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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A mitificação e a mistificação do capitalismo


























"A intoxicação das consciências sobre os direitos sociais e o papel do Estado na economia prossegue. A direita e a propaganda ao seu serviço apresentam as ditas "reformas estruturais" como fatores de "crescimento econômico e emprego". Mas essas "reformas" não são mais que as condições para a oligarquia, assumindo uma arrogância sem limites, ficar livre do controlo democrático e prosseguir atos de vigarice e mesmo criminosos,

Os oligarcas são apresentados como beneméritos da sociedade, agentes do crescimento, único recurso contra a pobreza, quando os factos provam justamente o contrário: absorvem pelas estratégias monopolistas e domínio sobre o poder político o resultado do trabalho alheio, seja do proletariado seja das MPME, e a riqueza do Estado, em nome da confiança dos mercados - eufemismo atrás do qual se esconde a oligarquia.

Os 30 mais ricos detêm de patrimônio líquido, segundo a Forbes, cerca de 950 mil milhões de euros; o 1% mais rico dispõe de 50% da riqueza mundial. Como relata a OXFAM: "Têm tudo e querem mais"."

"A luta para que o céu se tornasse mensurável foi ganha através da dúvida. Mas a luta da dona de casa pelo leite é todos os dias perdida pela credulidade" 
Bertholt Brecht, Galileu Galilei 

"Quando os pobres sabem que é preciso trabalhar ou morrer de fome, trabalham. Se os jovens sabem que não terão socorro na velhice, eles economizam" 
William Nassau, economista e político inglês, 1790-1864.

1 – "Os anos de ouro" 

A mitificação do capitalismo começa por uma visão idílica, mitificada, dos "anos de ouro do capitalismo" apregoando o seu "extraordinário sucesso" e a estagnação e fracasso do socialismo. Por um lado, fecham os olhos às devastações e todas as espécies de horrores cometidos pelo imperialismo, pelo neocolonialismo e pelas ditaduras, para impor o capitalismo. 

Por outro, a realidade socialista é totalmente deturpada, num acervo de mentiras e omissões. Apenas como exemplo, entre 1950 e 1972 a produção industrial dos países socialistas cresceu 8,4 vezes a dos países capitalistas desenvolvidos, 3,1. Em 1940 era na URSS 5,8 vezes a de 1928. [1]

O sistema capitalista é apresentado como tendo permitido a ascensão de classes sociais, produzido mais riqueza, melhoria do nível de vida e direitos. O que esquecem é que tudo isto foi obtido – onde foi – não pelo capitalismo, mas contra o capitalismo, pelo proletariado organizado sindical e politicamente. Porém, o que de positivo e progressista se obteve está, em termos capitalistas, sempre a ser posto em causa, como evidenciam a austeridade, o neoliberalismo, o imperialismo, já não falando dos diversos modelos de fascismo: a ditadura terrorista do grande capital, com ou sem braços esticados. 

Mas onde ficaram então os tais "anos de ouro", aliás para muito poucos. Na realidade, "nos países do Sul o capitalismo são "massas de seres humanos sem voz, sem nada, o povo das favelas a perder de vista, campesinato miserável sofrendo para se alimentar, a brutalidade das condições de trabalho, a humilhação, a desumanidade. No Norte, tão rico, são espectros errantes que olhamos, mas não vemos, sem teto, sem direitos, são os "novos pobres", desapossados, ofendidos, desumanizados." [2]

Os "anos de ouro", deveram-se às cedências da oligarquia em consequência das lutas dos trabalhadores e da admiração dos povos pela URSS e demais países socialistas face aos seus êxitos e à aquisição de amplos direitos econômicos e sociais. 

Não são pois de admirar as objurgatórias dos escribas afetos ao capital sobre o que inventam ter sido o "jugo soviético". Contudo nada os sensibiliza o jugo (este sim bem real) da UE, da NATO, do FMI, não esquecendo a CIA e colaterais sobre os povos [3]

Há contudo que reconhecer que o capitalismo soube incutir no comum das pessoas a sedução pelo consumismo. Os EUA tornaram-se assim, para muitos, objeto de admiração acrítica, não entendendo que o que os atrai nos EUA é também um dos maiores defeitos do seu sistema: com 5% da população mundial consome 25% dos recursos mundiais… 

O mito do consumismo tornou-se fonte de realização individualista, uma das bases do carácter alienatório do capitalismo, que Marx descreveu e Eric Fromm desenvolveu neste aspecto em "Ser e Ter". 

