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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

em rota de despedida


LEIAM E APRENDAM O QUE SÃO AS MULTINACIONAIS DA VIGARICE - É ISTO QUE OS GOVERNOS PROTEGEM ? Uber pagou 34 mil euros de impostos em Portugal





O Jornal Económico escreve que a plataforma de mobilidade registou vendas de 715 mil euros o ano passado, um número inferior à Ginginha do Rossio. E diz que o grosso das receitas “vai directamente para a sede na Holanda”.
A subsidiária portuguesa da Uber pagou 34 mil euros em impostos sobre o rendimento em 2015. O número foi avançado na edição desta sexta-feira, 14 de Outubro, do Jornal Económico.
A publicação diz citar as contas da Uber Portugal. "O grosso das receitas vai directamente para a sede na Holanda [Uber BV] e escapa aos impostos do país", concretiza.

O Jornal Económico diz ainda que a sociedade da Uber registada em Portugal registou vendas de 715 mil euros em 2015. "Até a Ginginha do Rossio reportou mais receitas que a Uber Portugal: teve vendas de 779 mil euros no ano passado", compara. Isto para cerca de mil condutores, que terão realizado um milhão de viagens.

O semanário explica que os parceiros da Uber ficam com 70 a 80% do valor cobrado aos clientes nas viagens.

"Quando se recebe uma factura da plataforma Uber, ela não é emitida em nome da empresa nascida nos Estados Unidos. Está em nome do que o grupo designa de parceiros – condutores a recibos verdes ou empresas que contratam parceiros a recibos verdes, muitas vezes para turnos de 12 horas", conta.

Os dados são publicados após o protesto dos taxistas na passada segunda-feira, 10 de Outubro, contra as plataformas de mobilidade Uber e Cabify. Com destino à Assembleia da República, a marcha lenta acabou por se centrar na Rotunda do Relógio – que permite o acesso ao aeroporto de Lisboa – após confrontos com a polícia.

www.jornaldenegocios.pt

Medicina Tradicional Chinesa


O termo “Medicina Tradicional Chinesa” é utilizada para descrever um sistema de medicina que se desenvolveu na China. Os textos mais antigos encontrados datam de cerca de 3500 anos atrás e descobertas arqueológicas sugerem que as origens da medicina chinesa têm pelo menos 5000 anos.
Esta medicina, mesmo sendo denominada de tradicional, tem mudado e evoluído com o tempo, até aos dias de hoje, vislumbrando-se como parte constituinte do mundo moderno.
A MTC é uma medicina holística, vê o corpo humano como um todo indissociável (corpo, mente, espírito), um equilíbrio energético. Quando esse equilíbrio é afetado por alguma razão, surge a doença. A MTC funciona ao repor esse mesmo equilíbrio, restabelecendo a saúde.
São utilizados quatro examinações básicas para determinar o que está em desequilíbrio, elaborando-se assim o diagnóstico. Em primeiro, questionam-se os sinais e sintomas, historial médico e desenvolvimento da doença; em segundo, observa-se a face, o corpo e, em especial, a língua e respetiva capa; em terceiro, ouve-se a voz, a respiração e verificam-se alguns odores que o corpo possa transmitir e, finalmente, faz-se a palpação de diversas áreas do corpo, em especial os pulsos.
A MTC utiliza vários métodos para tratar os diversos problemas, nomeadamente a Acupuntura, Moxabustão, Medicina Herbal Chinesa, Massagem Tui Na, Dietética, Reflexologia (estimulação numa determinada área reflexa como os pés, mãos e orelhas) e o Chi Kung (ginástica energética).
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Acupuntura
A acupuntura (do latim acus – agulha e punctura – colocação) é a técnica da Medicina Tradicional Chinesa mais conhecida e, de acordo com a nova terminologia da OMS Organização Mundial da Saúde, é um método de tratamento complementar eficaz comprovado desde 1979, em 43 doenças. Foi também declarado Património Cultural Mundial pela Unesco em 19 de novembro de 2010. Desde essa altura, vários estudos científicos foram realizados no ocidente que demonstram a sua eficácia em mais de 100 doenças.
Acupuntura consiste na inserção de agulhas esterilizadas muito finas em pontos específicos do corpo com o objetivo de reequilibrar a energia vital (Qi – pronunciado chee) do organismo e assim tratar a doença. Cientificamente, sabe-se que a Acupuntura estimula a circulação sanguínea local, mais concretamente nos pontos de acupuntura. São também produzidas uma série de substâncias que fazem com que exista um equilíbrio dos sistemas  Imunitário, Endócrino e Nervoso.
Existem mais de 400 pontos de acupuntura, sendo a maioria localizado num nos 12 principais meridianos ou canais que percorrem todo o corpo bilateralmente. Existem mais oito designados de “meridianos extraordinários” que são também bilaterais exceto dois que percorrem a linha média. Para além destes pontos, existem também os chamados “pontos extras” que não pertencem a nenhum canal. Cada ponto de acupuntura tem uma localização anatómica bem descrita, mas de pessoa para pessoa pode variar ligeiramente.

