniciativas de defesa dos direitos dos trabalhadores, com a alteração dos aspectos gravosos da legislação laboral, nomeadamente a revogação da caducidade da contratação colectiva e a reposição do tratamento mais favorável do trabalhador.

Decide prosseguir a campanha «Mais direitos, mais futuro, não à precariedade», para o período entre Janeiro e o 1º de Maio de 2017, afirmando a aplicação do princípio que a um posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo de trabalho efectivo.

No âmbito da preparação das eleições para as autarquias locais, o Comité Central do PCP convoca para o dia 8 de Abril a realização de um Encontro Nacional do PCP.

A preparação das eleições para as autarquias locais do Outono de 2017 constitui um importante momento para afirmar e valorizar a CDU como um espaço de participação unitária e de convergência democrática, para valorizar a reconhecida capacidade de gestão, de entrega aos interesses das populações e resposta aos seus problemas, para afirmar uma presença singular no exercício do poder, e do reconhecido percurso de trabalho, honestidade e competência que tem marcado a sua presença ao longo dos mandatos.

A CDU – Coligação Democrática Unitária - concorrerá a todos os municípios do País e ao maior número possível de freguesias, afirmando o seu projecto distintivo, confirmando-se como a grande força de esquerda no Poder Local indispensável ao progresso e desenvolvimento local e regional, à defesa dos interesses das populações e do Poder Local democrático.

O Comité Central do PCP valoriza o vasto calendário de iniciativas unitárias previstas para os próximos meses e salienta a importância de uma forte e vasta intervenção do Partido, a par das tarefas para o seu reforço.

Ciente das exigências que estão colocadas, o Comité Central do PCP, apela ao empenhamento de todos os militantes do Partido para a concretização das orientações decididas pelo XX Congresso e sublinha que a construção da alternativa política patriótica e de esquerda, capaz de concretizar uma política ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, questão da maior actualidade, constitui uma complexa mas exaltante tarefa, inseparável da intensificação e alargamento da luta de massas, da convergência dos democratas e patriotas, e do reforço do PCP.



www.pcp.pt

Facebook vai sinalizar notícias falsas Rede social alia-se a uma rede de fact-checking para sinalizar peças de propaganda e fecha a torneira à indústria dos boatos.



Depois de a campanha presidencial norte-americana ter trazido para a primeira linha do debate público o problema da propagação de notícias falsas – boatos ou peças de propaganda disfarçadas de notícias – o Facebook anunciou nesta quinta-feira que vai começar a denunciar e punir tentativas de desinformação, apresentando um primeiro conjunto de ferramentas para o efeito.


A rede social não vai decidir o que é verdadeiro ou falso, mas vai adicionar às partilhas um alerta a indicar que a veracidade de uma informação é disputada por equipas de verificação de factos (ou fact-checking, em inglês) e de que forma é que estas fundamentam a sua contestação. Estas equipas pertencem à rede internacional de fact-checking do Instituto Poynter, uma das mais reputadas escolas de jornalismo dos Estados Unidos, e incluem sites de desconstrução de mitos e boatos como o Snopes ou o PolitiFact. Continuará a ser possível partilhar posts potencialmente enganadores, mas será exibido um anúncio a dizer que a sua veracidade é contestada.

O vice-presidente do Facebook para o desenvolvimento do produto, Adam Mosseri, explicou ao Washington Post que, numa primeira fase, os principais alvos desta ofensiva vão ser sites fraudulentos que se apresentam como jornais e cadeias de televisão credíveis. Artigos controversos ou até incorrectos de organizações noticiosas verdadeiras não vão ser abrangidos pela ferramenta. O objectivo, sustenta a rede social, é combater “os piores dos piores” através de um sistema que, num primeiro momento, sinaliza um post potencialmente falso a partir de índices invulgares de viralidade: por exemplo, um número elevado de partilhas por quem não leu sequer a suposta notícia, contra um valor reduzido de partilhas após a leitura do artigo. Num segundo momento, o post é então submetido a uma prova dos factos.

www.publico.pt





O Natal, a Síria e as 6 razões porque aplaudi...



