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sábado, 15 de outubro de 2016

Em rota de despedida


poesia:António Garrochinho


DA ÁGUA NASCEU A ROSA
PERFUMADA, MÍSTICA, FORMOSA
NAS SUAS PÉTALAS SUAVES DE VELUDO
DA ÁGUA, O HOMEM , A MULHER
DA ÁGUA O QUE SE PERDE, O QUE SE QUER
DA ÁGUA, O BELO, O FEIO, A POESIA, A PROSA
DA ÁGUA A ALEGRIA, A MÁGOA
DA ÁGUA NASCEU TUDO
DA ÁGUA TUDO IRÁ NASCER

NUM PAÍS DE PARVOS, UNS TRABALHADORES, OUTROS DOUTORES


Pois é, esta geração a que eu chamo de “geração União Europeia” (da qual eu só por acaso tambem faço parte), encheu-se de arrogância nestas ultimas duas décadas.


É o pessoal que tem tudo do mais moderno e das melhores marcas, mas ao mesmo tempo não têm nada, pois tudo o que julgam ter é comprado a crédito.


Grandes carros, grandes casas, roupas de marca, mas no final é tudo uma vida de fantasia, sem uma base sustentável.


No meio desses, estão os famosos doutores da “mula russa”, que andam anos nas faculdades a tirar cursos, e com isso a fazerem o estado gastar milhões dos nossos impostos, e depois vêm cá para fora todos importantes, a exigir serem tratados pelo título de doutores, quando na verdade, um doutor verdadeiro é aquele que faz um doutoramento, e que contribui de alguma forma para o avanço do conhecimento humano.


Claro, aqui em neste país da treta, falar de conhecimento é tabu, pois é das coisas mais escassas que por cá temos.


Gerar riqueza, tendo o conhecimento como ferramenta, disso então nem se fala, pois somos um país cheio de gente com títulos, mas que na verdade nada sabem fazer.


Aqui, reina o princípio de que riqueza, é só coisa para politicos e respectivas empresas apadrinhadas, que com todos os truques e mais alguns, lá vão fazendo reinar um ambiente bafiento e corrupto, que aos poucos só tem arrastado este país para um buraco sem fundo, com uma classe média impotente, que vive um dia de cada vez, sem as minimas perspectivas de futuro.


Somos um país cheio de regras burocráticas, em tão grande numero, que nos atrofiam completamente nos nossos objectivos de empreendedorismo, mas ao mesmo tempo, um país sem regras mínimas para controlar aqueles que criam essas mesmas regras.
Esses que criam as regras, são um classe de cidadãos, que vive acima da lei, fazem o que bem querem, e sempre na mais completa impunidade.
Sinceramente, esta coisa de ser português, já me começa a dar é vergonha, já para nem dizer nojo…



marafado.wordpress.com

JUSTIÇA DE CLASSE




Um proxeneta do ministério público pede pena de prisão para um homem POBRE, toxicodependente, por roubo de 14€ a várias pessoas no Porto. As vítimas declararam que não lhes fez nenhum mal.
Já tendo estado preso anteriormente por consumo de drogas, o desgraçado pede ao tribunal não mais uma oportunidade, mas antes, garante que o que precisa é da ajuda do Estado, que lhe permita o tratamento que ele sozinho não é capaz de realizar.
Prender o Ricardo Salgado é que não. Encarcerar o Dias Loureiro é que não. Extraditar o Duarte Lima é que não. Abrir um processo contra o monstro de Boliqueime por corrupção, é que nenhum dos cobardolas do ministério público os tem no sítio para actuar…nos termos da lei.

Guilherme Antunes (facebook)

ÊXITOS DO " CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL"





VÍDEOS

Jerónimo avisa que soluções não chegam com a mesma receita da Direita


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, avisou hoje o Governo do PS que as soluções para o povo e o país não chegam aplicando a mesma receita da direita e cedendo à chantagem do capital.


