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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

em rota de despedida


DINHEIRO PÚBLICO DESBARATADO


Que eu saiba, é a primeira vez que se conhece uma desagregação dos estágios apoiados pelo Estado por ramos de actvidade. Mas posso estar mal informado. Os números referem-se a 2014.

Os dados do emprego são do INE. E relembre-se que os dados do INE, para lá dos grandes agregados, podem não ser muito fidedignos. Mas são os que há.  

Os dados do número de estágios por actividade foram fornecidos como resposta à pergunta nº835 XII/4, feita a 30/1/2015 pelos deputados do PCP Rita Rato, David Costa e Jorge Machado e respondida, seis meses depois, a 25/7/2015, pelo então chefe de gabinete do então ministro Pedro Mota Soares. Refira-se que a pergunta feita pedia a listagem das empresas apoiadas que tinham feito contratação sem termo, a sua discriminação por distrito e actividade. E essa pergunta surgiu na sequência de uma outra pergunta feita em novembro de 2014, de molde a comprovar que os estágios correspondiam a empregabilidade de 70%, respondida em janeiro de 2015, ao lado. Ou seja, a resposta ficou muito aquém da perguntas.

A tabela seguinte foi construída por mim.
 
      Fonte: gabinete do ministro MTSSS (Pedro Mota Soares), INE

Os números de 2014 permitem mostrar várias coisas: 
 
1) quais foram (são?) os sectores que têm abusado dos estágios; 

2) que o Estado foi recipente desses apoios, enquanto se pugnava pela saída de funcionários públicos sem serem substituídos: veja-se o peso na Administração Pública, na Saúde ou na Educação. Caso se considere que o peso do sector privado nestes dois últimos sectores é de 20%, o peso do Estado atingiu os 9 mil estágios!; 

3) que os apoios não foram orientados para nenhuma actividade em especial ou estratégica, apoiando o Estado tudo o que vier à rede, mesmo actividades sem qualquer necessidade destes apoios; 

4) que as actividades industriais foram as preteridas: um peso de estágios foi de 0,9%, abaixo da média nacional de 1,6%;  

5) que o total do emprego criado em 2014 - cerca de 70 mil - correspondeu grosso modo foi fruto, de sobremaneira, a concessão desses estágios - 70450 estágios;

6) Que os 70450 estágios corresponderam a uma verba de 250,2 milhões de euros. 

Nada disto é verdadeiramente uma novidade, mas dá para perceber que no reino dos subsídios, muito haveria a fazer. para que dinheiros públicos não fossem desbaratados.


Como se pode ver, a média nacional era a de que tinham sido concedidos estágios que representavam 1,6% da População empregada. Mas houve sectores que ficaram bem acima e outros bem abaixo dessa média.   

Enquanto a agricultura, produção animal, caça, florestas e pesca conseguira tinha apenas 0,4% dos seus 389,1 mil empregados como estágios, já as actividades de consultoria - desde advocacia, arquitectura, publicidade, etc. - tinham sido apoiadas com um total de estágios que representavam 7,1% da sua população empregada. Agora imaginam a vida dessa significativa percentagem de mão-de-obra...

O que é interessante verificar é que os apoios foram concedidos a actividades que anos antes, em 2011, se diabolizara por não estarem ligadas à produção de bens sujeitos à concorrência internacional (transacionáveis), que pudessem ter um contributo para a "competitividade" nacional. Ou então o conceito de transacionável alargou-se ao mercado nacional, onde as multinacionais podem vir disputar serviços nacionais, sendo que não se sabe se as multinacionais não beneficiaram desses estagios igualmente...

Se as políticas activas de emprego são positivas, como apoio, este tipo de apoios pode ter - como se vê - efeitos bem preversos. Nomeadamemte o da fraca empregabilidade e de uma elevada rotação de estagiários, sem que nunca se traduza num emprego. 