Medicina Herbal Chinesa
É um complemento muito importante à Acupuntura, pois conta com milhares de combinações, principalmente à base de plantas e ervas, para ajudar no processo de tratamento e no resultado final. Inclusive, nalgumas patologias, é o tratamento principal.
Estas combinações,denominadas de fórmulas, podem ser prescritas na forma de comprimidos, cápsulas, pós, chás e plantas secas,  de acordo com o diagnóstico à luz da Medicina Tradicional Chinesa.
No centro Medi&Estética, utilizamos fórmulas reconhecidas internacionalmente pela sua qualidade e eficácia. Utilizamos os melhores ingredientes  com um apertado controlo de qualidade. Tudo o que prescrevemos é rigorosamente controlado por laboratórios independentes que obedecem a controlos de qualidade feitos por organismos Europeus e Norte-Americanos. Isto é extremamente importante, pois existem inúmeras gamas de Fitoterapia Chinesa de muito baixa qualidade no mercado.
medicina herbal

Moxabustão
É uma técnica da Medicina Tradicional Chinesa que consiste na aplicação de calor a áreas ou a pontos de acupuntura, pela combustão da erva Artemisia sinensis e Artemisia vulgaris. O caracter chinês para acupuntura (针刺) traduzido literalmente significa “acupuntura-moxabustão”. A moxabustão pode ser feita de duas formas: direta ou indireta. Direta significa que é diretamente em cima da pele com a forma de um cone, bago de arroz, cilindro, etc. Indireta significa que é feita em cima da agulha (como na imagem) ou com um charuto. O paciente sentirá uma sensação agradável de calor que penetra profundamente na pele e nunca dor ou queimação.
Para que serve esta técnica?
Nos princípios da Medicina Chinesa, a moxa é utilizada principalmente em pacientes que têm quadros de “frio”, “humidade” e de “estagnação”, pois a moxabustão aquece os meridianos e promove uma melhor circulação de Qi e sangue.
Alguns estudos, um deles no Journal of the American Medical Association (1998), comprovam que a moxabustão, num ponto de acupuntura específico, ajuda em 75% do casos a virar o feto para uma posição normal quando este se encontra numa posição sentada. A moxabustão é também frequentemente utilizada nas seguintes queixas: diarreia, colite, incontinência urinária, dores menstruais, ciática (alguns tipos), osteoartrite do joelho, síndrome temporomandibular, lesões dos tecidos moles , dor no calcanhar, asma e herpes zóster. Também pode ser utilizada para tratar fraqueza, fadiga e problemas relacionados com o envelhecimento.
Moxa

Auriculoterapia
A auriculoterapia é uma terapia que consiste na estimulação de diversos pontos específicos nas orelhas. Este estimulo pode ser efetuado com agulhas, sementes de mostarda, objetos metálicos ou magnéticos. Os pontos, denominados de pontos reflexos, correspondem a diversas funções, zonas e órgãos do corpo. Quando estimulados, o cérebro recebe um impulso que desencadeia uma série de fenómenos físicos, promovendo assim a saúde.
É uma terapia utilizada para aliviar dores (enxaqueca, dor ciática, torcicolo, contraturas musculares…), tratar ansiedade, enxaqueca, obesidade, excesso de apetite, problemas digestivos, insónia, stress, vícios como fumar etc. Também pode ser utilizada para tratar a hipertensão, vertigens ou palpitações. Além disso, a auriculoterapia ajuda a diagnosticar e a prevenir algumas doenças através da observação dos pontos específicos da orelha que se encontram alterados.
auriculoterapia-organs