"Sabemos que os problemas não desapareceram apenas porque foi derrotada a coligação do PSD e CDS e hoje vivemos uma nova fase da vida política, as soluções não chegarão aplicando as mesmas receitas, a mesma política que afundou o país e particularmente sem que o país se liberte dos fortes constrangimentos estruturais que o limitam na obtenção de recursos e nas opções da política económica monetária e orçamental", declarou.
Jerónimo de Sousa discursava num almoço/comício, em Mirandela, no distrito de Bragança, de onde enviou outro aviso ao Governo relativamente às negociações que se seguem depois da apresentação da proposta do Orçamento do Estado, prometendo "uma intervenção determinada como até agora de compromisso do PCP com os trabalhadores e com o povo e lembrando sempre que é na posição conjunta PS/PCP que se define o grau de convergência e o nível do compromisso".
"Nunca esquecendo e dizendo as vezes que é necessário que o nosso primeiro e principal compromisso é com os trabalhadores, com o povo e com o país", vincou.
Num discurso dedicado ao Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), o líder dos comunistas criticou o Governo por "resistir em afrontar" e defendeu que os problemas de crescimento e desenvolvimento se manterão "se Portugal não se libertar do Euro, renegociar a dívida, tiver o controlo público da banca para arranjar respetivamente a moeda, os recursos, os créditos que financiem o crescimento económico e o desenvolvimento".
"É uma ilusão pensar que é possível garantir níveis de crescimento económico e de emprego e inverter o rumo de empobrecimento do país, deixando tudo como está, sujeito às políticas, aos critérios, às metas, aos objetivos impostos a partir do exterior, nomeadamente da União Europeia, para servir interesses que não são os do nosso povo", insistiu.
Jerónimo enumerou os aspetos positivos da proposta de orçamento e as conquistas do PCP, para de seguida ressalvar que "não iludem que é um orçamento da responsabilidade do Governo PS, vinculado ao programa do PS".
O secretário-geral do PCP observou que "mais uma vez se acentuaram o alarido e as ameaças de corte e suspensão de fundos comunitários, a inevitabilidade de um novo resgate e até o FMI veio também apresentar um rol de medidas ditas de austeridade no valor de 900 milhões de euros".
Toda uma situação, sustentou, que "revela o caráter crescentemente inconciliável entre a submissão a imposições externas, designadamente da União Europeia, e uma política capaz de dar resposta sólida e coerente aos problemas nacionais".
"Há de haver um momento em que tem de haver opções: ou estes constrangimentos ou então fica uma mão cheia de nada para dar aos trabalhadores, ao povo e ao país", afirmou.
Jerónimo criticou também os partidos da direita, afirmando que parece terem posto "o conta-quilómetros a zero, esqueceram-se das mal feitorias, do inferno da vida que fizeram para tantos e tantos portugueses e apresentam-se a questionar as medidas e o rumo das medidas positivas".
"Eles procuram fazer esquecer ao povo português o que fizeram, nós não esqueceremos porque o povo português não quer que se repita aquilo que aconteceu durante esses anos dramáticos", declarou.
O Governo apresentou na sexta-feira a proposta de Orçamento do Estado de 2017 que prevê um crescimento económico de 1,5%, um défice de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), uma inflação de 1,5% e uma taxa de desemprego de 10,3%.
Para este ano, o executivo liderado por António Costa piorou as estimativas, esperando agora um crescimento económico de 1,2% e um défice orçamental de 2,4% do PIB.


www.noticiasaominuto.com

Três novos hospitais no próximo ano

Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde

Saúde tem verbas garantidas para lançar em 2017 novas infraestruturas hospitalares em Lisboa, Seixal e Évora. Ministro está satisfeito com aumento do orçamento para os cuidados assistenciais aos portugueses


Sem revelar o valor, o ministro da Saúde adiantou ao Expresso que orçamento para o sector em 2017 vai ser "muito melhor do que o anterior" – quase 9,5 mil milhões de euros, dos quais 7,8 mil milhões para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) – permitindo cumprir algumas das grandes promessas feitas quando chegou ao Governo. Entre as medidas com maior impacto, está a construção de três novas unidades hospitalares. "No próximo ano vamos ter condições para lançar os hospitais Oriental de Lisboa, Seixal e Évora", revela Adalberto Campos Fernandes.

