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sábado, 10 de dezembro de 2016

VENHA VER AS CHAROLAS NA FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE



As charolas constituem uma tradição associada à celebração do ano novo e dia dos Reis. Os grupos deslocavam-se de porta em porta, cantando e gritando “vivas” aos residentes. Actualmente os grupos de charolas reúnem-se em encontros organizados em palcos, associações culturais , cafés e restaurantes um pouco por toda a Freguesia e por todo o Concelho, com destaque para a freguesia de Santa Bárbara de Nexe, onde esta tradição assume uma importância particular.
As cantigas exprimem essencialmente os desejos de um bom ano, mas as “vivas” não deixam, por vezes, de compor referências sarcásticas a acontecimentos ou figuras conhecidas. É um espectáculo único que retrata bem as tradições enraizadas do concelho e que urge preservar.

Portugueses e comunistas - Os cidadãos sabem, por experiência vivida,que se pode contar com os comunistas

Os cidadãos sabem, por experiência vivida,que se pode contar com os comunistas

Em Almada, “la nave va”. Vermelha. Bandeira de ganga e traço, gente feita de ânsia que só tem o limite do sonho. Gente de aço nos pulsos. Gente de palavra em punho, que não se mascara nem pede perdão. Patriotas na terra que treme.
Se a algum dos 90 delegados presentes no primeiro congresso do Partido Comunista, realizado em Lisboa em 1923, lhes dissessem que, 93 anos depois, gerações herdeiras do evento ali realizado iriam a participar em 2016 no xx congresso do partido, seguramente sorririam complacentes.
E sorrir não seria mau. Após o fim da I Guerra Mundial, viviam-se em Portugal tempos muito duros.
De modo diverso do que ocorrera na generalidade dos países europeus, o Partido Comunista Português não se formou a partir de uma cisão no Partido Socialista, mas ergueu-se essencialmente com militantes saídos das fileiras do sindicalismo revolucionário e do anarcossindicalismo.
A 6 de março de 1921, no 1º andar do número 225 da Rua da Madalena, na sede da Associação dos Empregados de Escritório, em Lisboa, realiza-se a assembleia que elege a direção do PCP. Estava fundado o Partido Comunista Português.
A 28 de maio de 1926, um golpe militar encabeçado pelo general Gomes da Costa impõe a ditadura. É dissolvido o parlamento e imposta a censura, são presos centenas de democratas e sindicalistas, a sede do PCP é encerrada. É o inicio de 48 anos de fascismo.
A história do PCP é uma história de dedicação de gerações e gerações de homens e mulheres de todas as condições sociais e formações que consagraram o melhor das suas vidas, das suas energias e capacidades à luta para pôr fim às desigualdades e injustiças sociais.
Por muito que custe a entender aos especialistas em cogitação ligeira e ressabiamento ancestral, ao longo de 95 anos, milhares de portugueses comunistas mostraram com o seu exemplo a força moral que ainda hoje projeta e escora a imagem e o ideal do PCP na opinião publica.
Numa autarquia ou sindicato, no local de trabalho ou em aliança política, a coragem na resistência ao fascismo transformou-se no testemunho da honestidade e competência em democracia. Com o PCP, palavra dada é compromisso de honra para cumprir, não existem surpresas ou dúvidas de percurso.
Os cidadãos sabem por experiência vivida que se pode contar com os comunistas e que, ao contrário dos grémios lobistas de barões, exploradores e especuladores, no PCP, os interesses de Portugal e dos portugueses são os que determinam a sua ação politica.
Isso foi particularmente evidente no apoio a Ramalho Eanes contra Soares Carneiro em 1980, e a Mário Soares em 1986 contra Freitas do Amaral. Se tal não tivesse acontecido, a história da nossa democracia teria sido muito diferente.
Um PCP presente, coerente, sempre na luta, a caminho de cumprir 100 anos a derrotar e a contrariar, de forma sistemática, os planos de exploradores e agiotas associados, é um fator de garantia na defesa da democracia e de esperança num futuro melhor.
Como percebo a angústia e o pesadelo insuportável que deve ser o não poder roubar sem travão, sem limite, ser dono disto tudo, sem que de imediato não lhes apareça um partido comunista português a impedir o saque.
Pois é, eu compreendo. É um aborrecimento! Aproveito as palavras de Jerónimo de Sousa no xx Congresso:
“Mas quem senão este Partido, que nunca teve uma vida fácil, que foi temperado em tantas e tantas lutas e que nunca desanimou perante recuos e derrotas, que nunca descansou face a avanços e vitórias, pode afirmar a sua confiança nos trabalhadores, no nosso povo, a sua confiança na nossa pátria soberana?
A concretização do fascinante projeto e objetivo por que lutamos, esse sonho milenar do ser humano de se libertar da exploração por outro homem, o projeto e ideal que nos trouxe a este Partido, possivelmente só será materializado para além das nossas vidas.
Mas este é o nosso tempo! Tempo de fazer, agir e lutar por esse projeto e ideal. Torná-lo mais próximo e possível.”
Nota: Este texto é dedicado às quatro seguintes categorias de personagens.
Ao que acumulou uma brilhante experiência comunista dos 12 aos 20 anos de idade e depois se mudou como especialista para o circo.
Aos que no fascismo foram presos e desabafaram aos senhores da PIDE tudo o que sabiam, inclusive delatando os seus camaradas, hoje são professores em PCP. Ao Milhazes, que era para ser missionário no Maranhão. E ao atormentado António Barreto, que quer ser missionário no Maranhão.

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