Massagem terapêutica Tuiná
O termo Tuiná significa literalmente “empurrar e agarrar”. Este tipo de massagem é específico da Medicina Tradicional Chinesa. Utiliza manipulações e técnicas específicas para estimular pontos e trajetos semelhante a uma sessão de acupuntura. Também é aplicada a áreas mais abrangentes dependendo de cada queixa.
Quais as principais diferenças entre a massagem Tuiná e outros tipos de massagem?
  1. A Tuiná apenas é executada depois de elaborado um diagnóstico.
  2. É uma massagem terapêutica e não apenas de relaxamento, ou seja, visa tratar ou contribuir para tratar doenças.
  3. Inclui técnicas de manipulação capazes de corrigir quadros patológicos caracterizados por incorreta posição articular.
  4. Existem técnicas específicas para crianças, Tuiná pediátrico, o que se torna bastante útil como substituto da acupuntura.
Beautiful woman in a spa with massage therapy

Ventosaterapia
É utilizada há milhares de anos pela Medicina Chinesa, mas não é uma técnica exclusiva desta medicina, havendo registo de utilização de ventosas para fins terapêuticos em antigas civilizações como a Egípcia, Grega, em toda a África e nas comunidades Índias Norte Americanas, sendo inicialmente utilizados chifres de animais aquecidos.
Na Medicina Chinesa, o uso de ventosas baseia-se na Acupuntura. Consiste na colocação de um género de copos de vidro, de bambu ou de plástico numa determinada zona. O ar é retirado do seu interior produzindo um efeito de sucção e o tecido por baixo é parcialmente levantado para dentro do copo. Sente-se um género de aperto na zona do copo, produzindo um efeito relaxante e calmante.
Dependendo do que estamos a tratar, as ventosas podem ficar fixas ou podem ser movidas. Para fazer ventosas móveis, é aplicado primeiro um óleo de massagem ou um creme, depois deslizamos as ventosas sobre a zona a tratar, sendo o efeito semelhante a uma massagem. Ajuda a ativar a circulação, retirar “estagnações e bloqueios”, melhora o funcionamento dos órgãos e estimula os pontos e trajetos da acupuntura.
Não provoca dor, no entanto a pele pode ficar com alguma descoloração que desaparece passado alguns dias.
A ventosaterapia é utilizada com sucesso nas seguintes queixas: Dores Musculares, Dor Lombar, Artrite, Stress, Gripe, Constipação Comum, Hipertensão, Má Circulação, Celulite e Gordura Localizada.
A ventosaterapia é habitualmente articulada com outras terapias da Medicina Chinesa.
Hipócrates, o homem que muitos consideram ser o “pai da medicina moderna”, no seu guia de tratamento clínico recomenda a ventosaterapia…


Fire cupping cups on back of female patient in Acupuncture therapy

Reflexologia podal
A reflexologia podal consiste na utilização de diversas técnicas onde se aplica pressão em determinados pontos e áreas em ambos os pés. Existem zonas reflexas na sola, dorso e lateralmente. Esta estimulação tem em vista estimular determinados órgãos, nervos, glândulas e partes do corpo ligados a estas zonas reflexas. É uma técnica que pode ser utilizada por si só ou como parte integrante de um tratamento de Medicina Chinesa. Ajuda significativamente em patologias emocionais, insónia, diversos problemas gastrointestinais, sistema imunitário, sistema linfático, dor de cabeça, enxaqueca, ciática, dor lombar etc.
Imagem-2-Reflexologia-Podal 

Dietética
Quando o diagnóstico pede uma dieta particular, o Especialista de MTC considera os alimentos de forma semelhante à que olha para as plantas e assim prescreve uma dieta específica.
Os alimentos são vistos de uma forma diferente do habitual. Na Medicina Chinesa são vistos principalmente pela sua Natureza: Quente, Morno, Neutro, Fresco e Frio; pela sua Ação: Descendente, Ascendente, Harmonizar, Centrífuga e Centrípeta e pelo seu Sabor. Sendo que cada sabor corresponde a órgãos específicos:
O sabor Amargo relaciona-se com o Coração e o Intestino Delgado;
O sabor Doce relaciona-se com o Estômago e o Baço;
O sabor Picante está ligado ao Pulmão e Intestino Grosso;
O sabor Salgado associa-se ao Rim e à Bexiga;
O sabor Ácido relaciona-se com o Fígado e a Vesícula Biliar.
Se um sabor é ingerido na quantidade certa vai alimentar a forma e a função do órgão; se pelo contrário a dose for excessiva vai lesá-lo ou hiperestimulá-lo.
O desejo excessivo de um determinado sabor pode ser indicador de desequilíbrio nesse determinado órgão.
A forma de cozinhar (grelhar, estufar, saltear, no forno, etc.) pode alterar em parte a natureza do alimento.

