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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

EM ROTA DE DESPEDIDA


PORQUE ADOLF HITLER ODIAVA TANTO OS JUDEUS?


“O ódio aos Judeus, historicamente manifestado por Adolf Hitler, seria derivado da crença errônea de que sua mãe fora morta por envenenamento, ao ser medicada por um doutor judeu”, afirma o autor de um novo livro sobre ditador nazista, conforme reportagem do ‘JEWISH NEWS’, no site ‘HAARETZ .com’. 

No seu livro "November 9: How World War One Led To The Holocaust (“9 de Novembro: Como a I Guerra Mundial Deu Origem ao Holocausto”), recém-lançado, o autor Joachim Riecker escreve que a morte de Klara, mãe do jovem Adolf, então com 18 anos, diagnosticada com câncer do seio, deixou marca indelével na mente do filho. O médico de Klara, Eduard Bloch, teria administrado iodofórmio à paciente, tratamento padrão, à época, para o câncer da mama. E ela morreu do tratamento em 1907, quando tinha apenas 47 anos de idade.

“E Hitler jamais perdoou o doutor judeu, declarou Riecker ao jornal britânico ‘The Telégrafo’”. Ainda segundo ele, em conversas com assessores como Joseph Goebbles, A.H. se referia aos Judeus como a própria ‘TB’ (Tuberculose, o grande mal da época. N.A.) e a si próprio como um ‘curandeiro’ que devia marcá-los e, posteriormente, eliminá-los. (Em tradução livre deste blogueiro)


Não obstante, embora não conste da notícia em foco, publicada no site HAARETZ.com, uma outra versão para o ódio manifesto de Hitler aos Judeus, que circula entre autores publicados, como Marrs, Springmeier, Jackson, Howard e outros (Vide “O Poder SECRETO!, deste autor, P. 610-611) levanta a hipótese de que Maria Anna Schiklgruber, sua avó, havia sido empregada doméstica (cozinheira) na mansão de um membro (barão) celibatário e mulherengo do clã Rothschild, em Viena, e por ele engravidada, sendo, então, devolvida à casa paterna, onde contraiu núpcias com um trabalhador rural de nome Johan Georg Hiedler, que criou a criança bastarda, de nome Alois Schiklgruber. Somente aos 40 anos, Alois Schiklgruber veio a ser perfilhado por seu tio Johan Nepomuck Hiedler, de quem recebeu o nome de família Hiedler. Alois Hiedler era o pai de Adolf Hitler, assim nomeado por um erro do pároco em seu registro de nascimento. 

O não reconhecimento formal da sua linhagem, pelo suposto ancestral Rothschild, teria suscitado o enorme ódio do ditador a todos os Judeus, segundo a teoria desses autores.


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Outro 'Facto':

Hitler matou-os não propriamente por odiá-los.

Ele não odiava especialmente os judeus, mas qualquer um não se enquadrasse no padrão de "raça pura ariana" Ciganos, homossexuais, deficientes físico ou mentais, negros... foram executados em campos de concentração da mesma forma.

A dedicação maior em relação aos judeus, se deve ao fato de que eles ocupavam boas posições na sociedade, em faculdades, comércio e então Hitler primeiro trabalho em enfraquecê-los com campanha anti-semita, sucessivamente proibindo a ocupação de cargos, depois com o comércio, para depois dar início `as execuções.

Caso ele dia um dia pra outro lançasse um decreto mandando os judeus para o gueto , a sociedade não lhe daria apoio e os judeus também teriam mais chances de se organizarem.

