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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

VÍDEO - THE PEACH KINGS - "BE AROUND"

VÍDEO

OS SEGREDOS DE PETRA






imagens recolhidas da net por António Garrochinho



Imaginar caminhar em um cemitério já pode ser apavorante para muitas pessoas, que dirá então entrar em uma necrópole. Isso até parece ficção, mas foi descoberta no deserto da Jordânia a cidade de Petra, escavada em uma rocha que fica entre diversas montanhas, e cujo acesso é bem difícil, não sendo possível chegar de carro.petra
                                                                                                                                                                     Mas o que essa cidade esconde ainda é um mistério. Por quem teria sido construída e por qual motivo? E por que ela ficou tantos anos sem ser descoberta? Os motivos reais, ninguém descobriu ainda, mas existem algumas especulações de porque a cidade foi criada.

O caminho para o templo
O Vale de Moisés, localizado na aldeia de Elji é o ponto de partida para se chegar à Petra. E logo antes de chegar à necrópole, o caminho já começa a ficar um pouco assustador.

Ao longo do percurso ele vai se afunilando até ficar com apenas um metro de largura. Definitivamente, não é um passeio para claustrofóbicos.

Todo o percurso tem cerca de 1,5 km de extensão, e ao longo dele as montanhas crescem cada vez mais, formando enormes paredões onde a luz do sol já não alcança mais.

E, ao chegar ao fim da caminhada, a luz ressurge e o visitante se depara com Khazneh, o imponente templo dos mortos escavado na grande rocha do deserto.

Não se sabe ao certo qual era a função de Khazneh, mas acredita-se que ela tinha três: guardar um tesouro, servir de templo e de túmulo.

Ao longo do caminho de Petra, é possível observar forte influência da civilização romana, tanto pelas ruínas que preenchem o caminho quanto um teatro situado em uma das colinas com capacidade para mais de 3000 pessoas.

Quem eram e onde moravam os habitantes?
Os habitantes de Petra eram conhecidos como Nabateus, uma tribo formada por pastores, onde construíram seu império mais de 2000 anos atrás.

É possível encontrar gravuras nas rochas feitas por essa tribo, embora seus significados ainda sejam indecifráveis. A cidade foi levantada em um ponto estratégico, pois ficava bem no meio da rota dos mercadores na época e o acesso ao centro da cidade era muito difícil.

Por esse motivo, os Nabateus começaram a prosperar e a crescer cada vez mais o centro de Petra. Alguns poucos séculos antes do nascimento de Cristo, Petra passava pelo seu auge.

A população havia aumentado e a economia estava sólida. Porém, os ataques de territórios vizinhos eram constantes, principalmente de Roma, até que em 106 d.c. Petra foi definitivamente conquistada pelos romanos.

Mesmo depois da conquista e do fim dessa dinastia, os dois povos permaneceram em paz por mais de cem anos e Petra continuou crescendo.

Foi nessa época que os romanos criaram o teatro e a Estrada das Colunas, que levava a um aposento sagrado no templo. Contudo, a partir do século VII a história dos Nabateus chegou ao fim com a chegada dos Muçulmanos.
Como Petra reapareceue redescoberta da cidade data de 1812, quando um explorador britânico chamado Johann Ludwig Burckhardt viajava para o Egito e ouviu falar sobre a misteriosa cidade.

Ele se vestiu como comerciante local, já que tinha aprendido a língua árabe e inventou uma desculpa de que tinha prometido para um Deus sacrificar um animal.

Porém, o sacrifício deveria ser feito em um túmulo que ficava bem próximo da necrópole. Convenceu dois habitantes locais a levar ele até lá, e quando chegou ao fim da caminhada, registrou tudo o que viu em um papel.

Para não perder o disfarce, sacrificou o animal e retornou para o povoado de Elji. Já foram encontrados na cidade de Petra vários túmulos, dentre eles reais, outros públicos e outros destinados a criminosos, que eram jogados em poços. Outros túmulos foram encontrados no siq, o caminho de 1,5 km que conduzia até o templo.

Os túmulos foram colocados entre as paredes do percurso, e também há indícios de que os Nabateus eram bons engenheiros, já que há uma infinidade de canais pelas paredes que transportavam a água pela cidade.

