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domingo, 23 de outubro de 2016

EM ROTA DE DESPEDIDA


INJUSTIÇADO RECLAMA Á ACADEMIA SUECA E DIZ QUE BOB DYLAN O PLAGIOU :)


OS 10 MELHORES GUITARRISTAS DE TODOS OS TEMPOS



Nesta seleção estão os 10 melhores guitarristas de todos os tempos, de acordo com a revista Rolling Stone. O posicionamento destes guitarristas é baseado em técnica, influência e impacto, dentre tantos fatores que os distinguem com muito sucesso pela história da música.
Veja também as guitarras e instrumentos musicais mais caros do mundo.
Pete Townshend entre os maiores guitarristas
Pete Townshend, do The Who, nasceu na Inglaterra em 1945, e começou sua carreira musical em 1962, ao conhecer o baixista John Entwistle em Ealing Art School, com formação da sua primeira banda The Confederates.
No The Who, gravou 11 discos de estúdio e 11 discos ao vivo. E Townshend ainda gravou 7 discos solos. As maiores influência para este guitarrista foram Link Wray, Lee Hooker, e Hank Marvin.
Duane Allman entre os melhores guitarristas de todos os tempos
E Duane Allman, de The Allman Brothers Band, nascido em Nashville em 1946, berço da country music americana, ocupa a nona posição nesta seleção. Com 14 anos, sendo impulsionado pelo irmão mais velho Gregg Allman, iniciou a tocar violão. No ano 1969 prestigiaram um show de B.B. King, e decidiram formar uma banda. A The Allman Brothers Band, de southern rock.
Eddie Van Halen um dos melhores guitarristas de todos os tempos
Eddie, do Van Halen, é de origem holandesa, com nascimento em 1955. No ano 1974, com influência de bandas como Deep Purple, AC/DC, Eddie e seu irmão Alex resolveram formar uma banda, o Van Halen. Eddie é considerado por tantos como um mestre em reffis, e teve participação especial em discos de grandes artistas como Black Sabbath.
Chuck Berry entre os maiores guitarristas da historia
Chuck Berry nasceu nos Estados Unidos, em 1926, e é aclamado como uma das maiores lendas vivas do Rock and Roll, e auxiliou na criação do estilo, sendo lançamento do seu primeiro disco em 1957, After School Session. O grande guitarrista entrou para galeria do Rock And Roll Of Fame, na sua primeira edição em 1986.
bb king entre os maiores guitarristas do mundo
B.B. King nasceu nos Estados Unidos, em 1925, e vivia em pobreza e praticamente sozinho aos 9 anos, com 35 centavos de dólar que ganhava diariamente em colheita de algodão.
Ele iniciou a tocar na esquina da igreja local para ter mais alguns trocados. No ano 1960 gravou seu primeiro álbum de estúdio, King of the Blues. E em 1987 teve nomeação para segunda edição do Rock And Roll Of Fame.
Jeff Beck entre os maiores guitarristas
Jeff Beck nasceu na Inglaterra, em 1944, e iniciou sua carreira musical como músico de estúdio, sendo que em 1965 integrou a banda Yardbirds, antiga banda de Eric Clapton. Então formou sua própria banda, The Jeff Beck Group, e no ano 1967 surgiu gravação do seu primeiro álbum, The GTO’s.
Keith Richards um dos maiores guitarristas de todos os tempos
Keith Richards nasceu na Inglaterra, em 1943, sendo um dos mais conhecidos no gênero Rock, com Mick Jagger formando o grande The Rolling Stones. Sua influência é por grandes nomes do blues como Willie Dixon, e Muddy Waters, e também é admirador de Chuck Berry.
Jimmy Page um dos melhores guitarristas de todos os tempos
Jimmy Page é nascido na Inglaterra, em 1944, e também como Jeff Beck foi músico de estúdio e integrante da banda Yardbirds, entre 1966 e 1968, momento em que os demais integrantes decidiram deixar a banda.
Mais adiante, Page convida Robert Plant, John Paul Jones e John Boham para formação do Led Zeppelin, banda que transformaria a história do pop rock mundialmente. Esta banda gravou seu primeiro disco em 1969, e com riffs pesados, Page repaginou o rock mundial; Led Zeppelin esteve na ativa até 1980.
eric clapton entre os melhores
Eric Clapton nasceu na Inglaterra, no ano 1945, e com 13 anos de idade recebeu da sua avó Rose, o primeiro violão e iniciava o estudo sozinho, e somente com o auxílio de um antigo gravador, com esforço para tirar blues antigos.
Muito se passou até formação do Cream, e com o final desta banda, nas últimas da década de 1960, Eric começava a sua dedicação à carreira solo, e são mais de 30 discos e clássicos como Cocaine.
jimi hendrix o melhor guitarrista de todos os tempos
Jimi Hendrix nasceu nos Estados Unidos, em 1942, e encarou infância pobre e sofrida, mas é líder na seleção dos 10 melhores guitarristas de todos os tempos.
No ano 1966 fundou Jimmy James and the Blue Flames, porém seu primeiro disco apenas viria um ano após, ao lado do baterista Mitch Mitchell e baixista Noel Redding, na gravação do álbum Are You Experienced, de clássicos como Purple Haze e Hey Joe.
Logo depois do lançamento do disco, o grupo se deslocou para Inglaterra, e a carreira de Hendrix finalmente decolou, tendo atenção de grandes nomes do rock inglês como Beatles e The Who.
No ano 1969 Jimi integrou o Woodstock, encantando mais de 500 mil pessoas presentes, com intercalação de efeitos que representavam bombas no meio da execução do Hino Nacional Americano. O falecimento deste grande guitarrista ocorreu em 1970, vítima de asfixia pelo afogamento em seu próprio vómito, segundo divulgação oficial.