E assim vai Portugal!

ladroesdebicicletas.blogspot.pt

422 VÍTIMAS NO CASO DE VIOLÊNCIA FÍSICA E SEXUAL DO CORO ALEMÃO CATÓLICO "OS PARDAIS"



É já este o número de vítimas no processo sobre violência física e sexual, entre 1953 e 1992, no coro católico alemão conhecido como Os Pardais, de Ratisbona, na Baviera alemã.
Pela primeira vez em parceria com as vítimas, o Bispo Rudolf Voderholzer pediu aos que estivessem envolvidos para avançar e falar e reiterou um pedido de perdão em nome da Igreja. Desde janeiro, apareceram mais 129 vítimas.
Alexander Probst, uma dessas vítimas, expressou o apaziguamento que lhe causa ter sido aceite como verdade aquilo que começou por ser um pedido de ajuda, claramente negado: “Uma concessão, uma admissão foi feita. Agora sei: já não sou eu que estou a conspurcar este bispado; agora sou tido como igual e estou a ser respeitado. Posto isto, não interessa qual será o resultado disto. É muito importante que este reconhecimento tenha sido feito.”
O caso está a ser investigado desde maio de 2015 por um advogado de Ratisbona.
As vítimas serão compensadas no final de 2017, depois de apresentado um relatório final, para o qual concorrerão outras medidas de apuramento dos casos, como estudos sociológicos e históricos e comissões de avaliação.
Todos os perpetradores estão mortos, à excepção de um, que responderá ante a justiça.
pt.euronews.com

Algarvio João Virgínia assina contrato profissional com o Arsenal





O guarda-redes algarvio João Virgínia assinou o seu primeiro contrato profissional com o Arsenal, anunciou o jogador ontem, na sua página de Facebook.
O jovem atleta de 17 anos, que joga nos juniores do clube inglês, foi convocado para a Seleção Nacional que venceu o Euro Sub-17, e também esteve entre os eleitos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, convenceu os responsáveis dos londrinos a assinar um vínculo profissional, cuja duração não foi revelada.
João Virgínia, que começou a jogar no Ferreiras, passou pelo Benfica, e tem brilhado ao serviço dos juniores do Arsenal, tem o objetivo de ser um dos melhores guarda-redes do Mundo, no futuro, como revelou em entrevista aoSul Informação.

www.sulinformacao.pt

O trio de ataque







“Será um Orçamento que mantém a austeridade, haverá um aumento de impostos indiretos, não dará confiança ao investimento e trará uma nova revisão do cenário macro económico”. Este foi o resumo que o CDS fez sobre o Orçamento do Estado para 2017 no final da reunião com o Ministro Mário Centeno, na Assembleia da República.”


Não sei se ria se chore com tanta patetice que estes artistas debitam. O CDS, o Nuno Melo, a Cristas, o PSD, mais o inenarrável Montenegro e o Coelho, são todos agora os campeões da luta contra a austeridade. Eles, que puseram o país a ferro e fogo na penúria e na miséria durante a sua tormentosa governação de pesadelo.

Dizem que o Governo sobe impostos, que o orçamento vai asfixiar os contribuintes, que só pode vir aí a desgraça. É curioso que, quando governaram diziam que não havia austeridade, coisa nenhuma. Que era uma invenção da esquerda e dos radicais. Agora, como são um pouco canhestros e as nuances da lógica são muito complicadas para cérebros pequenos, eles acusam o governo de “continuar com a austeridade”. Ora, uma coisa que se continua é porque já existia antes. Logo, eles próprios desmentem aquilo que sempre andaram a dizer durante quatro anos. Finalmente assumem e concordam que fizeram uma política de austeridade pura e dura.

Depois dizem que o governo não cumpriu as promessas. Que disse que o PIB ia crescer 2% mas só vai crescer 1%. Que as exportações iam crescer vários pontos e vão crescer menos. Que o investimento público não descola e que o privado é deficiente. Ou seja, criticam o governo por ter ficado aquém das metas que ele próprio definiu para si no seu programa. Quer dizer, criticam António Costa e o PS em nome das bitolas e dos objetivos de António Costa e do PS. E porque não usam as suas próprias bitolas? Por uma razão simples. Porque à luz das bitolas da direita, os resultados deste governo são um sucesso a merecer foguetes e palmas por aclamação. Se a direita só queria cortar rendimentos e subir impostos na mesma, ao menos Costa subiu alguns impostos mas aumentou também rendimentos e prestações sociais. Ou seja, a direita só consegue neste momento criticar Costa à luz dos objetivos a que Costa se propôs os quais não foram atingidos na totalidade. Convenhamos que é muito pouco como programa político alternativo.