Diz a lenda que no topo do templo de Khazneh fica um grande tesouro de um faraó, protegido por uma urna pelos milhares de anos que se passaram. É possível encontrar marcas de armas de beduínos que tentaram incessantemente se apoderar desse tesouro.

Entretanto, nunca se soube ao certo por que a necrópole foi fundada, e trinta anos


atrás Petra foi nomeada como patrimônio da humanidade.
arquivosdoparanormal.blogspot.pt




imagens recolhidas da net por António Garrochinho

UMA CIDADE DOURADA NO MEIO DO DESERTO



Dentre os três grandes reinos do deserto de Thar, no oeste da Índia, Jaisalmer foi o maior e que ganhou mais destaque. O fato de estar bem na “porta de saída” da Índia para o Paquistão e outras cidades do oriente médio, fez com que a cidade fosse rota de caravanas, e o saque de pedras preciosas dessas caravanas ajudou a enriquecer a cidade (e seus governantes, é claro).
O ponto alto de Jaisalmer, no entanto, não são seus lindos palácios ornamentados, seus fortes ou a proximidade com o deserto, mas sim o fato dela ser quase toda construída com arenito amarelo, um material que dá a cidade toda a impressão de ser feita de ouro. Subir no terraço de alguma das casas nas ruas estreitas da cidade te faz sentir no topo de uma montanha amarelo-dourada, e é lindíssimo.

A cidade dourada vista do alto

DSC03010A cidade dourada vista do alto



1- Gadisagar Lake: É um reservatório construído no século 14 pra abrigar água da chuva e ser uma fonte de água em épocas de escassez (afinal de contas, estamos falando do deserto). Dentro e ao redor do lago estão belíssimos templos e construções.

Templo no meio do lago

Templo no meio do lago
E um dos templos ao redor do lago

E um dos templos ao redor do lago
2- Havelis: mansões dos comerciantes da cidade se tornaram uma atração turística devido à riqueza de detalhes de suas construções, especialmente as fachadas e janelas, que parecem obras de arte talhadas no ouro. Nós visitamos o haveli de Salim Singh, porque nosso guia era amigo do pessoal de lá (na Índia tem muito disso), mas esta é uma das mais famosas mansões e é realmente muito bonita.

Haveli de Salim Singh

Haveli de Salim Singh

Detalhes dentro do Haveli

Detalhes dentro do Haveli
3- Forte: é a principal atração de Jaisalmer, já que a cidade se desenvolveu a partir dele (antigamente todo mundo morava dentro do forte) e, como até hoje muita gente mora lá, é um lugar animado, cheio de templos, belas ruas, restaurantes e lojas.

Forte visto de baixo

Forte visto de baixo

Artesanato nos muros do forte

Artesanato nos muros do forte
4- Jain Temples: Jainismo é uma religião que existe desde 6 antes de Cristo e que teve muitos adeptos comerciantes do Rajastão, por isso, os mais belos templos dos Jainistas estão neste estado, e em Jaisalmer há belos exemplares para serem visitados, como os que estão localizados dentro do Forte.

Jain temple dentro do forte

Jain temple dentro do forte

detalhes de dentro do Jain Temple



detalhes de dentro do Jain Temple
5- Safári de camelo: Apesar de já ter feito passeios de camelo no Egito e em Dubai, achei que valeria a pena experimentar na Índia. O passeio é bem legal pra conhecer o deserto e ver o pôr do Sol das dunas, mas se você já andou de camelo alguma vez e não amooou, acho que este pode ser meio cansativo!