Quando no congresso do meu Partido o representante do PC Sírio foi muito aplaudido eu juntei-me a esse aplauso. De pé e por meia dúzia de razões:
  1. A primeira é que, por estranho que pareça, na Síria não são só os camelos que celebram o Natal, e cristãos havia muitos ;
  2. Esta confirma a primeira, pois como (não) é sabido, família de Bashar Al Assad pertence ao Islão tolerante da orientação Alawid;
  3. Tenho alguma confiança no general Loureiro dos Santos, ele diz que a Síria não é uma ditadura e eu acredito na criatura;
  4. Tenho alguma confiança num outro gajo, que por sinal também é general (General Wesley Clarke que foi dizendo que já em 2001 a guerra da Síria estava planeada;
  5. Esta confirma a anterior pois o dito sujeito afirmava que ia tudo a eitoDizia ele assim:"Quando retornei ao Pentágono em Novembro de 2001, um dos oficiais militares superiores teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos em vias de ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete países, a principiar pelo Iraque e então a Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão";
  6. A imprensa portuguesa, porque 50% da gente que lá anda tem que bater a bolinha baixa, usa a palavra "rebelde" e baniu a palavra "mercenário". Se a usasse, teria de entrar em explicações inexplicáveis, de quem lhes paga o salário...
conversavinagrada.blogspot.pt

VÍDEO - O CRISTIANISMO E A ESCRAVIDÃO



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VÍDEO - A INVENÇÃO DA RELIGIÃO



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Portos do Algarve passam a ser geridos por entidade constituída por AMAL, Docapesca e APS




Os Portos do Algarve vão passar a ser geridos e pensados por uma nova entidade cujos “acionistas” serão os 16 municípios algarvios que constituem a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), a Docapesca e a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).
Para isso, esta sexta-feira, em Portimão, foi assinado um protocolo que prevê a criação da Comissão Instaladora dessa futura nova entidade «Portos do Algarve». A comissão inclui representantes da AMAL, da Docapesca, da APS, e ainda três representantes de outros tantos ministros: das Finanças, Adjunto e ainda do Mar, que coordenará.
A criação daquela futura entidade é apresentada como uma novidade absoluta. O ministro Adjunto Eduardo Cabrita sublinhou que se trata de um «grande desafio de reforma do Estado» e que se pretende «fazer no Algarve aquilo que pode ser exemplo para todo o território nacional».
Profundo conhecedor da realidade algarvia, onde até tem raízes familiares, Eduardo Cabrita sublinhou que «o Algarve, nesta matéria, tem condições únicas para ser exemplar, pela sua coesão e dimensão territorial».
A ministra do Mar, por seu lado, salientou que se trata de «um protocolo diferente e único», já que «não é só descentralização para as autarquias, mas é sobretudo um desafio para a região», porque passa por transferir «a gestão», mas também «o planeamento estratégico, para saber que investimentos e onde vamos buscar as fontes de financiamento».
«Em todo o país, vamos fazer a transferência das gestão da náutica de recreio para os municípios, mas será caso a caso. Só no Algarve há esta lógica de região, em que todas as marinas, portos de recreio e portos comerciais farão parte desta nova entidade, cuja gestão será presidida pelos municípios, através da AMAL», reforçou a governante.


Ana Paula Vitorino, que já tinha considerado a assinatura do protocolo como «um momento fantástico», explicou aos jornalistas, no fim da sessão, que o documento «prevê a criação da Comissão Instaladora para preparar uma entidade com estes três “acionistas”, para gerir todos os portos do Algarve, num primeiro momento os portos comerciais de Portimão e de Faro e também toas as instalações de náutica de recreio, e, num segundo momento, porventura as instalações ligadas à pesca».
Estas, para já, e por razões que têm a ver com as características próprias da atividade piscatória, ficam de fora. A ministra explicou ser «muito difícil neste momento as autarquias assumirem a responsabilidade pelas instalações da pesca, na medida em que não têm fontes de financiamento, não são rentáveis, é tudo financiado pelo Orçamento de Estado». E falta-lhes também «o know how específico».
Uma dificuldade que Jorge Botelho, presidente da AMAL, assumiu: «seria um problema se passassem já as competências na área da pesca, porque não estamos preparados. Vamos discutir isso no grupo de trabalho, mas obviamente que tem que ser progressivo».