Porque, na verdade, não têm coragem para dizer que aumentar salários é mau. Ficava-lhes mal. Não paga votos. Assim sendo, a única linguagem que conseguem ter é dizer que o PS não fez tanta devolução de rendimentos quanto se propôs fazer. Não é grave quando a oposição mede o desempenho de um governo à luz dos objetivos do próprio governo. Também não conseguem notar que, pela primeira vez nos últimos cinco não houve um orçamento retificativo, ou seja, o Centeno é muito melhor que o Gaspar e companhia a fazer previsões e orçamentos por muito que a direita esbraceje e balbucie. Pela primeira vez nos últimos cinco anos não houve leis consideradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional, o que só prova que a direita só sabe governar fora da lei e contra o Estado de Direito.

A segunda parte do folclore é vê-los a serem os campeões do investimento público. Durante quatro anos Passos e os seus sequazes andaram a dizer que o Estado não tem nada que se meter na economia, e daí que tenham vendido quase tudo quanto era público e dava lucro a dez reis de mel coado. Foi um fartar vilanagem. Agora gritam, aqui-d ’el-rei, que o Estado não está a fazer investimento público. Afinal, o objetivo da direita, nunca foi criar uma economia em que a iniciativa e o investimento privados fossem o motor crucial. É consabido que os poucos capitalistas que o país produziu sempre viveram à sombra do Estado, de rendas protegidas em mercados mais ou menos monopolistas. O que sempre quiseram fazer, foi capturar o Estado para prosseguirem os interesses privados dos grupos económicos que os suportam e dos quais são a ponta do iceberg visível. Só isso. Enfim, mais uma narrativa que cai de amarela como as folhas das árvores no Outono.

Por falar em amarelos passo a acrescentar a terceira parte do folclore: o investimento chinês. Passos Coelho vendeu a EDP e a REN a chineses ao preço da chuva. No caso da EDP devia abrir-se um processo-crime contra o governo anterior, já que em dez anos de lucros, ao ritmo que se tem verificado, os chineses terão recuperado todo o dinheiro que pagaram pela empresa. É obra. Uma empresa que demorou décadas a desenvolver-se, em apenas dez anos está paga e continuará a gerar lucros para o Estado chinês até à eternidade. Pois bem. Neste momento, em que António Costa, com a sua viagem à China tenta captar investimento chinês, mas não investimento dirigido à compra de empresas que já existam, mas que venha criar novas empresas e novos empregos, a direita agita-se, vem chamar a atenção para a concentração do sistema financeiro nas mãos dos chineses – processo que, a existir, foi também iniciado por Passos com a venda da Fidelidade, e com a tentativa falhada de vender o Novo Banco -, e até o inefável Marcelo veio alertar para o perigo de não haver “almoços grátis”. O meu comentário é que a direita parece que persiste em fazer apenas política de cabaré. O meu cancan é melhor que o teu. As minhas ligas apertam mais que as tuas. Os meus chineses são melhores que os teus. Os meus vistos eram Gold e os teus são vistos de pechisbeque. Triste gente. Mas alguém tem dúvidas que o investimento que nos interessa é aquele que cria postos de trabalho e riqueza em vez de vir buscar a riqueza que já cá estava e nos pertencia? Pelos vistos, a direita está cheia de dúvidas. A razão é simples: os chineses de Costa são maus porque não vão negociar com a direita, com os Catrogas todos que por aí saltitam, ainda à volta de Passos Coelho, de mão estendida, mas sim com o atual governo, o que não vai permitir que tais investimentos possam beneficiar – de passagem, é sempre de passagem -, os interesses económicos que eles servem e que corporizam. É ridículo que esta gente, que não consegue fazer nada de jeito sem recorrer ao Estado, passe a vida a dizer que a culpa dos males do País é sempre do Estado, querendo reduzir o Estado ao mínimo das suas funções. É tão ridículo quando todos sabemos que, quando eles falam em Estado a mais, o que querem dizer é que querem subsídios de desemprego a menos, hospitais a menos, escolas a menos, pensões a menos. Isso sim. Para eles tudo isso está a mais e é aí que o Estado deve cortar em força para equilibrar as contas públicas, tal como reiteradamente fizeram enquanto não foram despejados, do poder.