A propaganda e o enaltecimento da riqueza e do modo de vida dos ricos, determina modos de pensar acríticos, deixando na sombra mediática as causas da corrupção, do luxo escandaloso, das desigualdades obscenas. Simultaneamente, o sindicalismo de classe é caluniado como reduto de privilegiados e elemento obsoleto e egoísta à custa dos outros trabalhadores – que o sistema deixa sem direitos ou no desemprego. 

2 – Mitos e realidades 

Um dos mitos é o do êxito hedonista e individualista. O capitalismo diz: o êxito, é uma conquista individual, estás num mundo competitivo, mas tu vais conseguir… se seguires as regras. Ora as "regras" são as da semi-escravatura da "flexibilidade laboral" – precariedade – da austeridade, da globalização capitalista, que coloca o proletariado dividido e isolado, competindo entre si, e em que o seu projeto de vida se limita à sobrevivência a curto prazo, porque doutra forma ou noutro país se obtêm lucros mais elevados. 

Ao mesmo tempo que sem corar afirmam que "não é possível conservar o emprego a todo o custo", apoiam políticas para defender os interesses da finança "custe o que custar". Mas isto é apenas um dos resultados das "reformas estruturais", de facto impossíveis de impor antes do fim da URSS. 

A lógica já enunciada pelos seus defensores com o argumento da competitividade e da "justiça social" (!) é de que não se justifica que trabalhadores europeus tão qualificados como trabalhadores das Filipinas, Bangladesh ou Índia ganhem mais que estes. Claro que nem lhes passa pelo crânio que devam ser estes a ganhar mais. 

O "comércio livre" e seus tratados são propagandeados como permitindo aos países pobres sair da pobreza e proporcionar aos consumidores acesso a bens mais baratos. A defesa dos interesses nacionais e populares é então caluniada como "protecionismo". Com objetivos sedutores no papel, seja com argumentos tecnológicos, seja pela "competitividade", as transnacionais (TN) obtêm o poder de destruir a vida das pessoas, mas são intocáveis e faz-se apelo à vinda do seu capital como um indiscutível bem, ignorando as consequências econômicas e sociais e as exigências impostas. 

Ora as TN sempre foram um perigo para os povos. Em seu benefício foram e são desencadeadas guerras, povos são atirados para o caos social e tragédias humanas. Não deixa de ser curioso que os estrénuos adeptos do "comércio livre", ignorem o efetivo jugo das TN sobre os povos, ao abrigo de uma mítica "economia de mercado". 

Como habitualmente a defesa dos interesses dos mais ricos vem sempre mascarada com bons sentimentos para com os mais pobres. Na Inglaterra do século XIX os defensores do comércio livre diziam que a pobreza era causada pelo protecionismo e direitos aduaneiros – nunca pelo sistema de exploração capitalista! Note-se que quando a França e a Alemanha, desenvolveram as suas indústrias passaram a defender o protecionismo! A exploração desenfreada, essa manteve-se… 

O mito da eficiência capitalista, oposto ao desempenho econômico e social do Estado, conduziu a massivas privatizações, fonte de corrupção e tráfico de influências em que o interesse público não foi defendido, como o Tribunal de Contas relatou. 

As privatizações são uma tentativa de salvar o grande capital da crise e da baixa da taxa de lucro pela monopolização da economia e da precariedade social. Um estudo do Transnacional Institute [4] concluiu sobre as privatizações que não há qualquer prova que demonstre que as empresas privadas fornecem serviços de forma mais eficaz que as públicas; em contrapartida fizeram cair salários, degradar condições de trabalho, aumentar desigualdades. Na realidade, ao fomentar a criação de monopólios estão a subverter o próprio conceito de eficácia capitalista… 

Registre-se que nos primeiros seis meses de 2016, em Portugal, um conjunto de oito empresas privatizadas teve 1,33 mil milhões de euros em lucros, quase metade do défice público no mesmo período (2,8 mil milhões de euros). [5]

3 – A mistificação 

O totalitarismo neoliberal, o "pensamento único", não permite que Ideias, textos, autores, por exemplo apresentados neste site ou nos sites aí citados, sejam discutidos, analisados, sequer mencionados, na comunicação social controlada. No passado, a Igreja justificou a ordem monárquica como imutável e de natureza divina. Agora, papel equivalente está atribuído aos media para que a população não conceba outro sistema, outra economia política. 