top10mais.org

MUDANÇAS NA ÁREA DA DESIGNADA EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE ALUNOS COM NEE



Lê-se no DN que o grupo de trabalho criado pelo ME com o objectivo de “apresentar um relatório com propostas de alteração ao Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio, e respectivo enquadramento regulamentador, incluindo os mecanismos de financiamento e de apoio, com vista à implementação de medidas que promovam maior inclusão escolar dos alunos com necessidades educativas especiais” irá apresentar o seu trabalho em Novembro.

A informação disponibilizada na peça não é muito esclarecedora para além da intenção de reforçar a promoção de educação inclusiva adequando as respostas educativas às necessidades dos alunos, sempre que possível, junto dos seus colegas.
Como referi em Julho, este Grupo de Trabalho "Educação Inclusiva", como se autodesignou, teve a gentileza de me convidar para uma das suas sessões de trabalho da fase inicial. Com o conhecimento do Grupo divulguei na altura e aqui deixo umas notas sobre o sentido da minha participação. A sequência não obedece a critérios de importância ou ordem, apenas uma síntese telegráfica incompleta e em pontos por mais económica.
Em termos mais gerais.

. Sublinhar a importância e urgência da alteração do quadro legal, sobretudo o DL 3/2008.

. Aligeirar a presença de conteúdos “doutrinários” nos instrumentos legislativos. Os normativos dever ser “enxutos”, reguladores de medidas, recursos e procedimentos e estar, tanto quanto possível a salvo de “interpretações de doutrina”, os tão habituais, “cá para mim quer dizer" …)

. A resposta educativa à diversidade (educação inclusiva) não cabe num normativo específico e, por isso, importa pensar a coerência legislativa e não esquecer matérias como currículo, (a entretanto anunciada flexibilização do currículo parece-me positiva), organização e gestão de recursos, autonomia e organização das escolas, avaliação escolar, etc.