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acupunturatiagomartins.co

RAPÉ – SEGREDOS DA CULTURA XAMÂNICA

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O rapé é um pó feito geralmente de tabaco e outras ervas e cinzas de árvores que são moídos e transformados em um pó fino e aromático que é aspirado ou soprado pelas narinas. Seu uso é ancestral e já esteve bem presente em diversos lugares e épocas. Porém seu aspecto mais interessante é o uso pelas tribos indígenas e pelos caboclos da floresta, que o utilizam para diversos fins, entre eles medicinais e cerimoniais. Tomei contato com rapé através de amigos de jornada que me apresentaram em momentos especiais, onde pude receber e perceber no rapé um aliado de valor, que assim como outras substâncias dos reinos vegetal, mineral e animal que existem nas florestas, estão ai para auxiliar e ensinar aqueles que puderem compreender que onde há vida, existe uma ciência, um ensinamento divino, que pode nos auxiliar em muitos aspectos, inclusive físicos, mentais e espirituais.
Acredito na importância da valorização dessa cultura e das medicinas naturais tradicionais e ancestrais existentes e na importância do resgate histórico e preservação desses conhecimentos que correm o risco de desaparecer em meio a atual banalização de valores e de tudo que é simples e natural, que vivemos hoje.
O tabaco aqui citado, não é industrializado, e sim o Tabaco Xamânico,uma planta ancestral. O Tabaco sempre foi considerado pelos índios como uma Planta de Poder, porém caiu em mau uso pelos brancos, perdendo sua força original e seu poder, sendo usado de forma viciante, responsável por terríveis males no organismo.
O tabaco selvagem é uma planta muito poderosa e curativa, em seu estado original e na forma correta de sua utilização. O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas do xamanismo. Ele fumado no Cachimbo Ritualístico, carrega as preces para o Universo.
É usado para fazer oferenda aos guardiões, ao Grande Mistério, etc. Fumar tabaco ( em ritual ) é evocar o Plano Espiritual.
Desde a aparição da Mulher Búfalo Branco para os nativos norte-americanos, o tabaco é considerado uma planta que traz claridade. Ele é o totem vegetal da Direção Leste, do Elemento Fogo. E, como tudo que é fogo, é ambíguo. Pode elevar, transmutar ou pode destruir. Quando o tabaco é utilizado espiritualmente, traz purificação, centramento, transforma energias negativas em positivas, serve de mensageiro. Quando utilizado como vício pode matar. É utilizado no Xamanismo Universal. No Perúu é fumado em rituais na Pipa ( cachimbo ) e na forma de cigarro. Os ayahuasqueiros chegam a dizer que “Sin tabaco! Sin la Ayahuasca!” Geralmente o fumo não é tragado ( tragar é coisa do vício ).
No Peru também extraem o mel de tabaco, um poderoso alterador de consciência.Podemos ver nos rituais afro ( candomblé, umbanda, etc) a utilização do tabaco pela entidades, fazendo purificações, passes, exorcismos, oferecer charutos em despachos,etc.
No Chanumpa (EUA), para cada pitada de tabaco, convida-se um espírito para participar do ritual. Ele também é ofertado para os espíritos, para o fogo, utilizado para abrir portais da mata, honrar a Criação, confeccionar bolsas medicinais, pacote de preces, etc.
O tabaco é uma planta de grande ajuda. Utilizada para defumação ou no Cachimbo Sagrado, ele pode, trazer novos começos para quem quer que o esteja usando ou para quaisquer projetos ou lugares para o qual ele é queimado.
O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas, por muitos povos nativos. Para os nativos norte americanos, quando fumado no Cachimbo Sagrado, ele carrega as preces para os espíritos. Com frequência, é usado para se fazer oferendas para os Espíritos Guardiões. Fumar tabaco é chamar o plano espiritual para ajudar. Segundo Sun Bear, se alguém fuma por diversão, estará continuamente chamando Espírito para si com um falso alarme. A maior parte do tabaco comprado em lojas é misturado com material químico, nocivo a saúde.
Existem estudos que dizem que o rapé tem o poder de ativar o sistema límbico do cérebro. Entre os mateiros brasileiros, eles utilizam-se do rapé, para se harmonizarem com os seres da floresta. Lembrando que o tabaco utilizado é sabiamente escolhido pelos mestres do rapé. O tabaco, que é chamado na região de Porronca, tem várias origens, ao longo do Rio Juruá, e obviamente, alguns se destacam pela qualidade e pela pureza, entretanto, são todos orgânicos, ou seja não levam venenos, pesticidas, herbicidas, defensivos ou outro produto de infame sinônimo na sua produção.
Como podemos perceber o Tabaco é e sempre será um valioso instrumento de Poder e Cura para os males que assombram os seres humanos. Porém, é preciso cuidado e sabedoria em seu uso, para não cairmos nas correntes do vício.
O RAPÉ INDÍGENA
O rapé é uma tradição cultural e espiritual dos povos Katukina, Yawanawá e de outras tribos da região. Ele é usado como consagração depois do trabalho, para desabafar, relaxar, esfriar a memória. Ele pode ser usado a qualquer hora e tira o enfado físico mental e espiritual, quando nasce um novo pensamento, uma idéia nova. O rapé é preparado com muito carinho, usando-se tabaco e cinzas de outras árvores, dentre elas o Tsunu.
Dentro da tradição indígena , não se “aspira” o rapé. Ele é sempre “soprado” por outra pessoa ou por quem vai tomar o rapé. Soprado para dentro das narinas através de um instrumento tipo um bambu oco, o Tipí, e aplicado por um pajé ou por outra pessoa e provoca uma forte reação nos mais inexperientes. Seu efeito é rápido e após isso sente-se um grande bem estar e disposição, fora a limpeza das vias aéreas, que ele proporciona. Relatam que o rapé se usa para esfriar o corpo, pois quando se trabalha muito debaixo do sol, ao ir tomar banho de água fria das cacimbas, pode-se pegar um resfriado, e é bom cheirar rapé antes. Além de estimulante, portanto, o rapé também faz baixar a pressão. O rapé também é usado para caçar e para tirar a “panema” (preguiça) e na hora da cerimônia do Uni (ayahuasca). As duas energias se unem e o Uni vem com mais luz, mais perfeito, mais profundo.
A pessoa que aplica deve saber o que faz, pois tanto o modo como ele pega o pó da mão com o tipi, a maneira que assopra, e o que pensa quando assopra, influenciam positivamente, ou negativamente o trabalho. Ou seja, o mesmo rapé aplicado por duas pessoas diferentes certamente não será o mesmo rapé e, assim, o efeito também não será o mesmo. Também pode ser aplicado pela própria pessoa com um auto aplicador, um tipi bem curto, denominado Kuripe. Ele é bem curto, e cabe no espaço entre a boca e o nariz, e é pessoal, como escova de dentes.
Por:  Rafael Guimarães
omundodegaya.wordpress.com