SNS “EM RECUPERAÇÃO”

Satisfeito com o Orçamento da Saúde para o próximo ano, cujo valor ainda não é conhecido publicamente, o ministro garante que o sector "está numa trajetória de recuperação e de dotação do SNS de meios adequados. Não somos irrealistas e temos obrigações internacionais que são nossa obrigação cumprir".
Durante o próximo ano, a equipa ministerial da Saúde terá ainda condições para "reforçar os equipamentos e as aplicações informáticas nas unidades de cuidados primários para facilitar o trabalho a médicos e enfermeiros", diz o governante. A ferramenta servirá, por exemplo, para pôr em prática outra das novidades para 2017: "Vamos criar incentivos para a realização atempada dos meios complementares de diagnósticos, à semelhança do que existe para a gestão da lista de espera para cirurgias", adianta Adalberto Campos Fernandes.
Sobre a aplicação das 35 horas a todos os enfermeiros, um dos motivos que os levou à greve que termina esta sexta-feira, bem como a reposição dos cortes no trabalho extraordinário, o ministro da Saúde compromete-se a avançar com cautela e à medida das possibilidades, porque, para já, "fizemos o maior esforço remuneratório de profissionais, num total de 123 mil". Adalberto Campos Fernandes é perentório: "A política faz-se com seriedade e serenidade e em 2019 então vamos ver qual será o resultado da comparação entre as duas maiorias governativas", do PSD e do PS.
Sobre o ano que decorre, o ministro faz um balanço sem modéstia. "Vamos ter o maior número de medicamentos inovadores aprovados nos últimos seis anos, o maior número de novos médicos especialistas colocados no SNS, o maior número de portugueses com médico de família ou o menor número de inscritos em lista de espera para cirurgia", por exemplo.


expresso.sapo.pt

AS FOTOS DO DIA


Peace Bridge é uma ponte pedonal, projetada pelo arquitecto espanhol Santiago Calatrava, onde circulam os pedestres e ciclistas que cruzam o rio em Calgary, Alberta, Canadá. A ponte foi inaugurada em24 de março de 2012.

Wikipédia






ESTOU COM AZAR....SOU GULOSO


Destaque


Itália, base e trampolim dos EUA em direcção a África



Existe na Itália, desde o final da II Guerra, um conjunto de importantes bases militares dos EUA. Daí vêm sendo lançadas operações da ofensiva no Médio Oriente e em África, tal como antes sucedeu em relação aos balcãs. Acompanhados pela França – cuja posição geográfica a dispensa de utilizar solo alheio – os EUA empreendem a partir daí as missões de ocupação e recolonização actualmente em curso.


Enquanto os focos da atenção político-mediática apontam para a Síria, centro de uma colossal operação psicológica (PsyOp) para apresentar os agredidos como agressores, o que sucede em outras partes do Médio Oriente e em África mantém-se na sombra.

EUA, Arabia Saudita, Qatar, Kuwait e os Emiratos Árabes Unidos – países que desde há 5 anos impõem à Síria uma guerra através de forças terroristas infiltradas e que agora atribuem ao governo sírio crimes de guerra, financiando para isso a exposição fotográfica nesta altura apresentada em Roma (http://lahaine.org/fB4i) – continuam a massacrar civis no Iémen. E nesse massacre participa o CentCom, com ataques «antiterroristas» cuja existência está oficialmente documentada, realizados no Iémen com drones e caças-bombardeiros.

Ainda mais na sombra permanecem, nos meios de comunicação de massa, as operações militares dos EUA em África. Essas operações realizam-se sob o comando do AfriCom, que dispõe de dois importantes comandos subalternos em solo italiano.

O US Army Africa (Exército dos EUA para África), cujo quartel-general se situa no quartel Ederle, na cidade italiana de Vicenza, «garante o comando de misión e distribui forças para o teatro de operações», garantindo ao mesmo tempo assistência militar aos parceiros africanos para implantar «segurança e estabilidade» no continente.

