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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O último suspiro da abelha na Palestina ocupada






Said Hillis, 60 anos está inconsolável. Palestino, dos arredores de Gaza, não se conforma com a brutalidade dos israelitas.
Said vivia da venda de mel. Não vive mais porque as suas colmeias foram destruídas pelo exército de Israel.

“Gostaria de entender que mal minhas abelhas causaram”, fala pausadamente enquanto observa as desesperadas tentativas de algumas abelhas buscando a vida.

“ Eu ainda implorei para que poupassem as abelhas, murmura diante das colmeias totalmente destruídas, mas não me ouviram. Alias ouviram sim. Disseram que estavam explodindo as colmeias porque uma abelha teria picado um soldado” ...



“Nem adiantou eu dizer que as abelhas só atacam quando ameaçadas, mas não quiseram saber...

“Um dos soldados até argumentou com o comandante que ele conhecia as abelhas e que elas nunca atacaram ninguém. Mas o comandante foi irredutível”.

Explodiram tudo. Até as oliveiras centenárias, que resistiram até hoje, eles destruíram, alegando que poderiam abrigar terroristas”...

Vizinhos se aproximam para consolá-lo, mas não conseguem evitar suas lágrimas.

Said segura uma das abelhas moribundas e carinhosamente sopra sobre o seu frágil corpinho.

Ela expira olhando para ele.



www.marchaverde.com.br

mais mama !


A "JUSTIÇA" CÁ DA REPÚBLICA



A ativista Ana Nicolau foi condenada esta quinta-feira a seis meses de prisão, substituída por 1440 euros de multa, por ter pedido a demissão de Passos Coelho nas galerias do parlamento.

Entretando os 20 nazis que a polícia judiciária tinha detido numa operação muito publicitada onde foram apreendidas armas e droga estão todos cá fora a gozar com com a polícia e com o povo.

Dos detidos agora todos a voar que nem pombinhos. alguns já eram referenciados e cadastrados com crimes de agressão, racista, religiosa, sexual e tentativas de homicídio a militantes de esquerda foram todos soltos.

O QUE INCOMODA É UMA CIDADÃ QUE SEM VIOLÊNCIA DENUNCIA O QUE SE FEZ E FAZ NESTE PAÍS DE MERDA COM POLÍTICAS SEMPRE À DIREITA, CORRUPTAS E CRIMINOSAS.

PASSOS COELHO DEVIA DINHEIRO À SEGURANÇA SOCIAL, DIZ QUE PAGOU ! E A SUA FOLHA FOI LIMPA.
OS NAZIS TAMBÉM !


António Garrochinho

NADA NA MESA


O prato que andamos a comer sem refilice é o de lentilhas social democratas e mesmo essas algumas falidas do género paf. Uma mixórdia com chorum * pobre e 
ausente ( *nome popular da gordura).

Bonitos os talheres, a louça, mas a comida não se vislumbra no fundo do prato. Em algumas mesas houve melhorias mas o povo, a maioria, ripa fome de cão.

Oxalá me enganasse mas na minha perspectiva e já o digo há muito tempo não se prevê qualquer melhoramento de rancho.


António Garrochinho

17novembr2016 - O mundo maravilhoso dos graffitis








































Grandes impérios africanos que não conhecemos






As histórias de um continente de passado ilustre foram escondidas durante séculos com o subdesenvolvimento imposto pelas invasões europeias


O continente africano tem um passado exuberante, muito além das civilizações do Egito e Cartago. Grandes impérios ali floresceram na era antes de Cristo, na idade média e nos séculos seguintes. Por vários motivos declinaram: guerras civis, fragmentações políticas ou pela chegada dos colonizadores. O imperialismo, aliás, submeteu vários povos e dividiu o continente. Essa “partilha” misturou etnias e grupos inimigos, além de interferir nas práticas religiosas e na própria liberdade dos povos.
Mas o que havia antes dos invasores, que chegavam em busca de escravos e outras riquezas, como o ouro?
Sociedades tribais organizadas e complexas tinham seus sistemas políticos, econômicos, de crenças e línguas. Uma das cidades, no Império do Mali, era comparada a Paris. Muitas não deixaram vestígios, pois eram baseadas em tradições transmitidas oralmente. Em outros casos, as evidências históricas que restaram foram retiradas de seus locais de origem e passaram a habitar os grandes museus do mundo, como Louvre, em Paris, e o British Museum, em Londres.

Conheça oito grandes reinos e impérios africanos e olhe de outra maneira o continente vizinho, sobre o qual ainda se sabe tão pouco.