Índia formada em medicina em Cuba quer levar conhecimentos a aldeias


Maíra sonha com a revalidação do diploma; ela fez 1ª prova em Rio Branco. 

'Ouvia piadas que eu andava entre cobras e onças', diz ela sobre faculdade.


Maíra Yawanawá, de 27 anos, tem origem indígena do povo Yawanawá e amazonense (Foto: Arquivo pessoal)Maíra Yawanawá, de 27 anos, tem origem indígena do povo Yawanawá e amazonense (Foto: Arquivo pessoal)















O sonho de cuidar da saúde de seu povo na aldeia deu força para a índia Maíra Yawanawá, de 27 anos, passar sete anos longe de casa para estudar medicina. Ela começou o curso em 2009, como cotista indígena da Escola Latino Americana de Medicina, em Cuba, e se formou em julho deste ano.
Hoje, o maior desejo de Maíra é validar o diploma e poder unir os conhecimentos adquiridos da faculdade com o da cultura indígena.
"Quero atender as comunidades indígenas e ribeirinhas. Nada melhor do que uma índia, que já conhece essa realidade, para trabalhar junto com eles. Acho que a gente conhece a nossa casa. Eu sei como meu povo funciona. Tenho os conhecimentos que adquiri como médica, mas também sei respeitar a cultura", afirma.
A médica é um dos inúmeros candidatos formados em universidades fora do Brasil que buscam revalidar seus diplomas por meio do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida). 