O outro comando subalterno são as Forças Navais dos EUA para Europa e África (US Naval Forces Europe-Africa) que têm o seu quartel-general em Nápoles, na base de Capodichino. Esse comando compõe-se de 6 forças das quais fazem parte os navios de guerra da Sexta Frota estado-unidense, com base em Gaeta, Itália. A sua «área de responsabilidade» abarca Rússia, Europa e África (exceptuando o Egipto que cai na «área de responsabilidade» do CentCom), para além de metade do Oceano Atlântico, o Polo Norte e a Antárctida. Essas forças estão sob as ordens da almirante Michelle Howard, que por sua vez encabeça o Comando da Força Aliada Conjunta (Joint Force Command o JFC de Nápoles), cujo quartel general se situa em Lago Patria, Nápoles.
Com essas forças, incluindo as aeronaves dos porta-aviões e os drones armados com base em Sigonella (Sicília), os EUA intensificam as suas operações militares em África. Os ataques aéreos iniciados na Líbia em Agosto deste ano, a pretexto de deter o avanço do Emirato Islâmico (Daesh), ameaça que foi por certo amplamente subestimada, são na realidade parte do plano de reconquista e recolonização da Líbia, onde desde há algum tempo operam unidades de forças especiais estado-unidenses e europeias.

Mas essa é somente a parte visível do «grande jogo» africano. Entre as numerosas «missões» do AfriCom está a já iniciada construção de uma base de drones armados no Níger, oficialmente destinada ao «antiterrorismo». Essa base está ao serviço das operações militares que os EUA, juntamente com a França, realizam desde há anos no Sahel, principalmente no Mali, Níger e Chade. Três países entre os mais pobres do mundo (o índice de analfabetismo no Níger abarca 70% dos homens e 90% das mulheres), mas muito ricos em matérias-primas (coltan - coulumbite-tantalita - e ouro no caso do Mali, uranio no Níger e petróleo no Chade) y explorados por transnacionais estado-unidenses e francesas temerosas da concorrência que já representam para elas as empresas chinesas que oferecem aos países de África condições de intercâmbio muito mais favoráveis.

Outra operação militar estado-unidense, com uso de drones e de forças especiais, já se desenvolve na Somália, país africano de primeira importância no plano geoestratégico.
Simultaneamente, o US Army Africa penetra no continente à força de programas de «cooperação para a segurança» cujo verdadeiro objectivo é garantir a formação de elites militares ao serviço dos EUA. Com esse mesmo objectivo os navios de guerra da US Naval Forces Africa percorrem as costas africanas prestando «assistência à segurança marítima».
Também não é descuidada a assistência «espiritual». O capelão do navio de assalto anfíbio USS Wasp celebrou, por videoconferência a partir do Mediterrâneo, uma missa para os marinheiros do USS San Antonio, actualmente em missão em África.

Il Manifesto / Red Voltaire

www.odiario.info

Primeiro-damismo e sororidade







































Primeiro-damismo e sororidade
por CFCAM

"Governo e grande mídia investem na figura de Marcela Temer e escancaram a visão burguesa do papel da mulher na sociedade: servidão e docilidade para atender ao trabalho reprodutivo gratuitamente. Ao “amadrinhar” o programa federal “Criança Feliz”, Marcela Temer, que não é nenhuma estudiosa ou profissional do ramo, discursa em favor da romantização da caridade em detrimento a responsabilidade estatal de combater as desigualdades sociais. Afirma seu trabalho voluntário, na contramão da profissionalização do atendimento às demandas sociais decorrentes das desigualdades econômicas, de gênero, racial e do cuidado com crianças e jovens. Ainda, faz afirmações infames sobre “instinto feminino” e “instinto materno”, expressões da ideologia burguesa para naturalizar a exploração do trabalho feminino e o abandono do Estado burguês em relação às demandas sociais. Assistimos a volta das “damas caridosas” da alta sociedade e o primeiro-damismo."

Marcela Temer e o seu papel no avanço da política neoliberal

Desde que assumiu, o novo governo, alinhado com setores mais conservadores e o projeto neoliberal para o Brasil, com Michel Temer como sua principal liderança, vem de forma truculenta atacando direitos da classe trabalhadora e provocando grandes retrocessos na Educação, na Política de Assistência e na Saúde Pública.

Quase que diariamente, um Projeto de Lei é aprovado definitivamente ou avança pelas instâncias necessárias para isso. Essa semana, tivemos PL 12.351, que muda as regras de exploração da camada do pré-sal, e PEC 241 que limita os gastos públicos, aprovadas e alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) foram feitas retirando a obrigatoriedade de diversas disciplinas, principalmente no Ensino Médio.