humorindigesto.blogspot.pt

desenhos:António Garrochinho


poesia: António Garrochinho - poema de Abril


A VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA (2) banda desenhada




Nicolau_e_Trindade_dos_anos_30Com o futebol um pouco “adormecido” durante o estio — ou, pelo menos, mais afastado das competições nacionais até ao início de nova época —, Julho e Agosto são meses tradicionalmente dominados por outra grande modalidade desportiva, o ciclismo, com destaque para o Tour de France e, no nosso (mais tacanho) circuito caseiro, a Volta a Portugal
Volta a Portugal 1Ao vermos as imagens, nos telejornais, dos velozes ciclistas que se lançam briosamente ao assalto das estradas e das pistas de montanha onde a glória pode estar à sua espera, perpassam-nos pela memória os nomes e os feitos de grandes ídolos do passado como Fausto CoppiGino Bartali, LouisonBobetJacques AnquetilEddy MerckxBernardHinaultMiguel Indurain, José Maria NicolauAlfredo Trindade, Alves BarbosaMoreira de Ribeiro da SilvaJoaquim AgostinhoMarco Chagas e outros mais, que os autores de BD, nalguns casos, ajudaram também a cobrir com os louros da fama.
agostinho_joaquimUm desses exemplos, no sumário historial desportivo da BD portuguesa, é “Um Campeão Chamado Joaquim Agostinho”, episódio publicado no vespertino A Capital, durante a Volta a Portugal de 1973, cujo registo biográfico se transformou numa autêntica reportagem ilustrada, graças ao traço dinâmico e às envolventes composições de Fernando Bento, para quem o ciclismo não era um tema inédito.
Em 2010, associando-se às celebrações do centenário do genial Artista, o Gicav, promotor e organizador do Salão de BD de Viseu, reeditou esse trabalho — perdido, como tantos outros, nas páginas de jornais que já não existem — em homenagem ao talento do Mestre também já desaparecido, dedicando-lhe um magnífico álbum de grande formato, a fim de permitir aos seus indefectíveis admiradores uma apreciação mais perfeita do expressivo e documental estilo exibido nessas 16 pranchas, quase como se estivessem a admirar os originais.

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AUMENTAR
Joaquim Agostinho Capa+1
Joaquim Agostinho 2 + 3
Ao longo da sua prolífica carreira, Fernando Bento fez várias ilustrações sobre temas desportivos, incluindo caricaturas de “ases” do ciclismo n’Os Sports e tiras sobre a Volta a Portugal na secção infantil do República. No Cavaleiro Andante chegou mesmo a contar a história do popular velocípede de duas rodas numa página recheada de curiosos apontamentos sobre a evolução da sua forma e do seu funcionamento. Nascida de uma ideia totalmente absurda, que era a da locomoção pedestre num ridículo veículo de madeira sem pedais, a bicicleta tornou-se, graças a um pequeno acidente, o meio de transporte ideal (embora destinado a poucos passageiros), antes da invenção do automóvel, e ganhou direito de cidadania em todos os países do mundo.
Volta a Portugal 3
CAVALEIRO ANDANTE 146A página que aqui reproduzimos foi publicada no nº 23, de 7/6/1952, do Cavaleiro Andante, onde tempos depois não tardariam a surgir vários episódios curtos sobre temas desportivos, na sua maioria desenhados por Jean Graton (o futuro criador de Michel Vaillant), que dedicou também especial atenção às peripécias e às emoções do desporto mais popular, logo a seguir ao futebol, em Espanha, França, Itália, Bélgica, Portugal e noutros países europeus.
Mas dessas histórias (e de outras que as antecederam) falaremos com mais detalhe em próximos artigos sobre este aliciante (e pouco divulgado) tema.
A título de curiosidade, apresentamos também uma página com um mapa da 19ª Volta a Portugal (cujo vencedor foi Alves Barbosa), publicada no Cavaleiro Andante nº 242, de 18/8/1956, em que a rapaziada podia seguir as etapas da prova e fazer, ao mesmo tempo, uma espécie de jogo com os amigos, que consistia simplesmente em anotar no mapa os seus prognósticos para os vencedores de cada etapa, somando 10 pontos quando acertavam.
Os pitorescos “bonecos” que ilustram essa página, com um traço humorístico inconfundível, são de Artur Correia, um dos mais apreciados e mais antigos colaboradores da revista, cujos trabalhos recheavam o suplemento infantil O Pajem.

Volta a Portugal 2

ogatoalfarrabista.wordpress.com

A PRIMEIRA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA

A primeira Volta a Portugal em bicicleta



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 A primeira volta a Portugal tem início em 1927.