Os media não se limitam a ser agentes de desinformação, tornaram-se agentes da conspiração imperialista contra a soberania, o progresso e a paz dos povos. A propaganda procura de todas as formas que a lógica dos oprimidos seja um mero reflexo da dos opressores. Gente arregimentada anda há anos a perorar contra o "despesismo" do Estado em funções sociais, sem as quais quase 50% dos portugueses estaria na pobreza, porém recusam na prática a fiscalidade progressiva e ignoram o que seja a soberania do Estado sobre a riqueza criada no país. 

A intoxicação das consciências sobre os direitos sociais e o papel do Estado na economia prossegue. A direita e a propaganda ao seu serviço apresentam as ditas "reformas estruturais" como fatores de "crescimento econômico e emprego". Mas essas "reformas" não são mais que as condições para a oligarquia, assumindo uma arrogância sem limites, ficar livre do controlo democrático e prosseguir atos de vigarice e mesmo criminosos, 

Os oligarcas são apresentados como beneméritos da sociedade, agentes do crescimento, único recurso contra a pobreza, quando os factos provam justamente o contrário: absorvem pelas estratégias monopolistas e domínio sobre o poder político o resultado do trabalho alheio, seja do proletariado seja das MPME, e a riqueza do Estado, em nome da confiança dos mercados - eufemismo atrás do qual se esconde a oligarquia. 

Os 30 mais ricos detêm de patrimônio líquido, segundo a Forbes, cerca de 950 mil milhões de euros; o 1% mais rico dispõe de 50% da riqueza mundial. Como relata a OXFAM: "Têm tudo e querem mais". 

O resultado são sociedades disfuncionais onde os psicotrópicos se tornam escape. O sistema produz seres humanos na insegurança quanto ao futuro, na apatia ou no desespero, na ansiedade que leva à depressão e à insanidade. Seres abatidos em nome da competição a favor de uma minoria de ultra-ricos. Seres amputados da tal "liberdade de escolha", que serve à propaganda para dominar vontades. 

4 – A transformação necessária 

Uma época de proezas tecnológicas coexiste com uma economia baseada num irracional facciosismo, com a barbárie de criminosas guerras de agressão, duras políticas anti-sociais de austeridade, tudo e todos subordinados a bandos de gananciosos e vigaristas financeiros. 

As políticas vigentes opõem-se a qualquer ideia de progresso e desenvolvimento social, a finalidade é tornar os ultra-ricos mais ricos e os povos dominados pela hipocrisia. A concepção que vigora é que ao povo basta-lhe ter um trabalho, quaisquer que sejam as condições, e consumir aquilo a que a publicidade incita. Contudo, nem isto o capitalismo se mostra capaz de satisfazer. 

Engels em 1844 denunciava as horrorosas condições de trabalho vigentes, incluindo de mulheres e crianças. Houve de facto leis para limitar estas situações, mas com o movimento operário e socialista incipiente era como se não existissem. Compreende-se que para a direita o ideal seja o fim da contratação coletiva e dos sindicatos de classe de que são naturais inimigos. 

O neoliberalismo, colocou o Estado ao serviço do grande capital, estabeleceu a infame "concorrência fiscal" e livre circulação de capitais para o ônus dos défices recair sobre as massas populares. Transformar a sociedade tem que ver como o papel do Estado se altera. É em volta do poder e do papel do Estado que se desenrola o mais intenso da luta de classes: o confronto entre a oligarquia e a democracia. 

O papel do Estado democrático na defesa dos interesses do país e do seu povo foi usurpado pela ficção da "soberania partilhada" e da "governação à distância" que exprimem o domínio das potências hegemônicas na UE e na NATO. Que soberania partilha a Alemanha com Portugal, com a Grécia, com a Espanha, até com a França? Que solidariedade europeia existe quando os países periféricos são tratados como os PIGS? Que entidades "independentes" – da vontade dos cidadãos – têm o direito de determinar, como no fascismo "o que é melhor para os portugueses"? 