Alterações na previdência são engatilhadas e programas sociais vêm sofrendo cortes, como o Bolsa Família. Recentemente, o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) publicou uma Nota sobre como estes ataques fazem sangrar, ainda mais, as mulheres da classe trabalhadora. Veja no link.

Primeiro-damismo: caridade e responsabilidade do Estado

Governo e grande mídia investem na figura de Marcela Temer e escancaram a visão burguesa do papel da mulher na sociedade: servidão e docilidade para atender ao trabalho reprodutivo gratuitamente. Ao “amadrinhar” o programa federal “Criança Feliz”, Marcela Temer, que não é nenhuma estudiosa ou profissional do ramo, discursa em favor da romantização da caridade em detrimento a responsabilidade estatal de combater as desigualdades sociais. Afirma seu trabalho voluntário, na contramão da profissionalização do atendimento às demandas sociais decorrentes das desigualdades econômicas, de gênero, racial e do cuidado com crianças e jovens. Ainda, faz afirmações infames sobre “instinto feminino” e “instinto materno”, expressões da ideologia burguesa para naturalizar a exploração do trabalho feminino e o abandono do Estado burguês em relação às demandas sociais. Assistimos a volta das “damas caridosas” da alta sociedade e o primeiro-damismo.

Primeiro-damismo é o nome dado ao papel que as esposas dos presidentes da república são colocadas no Brasil, desde os anos 1940. A primeira-dama Darcy Vargas, esposa de Getúlio, foi a primeira a comandar a política de assistência e ajudou na criação da Legião Brasileira de Assistência, obedecendo um modelo centralizado de ações. A Legião Brasileira de Assistência – LBA era focada na figura das primeiras damas e assume todas as ações de assistência social até os anos de 1980. Todas as primeiras damas brasileiras até a década de 1980 foram responsáveis pela caridade do Estado junto aos pobres, tendo como principais características a benesse, a caridade e o clientelismo.

Seu retorno, na demonstração de mulher bela, recatada e do lar de Marcela Temer, além de ser uma construção ideológica do papel da mulher na sociedade, como afirmamos antes, também representa um retrocesso de 40 anos na construção de uma política nacional séria de assistência social, que foi instituída a partir da Constituição de 1988.

Vale lembrar que a primeira-dama não é considerada integrante da administração federal e nem recebe salário. E também não há nada na legislação brasileira que demonstre um papel específico para a esposa do presidente, sendo fundamentalmente protocolar e ligado aos rituais diplomáticos, além de ser amarrado ao modelo de casamento homem-mulher com homens na posição de ocupante de função pública, e não outros arranjos. E nesse caso, além de reforçar o papel de submissão marital, Marcela Temer, não estará à frente do programa como gestora, mas como promotora e visibilizadora.

O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro repudia, novamente, os ataques do governo golpista às trabalhadoras e trabalhadores. Não a retirada de programas sociais e não ao primeiro-damismo. Problemas sociais não se resolvem com caridade. Para o Coletivo, ainda que não passem de reformas, problemas sociais devem ser tratados como responsabilidade do Estado e com profissionais capacitados para o atendimento das demandas da população.

Em tempo: sobre sororidade

O Feminismo Classista, vertente feminista que dá a linha do CFCAM, repudia o conceito de sororidade, ou seja, de que todas as mulheres devem se unir e se apoiar. “Não entendemos a luta contra a opressão como “sexo contra sexo”, mas sim como “classe contra classe””. O exemplo de Marcela Temer é didático para mostrar que ela está do lado da classe inimiga e se beneficia com nossa opressão, afinal, quantas empregadas são exploradas para que ela e algumas outras possam ser consideradas “belas, recatadas e do lar”.



Fonte: CFCAM



Quem falseia a realidade?