Até aqui, estive no registo do riso pela figura dos patetas que é bem retratada por este trio.

Na parte do choro, há uma questão decisiva que a direita devia discutir, isso sim, mas que para ela é tabu e atributo de radicais. A questão toda, que leva a que qualquer governo em Portugal não tenha margem de manobra para colocar o país na senda do crescimento económico e da melhoria das condições de vida das populações é o problema da dívida pública e dos constrangimentos que os compromissos com a Europa nos impõem. A margem de autonomia de qualquer governo para fixar políticas e fazer escolhas é muito reduzida e sempre condicionadas pelas ameaças de sanções e toda uma parafernália de castigos. Era isso que a direita, se fosse patriótica, deveria estar a dizer em vez querer colocar nas escolhas políticas do atual governo as culpas pelo baixo crescimento económico ocorrido.

Mas nem tudo é mau. Houve crescimento económico, não houve retrocesso com ocorreu nos anos de governo da direita. É melhor ir um pouco para a frente do que andar para trás.

Só me resta desmontar mais esse folclore da falta de crescimento económico que a direita agita. É importante o crescimento? Será. Mas o decisivo é o modo como o resultado desse crescimento é repartido. Que interessa aos cidadãos, que a economia cresça muito, se isso apenas levar ao enriquecimento de grupos económicos nacionais ou estrangeiros, de uma minoria, mantendo-se a restante população numa situação igual ou pior, sem emprego, ou com empregos precários e de baixos salários? É da repartição do rendimento que a direita nunca fala. Fala muito de crescimento económico mas não há crescimento económico no vazio, e por detrás dos conceitos há sempre pessoas, gente, e quando há pessoas há sempre interesses diferentes, as mais das vezes antagónicos.

Por muito que lhes pese, a luta de classes ainda não acabou, e não é um conceito ultrapassado como alguns ideólogos da direita nos querem fazer crer. A prova disso mesmo é o barulho ululante que fazem, os uivos que soltam, a espuma que lhes sai das bocarras quando vislumbram, por ténue que seja, uma ligeira ameaça de os seus privilégios poderem ser postos em causa, tendo que abrir os cordões à bolsa.

 A conclusão óbvia e triste é que a direita desistiu já há muito do país, e que a única agenda política que tem é manter os seus feudos, tanto quanto possível, à custa de uma colaboração de servil capataz com aqueles que querem fazer de Portugal uma colónia sem voz própria, relegando os portugueses para um futuro irrelevante.

Ver notícia em Expresso Diário, 12/102016.


estatuadesal.com

Xenofonte: A mentira histórica num grande historiador


Historiador e precursor do moderno jornalismo, a obra de Xenofonte marcou sucessivas gerações durante seculos. A importância do seu legado não significa que ele tenha respeitado a História ou relatado com um mínimo de fidelidade acontecimentos que evoca. Deturpou conscientemente a vida e a personalidade de Ciro I, para a partir dessa deturpação construir a imagem modelar do “príncipe”.



Admiro Xenofonte desde a juventude.
Nos anos do «período especial», quando viajava para Cuba onde então residia, levava no bolso a Anábases, para reler no avião. A saga dos Dez Mil Gregos no regresso à pátria ajudava a compreender a resistência heróica do povo cubano.

Transcorridos muitos anos, com a vida útil a findar, reli nas ultimas semanas, com prazer, a Anábases e Ciropedia.
Xenofonte foi um escritor maravilhoso. Usou o talento e a imaginação para evocar acontecimentos ligados à História da humanidade.
Historiador e precursor do moderno jornalismo, a sua obra marcou sucessivas gerações durante seculos. Cícero, Júlio Cesar, Tácito, Arriano estudaram com atenção os seus livros.