. Uma das maiores fragilidades do nosso sistema educativo é, do meu ponto de vista, a sua desregulação. Como tantas vezes afirmo, em matéria de trabalho com alunos com NEE e não só, convivem práticas e respostas de extraordinária qualidade com situações inaceitáveis. Parece-me imprescindível que se definam formas e dispositivos de regulação que não têm a ver com avaliação ou inspecção, são funções diferentes, mas com apoios e recursos verdadeiramente reguladoras do trabalho de professores e escolas. Existem muitíssimos profissionais nas escolas altamente competentes e experientes que podem integrar, por concurso por exemplo, estes dispositivos de regulação.

. Recursos técnicos e docentes suficientes e qualificados.
Em termos um pouco mais específicos entendo que o caminho passará:

. Por uma sólida e real autonomia das escolas como forma de melhorar a sua resposta a especificidades de contexto, incluindo as características dos alunos e dos recursos disponíveis

. Por repensar a existência de “conceitos” como “necessidades permanentes”, “elegibilidade” e uma infinidade de “instrumentos” como diferentes Planos (PEIs, PITs, CEIs, etc.). Talvez esteja errado, mas parece-me mais eficaz e económico que quando necessário tenhamos um Plano Educativo no qual consta o que é ajustado para UM determinado aluno, seja ao nível das aprendizagens, da transição para a vida activa ou dos conteúdos curriculares, é o seu Plano Educativo, ponto. Aliás, até tenho dificuldade em perceber alguns destes “conceitos” que, desculpem as boas práticas existentes, muitas vezes funcionam com ferramentas de exclusão.

. Repensar o modelo de Unidades de Ensino Estruturado, de Unidades de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência ou Escolas de referência para alunos cegos ou com baixa visão. O espaço não permite desenvolver a justificação mas já aqui a tenho referido que sem regulação e devidamente organizados alguns destes espaços são espaços de exclusão.

. Repensar o modelo de avaliação centrado na CIF. Trata-se de um instrumento de classificação, útil e competente para outros objectivos que não a avaliação em educação.

. Reforçar a competência das escolas e dos professores na decisão sobre medidas de natureza educativa incrementando também um real envolvimento e participação das famílias.

. Repensar o modelo de apoios especializados prestados por entidades exteriores à escola. Sendo de natureza educativa, a sua gestão será da responsabilidade das escolas. Sendo de outra natureza devem ser integrados no Plano Educativo do aluno e desenvolvidos em moldes diferentes do actual modelo que gera situações de ineficiência.

. Na mesma linha devem ser repensados os modelos de parceria com outras entidades também no que respeita, por exemplo, à preparação e transição para a vida activa em que, mais uma vez, a responsabilidade de decisão é das escolas, inalienável dentro da escolaridade obrigatória.

. Simplificar tanto quanto possível as “medidas de apoio”. Em termos muitos simples temos alunos que precisam de algum tipo de apoio para percorrer de forma bem-sucedida um trajecto semelhante ao de todos os seus colegas, os alunos para os quais seja necessário algum ajustamento curricular que não comprometam o acesso às competências globais do ciclo de estudos e os alunos para os quais seja adequado uma adaptação mais significativa dos conteúdos curriculares.
Questões como alterações na avaliação ou na matrícula são de outra natureza, não são medidas de apoio educativo.

Foram ainda abordadas outras questões, a sessão foi longa.
Como também referi na altura, pareceu-me e registei, existir uma genuína preocupação com a qualidade da resposta educativa para TODAS as crianças e a intenção de caminhar nesse sentido.
É também verdade que ao longo de 40 anos de lida neste universo muitas vezes tenho visto excelentes intenções serem substituídas, por diferentes razões, por opções e políticas inadequadas.
Como diz o Velho Marrafa lá no Alentejo, “deixem lá ver”. Estamos mais perto de saber.