"Os indígenas tinham mais a tradição de curandeiros, com o uso das ervas para tratar as pessoas. Hoje como as coisas estão modernas, existem doenças na aldeia que não existiam antes e não é possível resolver somente da forma indígena. A ideia é somar os conhecimentos tanto da cultura indígena quanto da ciência", diz Maíra.
Segundo Maíra, ter uma índia formada em medicina é um avanço para o seu povo.
g1.globo.com

CURIOSIDADES E FACTOS LIGADOS À MEDICINA


Trotula de Salerno – a primeira médica



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No século XI, em Salerno (Itália), havia aquilo que poderia ser chamada de verdadeira escola de medicina (precursora de uma faculdade tal qual entendemos hoje) e costuma-se dizer que era a primeira instituição desse tipo no mundo. Havia hospital-escola, consultórios com médicos renomados que atraiam pacientes de lugares distantes e uma importante produção de pesquisas e tratados sobre medicina e procedimentos. Era um universo dominantemente masculino, mas entre os profissionais teria existido a médica Trotula, que também costumava escrever tratados destinados a instruir outros médicos quanto aos métodos de tratamento e atendimento às mulheres num tempo no qual tabus religiosos, morais e legais impediam que os médicos estudassem adequadamente os problemas ginecológicos.
 São atribuídos a Trotula a autoria de pelo menos dois importantes livros a respeito da saúde feminina. Um deles aborda técnicas e procedimentos ginecológicos e obstétricos, além de apresentar uma tese incômoda na época: A ideia de que, por vezes, os homens eram a causa biológica dos problemas de concepção ao invés de apenas as mulheres. Seu segundo livro abordava procedimentos estéticos para preservar ou aprimorar a beleza feminina, incluindo tratamentos para pele e cabelos. Eram conhecimentos bem fundamentados que não eram objeto de grande interesse ou mesmo que eram “impedidos” aos médicos homens.
 No século XVI começou uma verdadeira campanha contra Trotula, que passou a ter a própria existência questionada. Seus críticos (que incluíam médicos e historiadores) argumentavam que uma mulher não estudaria e muito menos ensinaria medicina em seu tempo, surgindo então a suspeita de que, na verdade, um homem usou um pseudônimo feminino para publicar os livros, evitando com essa artimanha enfrentar problemas com as leis e com a Igreja. Havia ainda quem afirmasse que era pouco provável que uma mulher fosse mesmo capaz de produzir aqueles livros tão profundos e repletos de informações com altos rigores de embasamentos científicos.
 Hoje poucos historiadores duvidam da existência de Trotula e até deduzem que pode ter se tratado de uma mulher de origens sociais abastadas, que teve acesso privilegiado a um universo intelectual masculino e elitizado.


“Cura Gay” durante o regime nazista



Carl Vaernet


O médico dinamarquês Carl Vaernet era um experimentado e habilidoso estudioso de tratamentos hormonais. Em 1930 aderiu ao nazismo oficialmente, passando a militar no braço do Partido Nazista na Dinamarca. Foi trabalhar no campo de concentração de Buchenwald, onde passou a realizar seus experimentos hormonais para pretensiosamente “curar” gays. Os testes envolveram pacientes do sexo masculino e maioria foi submetida a um ineficaz coquetel de hormônios, contudo 17 deles tiveram que passar por um procedimento bem mais radical: O implante de uma glândula que teria como objetivo produzir hormônios masculinos suficientes para que houvesse uma mudança na condição dos “pacientes”. Mais uma vez não houve nenhum resultado positivo, pois nenhum passou pela mudança pretendida e algumas das cobaias humanas acabaram morrendo por conta de complicações pós-operatórias. Enfim, ninguém foi “curado”.
Vaernet escapou após a queda do nazismo, tendo vivido foragido no Brasil e na Argentina, onde morreu em 1965.


Tratamento de hemorroida na Idade Média


 

Ao que parece, nada era mesmo fácil na Idade Média. A iluminura do século XII de procedência não definida (pode ser holandesa ou inglesa) demonstra o quanto certos procedimentos médicos poderiam ser aterrorizantes. Aqui está retratado um método cirúrgico para tratar hemorroidas.