Império de Gana ou Wagadu

Existiu de 830 a.C. até por volta do ano de 1235 d.C, com apogeu nos últimos 500 anos. Localiza-se no que é hoje o sudeste da Mauritânia e Mali Ocidental.
A capital do império chamava-se Koumbi Saleh e chegou a ter 20 mil habitantes. Consistia em duas cidades, com habitações contínuas, em pedra. Em uma habitava o rei de Gana e na outra os mercadores muçulmanos.
Gana era chamada de Costa de Ouro, por causa da grande quantidade de jazidas. Ainda hoje está entre um dos principais produtores do metal. O império controlava a rota das caravanas de camelos que transportavam ouro e sal (que chegou a valer mais que o ouro) para exportação, rumo ao norte do continente, com eficiente sistema de cobrança de impostos.
O declínio se deu por instabilidades políticas internas, até perder força e se fragmentar. Gana também se recusava a seguir a religião islâmica. Em dado momento foi invadida e dominada pelo império mandinka do Mali.

Império de Aksum ou Axum



Existiu entre os anos de 100 a 940 d.C, aproximadamente, onde hoje se localiza a Eritreia e a Etiópia. Em seu auge, poderia ser comparado aos maiores impérios já conhecidos, como Pérsia, Roma e China. Controlou um território de 1,25 milhão de quilômetros quadrados.
Era um centro estratégico para o comércio marítimo do Oceano Índico, que ligava o Egito à Índia, China e Sudeste da Ásia, controlando o Mar Vermelho. Foi um dos primeiros impérios do mundo a se converter ao cristianismo.
Durante a colonização europeia na África, a Etiópia foi o único país não dominado. Por isso, seu último imperador, Haile Selassie I, era adorado por seus súditos, os Rastafarians. No século 20 ele virou símbolo de liberdade e da representação política no cenário mundial.
O declínio do Império de Aksum acontece após disputas comerciais que acabaram resultando em isolamento e fragmentação política.

Império do Mali ou Mandinka


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Existiu entre os anos de 1230 a 1600, com auge na década de 1350.Possuía imensas minas de ouro em suas fronteiras. Até o início do século 14, foi a fonte de quase metade do ouro e sal do Velho Mundo.
A religião predominante era o islamismo, mas havia influências especialmente pagãs, com muito de feitiçaria nas crenças populares. Parte dessas tradições você pode ver no seriado Raízes, produzido e exibido pelo History Channel.
O Mali teve um governo semidemocrático, com uma das mais antigas constituições conhecidas do mundo, o Kurukan Fuga.
A cidade de Tombuctu foi uma das mais ricas e importantes da região, considerada a Paris do mundo medieval. Sua universidade era um dos maiores centros de cultura muçulmana da época, com 25 mil estudantes. Foram construídas mesquitas, escolas e uma biblioteca que guardava manuscritos que abrangiam todas as áreas de conhecimento do mundo.
A decadência do império, no final do século 14, acontece por disputas pela sucessão que enfraqueceram a coroa. As cidades de Tombuctu e Djenné, dois dos maiores centros econômicos, foram designadas pela UNESCO como Patrimônio Mundial.
Hoje, infelizmente, o Mali está entre os 25 países mais pobres do mundo.

Império do Congo



Estima-se que origens do Império do Congo remontem ao  século 14.O sistema econômico e social baseava-se no comércio de marfim, cobres, têxteis e cerâmica, além de escravos e, mais tarde, a borracha. Tudo era transportado pelos gigantescos rios que cortam a região: Cuango, a leste; Ogooué, a norte; e Kwanza, ao sul.
A religião cristã foi estabelecida a partir de missões religiosas pela Igreja Católica Romana, via ocupação portuguesa, recebida “cordialmente” ao apresentar suas armas de fogo. As relações com os europeus resultaram num forte comércio de escravos e na venda de prisioneiros de guerra para Portugal e Holanda.
Com as riquezas adquiridas, realizaram grandes construções como a Catedral de São Salvador do Congo, em Angola, conhecida como a primeira igreja construída na África subsaariana.
Mais tarde, o império do Congo foi dividido entre franceses, portugueses e belgas durante o século 19 e dessa “partilha” originaram-se as atuais República Democrática do Congo (antigo Zaire) e a República do Congo, além do noroeste da Angola.