Depois de ter ressuscitado,. após um longo período em que andou a fazer de morto, o por enquanto líder do PSD armou-se em Nostrapassos e previu uma desgraça lá para Setembro, ao nono mês o ano da graça de Deus de 2016 iria parir uma desgraça nacional, mas a desgraça que não aconteceu e o vidente falhado entrou em estado de negação. Para ele a desgraça aconteceu, os seus deputados da primeira fila até acusam o governo de ter falseado os dados da execução orçamental de Setembro,

Não deixa de ter a sua ironia a nova bandeira de Passos Coelho quando acusa o primeiro-ministro de esconder ou de negar a realidade, é uma acusação de alguém que durante meses recusou o estatuto de líder de um dos partidos da oposição, para promover a pantomina do ex-primeiro-ministro no exílio, pantomina que ainda gosta de representar nas horas livres em visitas oficiais ue os seus amigos organizam para ele acreditar que ainda é primeiro-ministro. Durante meses Passos recusou-se a ler a constituição e a perceber a realidade política saída das eleições legislativas, nunca imaginou que a esquerda seria capaz de se entender e ainda hoje não percebeu que o que aconteceu.

A liderança do PSD por Passos Coelho, é um líder sem o fulgor que aparentava quando tinha Relvas ao seu lado e o Estado lha pagava os assessores. Agora é um líder sem ideias, que vive de encenações montadas pelo aparelho local do partido, que lhe proporciona aparições públicas num papel de primeiro-ministro em que todos alinham fazendo-lhe crer que ainda o é. Passos não tem projecto e em vez de fazer oposição ao governo constrói os seus próprio moinhos de vento, convencido de que serão eles a derrubar António Costa.

Passos é uma combinação desajeitada de Nostaradamus, de D. Quixote e do Pokémon, sem ideias vive de conjunturas construídas pela sua própria imaginação. Aquele que agora acusa António Costa de negar a realidade, vive de realidades virtuais. Começou por imaginar que geringonça não iria chegar a acordo, apelou à sua direita europeia para o ajudar a manter-se no governo, apelou à Europa para impor um plano B, ganhou vida quando pensou que Portugal iria ser alvo de sanções por parte da UE, perdeu o sono ante de cada reavaliação da dívida portuguesa por parte das agências de notação, acreditou que a execução orçamental de Setembro levaria o país a um segundo resgate.

Passos não apresenta qualquer programa para o país, não tem propostas para o orçamento, não tem ideias, Passos é o que sempre foi, um político débil e desde que perdeu Relvas e Portas, é um político em estado de negação, para quem a realidade é o seu mundo virtual cheio de moinhos e de Pokémons para apanhar, quando acusa o primeiro-ministro de não ver a realidade o líder do PSD está a ser sincero, a realidade que Costa não vê a que ele próprio inventou.
jumento.blogspot.pt

ALÔ, ASSUNÇÃOZINHA


Tenho estado a pensar cá com os meus botões, que se quiser posso escrever um texto bonitinho, escolher palavras “caras” e de significado pouco acessível à maioria dos meus compatriotas. Até posso tentar, vejam lá, compor melhor o ramalhete narrativo e escolher, a preceito, uma ou outra citação de sábios.
A minha reflexão, no entanto, foi de pouca duração. Ao ler as recentes declarações de Cristas, betinha fértil e ex-ministra de uma quadrilha de corruptos fascistas, sobre o que chamou, doidona, de abertura da “caça ao contribuinte”, apercebi-me que o fez sem o decoro devido, por não ter considerado um dos mandamentos por que se rege a sua insuficiência moral.
Assim, porque é que não vai deleitar-se com a 5ª pata do cavalo de D. José?

Guilherme Antunes (facebook)