A ministra acrescentou ainda que «a Comissão Instaladora tem que fazer várias coisas», desde logo decidir qual o modelo jurídico para a futura entidade, «se é uma ACE, se é uma SA». Mas também, acrescentou, aprofundar o levantamento das condições atuais, «para identificação das intervenções que têm de ser feitas e o faseamento e contabilização dos custos inerentes a estas intervenções».
O que se pretende, reforçou a ministra do Mar, é «passar a gestão de tudo isto para a região, não para cada um dos municípios». E trata-se de «passar a capacidade não só de gerir, como de fazer o planeamento estratégico de todos os portos do Algarve», o que é uma prática inteiramente nova.
«Esta entidade terá, no futuro, todas as competências para gestão, para investimento e planeamento estratégico, e terá três acionistas, que é a própria região, representada pela AMAL, a Docapesca e a APS», disse ainda.
E para que não restem dúvidas sobre quem mandará nessa futura entidade «Portos do Algarve», Ana Paula Vitorino fez questão de esclarecer que «a AMAL terá sempre a presidência dessa entidade, seja qual for a sua natureza jurídica».
No âmbito desta nova filosofia e sem prejuízo de novas orientações que possam vir a ser decididas quer pela Comissão Instaladora, quer pela futura entidade, os dois ministros vieram a Portimão anunciar «quase 30 milhões de euros de investimento», até 2020, nos Portos do Algarve, sendo que parte desses milhões serão investimento privado.
Uma fatia grande desse investimento irá para o porto de cruzeiros e comercial de Portimão. Ana Paula Vitorino anunciou que, «em princípio, aquilo que está previsto, a não ser que haja alteração definida pela região, é que, relativamente a Portimão, seja dado um enfoque muito maior na parte dos cruzeiros. Será uma aposta forte no aumento dos cruzeiros, mais do que triplicando os passageiros, no horizonte até 2030».
Para conseguir isso, estão previstos «quase 20 milhões de euros de investimento, todo ele investimento público, cerca de metade proveniente de fontes nacionais (Porto de Sines) e a outra metade de fundos comunitários, que também já estão garantidos pelo Compete», explicou a ministra do Mar.
Aquilo que a governante classificou como um «investimento fortíssimo», estará concluído «até 2020» e até já há prazos definidos: «em 2017 e 2018, serão feitos estudos e projetos, e, entre 2019 e 2020, serão feitas as obras», que incluem as obras no canal, na bacia de rotação e nos terminais.
Apesar dessa forte aposta em Portimão enquanto porto de cruzeiros, esta infraestrutura irá também manter a sua vertente de «porto comercial ou seja de mercadorias», garantiu a ministra.
Para mais porque, para o moribundo Porto Comercial de Faro, onde já nem há movimento de mercadorias desde que a fábrica de cimento da Cimpor parou a sua laboração, os planos são de uma alteração profunda da sua vocação.
«Quanto ao Porto de Faro, a questão é diferente», disse a ministra. «O que está em cima da mesa é uma proposta de transformação do porto comercial numa zona de marina, ligada à náutica de recreio». Essa será precisamente uma matéria que «terá de ser analisada no âmbito desta nova entidade, cuja Comissão Instaladora agora foi criada», acrescentou.

«Estamos a fazer história», disse Jorge Botelho, presidente da AMAL
 e ele próprio edil de Tavira. «Iremos provar que as autarquias fazem muito melhor, com menos conflitos, melhor gestão, gastando menos dinheiro e ainda sendo amigas dos investidores», garantiu.
«A AMAL está fortemente comprometida com o sucesso deste projeto», afiançou ainda Botelho. E este comprometimento dos autarcas algarvios viu-se na sessão, onde estiveram os presidentes de Portimão, Tavira, Lagos, Castro Marim, Aljezur, Vila Real de Santo António e Monchique e ainda os vice-presidentes de Loulé e de Portimão, entre outros autarcas, e muitos responsáveis regionais e nacionais ligados aos portos e ao mar. Ninguém quis ficar de fora deste início da nova vida dos Portos do Algarve.
Isilda Gomes, anfitriã da sessão enquanto presidente da Câmara de Portimão, comentou: «o que hoje aqui foi feito e anunciado é uma grande felicidade para todos os autarcas algarvios e em especial para todos os portimonenses».
Além dos portos e zonas de náutica de recreio, também as zonas ribeirinhas já sem uso nem vocação portuária irão passar a ser geridas pelos municípios, mas aqui num movimento de descentralização que se estende a todo o país.
Tudo para que, como disse a ministra do Mar, «a Polícia Marítima não tenha que gastar os seus recursos a fiscalizar as bolas de berlim nas praias».
E também aqui há prazos definidos pelo Governo: «a nossa proposta será discutida pela Associação Nacional de Municípios até ao fim de Janeiro, para levar ao Parlamento no primeiro trimestre de 2017, para aplicar no próximo ciclo autárquico. Os autarcas que vão ser eleitos em Outubro de 2017 terão já um novo quadro de competências, que se refletirá, em termos de financeiros, no Orçamento de Estado para 2018», explicou o ministro Eduardo Cabrita.