atentainquietude.blogspot.pt

Velhos nos jardins



Na espuma dos dias, todos ignoram que um dia serão velhos, à espera que alguém não os deixe morrer sozinhos.
http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/10dia_idosodia_idoso.jpg?itok=GfXl79rH
Uma tarde desta semana dispus-me a visitar alguns jardins de Lisboa. Porquê? Perguntam os leitores. Precisamente devido a uma questão que me foi suscitada, no decorrer da conversa que tive com um amigo: «Tu já viste a quantidade de velhos que estão sentados nos jardins de Lisboa, como quem espera, serenamente, pela morte?»
Pus os pés ao caminho, usando o privilégio de hoje ser dono do meu tempo e de praticar o método da observação da realidade social que me rodeia.
Príncipe Real, Estrela e Campo de Santana foram os alvos da minha observação. Nestes jardins de Lisboa podemos ver dois tipos de velhos: os que se sentam isolados nos bancos e os que se agrupam, à volta das mesas de pedra ou madeira, para jogarem às cartas.
Os primeiros são mais velhos do que os segundos. Olham para toda a gente que passa, como que dizendo «estou aqui». Os segundos constituem uma espécie de tertúlia, tendo o jogo como motivo para ali ficarem horas a fio, mas também para comentarem de tudo um pouco: política, futebol e problemas de família.
«Prepara-te que vais perder outra vez. Cá a gente joga muito. Vocês ouviram ontem aquela calhandrice de mais um Banco?». Assim se expressa Raimundo, enquanto com as cartas na mão mede o olhar dos seus adversários, procurando ler-lhes o jogo. Tem 73 anos. Recebe uma reforma «miserável», como classifica. Aquela mesa, os amigos e o jardim são a motivação que tem para se levantar cedo e, assim, atravessar cada dia. Como ele, muitos mais.
Faustino e Amélia são um casal, ele com 72 anos e ela com 70. Quando não chove vão para ali sentar-se, «nem sempre no mesmo banco», dizem-me. «Vemos passar os autocarros, as crianças e as pessoas a correr para o trabalho. Vemos os pombos e a mulher que vem varrer as folhas do chão. Depois damos uma volta ao jardim e vamos para casa, comer a bucha», descreve Faustino, com um sorriso resignado. Os filhos emigraram e levaram os netos. O que resta da família está lá para as terras de Lafões. São tão velhos como eles.
Mais adiante um velho está sentado noutro banco e fala sozinho. Aproximo-me. Chama-se Joaquim, tem 78 anos e diz estar a falar com os seus botões, pois é o que lhe resta. Vive só. A mulher com quem casou há mais de 50 anos morreu há um ano. Não tiveram filhos. Todos os dias senta-se ali, no banco do jardim a ouvir-se, pois diz não ter ninguém que o ouça.
Terminado este périplo, concluo que o meu amigo tinha razão. Os jardins de Lisboa estão cheios de velhos sozinhos, uns resignados e outros inconformados, razão porque se juntam, numa espécie de gueto.
Entretanto, em redor, a cidade movimenta-se sem neles reparar. Na espuma dos dias, todos ignoram que um dia serão velhos, à espera que alguém não os deixe morrer sozinhos.

www.abrilabril.pt

Para o seu domingo


Ileana Cabra
(a voz feminina de Calle 13)