A criação da Volta a Portugal em bicicleta deve-se a Raul Oliveira do jornal Os Sports.
A Volta é criada em 1927, tem o seu Regulamento publicado no jornal Os Sports de 4 de Fevereirode 1927 e o primeiro itinerário realiza um desenho paralelo à linha da fronteira do continente português. O anúncio da realização da Volta a Portugal provoca nos jornais concorrentes, o Sporting e O Sport de Lisboa, uma reacção de crítica que se estende à UVP por ter dado apoio oficial à realização da prova. A disputa e rivalidade entre os jornais chega a tal ponto que, em1927, se assiste não a uma volta a Portugal mas a duas voltas, uma realizada em Abril pelos jornais Os Sports e pelo Diário de Notíciascom o apoio da estrutura federativa e outra, logo a seguir, em Maiopelo jornal Sporting do Porto. A realização da primeira Volta a Portugal foi um banco de ensaios em termos económicos, mas os encargos terão sido de tal ordem que, não obstante a popularidade alcançada, os empreendedores só conseguiram repetir o evento quatro anos mais tarde, em 1931. Com a Guerra Civil de Espanha a Volta não se realiza em 1936-37 e, devido à II Guerra Mundial, interrompe de novo entre 1942-45. Em 1953-54 a Volta não se faz por falta de organizador e em 1975 não se realiza devido à revolução vivida após o 25 de Abril de 1974. A Volta, desde que criada, é o maior evento de ciclismo de Portugal.
Nos primeiros anos a fronteira foi a grande referência das Voltas das primeiras décadas da Volta[9] . As primeiras voltas procuraram unir todos os locais e, neste esforço, as cidades do interior situadas nesses limites são praticamente todas contempladas pelo desenho da Volta. Entre 1955 e 1965, o desenho da Volta é assimétrico e passa duas vezes pelo litoral entre Lisboa e Porto. A crescente popularidade do ciclismo e o aparecimento de novas pistas como a de Alpiarça, a de Loulé e a de Sangalhos marcam anos de prosperidade para os clubes de ciclismo, maioritariamente situados no litoral a Norte de Lisboa. Os itinerários contêm etapas em circuito feitas em torno destas vilas que acabam em festivais de pista.
O vencedor da primeira edição foi AUGUSTO DE CARVALHO da equipa do Carcavelos.
portugaldeantigamente.blogs.sapo.pt

As voltas da primeira... Volta

1927, o ano em que tudo começou, o ano em que nasceu oficialmente a Volta a Portugal em Bicicleta.

A popularidade grangeada pelo ciclismo em Portugal remonta, no entanto, a algumas décadas antes do ano em que a Volta viu a luz do dia. Já em finais do século XIX a modalidade era bastante apreciada pelos portugueses, talvez devido ao facto de um dos primeiros grandes nomes do ciclismo internacional ter sangue lusitano. José Bento Pessoa, de seu nome, nascido na Figueira da Foz, em 1874, e que em maio de 1897 entrava para os anais da história após ter batido o recorde mundial de pista dos 500m numa prova internacional ocorrida durante a inauguração do velódromo de Chamartin, em Madrid. Este e outros feitos do atleta figueirense ganharam eco no nosso país, e já em pleno século XX surgiam com grande frequência provas de ciclismo em solo lusitano. O primeiro grande evento foi quiçá o Porto-Lisboa, que conheceu a sua primeira edição em 1911, ganha pelo francês Charles George, na época corredor do Louletano.

E precisamente de França chegavam histórias da grande corrida que anualmente concentrava as atenções do povo gaulês, o Tour, certame que reunia os melhores corredores do Mundo, e que na altura muitos dos filósofos desportivos diziam ser já o segundo maior evento desportivo do planeta, logo a seguir aos Jogos Olímpicos! 
Perante estes e outros factos foi com naturalidade que surgiu a ideia de criar uma grande prova de ciclismo que tocasse os quatro cantos de Portugal, à semelhança do que se fazia em França. 
Quanto ao pai da ideia ainda hoje a dúvida persiste quanto ao seu nome. Para muitos historiadores do ciclismo o jornalista Raúl de Oliveira foi o mentor da Volta. Na época a trabalhar no (jornal) Sport de Lisboa Oliveira deslocou-se em 1917 até França, integrado no Regimento de Transmissões que partiu para a I Guerra Mundial. Enquanto permaneceu em território francês maravilhou-se com o Tour, que acompanhou de perto, e na hora de regressar a Portugal lançou para o ar a ideia de criar uma prova semelhante por estas bandas. Para outros historiadores Raúl Oliveira foi apenas um dos três Oliveiras que esteve na génese da Volta a Portugal. Nesta segunda versão um homem do futebol é tido como o mentor da ideia, Cândido de Oliveira, de seu nome, enquanto Raúl de Oliveira e Mário de Oliveira - estes três homens para além do apelido tinham em comum o facto de serem jornalistas - são apontados como os concretrizadores da ideia de mestre Cândido. Bom, progenitores da ideia à parte o que é certo é que edificar a Volta a Portugal não foi uma tarefa fácil. Raúl de Oliveira, que quando regressou a Portugal foi chefiar a redação de Os Sports, pertença do Diário de Notícias, insistiu que o seu jornal deveria organizar uma competição semelhante ao Tour de França. Vendo a sua sugestão cair por diversas ocasiões em saco roto, decide ele próprio aplicar o prémio da lotaria que havia ganho na organização de uma prova velocipédica, bem mais modesta e pequena que o Tour, é certo, mas que haveria de mudar mentalidades!