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ANTES E DEPOIS DO INVERNO

O inverno chegou no hemisfério Norte do planeta, que trás com ele chegam um monte de transformações estacionais além do frio extremo. As árvores ficam nuas, a grama some debaixo da neve e as pobres aves aquáticas, que não podem migrar, patinan sobre o gelo em vez de nadar nos lagos. A paisagem é muito diferente se comparada com os meses de verão, e muitos lugares ficam incrivelmente diferentes, dando a impressão de que nem são outros locais.

15 fotos de antes e depois da transformações invernais
Estas fotos que reunimos mostram alguns dos lugares mais belos do mundo antes e após a chegada do inverno. De Nova York e Noruega até a Islândia e Japão, você ficará surpreendido de como as estações afetam à pasiagem dos lugares.
Farol St Joseph, Michigan, EUA.
Lago Bled, Eslovênia.
Hamnøe, Noruega.
15 fotos de antes e depois da transformações invernais 03
Via: 500px.com
Povoado histórico de Shirakawa-Go, Japão.
Lago Wanaka, Nova Zelândia.
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Via: 500px.com
Parque nacional Yosemite, Califórnia, EUA.
Templo de Natadera, Komatsu, Japão.
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Via: Pale Blue
Jardim do Conservatorio, Central Park, Nova York, EUA.
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Via: Picssr
Viaduto de Landwasser, Suíça.
Vilnius, Lituânia.
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Via: Panoramio
Johannapark, Leipzig, Alemanha.
Montanha Radhost, República Checa.
15 fotos de antes e depois da transformações invernais 12
Via: Panoramio
Kirkjufell, Islândia.
15 fotos de antes e depois da transformações invernais 13
Via: Flickr
Reine, Noruega.
Povo de Hallstatt, Áustria.

www.mdig.com.br

poesia:António Garrochinho


teu coração
tem desejos de passarinho
que tu prendes 
para que não to possam roubar
o meu
por amor
te oferece o ninho
para que nele
tu possas entrar
não resistas
avezinha formosa
ao amor
que de mais belo
o mundo não tem
também os corações livres
necessitam de calor
porque amar
é liberdade também

António Garrochinho


VÍDEO - MINHA MÃE É POBREZINHA - CANTEI ISTO MUITAS VEZES (QUANDO TINHA VOZ) COM A CAMARADAGEM UNIDA DOS TEMPOS EM QUE ABRIL SE SENTIA NA PELE EM CONVÍVIOS DE VERDADEIRA AMIZADE E LUTA !


A letra é de Linhares Barbosa, neste fado conhecido popularmente como Tonecas e Marianela
Minha mãe é pobrezinha
Não tem nada para me dar
Dá-me beijos, coitadinha
E depois põe-se a chorar

Tonecas e Marianela
Dois engraçados garotos,
Foram sentar-se, os marotos
Por sob a minha janela,
Nisto diz ele p'ra ela;
Andas tão mal vestidinha
Ando sim, mas não é minha,
A culpa de andar assim,
A vida está tão ruím
Minha mãe é pobrezinha
Tu nunca andaste calçada
Nunca tiveste sapatos
Ela baixou os gaiatos
Olhitos, envergonhada,
Tu nunca tiveste nada,
Uma corda p'ra saltar,
Um arco para brincar
Um tambor, muitas bonecas
Minha mãezinha, Tonecas
Não tem nada p'ra me dar
Eu não posso perceber
tu nunca foste á escola
Para gente p'ra pedir esmola
Não precisa saber ler
Então onde vais comer?
A casa duma vizinha!
Vou lá pela manhãzinha
Á noite vou lá também
E depois, a minha mãe
Dá-me beijos coitadinha
Beijos são apenas beijos
perdoa que eu te diga
Se não enchem a barriga
Não devem matar desejos
Mas não sabem a sobejos
Têm outro paladar
Sabem ao doce manjar
Dos mais ternos alimentos
Minha mãe dá-mos aos centos
E depois põe-se a chorar