A evolução das próteses



A preocupação com a adequação de pessoas mutiladas ou que padeciam de deficiências levou alguns inventores, médicos e curiosos a uma produção de artefatos para “substituir” os membros necessários para as vidas daqueles que faziam uso dessas criações. As próteses nem sempre eram confortáveis, muitas vezes incomodavam e até feriam, mas o desenvolvimento desses projetos foi representando uma trajetória para o aprimoramento das próteses.
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Século 16: Projeto do braço direito de Gottfried “Götz” Von Berlichingen
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Século 16: Projeto do braço direito de Gottfried “Götz” Von Berlichingen
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1580: Mão de ferro
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1580: Mão e braço de ferro

Alexander Bogdanov – O cientista que morreu tentando ser imortal


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O controvertido Alexander Bogdanov (na foto jogando xadrez dom Lênin) era dotado de múltiplas habilidades e de uma inteligência fenomenal, além de grande inquietação intelectual.
 Foi comunista e integrante de primeira hora do partido bolchevique e abandonou, mas rompeu com os comunistas mesmo antes da Revolução Russa. Foi embora da Rússia para nunca mais voltar e condenou a opressão do regime implantado pelos revolucionários, apesar de manter-se filem aos ideais socialistas e ainda gozar de respeito por parte de Lênin e Stalin.
 Era médico e serviu atendendo feridos durante a Primeira Guerra Mundial e já naquela época escrevia ensaios de economia que antecipava que seu país desenvolveria um grande complexo militar-industrial. Mas além da medicina e da economia política ele também demonstrava aptidões como filósofo, poeta, romancista e até escreveu um ensaio científico precursor da cibernética.
 Sua imensa curiosidade o levou a considerar a possibilidade da imortalidade. Empreendeu seu conhecimento de hematologista para promover experimentos em si mesmo e considerou que a renovação sanguínea era a chave para prolongar indefinidamente a vida. Teorizou sobre isso e promoveu incontáveis transfusões de sangue, relatando os efeitos que elas lhe causavam. Registrou que receber diversas transfusões de sangue alheio (sobretudo de doadores jovens) melhorou sua vista, impediu queda de cabelo, rejuvenesceu sua pele e todos que o cercavam confirmavam isso. O problema é que ele pouco verificava a qualidade do sangue recebido e acabou realizando transfusão de um estudante doente de malária. O resultado não foi outro: Bogdanov… mas o doador continuou vivo!

historiablog.org

História da Medicina


As origens da medicina, conhecimentos de anatomia no Egito Antigo e na Grécia Antiga, os avanços da medicina na época moderna, medicina na atualidade, o Juramento de Hipócrates



Hipócrates: pai da medicina
Hipócrates: pai da medicina

Desenvolvimento da medicina na História 

Por meio de descobertas arqueológicas, descobrimos que os povos da antiguidade, como os egípcios, já realizavam operações complexas, fato que comprova grande desenvolvimento e inteligência desse povo. Este povo fez grandes avanços na medicina graças ao seu sofisticado processo de mumificação de corpos. Os mumificadores, ao abrirem os corpos dos faraós para retirar as entranhas, conseguiam muitas informações sobre a anatomia humana.

Sabe-se que os gregos foram os pioneiros no estudo dos sintomas das doenças. Eles tiveram como mestre Hipócrates (considerado até hoje o pai da medicina). Um outro povo que teve também um grande conhecedor da medicina (o grego Galeno, que morava em Roma) foi o povo romano. Após Hipócrates e Galeno, a medicina teve poucos avanços.  

Na Idade Média, era comum que o médico procurasse curar praticamente todas as doenças utilizando o recurso da sangria. Este era feito, principalmente, com a utilização de sangue-sugas. Porém, neste período os conhecimentos avançaram pouco, pois havia uma forte influência da Igreja Católica que condenava as pesquisas científicas.

No período do Renascimento Cultural (séculos XV e XVI ) houve um grande avanço da medicina. Movidos por uma grande vontade de descobrir o funcionamento do corpo humano, médicos buscaram explicar as doenças através de estudos científicos e testes de laboratório.

Contudo, no século XVII, William Harvey fez uma nova descoberta: o sistema circulatório do sangue. A partir daí, os homens passaram a compreender melhor a anatomia e a fisiologia.  
No século XIX todo o conhecimento ficou mais apurado após a invenção do microscópio acromático. Com esta invenção, Louis Pasteur conseguiu um enorme avanço para medicina, ao descobrir que as bactérias são as responsáveis pela causa de grande parte das doenças.