Corria então o ano de 1923 quando Raúl de Oliveira criou a 1ª Volta a Lisboa, certame que seria coroado de êxito. Perante isto o administrador do Diário de Notícias, Beirão da Veiga, ficou finalmente convencido quanto à hipótese de ser organizada - pelo seu jornal - uma prova semelhante ao Tour francês, e assim em 1927 ia para a estrada a 1ª Volta a Portugal em Bicicleta. 

A Volta a Portugal sai para a estrada

País pobre, Portugal não reunia na época as melhores condições para a realização de uma prova de estrada de longa duração como a que se pretendia erguer. As ligações entre as cidades eram paupérrimas, estradas de terra batida, muitas delas sem condições para circular um carro de bois quanto mais uma bicicleta. Mesmo assim a 26 de abril de 1927 os 38 ciclistas participantes fazem-se à estrada para dar início a uma longa aventura.

Com 18 etapas traçadas a prova teve início e fim em Lisboa, e desde cedo se assistiu a um emocionante duelo entre dois dos melhores corredores da época, António Augusto de Carvalho (que defendia as cores do Carcavelos) e Quirino de Oliveira (do Campo de Ourique). Este último ciclista venceu a etapa inaugural, que ligou Cacilhas a Setúbal, numa distância de 40,4km (a etapa mais pequena da Volta de 1927). A etapa seguinte - Setúbal-Sines (114,6 km) - seria ganha por Augusto de Carvalho, que assim retirava a camisola amarela ao seu rival do Campo de Ourique. Porém, Quirino de Oliveira estava numa forma estupenda, tendo vencido as seis etapas posteriores - Sines-Odemira (49,2km), Odemira-Portimão (86,2km), Portimão-Faro (65,8km), Faro-Beja (154,7km), Beja-Évora (82,2km), e Évora-Portalegre (122,3km) - e reconquistado assim a camisola mais desejada da prova.

E desta forma se manteve até ao momento em que o azar lhe bateu à porta. Antes, na 9ª etapa, que ligou Portalegre a Castelo Branco (numa tirada de 106,6km), o benfiquista Santos Almeida intrometeu-se na luta entre Carvalho e Quirino, ao cortar a meta em primeiro na chegada à capital da Beira Baixa. Na etapa seguinte, que ligou Castelo Branco à Guarda (112,9km), na qual foram experimentados os duros obstáculos da Serra da Estrela, Quirino de Oliveira sofreu um revés ao ficar sem o selim da sua bicicleta, galgando quilómetros e quilómetros (em subidas e descidas!) somente apoiado nos pedais! Tarefa heróica que seria premiada com mais uma vitória de etapa e mais do que isso Quirino continuava de amarelo. Poucos duvidariam que a mágica camisola pudesse fugir ao corredor do Campo de Ourique. Mas o azar teimava em acompanha-lo no percurso que muitos apontavam como vitorioso.

Na 11ª etapa, que ligou Guarda a Torre de Moncorvo (106,2km) o líder da prova tem uma queda aparatosa, facto que não só o impede de vencer mais uma etapa (da qual Santos Almeida saíria de novo vencedor) mas sobretudo porque o faz perder a camisola amarela para o seu principal rival, Augusto de Carvalho. 

Antes do primeiro dia de descanso o ciclista do Carcavelos cimentou a sua liderança ao vencer as 12ª e 13ª etapas, respetivamente Torre de Moncorvo-Bragança (128,3km), e Bragança-Vidago (118,2km).

Após a 14ª etapa, que ligou Vidago a Braga (115,1km), ganha pelo camisola amarela, Quirino de Oliveira como que disse definitivamente adeus à vitória na Volta. Na 15ª etapa, entre Braga e Porto, numa distância de 113,7km, o ciclista do Campo de Ourique perdeu imenso tempo, e o braço de ferro pela vitória na prova passou protagonizado por Augusto de Carvalho e... Nunes Abreu. O ciclista do Leixões não só venceu a etapa cujo final ocorreu na cidade do Porto como também passou a envergar a... camisola amarela. Isto porque o azar voltava a bater à porta dos líderes, e depois de Qurino de Oliveira o ter sentido na pele na 11ª etapa foi agora a vez de Augusto de Carvalho provar do seu veneno.

