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sábado, 22 de outubro de 2016

EM ROTA DE DESPEDITA


DA SÉRIE "METE-ME ESPÉCIE". SABER E OPINIÃO EM EDUCAÇÃO


No seu artigo de ontem no Público, o Professor David Rodrigues começava por se referir à facilidade com que a generalidade das pessoas, independentemente da sua formação, se expressa de forma definitiva sobre educação sendo bastante mais prudente quando se trata de outras matérias.
Também no Atenta inquietude já escrevi algo sobre isto.
Na verdade, acontece-me muito frequentemente que em troca de opiniões com pessoas com formação de áreas diferenciadas que não as Ciências Sociais, designadamente Educação ou Psicologia, áreas que conheço melhor, sobre matérias do seu universo de formação ou intervenção, perceber que os meus interlocutores desvalorizam o que exprimo pois não lhe reconhecem “saber” ou “ciência”, apenas opinião.
Por outro lado, quando falo de assuntos da minha área de estudo de décadas, Psicologia e Educação, qualquer que seja a sua formação, muitos dos interlocutores afirmam com a maior das convicções opiniões sólidas e seguras sobre o que está em discussão e assumem com toda a segurança essas opiniões como “saber”.
Quando era mais novo ainda tentava argumentar com base no que a ciência nestas áreas vai produzindo mas, dada a falta de efeito, vou desistindo.
Na verdade, “mete-me espécie” que engenharia, biologia, economia, medicina, etc., etc., sejam áreas de “saber” e que educação ou psicologia sejam percebidas não como áreas de saber mas como áreas de opinião que, naturalmente, qualquer pessoa pode expressar e, assim, passar a ser “saber”.
Aliás, até já tenho visto referências às Ciências da Educação escritas com aspas e, frequentemente, com sentido pejorativo. Foi patente nos últimos anos a emergência de discursos diabolizando as “ciências da educação” identificando-as como o eixo mal responsável pelo que de mau vai acontecendo no mundo da educação. Elucidativo. Seria estranho, no mínimo, alguém afirmar que o que se sabe e estuda em engenharia num qualquer ramo é prejudicial … à engenharia
“Mete-me espécie” que o que eu afirmo dentro da minha área não seja percebido como saber, não seja percebido como ciência, seja uma opinião e, como tal, passível de discussão com base noutra opinião enquanto o discurso do meu interlocutor sobre a sua área de intervenção seja “saber” pelo que um leigo como eu não o pode abordar de forma séria.
Não é grave que se construa opinião sobre qualquer assunto da nossa vida. É desejável e estimulante para toda a gente que assim seja. O que me “mete espécie” é que se entenda que opinião é ciência ou, quando convém, que a ciência não é ciência é opinião e como tal deva ser tratada.
Ao fim de quarenta anos de lida já estou mais habituado mas lá que me “mete espécie” … mete.

atentainquietude.blogspot.pt

Jornalistas e comentadores: alguém diga “o rei vai nú”


marques-mendes-sicAssino por baixo este artigo de André Macedo, intitulado “As fatwas de Marques Mendes”, publicado hoje no Diário de Notícias, no qual o autor questiona a ligeireza e superficialidade (palavras minhas) com que Marques Mendes usa o “chapéu” de comentador para destruir reputações, atacar  ou  promover pessoas, de acordo com interesses pessoais ou políticos, misturando informação (a que diz ter tido acesso) com opiniões pessoais, sem cumprir qualquer das regras aplicáveis a quem pratica o ofício de informar, isto é, aos jornalistas.
Como bem salienta André Macedo, Marques Mendes é além de comentador de televisão conselheiro de Estado. Ora, não é prestigiante para um órgão de aconselhamento do Chefe de  Estado ter entre os seus membros personalidades que usam os media para cultivarem e alimentarem a intriga política. Convenhamos que ser pago por uma televisão para “demitir” ministros e propagar boatos e conversas nascidas  e alimentadas nos corredores da política e dos negócios não é eticamente aceitável. O actual Presidente deve saber do que fala André Macedo.
André Macedo, ele próprio membro da direcção de informação dda televisão pública, tem razão ao questionar o predomínio da opinião sobre a informação que hoje invade os media. Mas os principais responsáveis pela promiscuidade a que chegou o comentarismo político em Portugal são os directores das televisões e de outros media que pagam a ex-políticos para que substituam oa jornalistas na função de informar e analisar a actualidade, em troca de almejadas audiências e passando por cima de regras básicas, como sejam, para citar André Macedo, “sem ter de citar qualquer fonte, sem situar a origem da informação, sem essas maçadas todas que teoricamente fazem da informação o que é suposto ela ser: factos pesquisados, verificados e documentados, não apenas ouvidos a meio de um repasto. (…) uma espécie de licença para matar – matar reputações, moer outras, promover algumas pelo caminho”.
Deverão então os responsáveis dos media e os jornalistas em geral  interrogar-se sobre se valerá a pena alienarem  funções que só os profissionais devem exercer, introduzindo padrões de exigência ética e de transparência na escolha dos colaboradores, que deverão respeitar regras e não disporem,  como refere André Macedo, de uma espécie de licença para matar – matar reputações, moer outras, promover algumas pelo caminho”.
Caso contrário, é o jornalismo que vai morrendo às mãos dos próprios jornalistas.

