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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NISTO É QUE ELES SÃO BONS ! - Último grito da tecnologia militar dos EUA: um tiro custa 800.000 dólares


O contratorpedeiro USS Zumwalt, com os seus dois canhões principais, pode consumir num minuto munições no valor de 16 milhões de dólares - 20 projécteis, à razão de 800.000 por cada tiro.

O navio é descrito  como o maior destroyer do mundo, com os seus 183 metros de comprimento e as suas 15.000 toneladas de arqueação. Estreou-se ao serviço da marinha de guerra norte-americana em Outubro, e os dois canhões principais ainda estão "em desenvolvimento".

Mas, mal foi lançado à água, já o Zumwalt se depara com um problema: segundo fontes da marinha citadas no site especializado Defense News, o Pentágono mandou suspender o desenvolvimento do Advanced Gun System (AGS) dos dois canhões, por ter percebido que lhe sairia cara a brincadeira e que não haveria orçamento que a sustentasse. Instados a comentar, os porta-vozes da marinha mantiveram o silêncio.

Um dos factores que tornaram os custos incomportáveis foi a redução dos planos megalómanos concebidos nos anos 1990. Nessa altura, o Pentágono planeou construir uma frota de 32 navios idênticos ao Zumwalt. Como isso custaria uma exorbitância, em 2001 reduziu os planos à construção de apenas três - dos quais o Zumwalt é o primeiro.

Com isto poupou muito dinheiro - mas, com a perda das economias de escala, elevou exponencialmente o custo unitário de cada navio e de cada uma das suas componentes. Os três custam muito menos do que os 32, mas cada um deles custa muito mais do que teria custado cada um dos 32.

A ideia inicial era ter as peças capacitadas para visarem alvos até uma distância de 120 quilómetros - a maior distância que algum vaso de guerra norte-americano consegue visar. Os projécteis de 155 mm, designados como LRLAP (Long Range Land Attack Projectile), pesam 100 quilogramas cada um e medem 2,20 metros. Ao serem disparados, seguiriam como todos os projécteis convencionais uma curva balística determinada por diversos factores (impulso, peso, etc.) e, ao aproximarem-se do alvo, começariam a ser guiados por um sistema GPS.

O fabricante é a conhecida multinacional do ramo militar Lockheed Martin, que propagandeia a precisão deste sistema de artilharia naval como especialmente adequada à intervenção em lutas de rua em cidades costeiras.

Aparentemente, a marinha orienta-se agora para instalar no navio sistemas de lançamento de mísseis que, sendo pouco mais caros, são muito mais avançados do ponto de vista da sua tecnologia do que os canhões.

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