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Presunto pata negra diretamente do Texas. E por mil dólares




Dois empreendedores espanhóis levaram a tradição do presunto de pata negra além-fronteiras e começou uma empresa nos EUA. Poderão os americanos vir a substituir o peru na Ação de Graças?
Em 2013, um empresário de Barcelona, Sergio Marsal, e outro de Sevilha, o expert em presunto Manuel Murga, ambos de 50 anos, reuniram com outros empresários espanhóis três milhões de dólares para começar um negócio. “Um ano mais tarde fomos para os Estados Unidos da América, num voo que levava 145 fêmeas de porco ibérico”, disse Marsal ao El País.
A empresa de Marsal, a Acornseekers, tem uma quinta no Texas e dois acordos de criação com agricultores americanos, um no Texas e outro na Florida.
As quintas escolhidas seguem a estrada Interestatal l-10, que atravessa o sul dos Estados Unidos de leste a oeste, de Jacksonville (Flórida) a Los Angeles. É a geografia dos carvalhos e azinheiras, as árvores que dão bolota, alimento imprescindível para o porco ibérico. “O Manolo, que é o técnico, acredita que os azinhais já estavam aqui antes de chegarem os espanhóis, mas a mim parece-me mais bonita a hipótese de que os trouxemos”, acrescenta Marsal.

Marsal também lamenta que ” o setor ibérico em Espanha tenha sofrido pressão para que não deixem mais porcos ir para os EUA.
 Parece que alguns pensam que estamos a roubar um tesouro espanhol, quando a nossa filosofia é exatamente o contrário: exportar o melhor da nossa gastronomia, como fizeram os franceses com o vinho na Califórnia”.A qualidade da bolota, disse, é adequada. “A percentagem de ácido oleico é perfeita”. A importância do presunto de bolota nos EUA tem uma história complicada. A Embutidos Fermín foi a primeira empresa a conseguir exportar presunto ibérico, emm 2007. Murga e Marsal foram os primeiros a trazer os porcos vivos. Mas o mais complicado foi vencer as resistências da burocracia espanhola. “Dá medo aos nossos funcionários selar a sua empresa para algo novo”, disse Marsal.
Ao El País, Marsal recorda ainda uma viagem a Miami, em 1979, em que os seus pais estavam desesperados por encontrar um restaurante com carta de vinhos.“Menos de quarenta anos depois, os EUA são o primeiro consumidor de vinho espanhol no estrangeiro”, acrescenta.
A empresa de Marsal e dos sócios está agora a captar dois milhões de dólares, necessários para construir uma espécie de armazém. A ideia dos empresários é começar a vender os primeiros presuntos de pata negra em 2018 por mil dólares cada, o triplo do que custam em Espanha.
Ainda assim, a equipa reparou que o negócio do presunto curado é uma aposta a médio prazo, porque educar o gosto norte-americano levará algum tempo. “Oxalá algum dia eles se esqueçam de comer peru no dia de Ação de Graças e ponham antes uma pata de porco ibérico o forno”, imagina Marsal.
Editado por Mariana de Araújo Barbosa (mariana.barbosa@eco.pt)

AS CHAROLAS PROMOVEM A CULTURA, COMBATEM A SOLIDÃO, APROXIMAM AS PESSOAS, ESPALHAM A AMIZADE E A FRATERNIDADE.