O mito das "ajudas" capitalistas, como os fundos estruturais da UE, já foi comparado ao "queijo na ratoeira". Na ratoeira da ingerência, das privatizações e das sanções. Nesta ratoeira a política de direita tem sido promovida, defendida e branqueada, traduzindo-se em pobreza, desindustrialização, desmantelamento da agricultura e pescas, desigualdades crescentes e estagnação 

Instaurou-se um sistema que tenta resolver o acréscimo de contradições e demolidoras crises a que deu origem, aprofundando os erros e se mantém pela propaganda, pela chantagem e ameaças. 

Um sistema incapaz de corrigir os erros e resolver os problemas que cria tem de ser substituído. As necessidades dos povos devem sobrepor-se aos tratados, sem o que estes se tornam "pactos de agressão". 

Neste sentido, o princípio básico de uma política democrática deveria ser: transformar o necessário para a maioria, no possível. Mas este possível, tem como condição necessária a maioria assumir a sua consciência de classe, uma consciência política e social capaz de fazer frente tanto à ideologia reacionária da propaganda oligárquica como às mistificações da social-democracia.











Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .



Hillary Clinton autorizou o carregamento de armas para a Líbia e em seguida enviou essas armas para a Síria, a fim de financiar a Al Qaeda, e derrubar Assad na Síria.




























“Julian Assange, do WikiLeaks, desmascarou a santa Hillary Clinton”



A santa Hillary é desmascarada pelo bom-moço Julian Assange, fundador do WikiLeaks. No segundo mandato de Barack Obama [presidente dos Estados Unidos (EUA)], a secretária de Estado Hillary Clinton autorizou o carregamento de armas fabricadas nos EUA e Qatar, um país em dívida com a Irmandade Muçulmana, e amigável para os rebeldes da Líbia, em um esforço para derrubar o governo Gaddafi da Líbia e, em seguida, enviar essas armas para a Síria, a fim de financiar a Al Qaeda, e derrubar Assad na Síria.

Clinton assumiu o papel principal na organização dos chamados “Amigos da Síria” (aka Al Qaeda / ISIS) para apoiar a insurgência liderada pela CIA para mudança de regime na Síria.
Sob juramento, Hillary Clinton negou que ela sabia sobre os carregamentos de armas durante testemunho público no início de 2013, após o ataque terrorista Benghazi.

Em entrevista ao Democracy Now, Julian Assange está agora afirmando que 1.700 e-mails contidos no cache de Clinton conectam diretamente Hillary à Líbia à Síria, e diretamente a Al Qaeda e ISIS.
Aqui está a revelação de Assange, transcrita:

“Juan González: Julian, eu quero mencionar outra coisa. Em março, você lançou um arquivo pesquisável de mais de 30.000 e-mails e anexos de e-mail enviados para e do servidor de e-mail privado de Hillary Clinton, enquanto ela era secretária de Estado. As 50,547 páginas de documentos abrangem o tempo a partir de junho de 2010 a agosto de 2014; 7.500 dos documentos foram enviados por Hillary Clinton. Os e-mails foram disponibilizados na forma de milhares de PDFs pelo Departamento de Estado dos EUA como o resultado de um ‘Freedom of Information Act’. Por que você fez isso, e qual é a importância, a partir de sua perspectiva, de ser capaz de criar uma base pesquisável?

“Julian Assange: Bem, WikiLeaks tornou-se a biblioteca rebelde de Alexandria. É a coleção mais significativa e única de informações que não existe em outros lugares, em uma forma pesquisável e acessível, citável, sobre como as instituições modernas realmente se comportam. E é para libertar as pessoas da prisão, pois os documentos foram utilizados em seus processos judiciais. Também é para alimentar ciclos eleitorais, que resultaram no desligamento e contribuiu para a rescisão dos governos. Então, você sabe, as nossas civilizações só podem ser tão boas quanto o nosso conhecimento sobre o que elas são. Não podemos esperar para reformar aquilo que nós não entendemos.