vaievem.wordpress.com

Maradona foi de calças de veludo para a sua estreia há 40 anos



A 20 de novembro de 1976, El Pibe estreava-se na I Divisão pelo Argentinos Juniors. Seguiu-se uma carreira de sonho e declínio. 

Há precisamente 40 anos, num dia de muito calor, Diego Armando Maradona, então com 15 anos, saiu de casa com as únicas calças que tinha, de veludo, e apanhou o comboio para a sede do Argentinos Juniors, o clube que representava. O treinador Juan Carlos Montes tinha-o avisado que estava convocado para o jogo com Talleres de Córdoba. Mas não sabia se ia jogar.





VÍDEO



O Argentinos Juniors perdia por 1-0 ao intervalo. "Prepara-te miúdo, vais entrar", ordenou-lhe o treinador. "Ainda olhei para o lado e não vi mais nenhum miúdo. Era mesmo para mim que ele estava a falar. E assim foi, estreei-me. Apesar de termos perdido, jamais esquecerei esse jogo", contou ontem o ex-jogador ao jornal argentino Olé, numa entrevista a assinalar a sua estreia oficial na I Divisão, há 40 anos, em que entrou para o lugar de Rubén Giacobetti, então com o número 16 nas costas, e numa das suas primeiras intervenções passou a bola por baixo das pernas de um adversário.

Nascia naquele momento uma verdadeira lenda, para muitos considerado ainda hoje o melhor jogador do mundo. Seguiu-se o Boca Juniors (1981-82), o Barcelona (1982-84) e o Nápoles (1984-91), onde chegou de helicóptero ao Estádio San Paolo e se tornou um verdadeiro rei, contribuindo decisivamente para os dois títulos de campeão do clube napolitano e para a conquista da Taça UEFA.

Ao mesmo tempo brilhava na seleção argentina, onde em 1986 se sagrou campeão do Mundo, depois de um jogo memorável contra a Inglaterra (no pós-Guerra das Malvinas) nos quartos-de-final onde apontou o famoso golo com a mão de Deus e o do século, numa jogada de 10 segundos em que tirou todos os adversários da frente e ainda driblou o guarda-redes Peter Shilton. Maradona ainda hoje considera que este foi o jogo mais importante da sua vida, recordando também a final do Mundial de sub-20 em que a Argentina venceu o Japão, por 3-1, e sagrou-se campeã.

Ainda sobre o golo com a mão de Deus, a confissão só chegou anos mais tarde, em 2005, durante o seu programa de televisão La Noche del 10. "Quero contar a todos os argentinos e a todo o mundo. Nunca me arrependi de ter marcado aquele golo com a mão. Marquei um parecido pelo Nápoles à Udinense, na Liga italiana [...] o Shilton [guarda-redes de Inglaterra] por causa disso disse que não me convidava para a sua festa de despedida", contou El Pibe.

Declínio começou em Nápoles

Foi precisamente no seu último ano em Nápoles que começaram a surgir as polémicas extrafutebol. Em 1991, num controlo antidoping, acusou cocaína e foi suspenso 15 meses, ao mesmo tempo que eram noticiadas em Itália as suas ligações à máfia. Em 1994, em pleno Mundial dos EUA, foi novamente apanhado com doping - acusou efedrina, um estimulante proibido que melhora a condição física e foi suspenso 18 meses.

Ainda passou pelo Sevilha (1992-93), Newell"s Old Boys (1993--94) e regressou ao Boca Juniors para terminar a carreira (1995-97). Mas já sem o brilho de outros tempos. "Graças a Deus dei muitas alegrias às pessoas. Mas com a minha doença dei muita vantagem aos meus rivais. Sabe que jogador eu teria sido se não fossem as drogas, sabe? Um jogador do c...", reconheceu em 2014 numa entrevista emotiva à TyC Sports, da Argentina.