Império Songhai


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Do início do século 15 ao fim do século 16, foi um dos maiores impérios islâmicos na história, com organização mais elaborada que a do grande Mali, por exemplo. Seu nome vinha do seu principal grupo étnico, os Songhai. Eles haviam formado uma província desde o século 11 na região que passava a ser capital do império, Gao.
Ferramentas, artefatos religiosos e minas de ouro independentes formavam a base econômica do Império. Socialmente, o sistema era organizado em clãs: no topo, nobres e descendentes dos povos originais Songhai; na base, prisioneiros de guerra e escravos europeus condenados a trabalhar especialmente na agricultura.
No governo de Askia Muhammad, o Império assistiu a uma crescente centralização. Ele encorajou a aprendizagem em Tombuctu, recompensando os professores com pensões maiores.
O império foi perdendo força com guerras civis. Em uma delas, o sultão da Dinastia Saadi do Marrocos ordenou uma invasão a Songhai. Ele contou com a ajuda do espanhol Judar Pasha, que dispersou o numeroso exército Songhai com armas de pólvora do Saadi, na Batalha de Tondibi, em 1591.

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Império de Zimbábue



Tradições orais que persistiram, bem como ruínas antigas, contam o que se sabe de Zimbábue. Provavelmente surgiu de um reino anteriormente conhecido como Mapungubwe, que existiu entre os séculos 11 e 13, sendo considerado por muitos arqueólogos a primeira sociedade hierárquica complexa na África Austral.
Agricultura, ouro e marfim eram as principais fontes de riquezas, fundamentais para estabelecer ligações comerciais com o Oriente Médio e a Índia. A transformação da região foi provavelmente desencadeada pela expansão das culturas Bantu, que trouxe novos métodos de plantio e metalurgia.
Zimbábue significa “grandes casas de pedra” na língua Shona, uma vez que a cidade moderna foi delimitada em torno de 1220 por uma impressionante fortaleza de pedra conhecida como Grande Zimbabwe.
Aliás, até 1950, os pesquisadores não aceitavam que a construção tivesse sido erguida pelo povo local.
O império não era convertido ao islamismo, como muitos na África. Quando os europeus chegaram, a população local praticava suas tradicionais crenças pré-abraâmicas, venerando tanto uma divindade suprema quanto espíritos ancestrais.

Império Oyo Yorubá



Império de Oyo Yoruba localizou-se no que hoje é a Nigéria ocidental entre 1400 e 1835. Até hoje os yorubás (ou iorubás ou yorubás) são um dos maiores grupo étno-linguístico da África Ocidental, composto por 30 milhões de pessoas.
Oyo era a capital política dos Yorubás. A partir do século XVI, o poder da cidade cresce até tornar-se o estado politicamente mais importante da região, unificando todas as Cidades-Estado Yorubá. Tornou-se, assim, um dos maiores impérios do Oeste africano encontrados pelos exploradores coloniais, tanto por suas riquezas obtidas pelo comércio como pela poderosa cavalaria.
Milhares de yorubás foram trazidos ao Brasil e aqui se tornaram escravos. Muitas palavras e tradições deste grupo são usadas até hoje por aqui.

Reino do Benin




Indícios apontam para seu desenvolvimento entre os séculos XII e XIII, na região onde estão Nigéria, Camarões e o próprio Benin.
A localização favorecia o encontro de mercadores, o que também contribui para  o processo de urbanização das cidades, convertidas em reinos cercados por muralhas.
O comércio era a principal atividade econômica, especialmente peixe seco, sal, inhame, dendê, feijão, animais de criação e cobre, um produto raro. Também faziam parte das transações itens como pimenta, marfim, tecidos e escravos
O governo temia a redução da população nativa masculina, pois muitos estavam sendo vendidos como escravos. A solução: importar homens de outras regiões do continente para comerciá-los com os europeus a partir do século 16.
Sob o domínio dos ingleses, o reino foi destruído pelas formas armadas em 1897, sob o comando de Harry Rawson. A cidade foi saqueada, destruída e incendiada.
Uma coleção dos famosos bronzes de Benin está exposta no British Museum, em Londres. Parte do acervo levado pelas tropas britânicas voltou para a Nigéria em 1972.

Imagem: Castelo Fasilide em Godar, Etiópia. Kenneth Dedeu / Shutterstock
Fontes:
http://www.timemaps.com/civilization/African-kingdoms
http://observationdeck.kinja.com/5-awesome-african-civilizations-that-arent-egypt-1688047907
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese-1/#.WAQ1uaPOqRs
http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/lei-1063903-e-outras/#gs.2Bfnagk
http://novaescola.org.br/conteudo/370/quais-foram-os-colonizadores-da-africa
http://reinosafricanos-historia.blogspot.com.br/2008/11/reinos-africanos.html
http://africantiga.blogspot.com.br/p/importantes-reinos.html
https://theculturetrip.com/africa/tanzania/articles/kilwa-kisiwani-the-ruins-of-east-africa-s-greatest-empire/
http://time.com/money/3977798/the-10-richest-people-of-all-time/

nerdices.com.br