“Os e-mails de Hillary Clinton se conectam em conjunto com os casos que temos publicados dela, criando um retrato rico de como o Depar­tamento de Estado dos EUA opera. Assim, por exemplo, a intervenção absolutamente desastrosa na Líbia e a destruição do governo Gaddafi, que levou à ocupação pelo ISIS de grandes segmentos desse país, armas indo para a Síria, sendo empurradas por Hillary Clinton para jihadistas dentro da Síria, incluindo ISIS, tudo está lá nesses e-mails. Há mais de 1.700 e-mails da coleção de Hillary Clinton, que temos lançado, apenas sobre a Líbia”. Encontrados em 

wikileaks.org/clinton-emails/

www.marchaverde.com.br

Hillary Clinton autorizou o carregamento de armas para a Líbia e em seguida enviou essas armas para a Síria, a fim de financiar a Al Qaeda, e derrubar Assad na Síria.





















“Julian Assange, do WikiLeaks, desmascarou a santa Hillary Clinton”



A santa Hillary é desmascarada pelo bom-moço Julian Assange, fundador do WikiLeaks. No segundo mandato de Barack Obama [presidente dos Estados Unidos (EUA)], a secretária de Estado Hillary Clinton autorizou o carregamento de armas fabricadas nos EUA e Qatar, um país em dívida com a Irmandade Muçulmana, e amigável para os rebeldes da Líbia, em um esforço para derrubar o governo Gaddafi da Líbia e, em seguida, enviar essas armas para a Síria, a fim de financiar a Al Qaeda, e derrubar Assad na Síria.

Clinton assumiu o papel principal na organização dos chamados “Amigos da Síria” (aka Al Qaeda / ISIS) para apoiar a insurgência liderada pela CIA para mudança de regime na Síria.
Sob juramento, Hillary Clinton negou que ela sabia sobre os carregamentos de armas durante testemunho público no início de 2013, após o ataque terrorista Benghazi.

Em entrevista ao Democracy Now, Julian Assange está agora afirmando que 1.700 e-mails contidos no cache de Clinton conectam diretamente Hillary à Líbia à Síria, e diretamente a Al Qaeda e ISIS.
Aqui está a revelação de Assange, transcrita:

“Juan González: Julian, eu quero mencionar outra coisa. Em março, você lançou um arquivo pesquisável de mais de 30.000 e-mails e anexos de e-mail enviados para e do servidor de e-mail privado de Hillary Clinton, enquanto ela era secretária de Estado. As 50,547 páginas de documentos abrangem o tempo a partir de junho de 2010 a agosto de 2014; 7.500 dos documentos foram enviados por Hillary Clinton. Os e-mails foram disponibilizados na forma de milhares de PDFs pelo Departamento de Estado dos EUA como o resultado de um ‘Freedom of Information Act’. Por que você fez isso, e qual é a importância, a partir de sua perspectiva, de ser capaz de criar uma base pesquisável?

“Julian Assange: Bem, WikiLeaks tornou-se a biblioteca rebelde de Alexandria. É a coleção mais significativa e única de informações que não existe em outros lugares, em uma forma pesquisável e acessível, citável, sobre como as instituições modernas realmente se comportam. E é para libertar as pessoas da prisão, pois os documentos foram utilizados em seus processos judiciais. Também é para alimentar ciclos eleitorais, que resultaram no desligamento e contribuiu para a rescisão dos governos. Então, você sabe, as nossas civilizações só podem ser tão boas quanto o nosso conhecimento sobre o que elas são. Não podemos esperar para reformar aquilo que nós não entendemos.

“Os e-mails de Hillary Clinton se conectam em conjunto com os casos que temos publicados dela, criando um retrato rico de como o Depar­tamento de Estado dos EUA opera. Assim, por exemplo, a intervenção absolutamente desastrosa na Líbia e a destruição do governo Gaddafi, que levou à ocupação pelo ISIS de grandes segmentos desse país, armas indo para a Síria, sendo empurradas por Hillary Clinton para jihadistas dentro da Síria, incluindo ISIS, tudo está lá nesses e-mails. Há mais de 1.700 e-mails da coleção de Hillary Clinton, que temos lançado, apenas sobre a Líbia”. Encontrados em 

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O GOVERNO FRANCÊS DÁ 250 MILHÕES À POLÍCIA

O Governo francês anunciou, esta quarta-feira, um reforço de 250 milhões de euros do orçamento das forças policiais para renovação do equipamento.
O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, após uma reunião entre o Executivo e os sindicatos do setor.
Application immédiate pr la plupart des mesures & dans les meilleurs délais pr celles nécessitant modifica° législatives ou conventionnelles
.@BCazeneuve : "En défendant ses policiers et ses gendarmes, la République défend tous les Français" pic.twitter.com/Y3waCYueZq