Felizmente, a medicina atual dispõe de inúmeras drogas capazes de curar, controlar e até mesmo de evitar inúmeras doenças. Aparelhos eletrônicos sofisticados são capazes de fazer um diagnóstico apurado, passando informações importantes sobre o paciente. Os avanços nesta área são rápidos e possibilitam um vida cada vez melhor para as pessoas.

O Juramento de Hipócrates

" Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

www.suapesquisa.com

A Civilização Branca extinta da Amazônia





Uma cidade perdida descoberta nas profundezas da floresta amazônica pode desvendar os segredos de uma tribo lendária.
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Pouco se sabe sobre o “Povo das Nuvens” do Peru, uma civilização antiga, de pele branca, dizimada pelas doenças trazidas pelos colonizadores europeus no século 16. Mas agora, arqueólogos descobriram uma cidade fortificada em uma área remota e montanhosa do Peru conhecida pela sua beleza natural. Acredita-se que essa descoberta possa finalmente ajudar os historiadores a descobrir os segredos dos “guerreiros brancos das nuvens”.
A cidadela descoberta está escondida em uma das áreas mais distantes da Amazônia. Ela se encontra na borda de um abismo que a tribo pode ter utilizado como um mirante para espionar inimigos. O acampamento principal é composto por casas circulares de pedra cobertas por mata. Pinturas rupestres cobrem algumas das fortificações, e próximo às residências encontram-se plataformas que teriam sido usadas para moer sementes e plantas para fazer alimentos e medicamentos.
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A tribo amazônica dos Chachapoyas tinha pele branca e cabelos loiros – características que intrigam os historiadores, uma vez que não há ascendência europeia documentada na região, onde a maioria dos habitantes é de pele mais escura.
O “povo das nuvens” uma vez comandou um vasto reino que se estendeu através dos Andes, até as margens da floresta amazônica do norte do Peru. Nomeados assim porque viviam em florestas tropicais cheias de névoa e nuvens, a tribo mais tarde aliou-se aos colonizadores espanhóis para derrotar os incas, mas foram todos mortos por epidemias de doenças européias, como o sarampo e a varíola. Grande parte do seu modo de vida, que remonta ao século IX, foi também destruída pela pilhagem, deixando pouco para os arqueólogos a examinarem.

A muralha que cerca a cidadela tem paredões de pedra com 20 m de altura que estendem-se ao longo de cerca de 600 m de comprimento por 110 m de largura, uma verdadeira fortaleza!
Os cientistas têm grandes esperanças com a nova descoberta, feita por uma expedição ao distrito de Jamalca, na província peruana de Utcubamba, cerca de 800 km a nordeste da capital, Lima.
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Até recentemente, muito do que se sabia sobre essa civilização perdida vinha de lendas incas. Até mesmo o nome que eles chamavam a si próprios é desconhecido. O termo Chachapoyas, ou “pessoas das nuvens,” foi dado a eles pelos próprios incas. Sua cultura é mais conhecida pela fortaleza de Kuellap, no topo de uma montanha em Utcubamba.
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Dois anos atrás, arqueólogos encontraram uma câmara mortuária subterrânea dentro de uma caverna com cinco múmias – duas delas intactas, com pele e cabelo.
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Um historiador da época, Pedro Cieza de Leon, escreveu suas análises pessoais sobre os Chachapoyas: “Eles são os mais brancos e os mais lindos de todos os povos que eu já vi. Suas mulheres são tão bonitas que, por causa da sua beleza, tornam-se esposas dos incas e são levadas para o Templo do Sol”. Ele também escreveu: “As mulheres e seus maridos sempre se vestem com roupas de lã, e em suas cabeças usam seus llautos [turbantes de lã], um sinal que eles usam para serem reconhecidos por toda parte”.
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rebuilt house, Kuelap
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Uma das coisas que mais chama a atenção no mundo dos chachapoyas são os sarcófagos. O mundo andino, e as civilizações costeiras, enterravam seus mortos debaixo da terra. Mas os chachapoyas não, eles os enterravam na parte mais alta das montanhas, em sarcófagos de madeira em forma humana – como os antigos egípcios… O mais parecido com os sarcófagos dessa misteriosa civilização de guerreiros brancos são as imensas esculturas na Ilha da Páscoa. Será que Rapa Nui foi uma ilha conquistada por esses guerreiros?
rapanuichachapoyas


Fontes:
 ATWA Brasil
peruantiguo.wordpress.com
otrecocerto.com