A importância do legado de Xenofonte não significa que ele tenha respeitado a História ou relatado com um mínimo de fidelidade acontecimentos que evoca. Deturpou, pelo contrário, conscientemente a vida e a personalidade de Ciro.
Dois mil anos antes de Maquiavel, Xenofonte esboçou num livro belíssimo o retrato do príncipe perfeito tal como o concebia. O persa Ciro foi o modelo que o inspirou no seu «romance político» no qual alguns historiadores identificam afinidades com a Republica de Platão.
Não creio que tenha sentido escrúpulos em inventar um herói inexistente, tomando como referencia o imperador aqueménida.

Pode-se argumentar que Heródoto na sua História esboçou do homem e do estadista persa um perfil incompatível com o forjado por Xenofonte. Mas naquela época os leitores de ambos não excederiam centenas em cada geração.
Introduzida na Europa a Imprensa, foi o Ciro de Xenofonte que transmitiu às elites europeias a imagem do líder ideal na Antiguidade.

Em Pasárgada, frente ao túmulo de Ciro, numa visita inesquecível às ruinas da cidade por ele fundada, eu tinha na mão, recordo, a Ciropedia. Mas a minha meditação no local era tao enovelada que hoje sou incapaz de penetrar nesse labirinto.

Interrogo-me, por vezes, sobre a motivação de Xenofonte em deturpar a História real na Ciropedia, o que raramente fez em Anábases, onde os erros são sobretudo geográficos.
Logo no Capitulo III apresenta de Astíages, o rei medo, avô de Ciro o, retrato de um monarca sábio e bondoso que ama o neto e contribui positivamente para lhe formar o carácter. Inverte a realidade. Astíages, advertido por um mago de que Ciro viria a ser um grande rei, ordena ao mordomo, Harpago, que o mate. O crime não se consumou porque Harpago salvou o menino, entregando-o a um pastor que o criou. Ciro, aliás, combateu Astíages e conquistou a Média.
Xenofonte inventa também uma cronologia das campanhas de Ciro que falsifica a História. Atribui-lhe (e aos persas) um papel decisivo na guerra contra a Assíria. Ora Ciro nasceu meio seculo depois da destruição do império assírio pelo babilónio Nabucodonosor, aliado aos Medos.
Xenofonte não ignorava o fato. Mas reescreve a História, para a falsificar. Apresenta a campanha contra Creso, rei da Lídia, como consequência da derrota dos assírios. Situa também fora da data real a conquista da Babilónia.
Porquê? Mente conscientemente. Com que objetivo?
Na Ciropedia, o Rei dos Reis teria conquistado Chipre.
Porquê essa inverdade se ele nunca esteve sequer em Chipre?

Igualmente inesperadas são todas as referências de caracter religioso. Os deuses invocados por Ciro são sempre os gregos.

Porquê tamanho absurdo?

Ciro, segundo Xenofonte, sacrifica a Zeus, a Héracles, a toda uma panóplia de divindades do panteão helénico.
Porquê? Ciro era tolerante. Respeitou a religião dos povos conquistados. Sabe-se que sacrificou a Marduk em Babilónia. Mas o deus supremo dos persas era Ahura Mazda. Na Ciropedia não há contudo referências a ele nem a Mitra ou Anahita, deuses menores do mazdeísmo que evoluía para o monoteísmo.

Xenofonte não foi, porém, exceção. Ésquilo, numa das suas obras, transforma Dario I num devoto de Zeus. Heródoto, nas páginas que dedica à retirada da Grécia apos a derrota de Salamina, cita Zeus como se fora deus dos persas. Tucídides também deformou as práticas religiosas dos persas. As crenças e os rituais do mazdeísmo eram muitíssimo diferentes dos comuns na Grécia. Não havia pontes entre a religião dos persas e a dos helenos.
Conclusão: os clássicos gregos «traduziram» os nomes dos deuses persas, procurando equivalências, agredindo a história das religiões.

www.odiario.info

Washington e Paris relançam a propaganda contra o «regime de Bachar» - Thierry Meyssan