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Há mais de dez dias que as forças policiais francesas se manifestam nas ruas exigindo uma renovação dos meios e a contratação de mais efetivos.
“Estamos aqui, hoje, para dizer ao Governo que estamos insatisfeitos com o que está a acontecer. É impossível continuar com a situação atual. A polícia francesa está a sofrer muito. Falta-nos tudo! Consideração, meios, efetivos… Não é possível, mais!”, exclama uma agente.
Os sindicatos mostraram-se satisfeitos com as novas medidas do Governo de François Hollande mas continuam a lutar por melhores condições de trabalho.

Os polícias exigem mais medidas em relação à “proteção dos agentes”, em especial depois dos atentados que se registaram nos últimos anos, no país.

VÍDEO

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Ilhéus da Culatra “ganham” 19 casas e mais tempo por decisão do ministério




O ministério do Ambiente anunciou esta terça-feira que aceitou poupar 19 das 81 casas marcadas para ir abaixo nos núcleos do Farol e dos Hangares da Ilha da Culatra e que adiou para 8 de Novembro a tomada de posse administrativa das demais habitações pela Sociedade Polis Ria Formosa.
A reclamação das habitações estava inicialmente prevista para quinta-feira e para o dia 3 de Novembro. O adiamento, justificou o ministério numa nota de imprensa, foi decidido «por respeito à Assembleia da República, que nesse mesmo dia [quinta-feira] discute um conjunto de recomendações ao Governo sobre este tema».
As casas que saíram da lista da Polis da Ria são todas de «primeira habitação, de pescadores e mariscadores». Para o movimento anti-demolições na Ria Formosa o facto de ficarem de pé «é já uma vitória, pois significa que os processos não estavam a ser devidamente analisados e que a sociedade polis cometeu inúmeros erros».
«Há que relembrar que estas habitações já tinham sido avaliadas e por mais documentação que se apresentasse, o presidente da Sociedade Polis nunca as considerou como primeiras habitações e muito menos considerou que nos nossos núcleos existissem pescadores. Hoje conseguimos prová-lo», salientaram.
Ainda assim, e apesar de até tecerem elogios ao ministro João Matos Fernandes, os ilhéus avisam que «a luta não acabou, porque faltam muitas mais» casas para salvar.
«Falta o direito de igualdade entre todos os núcleos habitacionais da Ria Formosa e para isso continuaremos a lutar. De maneira nenhuma somos coniventes com situações de injustiça. Em Portugal não há portugueses de primeira e de segunda, todos somos portugueses e todos fomos parar àquela ilha do mesmo modo. Foi estipulada nova posse administrativa para dia 8 de Novembro e contamos com a vossa presença ainda com mais força e determinação. Porque ainda faltam muitas batalhas», asseguram.
O SOS Ria Formosa revelou que esteve em contacto com o ministro do Ambiente durante os últimos dias e «aproveitou a abertura dada pelo senhor ministro e o seu bom senso para salvaguardar primeiras habitações, pescadores e viveiristas», frisando «a abertura que até aqui não tinha havido».


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“Robomexilhões” estão a avaliar efeitos das alterações climáticas no Algarve


Parecem mexilhões, estão no meio de colónias de mexilhões, mas não são mexilhões. São, na verdade, pequenos robôs com sensores de temperatura, que foram colocados, em sete pontos da costa algarvia, para analisar os efeitos das alterações climáticas na região.

Estes “robomexilhões”, como são chamados, foram instalados por Katy Nicastro e Gerardo Zardi, dois investigadores italianos do CCMAR, da Universidade do Algarve, que fizeram parte de um projeto global que analisou, através da utilização destes dispositivos, os efeitos das alterações climáticas, em colónias de mexilhões, em 71 pontos diferentes do planeta.
Nos Estados Unidos, estes sensores estiveram ativos ao longo de 18 anos, recolhendo as variações de temperatura a cada 10 minutos. Esta investigação foi liderada pelo professor Brian Helmuth da Northeastern University, Marine Science Center, de Massachusetts.