VÍDEOS


A LUTA É A FENPROF QUE A DETERMINA, NÃO OS CRETINOS DA DIREITA


Mário Nogueira Professor. Dirigente Sindical










Os mesmos que, na anterior legislatura, acusavam os sindicatos de banalizar a luta, apontam agora o dedo aos sindicatos por, alegadamente, não lutarem. Aqueles que garantiam ser a FENPROF quem mandava no Ministério da Educação são os que agora a acusam de não lutar contra esse mesmo ME. Quem antes acusava os sindicatos de só fazerem manifestações e greves, chegando a impor serviços mínimos ilegais para as evitar, andam irritados e insultam os sindicalistas por não fazerem manifestações e greves. Esta é uma situação curiosa, mas não estranha por vir de quem vem. A esses só uma coisa pode ser dita: quem determina a ação e a luta que a FENPROF desenvolve, bem como a oportunidade, é a FENPROF, os seus dirigentes e delegados, os professores seus associados e não os dirigentes, deputados, comentadores ou jornalistas que servem quem durante quatro anos tanto castigou os portugueses.
Poderia admitir-se que esta nova postura resultasse do facto de a direita, tomando todos por igual, julgar que a FENPROF estaria disposta a ser para outros o que, para si, são os que servem de calçadeira das suas políticas, mas não é essa a razão por que a direita quer ver a FENPROF na rua, na luta. A questão é outra: a direita percebe que tem vindo a perder apoio na sociedade portuguesa, como as sondagens têm demonstrado, e quer que outros façam o trabalho que a sua incompetência e as suas políticas tornam impossível.
É óbvio que ninguém, nem mesmo a direita, esperava ver a FENPROF lutar contra a reposição do valor integral dos salários; ou lutar contra o fim da PACC, das bolsas de contratação de escola ou contra a requalificação para onde o governo PSD/CDS já havia empurrado professores. Ninguém esperava ver a FENPROF lutar contra o fim dos “exames da 4.ª classe” impostos por Nuno Crato ou contra a eliminação da sobretaxa de IRS criada por esse mesmo governo. Decerto, não se esperaria ver a FENPROF lutar contra a gratuitidade dos manuais do 1.º Ciclo ou manifestar-se por terem sido repostos os feriados que PSD e CDS tinham roubado aos portugueses. Todos sabem, incluindo a direita, que medidas destas só foram tomadas porque também os professores e a FENPROF não baixaram os braços e lutaram. Da mesma forma, não se previa que a luta aumentasse por, em menos de um ano, o ministro da Educação já ter recebido mais vezes a FENPROF do que Crato em todo o mandato.
A FENPROF não baixou a guarda, e isso confirmou-se quando um dos críticos do seu alegado desaparecimento teve de reconhecer que o site da organização mantinha o tom de sempre, diferente estaria o seu Secretário-Geral que tinha desaparecido da comunicação social. Uma afirmação absurda, que tenta fazer supor que o dirigente não estará implicado no conteúdo do site, mas é ele que decide da sua presença nas televisões, rádios e jornais. Dir-se-ia que à falta de argumentos sérios, a direita nem evita expor-se ao ridículo na ânsia de tentar fazer crer que as políticas são iguais, as reações é que diferem, e, simultaneamente, empurrar outros para que façam o trabalho que não consegue, ajudando-a a voltar ao poder onde voltaria a sacrificar os portugueses.
Mas atenção, sendo verdade que o atual governo resolveu alguns problemas, há muitos outros, alguns de enorme importância, que não só estão a ser arrastados, como, a não haver pressão, poderão nem ser resolvidos. Essa pressão só a luta a exerce.
Os professores conhecem bem os problemas que urgem ser resolvidos. Há que: reorganizar os horários de trabalho, adequando-os às exigências da profissão, e distinguir sem equívocos o que são funções letivas e não letivas; combater o desgaste e o envelhecimento do corpo docente, criando um regime especial de aposentação; respeitar o trabalho realizado, contando o tempo de serviço prestado e descongelando as carreiras; dar estabilidade de emprego e profissional a quantos, há anos, trabalham em situação de precariedade, promovendo a sua vinculação; garantir que a escola continua a formar cidadãos para a democracia o que impõe a sua gestão democrática.
Estes são objetivos por que vale a pena lutar e, por eles, os professores, com a FENPROF, irão lutar. Aberta à negociação, a FENPROF apresentará propostas, procurando, pela via negocial, resolver o que até hoje não foi possível. Se por essa via não se encontrarem soluções, então a luta, na rua, será inevitável. Não para fazer o jeito à direita, mas precisamente para, na atual conjuntura, proporcionar melhores condições de trabalho e de vida aos professores.
Esta é uma luta que não pode ser adiada porque, certo mesmo, é que se um dia a direita voltasse ao poder os problemas não se iriam resolver. Pelo contrário, agravar-se-iam e a luta teria de ser muito mais forte.
Mário Nogueira
Secretário-Geral da FENPROF
abrildenovomagazine.wordpress.com

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