O Orçamento e as lamúrias do Pedro



O ruído à volta do Orçamento de Estado para 2017, mais me pareceu uma comédia de maus actores. A direita manda para o palco actores sem preparação que nem sequer conseguem ler, em condições, o guião que lhes entregaram.
O papel para o Montenegro, a Cristas, o Mesquita Nunes, todos capitaneados pelo Coelho na deprimente comédia que estão a desempenhar é defenderem as pensões, os salários, os contribuintes, os investidores, os canários, os gordos, os velhos, os novos, os doentes e os saudáveis, enfim defender todos e mais alguns menos aqueles que, de facto, defendem.
Ora, tal guião, só poderia redundar em anedota porque, na verdade,eles não tem jeito, além de não ter um pingo de razão, o que os torna ainda mais caricatos. Seguem exemplos:
O orçamento é mau? Claro, diz a PAF, só aumenta 10€ nas pensões. O orçamento é mau? Claro, só desce o déficit para 1,8% do PIB. É mau porque não aumenta as pensões mínimas. É mau porque as que aumenta devia aumentar mais. É mau porque a sobretaxa só acaba em Novembro para os contribuintes mais abonados, etc. Ora eles criticavam o Governo por devolver rendimentos demasiado depressa e agora criticam por o ritmo de devolução ser mais lento?! Deviam era aplaudir porque era o programa deles!
O meu comentário é o seguinte:esta gente não tem vergonha. Se eles governassem não estariamos a discutir quanto e quando sobem as pensões mas sim quanto seriam cortadas, e tem a lata de vir dizer que os aumentos são insuficientes?!
Vi o Mesquita Nunes do CDS atacar o João Ferreira do PCP dizendo que PCP não defende devidamente os pensionistas, no Jornal da Noite da SICN, porque se defendesse devia votar contra o orçamento e vai votar a favor!
Era o que eles queriam para regressarem outra vez ao poder e poderem continuar a ir ao pote do Estado assambarcando para eles e para os seus amigos.
Triste país que tem gente de tão fraco nível a fazer oposição. Com uma oposição destas fico, contudo, tranquilo: não voltam ao poder nas próximas décadas, como as últimas sondagens recentes, vão profeciando.
Passos Coelho e companhia bem podem emigrar. Não andam cá a fazer nada e não apresentam nenhuma proposta de jeito, continuando na senda do bota-baixismo de guerrilha.
Passos só se lamuria porque lhe roubaram o brinquedo. Parece que se foi já queixar à mãezinha: “Mamã, aquele menino, o Tó Costinha, é um menino mau…”.

 estatuadesal.com

CONTADOR BLOGUER

ESTES SÃO OS 10 PAÍSES NA ESTATÍSTICA OFICIAL DO CONTADOR BLOGUER (nem todos são referidos, só os primeiros 10) QUE HOJE, ATÉ À HORA ACTUAL VISITARAM O desenvolturas e desacatos que possivelmente vai triplicar o seu número de visitas diárias e bater novo recorde. A soma de tudo só terminará às 24 horas
Obrigado a todos os leitore(a)s amigo(a)s e camaradas pela preferência.Estou tentando sempre inovar e melhorar a qualidade de informação.


PSD: UM ANTRO DE ALDRABÕES


Bom dia!, desculpa lá se tivemos de matar o teu pai...



Na raiz do mal, o fim das utopias, enterradas com o colapso de todas as correntes políticas progressistas. (A cleptocracia) do século XXI abandonou o futuro em nome da gestão do risco e do medo, e indiferente à ira das gerações mais jovens. Entre um quotidiano militarizado e o julgamento final à moda jihadista (inventada), apenas "a ascensão de outra radicalidade" poderá reavivar a esperança colectiva.(Carta Maior)

Entretanto. A agência governamental que trata de fundamentar as acções bélicas do Império, vem dizer que o "Estado Islâmico" (ISIS) NÃO É UMA ORGANIZAÇÃO TERRORISTA! e até lhe mudam o nome: "Islamic State of Iraq and al-Sham". Anteriormente chamaram-lhe "Islamic State of Iraq and Syria", , mas como com a intervenção russa bateram com o s burrinhos na água mudaram-lhe a nomenclatura às pressas. Áh, e dizem que são mais perigosos que a al-Qaedavem na influente Foreign Affairs" 
Extracto do discurso de Barack Obama durante a comunicação sobre o Estado da Nação: “Deixem-me ser claro, nós queremos combater o ISIS mas também lutamos contra o Assad na Síria, mesmo pensando que o ISIS está a combater o Assad na Síria e os Russos, que estão na Síria para ajudar a combater o ISIS. Então, nós Estados Unidos temos de combater os Russos para os impedir de lutar com Assad contra o ISIS. Se tudo isto tem ar de ser patético para vós, então é porque é mesmo” - Tudo bem, falta apenas explicar porque é que em todos os discursos do Estado da Nação o primeiro ministro-ministro de Israel tem de fazer também uma intervenção destinada ao povo norte-americana. Pretendem confirmar que Israel é que manda naquilo tudo e os políticos made-in-USA são meras marionetas?