AS CHAROLAS PROMOVEM A CULTURA, COMBATEM A SOLIDÃO, APROXIMAM AS PESSOAS, ESPALHAM A AMIZADE E A FRATERNIDADE.
QUANDO ALGUÉM FALA DE DE PREJUÍZO COM AS CHAROLAS ELE SÓ EXISTE PARA OS PRÓPRIOS CHAROLEIROS.
A NOSSA IDENTIDADE, USOS, COSTUMES E TRADIÇÕES NÃO SE DEVEM MEDIR PELO DINHEIRO. O MOVIMENTO CHAROLEIRO, ELE PRÓPRIO NÃO TEM QUALQUER LUCRO.
INSTRUMENTOS, DESLOCAÇÕES, PROPAGANDA, FOGO E PAGAMENTOS A MÚSICOS SÃO UMA TARIFA ELEVADA QUE CUSTA A SUPORTAR E QUE É CUSTEADA PELOS INTERVENIENTES E COM O APOIO ESSENCIAL DE QUEM GOSTA DE CHAROLAS ..
AGRADECEMOS OS APOIOS DAS AUTARQUIAS MAS NÃO DEIXAMOS DE REGISTAR QUE BEM PODERIAM SER MAIS GENEROSOS UMA VEZ QUE PASSA POR AÍ "MUITA CULTURA" QUE LEVA MILHARES DE EUROS E QUE SERVE MEIA DÚZIA DE OPORTUNISTAS QUE APRESENTAM MACACADAS QUE NEM PÚBLICO TÊM NOS PALCOS APESAR DE ENORMES DESPESISMOS EM DIVULGAÇÃO E APRESENTAÇÃO.
NEM TANTO AO MAR NEM TANTO À TERRA DIZ O DITADO POPULAR.
ESTÁ NA HORA DE VOLTAR A REPOR A DINÂMICA DO MOVIMENTO CHAROLEIRO E ACARINHÁ-LO COMO MERECE TANTO A NÍVEL DE FREGUESIA COMO A NÍVEL CONCELHIO.
HOUVE TEMPO NUM PASSADO MUITO RECENTE EM QUE AS INSTITUIÇÕES EM SANTA BÁRBARA DE NEXE RECEBIAM OS GRUPOS CHAROLEIROS COM GOSTO, COM ALEGRIA E COM DIGNIDADE.
SENDO A TRADIÇÃO CHAROLEIRA A MAIS IMPORTANTE MANIFESTAÇÃO CULTURAL DA NOSSA FREGUESIA NÃO SE PERCEBE O MOTIVO PELO QUAL DETERMINADAS INSTITUIÇÕES RECEBEM COM "FRIEZA" OS GRUPOS DE CHAROLAS.
É DE DESABAFAR: NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM ! E NÃO DEVERIA EXISTIR ESTE COMPORTAMENTO COM UM MOVIMENTO QUE ORIGINA CULTURA, AMIZADE E CONFORTO A TODOS OS NOSSOS CONTERRÂNEOS PARA ALÉM DE ORIGINAR VISITANTES À NOSSA FREGUESIA.
PARA BOM ENTENDEDOR MEIA PALAVRA BASTA !
António Garrochinho

Cobardia política




A candidatura da direita cristã ultra conservadora à autarquia de Lisboa não é a candidatura de alguém com especial vocação para a gestão, com currículo e com consenso à direita, antes pelo contrário, é a candidatura de alguém vazia, que lidera um partido confessional e que se comporta como uma freirinha militantes e que se candidata a pensar apenas na sua projecção político, com o objectivo de se afirmar face ao seu antecessor na liderança do CDS e de rasteirar o seu antigo parceiro de coligação governamental.

Pela personalidade da candidata, pelos seus objectivos políticos e pela forma como lançou a sua candidatura, Assunção Cristas era a última personalidade do CDS a ser apoiada pelo PSD. Seja qual for o resultado das próximas eleições, Assunção Cristas vencerá e Passos Coelho será o único e grande derrotado, mas, pior do que isso, esta candidatura destrói a imagem do PSD como partido mais à esquerda e com dimensão autárquica. Na capital aquele que historicamente é o maior partido autárquico desiste de um projecto nacional em favor de uma candidatura de um partido quase marginal. É como se o PS apoiasse uma candidatura do Arnaldo Matos.

Passos Coelho não apoiará a candidatura de Cristas pensando na vitória, porque acredita num projecto autárquico que pouco mais é do que umas missas na Sé ou pelas qualidades da candidata. Se apoiar Cristas é porque o líder do PSD não tem qualquer projecto para Lisboa, como não tem para muitas grandes cidades do país, porque quer desvalorizar as eleições autárquicas e, mais do que tudo, por pura cobardia política.

O grande vencedor das legislativas, o político audacioso que vergou Portas e Cavaco, o homem resiliente, o salvador da pátria, o líder sem alternativa na liderança do seu partido tem medo de se candidatar a Lisboa. Sabe que há uma grande probabilidade de perder as autárquicas e opta por desvalorizar estas eleições e não ir a jogo. Qual é a imagem de referência das candidaturas autárquicas do PSD, não é Lisboa nem o Porto, não é Sintra nem Oeiras, não é Loures nem Aveiro. O PSD de Passos não concorre nestas eleições, passa.