Na ligação entre Braga e o Porto o corredor do Carcavelos teve uma avaria na sua bicicleta, perdendo desde logo imenso tempo, e mais teria perdido não fosse um popular que se encontrava na berma da estrada ver os corredores passarem ceder-lhe a sua pasteleira que o possibilitaria de concluir a etapa! 
O reinado de Nunes Abreu seria muito curto, já que na tirada seguinte (Porto-Coimbra, numa distância de 117,2km) António Augusto de Carvalho recuperou o 1º lugar da classificação geral, não mais o largando até à etapa final, que ligou Caldas da Rainha a Lisboa (100km).

À chegada a Lisboa os corredores foram recebidos como heróis por um mar de gente que inundava a Avenida da Liberdade, onde a meta havia sido instalada. Levado em ombros pela multidão António Augusto de Carvalho (natural de Sintra) seria então coroado como o primeiro rei da Volta a Portugal em Bicicleta. 

Legenda das fotografias:
1-António Augusto de Carvalho, o vencedor da 1ª Volta a Portugal em Bicicleta
2-O corredor nascido em Sintra (aqui levado em ombros pelos populares) terminou a prova com o tempo total de 79h08m00s, mais 9 minutos e 31 segundos que o 2º classificado, Nunes de Abreu
3-Os três primeiros classificados (da esquerda para a direita): Quirino de Oliveira, Augusto de Carvalho, e Nunes de Abreu. 38 ciclistas participaram nesta edição inaugural da Volta, mas apenas 26 terminaram a prova!

museuvirtualdodesportoportugues.blogspot.pt

17OUTUBR2016 - FOTOS COM HISTÓRIA




































Volta ao Algarve já é a prova mais importante de ciclismo em Portugal



Foto de arquivo: Alberto Contador triunfou no Alto do Malhão na Volta ao Algarve 2016 – foto: Nelson Inácio
A Volta ao Algarve, que subiu da categoria 2.1 para 2.HC, é agora a prova de ciclismo mais importante de Portugal, numa decisão que saiu do congresso da União Ciclista Internacional (UCI), realizado esta sexta-feira, à margem dos Mundiais do Qatar.
Também a Volta ao Alentejo viu a sua pretensão de promoção garantida, ao subir de 2.2 para 2.1. Apenas a Volta a Portugal se manteve como 2.1, ou seja, ao nível da Alentejana e abaixo da Algarvia.
Ao todo, Portugal tem oito provas de estrada no calendário internacional, mais 16 no BTT. Quanto ao ciclismo de pista, é quase certo que Portugal voltará em 2017 a ser palco do Campeonato da Europa sub-23 e juniores.
A Volta ao Algarve, que se disputa em Fevereiro, é considerada como a prova de abertura do calendário velocipédico mundial, atraindo todas as grandes equipas e os grandes nomes, que se hão-de mostrar no Verão, nas Voltas à França, Espanha e Itália.
Este ano, a Algarvia recebeu 12 equipas do WorldTour (Astana, Cannondale, Etixx-QuickStep, FDJ, IAM Cycling, Katusha, Lotto Soudal, Lotto NL-Jumbo, Movistar, Team Sky, Tinkoff e Trek-Segafredo), seis formações Continentais Profissionais (Bora-Argon 18, Caja Rural-Seguros RGA, Gazprom-RusVelo, Novo Nordisk, Roth e Verva ActiveJet) e ainda as formações portuguesas Continentais (Efapel, LA Alumínios-Antarte, Louletano-Hospital de Loulé, Rádio Popular-Boavista, Sporting-Tavira e W52-FC Porto).
Pela época em que se disputa, esta ano a Volta ao Algarve atraiu também 26 ciclistas do Top100 da modalidade, a nível mundial, como o espanhol Alberto Contador, várias vezes vencedor da prova francesa, ou o alemão Tony Martin, que acaba de sagrar-se campeão mundial de contrarrelógio, nos Mundiais de Ciclismo do Qatar.