«Estes “robomexilhões” foram usados no passado, em grande escala, na América do Norte, América do Sul, Europa, África e Austrália, em 71 locais diferentes. Foi um esforço de 50 cientistas, incluíndo nós os dois, que ficámos na África do Sul», explicou ao Sul Informação Gerardo Zardi.
Portugal ficou excluído deste estudo, por isso, em Junho, «começámos a colocá-los na Ria Formosa, porque os “robomexilhões” tanto podem ser usados em larga escala, como em pequena escala, como é o caso do Algarve. Temos “robomexilhões” na costa Sudoeste, na costa Sul do Algarve e na Ria Formosa», revelou Katy Nicastro ao nosso jornal.
Este «é o início de um projeto a longo prazo, que vai permitir recolher boa informação», sendo que, «já temos informação do Verão, mas não é suficiente. Os primeiros resultados do Algarve estarão disponíveis, pelo menos, daqui a um ano, porque precisamos de tempo para comparar».
Em relação aos dados recolhidos no projeto a nível global, e que originaram uma publicação de um artigo na revista “Scientific Data”, estes «têm surpreendido os investigadores», segundo o CCMAR.
Katy Nicastro explicou que, normalmente, «há a noção que as regiões que são mais afetadas pelas alterações climáticas são os extremos, como os pólos, ou o Equador. No entanto, o que vemos aqui, são áreas no centro da distribuição das espécies, que são muito afetadas pelas alterações climáticas».
Gerardo Zardi acrescenta que «se pensava que estas zonas não estariam a ser afetadas pelas alterações climáticas, mas estão. É importante saber exatamente onde, para podermos agir, repopular e monitorizar».
A importância de monitorizar as alterações climáticas do “ponto de vista” dos mexilhões é explicada por Zardi: «normalmente, procuramos o efeito das alterações climáticas nos organismos a partir de uma perspetiva humana, mas nunca a vemos da perspetiva dos organismos. Isso é o que acontece neste caso. A perspetiva é a dos mexilhões e isto ajuda-nos a perceber o que estes seres experienciam».
Segundo o investigador, a análise dos impactos das alterações climáticas nas colónias de mexilhões têm várias vantagens: «as colónias de mexilhões funcionam um pouco como uma floresta, porque criam espaço para outras espécies, como caranguejos e lagostas. Quando eles morrem, também as outras morrem. São bio-engenheiros».
Depois, «há também o lado económico. Toda a gente come mexilhões, queremos defender a espécie, porque é uma grande fonte de comida em todo o mundo».
Os “robomexilhões”, que estão a ser utilizados nas análises no Algarve, são feitos utilizando a concha de um mexilhão real, ao contrário dos que foram utilizados na experiência global, que eram feitos com conchas de plástico e tinham uma luz verde que piscava a indicar atividade.

A similaridade com os mexilhões reais pode trazer inconvenientes e os investigadores explicam como os identificar. «Às vezes, há pescadores que os retiram, apesar de, obviamente, não serem comestíveis. Onde há mais pescadores é onde perdemos mais sensores. Fazemos, por isso, o apelo para que não os retirem. Os “robomexilhões” são colados com uma quantidade razoável de cola, é visível, e é assim que podem ser reconhecidos», explica Katy Nicastro, que acrescenta que não é tanto pelo valor de um destes sensores, mas pelo valor do conhecimento científico que se perde.
«O mais importante é a informação. Se perdemos três ou quatro “robomexilhões”, é uma grande perda», conclui.


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Brasil : A volta do poder teológico-político




















A volta do 

poder teológico-político
por Vladimir Safatle
"Alguém poderia perguntar qual o problema com o fato de uma igreja governar o Rio de Janeiro. Afinal, Genebra foi governada por Calvino. Mas a Universal tem suas peculiaridades. Seu líder, cuja fortuna foi estimada pela revista “Forbes”, em 2013, em R$ 2 bilhões, foi preso nos anos 1990 por charlatanismo, estelionato e curandeirismo."

"Mas não é só a obscuridade ética que ronda a Igreja Universal. Detentora de redes de televisão e emissoras de rádio, a igreja se consolidou, sob os governos Lula e Dilma, como um poder político terreno incontornável. Um poder que procura cada vez mais impor sua agenda ao país e que nada tem a ver com a ideia de uma república laica, plural e radicalmente tolerante."