Uma das maiores mágoas de Maradona é não ter regressado ao Boca na plenitude das suas faculdades. "Às vezes penso na sorte que teve o Riquelme, em ter regressado ao Boca ainda como grande jogador. Imaginem o que era eu nos meus melhores tempos do Nápoles chegar à Bombonera cheio de força. Tínhamos ganho tudo", confessou em entrevista ao Olé, ele que continua a reclamar inocência num processo de fuga ao fisco em Itália num montante de 40 milhões de euros: "Eu não devo nada a ninguém e, apesar de ser inocente, sou tratado como um dos piores criminosos do mundo."

Nos últimos anos foi sobretudo notícia pelas declarações de teor político e pela guerra que abriu à FIFA e à UEFA - chegou a dizer que Blatter e Platini eram ladrões. Mas na Argentina e em Nápoles continuam a considerá-lo El Dios.


www.dn.pt

Argelinos tentaram fugir de avião da TAP quando este já rolava na pista


O objectivo era entrar ilegalmente em Portugal. Voo já rolava para descolar de Lisboa para Argel quando as portas foram forçadas. Seis argelinos foram detidos.

Seis cidadãos argelinos tentaram ao início da tarde deste sábado, em Lisboa, abrir as portas de um avião da TAP com destino a Argel, com o objectivo de fugirem. Acabaram detidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e pela PSP
A notícia foi avançada pelo Jornal de Notícias e confirmada ao PÚBLICO por fonte oficial da transportadora aérea portuguesa.
Os indivíduos chegaram a Portugal num voo proveniente de Casablanca (Marrocos), com destino a Argel (Argélia) e que fez escala em Lisboa.
O voo TAP com destino a Argel, com partida marcada para as 13h30, já rolava na pista do Aeroporto Humberto Delgado a caminho da descolagem, quando alguns cidadãos argelinos “começaram a provocar desacatos” com outros passageiros e pessoal de bordo do voo. No meio da confusão, alguns tentaram abrir as portas do avião.
O aparelho acabou por se imobilizar na pista e elementos do SEF e da PSP foram imediatamente chamados, acabando por serem detidos seis cidadãos argelinos.
O objectivo, foi ainda confirmado ao PÚBLICO, era fugirem para Portugal e entrarem de forma ilegal.
Os cidadãos argelinos já tinham levantado suspeitas ao SEF durante a escala e foram monitorizados até entrarem no voo da TAP com destino a Argel. Os indivíduos foram detidos e serão, brevemente, apresentados a um tribunal.
Segundo um comunicado do Ministério da Administração Interna (MAI) emitido na noite deste sábado, o avião aterrou no Aeroporto Internacional Humberto Delgado, em Lisboa, pelas 8h, e, pelas 9h, "dois dos passageiros do mencionado voo tentaram transpor as baias limitadoras da zona internacional de trânsito de passageiros, tentativa frustrada pela pronta intervenção dos operacionais do SEF e da PSP".
"Posteriormente, verificou-se mais uma tentativa de outro passageiro, que mais uma vez foi evitada no âmbito do dispositivo de contenção montado", acrescenta o documento.
As autoridades asseguraram que todos os passageiros embarcassem na aeronave mas, já no seu interior, um grupo de seis passageiros, onde se incluíam os três indivíduos que anteriormente tentaram a fuga, procuraram abrir a saída de emergência do avião, tendo sido solicitada a presença policial.
Em virtude da intervenção do SEF e da PSP, o voo que tinha saída de Lisboa prevista para as 15h30 foi suspenso, tendo todos os passageiros sido retirados do avião. O voo acabou por partir para Argel cerca das 19h.
"Os seis detidos recolheram à zona de detenção da PSP, sendo presentes perante a Autoridade Judiciária em 24 de Outubro", informou o MAI, especificando que os visados colocaram em causa a segurança aeroportuária.
No comunicado, o MAI também refere que ainda antes das tentativas de fuga, das perturbações no avião e das detenções, "tendo em conta a análise de risco efectuada pelo SEF relativamente aos passageiros do voo, atendendo aos antecedentes relacionados com tentativas de entrada irregular em território nacional, a PSP e o SEF executaram uma operação conjunta com vista ao controlo dos passageiros e na prevenção de fugas da área internacional de trânsito do aeroporto".
Recorde-se que no final de Julho, quatro argelinos invadiram a pista do aeroporto de Lisboa, na tentativa de entrarem no país.

www.publico.pt 

22OUTUBR2016 - FOTOS COM HISTÓRIA











































O MUNDO MARAVILHOSO DOS GRAFFITIS