Foto de arquivo: Tony Martin no contrarrelógio inicial da Volta ao Algarve 2016


Provas internacionais em Portugal 2017
Estrada
15 a 19 de Fevereiro – Volta ao Algarve (2.HC)
22 a 26 de Fevereiro – Volta ao Alentejo (2.1)
5 de Março – Clássica da Arrábida – Cyclin’Portugal (1.2)
12 de Março – Clássica Aldeias do Xisto – Cyclin’Portugal (1.2)
1 a 4 de Junho – Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela (2.1)
29 de Junho a 2 de Julho – Volta a Portugal do Futuro Sub-23
6 a 9 de Julho – GP Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho (2.2)
4 a 15 de Agosto – Volta a Portugal (2.1)
BTT
3 a 5 de Março – Algarve Bike Challenge – Tavira XCS (2)
5 de Março – Taça de Portugal – S. Brás Alportel DHI (2)
12 de Março – Taça de Portugal – Marrazes XCO (3)
19 de Março – Taça de Portugal – Pampilhosa da Serra DHI (1)
9 de Abril – Troféu DHI de Boticas DHI (2)
9 de Abril – Taça de Portugal – Viana do Castelo XCO (3)
10 a 15 de Abril – Portugal MTB XCS (2)
7 de Maio – Taça de Portugal – Ribeira de Pena DHI (2)
14 de Maio – Taça de Portugal – Fundão XCO (2)
21 de Maio – UCI World Marathon Series – Mêda XCM (3)
28 de Maio – Taça de Portugal – Porto de Mós DHI (3)
4 de Junho – XCO Internacional de Ribeira de Pena XCO (2)
18 de Junho – Taça de Portugal – Pista do Jamor XCO (3)
17 de Setembro – Taça de Portugal – Oliveira de Azeméis XCO (2)
24 de Setembro – Taça de Portugal – Funchal DHI (2)
1 de Outubro – UCI World Marathon Series – Ponta Delgada XCM (3)

www.sulinformacao.pt

250 mil pensões abaixo dos 275 euros também terão aumento extraordinário

250 mil pensões abaixo dos 275 euros também terão aumento extraordinário



Atualização de dez euros prevista para agosto deverá chegar a pensões mínimas que não foram atualizadas nos últimos anos

O Governo diz que há 250 mil pensões abaixo dos 275 euros que poderão beneficiar da atualização extraordinária de 10 euros prevista para agosto na proposta de Orçamento do Estado para 2017 (OE2017).



De acordo com a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, estão neste caso "diversas situações", como pensões de invalidez com carreiras mais baixas ou pensões antecipadas por flexibilização.

"Quando o anterior Governo referia que atualizava todas as pensões até um determinado valor isso de facto não aconteceu (...) há um conjunto ainda muito significativo abaixo desse valor [da mínima das mínimas] que não teve essa atualização", disse a governante hoje em conferência de imprensa.

"Nós estimamos que 250 mil pensões possam estar neste caso", avançou Cláudia Joaquim, explicando que a atualização extraordinária não se processará se o pensionista acumular mais de uma pensão e se o valor total ultrapassar o 1,5 IAS [Indexante de Apoios Sociais].

Segundo o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, as pensões baixas que não tiveram nenhuma atualização "correspondem ao grupo social onde o Governo deveria concentrar os esforços".

"Estamos a falar de valores de 80/90 euros em média", disse.

O governante explicou durante a conferência de imprensa que o Governo decidiu, na proposta de OE para 2017, proceder a uma atualização extraordinária para o ano de 2017 das pensões para pensionistas cujo rendimento seja inferior a 1,5 IAS e que não tenham tido atualização.

Existem cerca de 1,5 milhões de pensionistas que serão abrangidos por esta medida, disse.

"Ao longo dos últimos anos, um conjunto significativo, aliás a maioria dos pensionistas, viu degradado o seu poder aquisitivo e a sua qualidade de vida e portanto o Governo tendo constatado essa realidade, e havendo possibilidade de dar uma resposta ainda que parcial no Orçamento de Estado de 2017 resolveu leva-la a cabo", justificou.

Na proposta de OE para 2017, em matéria de pensões o Governo alarga também o primeiro escalão de 1,5 IAS para 2 IAS.

O impacto financeiro total decorrente das atualizações previstas para 2017 será de 200 milhões de euros.

De acordo com Vieira da Silva, a atualização das pensões "voltará à normalidade" em 2018.

www.dn.pt