Os Tribunais de Nuremberga e de Tóquio permitiram aos Aliados expor os crimes cometidos pelo Eixo durante a Segunda Guerra Mundial e justificar ao mesmo tempo o preço da sua vitória e a sua dominação sobre o mundo. Com este modelo, Washington acreditou poder julgar e condenar 120 dirigentes sírios, entre os quais o Presidente Bachar al-Assad, de maneira a justificar a guerra e o derrube da República Árabe Síria. Restava inventar os seus crimes…
 | DAMASCO (SÍRIA)  
 
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Jean-Marc Ayrault
Em Abril de 2012—quer dizer após a retirada francesa da guerra (que retomou em Julho) e antes do acordo de partilha russo-americano (de 30 de Junho em Genebra)—, os «Amigos da Síria» tinham decidido julgar o Presidente Bachar al-Assad perante um tribunal internacional. Tratava-se de encenar a posteriori a Pax Americana, após o assassinato de Slobodan Milošević na sua prisão em Haia, o enforcamento de Saddam Hussein e o linchamento de Muammar Kaddafi.
Para o conseguir, os Estados Unidos tinham criado uma associação em Haia, o Syria Justice and Accountability Centre(SJAC)(“Centro para Responsabilização e Julgamento da Síria”- ndT). Durante dois anos os juristas acumularam testemunhos sobre «as torturas praticadas pelo regime».
O gabinete da Secretaria de Estado para a Justiça Global, então dirigido pelo embaixador Stephen Rapp, tinha solicitado à Arábia Saudita, a Jordânia, o Catar e a Turquia para financiar um «Tribunal especial das Nações Unidas para a Síria», no modelo do «Tribunal Especial das Nações Unidas para o Líbano». Lembremos que este último, contrariamente à sua denominação, não é um tribunal no pleno sentido do termo uma vez que ele foi criado por dois executivos, o Secretário-geral das Nações Unidas e o Primeiro-ministro do Líbano, sem jamais ter sido avalizado nem pelo Conselho de Segurança, nem pelo Parlamento libanês. Este pseudo-tribunal teria assim podido ultrapassar as regras do Direito e condenar o Presidente sírio sem provas.
A ideia de tribunais para o Líbano e para a Síria remonta a Jeffrey Feltman, antigo embaixador dos E.U. em Beirute, depois Sub-secretário de Estado para os Assuntos do Próximo-Oriente, e actualmente director dos Assuntos Políticos da ONU. Feltman tinha criado o Tribunal para o Líbano, depois de ele mesmo ter organizado o assassinato de Rafik Hariri, afim de conseguir o julgamento e condenação dos Presidentes Émile Lahoud e Bashar al-Assad, os quais ele tencionava tornar culpados. Segundo um documento interno do seu gabinete, que nós pudemos consultar, a OTAN tinha previsto, após o derrube da República Árabe Síria, julgar e condenar 120 dirigentes do país, entre os quais 80 figuravam já nas listas de pessoas sob sanções estabelecidas pelos Estados Unidos e /ou a União Europeia.
A 20 de Janeiro de 2014, ou seja dois dias antes da abertura das negociações de Genebra 2, o gabinete de advogados londrinos Carter-Ruck acusava a Síria de ter torturado e morto mais de 11.000 dos seus cidadãos no decurso da guerra. Ele publicava, então, um relatório de três juristas internacionais autenticando 55. 000 clichés pretensamente tirados por um fotógrafo militar que desertara. Muito embora dois dos juristas tenham sido amplamente postos em causa devido à sua parcialidade em casos anteriores, e o terceiro tenha sido encarregado pela CIA de criar o Syria Justice and Accountability Centre (SJAC), e apesar dos desmentidos da Síria, John Kerry não deixou de citar este documento na abertura da Conferência de Genebra 2.
A 31 de Julho de 2014, a Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes ouvia em audição o fotógrafo sírio. Este mostrou 10 fotos entre os 55.000 de sua coleção, mas após os ter desfocado e tornado não identificáveis.
Helás! A 22 de Setembro de 2014, a Rússia e a China opunham o seu veto a um projecto de resolução francês submetendo ao Tribunal Penal Internacional crimes cometidos na Síria. Por seu lado, o Departamento de Estado considerava que o material acumulado, embora extremamente volumoso, não tinha maior valor que os falsos testemunhos no Tribunal para o Líbano. Parava portanto de subvencionar a preparação do Nuremberga sírio.
No entanto, a Secretaria de Estado subvencionou recentemente o Center for Victims of Torture (Centro para Vítimas de Tortura- ndT) de Minnesota, não só pelo conjunto da sua actuação, mas também para vir em socorro das «vítimas do regime», se as encontra, mas, claro, não das 80. 000 pessoas raptadas pelos Estados Unidos e torturadas pela Marinha em Guantánamo e nos barcos-prisão sediados em águas internacionais, durante os dois mandatos de George Bush.
Além disso, o Departamento de Estado apoiou uma exposição do Catar nas Nações Unidas, em Nova York, depois no Museu do Holocausto, em Washington, e por fim na semana passada em Roma a partir de fotografias da firma de Carter-Ruck. Claro, não se trata de exibir as 55. 000 fotografias, mas sempre as mesmas 10 fotos desfocadas, acompanhadas de outras relativas à guerra. Simultaneamente, o representante pró-israelita Eliot Engel (já autor do Syrian Accountability Act) apresentava a proposta de lei H. R. 5732 visando escalar as sanções contra a Síria.