Com esta opção Passos revela-se um político sem a coragem de pedir aos portugueses que o apoiem, que demonstrem confiança nele votando num projecto autárquico por si liderado. Em vez disso esconde-se, não apresenta qualquer projecto autárquico, da mesma forma que não tem ideias para o país, fica emboscado à espera que o diabo o ajude, que os reis magos seja a segunda versão da troika ou que algum raio caia em cima de António Costa e de Marcelo rebelo de Sousa.


Passos está perdido na sua estratégia, o partido só acredita nele em público e se engodado com um prato de lombo assado, em privado todos lhe rogam pragas, os independentes fogem dele como da sarna e até os mais liberais do Observador já o dão por acabado. Passos Coelho tem medo das autárquicas e esse medo é tanto que prefere esconder-se atrás da Assunção Cristas, é a cobardia política em todo o seu esplendor.

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Não há crianças cristãs na Síria


Sabemos que no Iraque há cristãos perseguidos pelo DAESH, todos ouvimos as notícias sobre o que os extremistas fizeram a esta minoria iraquiana e, em particular, o que fizeram às mulheres. Nos últimos dias a minoria Yazidi voltou a ser notícia, primeiro em consequência da batalha de Mossul, mais recentemente porque duas jovens desta comunidade, Nadia Murad Basee e Lamiya Aji Bashar, foram agraciadas com o prémio Sakharov.
Mas na Síria não há cristãos?

Não, na Síria não há cristãos, não há locais sagrados do cristianismo, não há templos religiosos de cristãos, não há mulheres cristãs. 
Aquelas mulheres que não andam de cara tapada e vestem à ocidental são todas perigosas chiitas, alauitas e outras minorias apoiantes do ditador. Aliás, na Síria não há terroristas, só há soldados do regime apoiados pelos perigosos russos, libaneses e iranianos de um lado e forças da resistência apoiadas por países amigos como a Turquia, a Arábia Saudita, Emiratos e outros grandes defensores da liberdade, da igualdade das mulheres e da democracia, como costumam ser todos os aliados do Ocidente.

Na Síria não morrem crianças cristãs, em anos de guerra ainda não se viu uma única imagem de uma criança cristã, xiita ou alauita morta. Mesmo quando o mundo ficou chocado com  fotografia de Aylan Kurdi morto na praia foram poucos os órgãos de comunicação social que explicaram que era uma criança que tinha fugido de Kobani, uma cidade mártir que só foi notícia quando estava quase totalmente destruída. Para a maior parte dos europeus Aylan Kurdi foi mais uma vítima de Assad e dos russos.

A manipulação da comunicação social é de tal forma que os europeus assistem a enxurradas de refugiados programadas pelo fascista Erdogan, que usa os refugiados para conseguir subjugar a Europa, e protestam conta Assad. Estamos todos muito distraídos e esquecemos que o tal califado do DAESH ocupava uma boa parte da Síria e que tirando os curdos a resistência contra o regime de Assad é pouco credível, sendo em grande parte braços armados da Turquia ou da Arábia Saudita. Quando o DAESH dominava quase toda a Síria e até se dava bem nas fronteiras dos Montes Golan ninguém se preocupou com a Síria!

É por isso que na Síria os cristãos devem estar vivendo em ressorts de luxo pois não há uma única imagem de sofrimento e o mesmo sucede com todos os que não são sunitas. Ninguém reparou que antes da contra-ofensiva do regime uma boa parte da Síria já estava destruída e muitos das centenas de milhares de mortos já tinham morrido. Só os refugiados é que ainda não se tinham refugiado, porque a Turquia estava a ganhar mais com a espoliação das riquezas da Síria, deixando o tráfico de refugiados para quando fosse mais conveniente a Erdogan.

Um dia saberemos tudo sobre o que se passou na Síria, sobre quem inventou o DAESH, sobre o envolvimento dos aliados do Ocidente na destruição de um país que era o único que poderia fazer frente a países como a Arábia Saudita. Um dia os europeus saberão a quem andaram a dar o dinheiro dos seus impostos.

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