"Na verdade, esse desmonte final da capacidade de assistência do Estado brasileiro faz parte de um projeto claro de poder. Pois, assim, igrejas como a dele serão, ao final, as únicas responsáveis pela assistência social, criando uma relação perversa de dependência de populações carentes que se verão diante de um Estado cuja única função será deixar os ricos cada vez mais ricos."

A consolidação de um poder teológico-político a comandar o Estado não é algo que seja um risco apenas em certos países muçulmanos ou na Polônia.

Ele é um fato cada vez mais evidente no Brasil com seus pastores-deputados aliados de saudosos da ditadura militar. Tal consolidação do poder teológico-político alcançará um grau inaudito caso o pastor Marcelo Crivella seja eleito prefeito da segunda maior cidade do país.

Crivella tentou se vender como um político “normal”, mesmo relatando lei que obriga bibliotecas a terem uma Bíblia e pune funcionários que desrespeitem tal privilégio (por que não obrigá-las a terem também um Corão, a “Ilíada” ou o “Tratado Teológico-Político”, de Spinoza?).

No entanto, ele é, na verdade, o principal representante político de um megaempreendimento religioso chamado Igreja Universal do Reino de Deus, comandado por seu tio, o arquiconhecido Edir Macedo. Sua eleição significa que a cidade mais emblemática do Brasil será governada pela Igreja Universal.

Alguém poderia perguntar qual o problema com o fato de uma igreja governar o Rio de Janeiro. Afinal, Genebra foi governada por Calvino. Mas a Universal tem suas peculiaridades. Seu líder, cuja fortuna foi estimada pela revista “Forbes”, em 2013, em R$ 2 bilhões, foi preso nos anos 1990 por charlatanismo, estelionato e curandeirismo.

Posteriormente, foi denunciado várias vezes pelo Ministério Público por crimes que vão de importação fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Crivella é o representante maior dessa associação com condutas, no mínimo, passíveis de questionamento judicial.

Mas não é só a obscuridade ética que ronda a Igreja Universal. Detentora de redes de televisão e emissoras de rádio, a igreja se consolidou, sob os governos Lula e Dilma, como um poder político terreno incontornável. Um poder que procura cada vez mais impor sua agenda ao país e que nada tem a ver com a ideia de uma república laica, plural e radicalmente tolerante.

Os trechos de livros de Crivella, nos quais outras religiões são tratadas como “demoníacas” e os homossexuais são definidos como portadores de “conduta maligna”, podem ser vistos não como opiniões de um “jovem” que “amadureceu”, mas como o núcleo duro de crenças alimentadas por sua igreja, momentaneamente caladas em situação eleitoral e que voltarão à tona quando esta se sentir mais forte.

Por outro lado, mesmo crescendo sob as hostes do lulismo, mesmo sendo ministro da Pesca de Dilma, Crivella resolveu ultimamente abraçar o neoliberalismo e defender o Estado mínimo. Ele gosta de perguntar a seu oponente, Marcelo Freixo, de onde sairá o dinheiro para que o adversário implemente seus programas de justiça social e defesa de serviços públicos.

Bem, valeria a pena lembrar ao pastor que certamente a Prefeitura do Rio de Janeiro teria muito mais dinheiro para ações de justiça social se sua igreja fizesse como eu e você e simplesmente pagasse IPTU.

Acho que eles tomaram um pouco ao pé da letra a afirmação de que a Igreja Universal não é terrena, mas celestial, e resolveram acreditar que uma instituição celestial não deve pagar impostos territoriais.

Entretanto, para alguns, é no mínimo cinismo o representante de uma instituição que tem tamanha benesse pública sair a público e defender cortes nos gastos, afetando diretamente educação e saúde.

Se a prefeitura não tem dinheiro é porque, entre outras razões, sua igreja com megaempreendimentos imobiliários não tem o mesmo tratamento a que eu e você somos submetidos.

Na verdade, esse desmonte final da capacidade de assistência do Estado brasileiro faz parte de um projeto claro de poder. Pois, assim, igrejas como a dele serão, ao final, as únicas responsáveis pela assistência social, criando uma relação perversa de dependência de populações carentes que se verão diante de um Estado cuja única função será deixar os ricos cada vez mais ricos.