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momento romance dos nossos camelos



6- Pôr do Sol nos Royal Cenotaphs- Bada Bagh: Esta construção (cenotaph) foi erguida em homenagem a Jai Singh II e seus sucessores, e antes era um belo jardim. Com o tempo, o deserto tomou conta novamente e só sobrou a construção, onde muita gente vai para ver o pôr do Sol. Confesso que eu não amei não, além de ser longe da cidade e rodeado de terrenos baldios cheios de lixo.
As construções dos cenotaphs


As construções dos cenotaphs

Jaisalmer fort visto dos Cenotaphs

Jaisalmer fort visto dos Cenotaphs




segredosdeviagem.com.br

Aí está o governo xuxa ! Governo quer aumento do preço da água para reabilitar rede


Hoje a rede de água cobre praticamente o país. Na foto, quando em Lisboa se ia ao chafariz buscar água
Secretário de Estado diz que tarifas não cobrem custos dos serviços e que preço baixo beneficia quem precisa e quem não precisa


O Governo entende que as tarifas da água devem subir para cobrir os custos, nomeadamente com a reabilitação das redes. Em declarações ao DN, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, confirmou que, "em Portugal, a maioria das tarifas praticadas não cobre os verdadeiros custos dos serviços de águas e águas residuais".
Carlos Martins notou que esse é o caminho defendido pelo executivo socialista, a propósito do relatório intercalar do Grupo de Apoio à Gestão do Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais - Pensar 2020, que é apresentado hoje. "O que estamos a pugnar é que as tarifas se aproximem daquilo que são tarifas que permitam cobrir custos, nomeadamente custos com a reabilitação." Afinal, explicou o governante ao DN, "as entidades gestoras" de serviços de águas "estão a cobrar tarifas abaixo do necessário, ou seja, de alguma maneira implicitamente as próprias entidades gestoras já estão a subsidiar estes serviços".
Aproximar as tarifas dos seus custos permitirá responder à reabilitação e renovação dessas redes - "um ponto ainda crítico", como apontou Carlos Martins, citando o relatório. "O ritmo a que as entidades gestoras reabilitam as suas redes é ainda baixo", sublinhou o secretário de Estado.
Por outro lado, a subida das tarifas vai permitir apoiar aqueles que precisam de facto das tarifas sociais, sustentou o secretário de Estado, para que esta dimensão social "não seja prestada através de tarifas abaixo dos custos, que são generalizadas, e que acabam por beneficiar quer quem precisa, quer quem eventualmente delas não precise".
Esta é uma medida apresentada no relatório como "prioritária" para a "otimização dos gastos operacionais", que "visam o equilíbrio das contas e a sustentabilidade económica das entidades gestoras". Segundo o grupo de trabalho que elaborou este documento, "a acessibilidade económica do serviço não é uma preocupação" para os beneficiários, pelo que o executivo antevê margem para essa subida tarifária.
Para Carlos Martins, "do ponto de vista daquilo que são os tarifários sociais, o que o Orçamento do Estado para 2017 contempla é suficiente para que as entidades gestoras, nomeadamente os municípios, possam vir a criar - até de acordo com as recomendações da própria entidade reguladora das águas e resíduos - tarifas sociais para cada um dos contextos locais e níveis de rendimentos", que, nas palavras do secretário de Estado, "têm muitas vezes a ver com os territórios".
Essa é, no entanto, como apontou ao DN, "uma competência estrita da entidade gestora e dos municípios". "Essa liberdade e essa recomendação é dada, ainda que caiba aos municípios serem, em última análise, promotores quer dos valores das tarifas quer da sua criação", completou.
Retrato fiel de beneficiários
O Ministério do Ambiente está interessado em conhecer este universo e, por isso, vão ser criados dois indicadores, para que se obtenha "um retrato mais fiel" dos beneficiários de tarifários especiais e de tarifas sociais.
Esse é um objetivo identificado pelo relatório: criar dois novos indicadores, que permitam aferir o esforço que as entidades gestoras destas redes estão a dedicar à franja de população mais carenciada e às famílias numerosas (conhecendo a percentagem de alojamentos com tarifários especial para utilizadores domésticos de menor rendimento e para famílias numerosas); e que permitam aferir ainda a percentagem de alojamentos que efetivamente estão abrangidos por tarifas sociais.
Outro aspeto sublinhado pelo relatório - e cuja preocupação é acompanhada pelo secretário de Estado do Ambiente - é "o elevado nível de perdas de água e o número de colapsos estruturais de coletores", que é também "revelador da fraca capacidade financeira de muitas entidades gestoras". Apesar de, como se identifica também no relatório, o setor revelar "amadurecimento e capacidade de melhoria da qualidade do serviço" que é "contínua e comprovada".


www.dn.pt

A pintura de Richard S. Johnson