VÍDEO

A 6 de Outubro de 2016, os Países Baixos (que estão ilegalmente a operar militarmente na Síria) organizaram na sua embaixada em Washington uma reunião para relançar o Syria Justice and Accountability Centre (SJAC) e financiar o projecto de um Tribunal para a Síria. A Alemanha, a Bélgica, a Dinamarca, a Itália, a Noruega, o Reino Unido, a Suécia, a Suíça e claro os EUA anunciaram uma contribuição. Este projecto deverá custar alguns milhões de dólares por ano.

Para Washington, é agora claro que a República Árabe Síria não cairá e que não será possível julgar e condenar, sem provas, o Presidente Bachar al-Assad. Esta encenação inscreve-se no condicionamento dos Ocidentais, «defensores do Bem face aos cruéis Sírios».

A França, constante porta-voz dos interesses turcos, depois cataris, depois sauditas e actualmente israelitas, não segue esta cantiga. Espera, portanto, levar a tribunal os 120 dirigentes sírios (já condenados à partida, “no papel”) perante o Tribunal Penal Internacional …. por contumácia.

A 10 de Outubro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Marc Ayrault, anunciou que tinha pedido a um grupo de juristas para encontrar um meio de apresentar queixa perante o TPI apesar da oposição previsível do Conselho de Segurança.

Parece que Washington se prepara para aceitar o fim do mundo unipolar. Neste caso, as acusações mais cabeludas e mais aterrorizantes contra a Síria servirão para denegrir a imagem do campo russo.

Documentos :
- "A Report into the credibility of certain evidence with regard to Torture and Execution of Persons Incarcerated by the current Syrian regime" («Relatório sobre a credibilidade de certas provas em relação à Tortura e Execução de Pessoas Presas pelo actual regime Sírio»- ndT), Carter-Ruck, January 20, 2014.
- «Report sulla attendibilità delle “Foto di Caesar” che si paventa saranno esposte in mostra al Senato della Repubblica italiana» (Relatório sobre a credibillidade das “Fotos de César” que se teme serão expostas à vista no Senado da República»- ndT), Sibialiria, Marzo 2016.
- “The Caesar Photo Fraud that Undermined Syrian Negotiations” («A Fraude das Fotos César que Minaram as Negociçaões Sírias»- ndT), Rick Sterling, March 2016.
Tradução
Alva
www.voltairenet.org

É à Judiaria Internacional Que Interessa a Destruição da Síria


  


Ainda há poucas semanas atrás eu referi aqui que é o facto de seremsupremacistas judeus a controlar a política externa americana, que determina em larga medida o que esse País tem feito no Mundo ao longo das últimas décadas. Os supremacistas judeus, donos e senhores do governo americano, são também por sua vez quem controla a própria Superclasse Mundialista que conspira nas trevas para aniquilar a Civilização como um todo. O nosso Fernando Pessoa, esse terrível "nazi", já avisou sobre isto tudo e muito mais há bastantes décadas, mas vá-se lá a saber porquê, quem escreve nos jornais nunca se lembra destas coisas. 

Israel através dos Estados Unidos cujo governo a Nação judaica controla quase integralmente, tem criado caos por todo o Médio Oriente, sendo que o objectivo desse caos visa apenas enfraquecer e por fim destruir as nações dessa região do Mundo. Trata-se da velhíssima e muito judaica estratégia de "dividir para reinar" em acção, jogada com uma mestria admirável. Em preparação está já a próxima fase desta operação de conquista mundial e o alvo será a própria Europa. Depois de desestabilizarem todo o Médio Oriente e semearem o caos total no mesmo, será a vez da Europa Ocidental que governada por políticos lacaios do Internacionalismo, abriu as suas fronteiras ao tal "multiculturalismo enriquecedor" que mais não é do que uma estratégia para criar guerra civil no médio/longo prazo. Hoje, esta"riqueza vibrante" proporcionada pelas misturas culturais e étnicaspode ser sentida em Aleppo, amanhã será nas ruas de Paris, Berlim, Amesterdão e a seu tempo, até de Lisboa.  
Nova Ordem Mundial, na prática, é a Nova Desordem Mundial, pois já se tornou claro que a estratégia dos supremacistas judeus para tomar conta do Mundo, é a de criar divisões e caos por todo o lado, com o fim de dividir para reinar. Eu ando a avisar sobre isto há anos e pouco a pouco, tudo o que eu tenho dito que ía acontecer, está a acontecer. Os próximos anos tratarão de confirmar a correcção da maioria das minhas previsões, tenho mesmo muitas certezas sobre isto. Até hoje, o único erro sério que cometi, foi o de avaliar por baixo a velocidade da evolução dos acontecimentos, pois eu só esperava que chegássemos ao actual caos dentro de mais uns 10 a 15 anos, no mínimo. Mas pelos vistos os supremacistas judeus (será nervosismo?...) parece que decidiram acelerar o processo de destruição da Humanidade e já não falta muito para essa mesma destruição e morte bater à nossa porta e chegar às nossas ruas. 

Os "fascistas pavorosos""anti-semitas" e adeptos de "teorias da conspiração lunáticas" como eu, avisaram sobre isto tudo e muito mais, mas fomos ignorados, desprezados e votados ao ódio e abandono por muitos que arrogantemente se julgam os detentores absolutos da verdade. O futuro logo nos dará razão e demonstrará como estávamos e estamos certos em toda a linha sobre o horror que se prepara.  
João José Horta Nobre
8 de Outubro de 2016
historiamaximus.blogspot.pt

A tragédia do Titanic ... os registos centenários ....



A sociedade que criou o Titanic viveu uma ilusão. A sua audácia e expansão coroaram na construção do navio mais luxuoso em 1912. (bandeira: britânica; Operador: White Star Line; Capacidade de 2500 passageiros. Tripulação : de 860 membros; Dimensão: 296X26 metros; tonelagem de  46.000 t.; Propulsão: com dois motores a vapor e três hélices; velocidade; 23 nós (cerca de 42.5 Km/h)  e  Custo:  1.500.000 libras.


Uma carta postal sem destino ....




Os registos do socorro....

A primeira descrição oficial da tragédia no New York Time


O desastre chegava a rua ....perante uma opinião pública incrédula.


As senhoras da melhor sociedade anglo - americana preenchiam a lista dos desaparecidos


O album dos sobreviventes.


A História da tragédia do Titanic que se desenrolou há um século entre o início da tarde de 14 de Abril e a madrugada de 15 de Abril, quanto tudo acabou pelas 2.20 h com o transatlântico partido em dois, dando o  inicio a  um lento e dramático afundamento para o seu descanso final é conhecida do grande público pelas descrições literárias, radiofónicas e audiovisuais. Mas, para a história,  com o Titanic se afundou, mais do que um barco pomposo e monumental, um símbolo do crescimento descontrolado. De facto, naquele fim-de-semana, foi também a “pique” um ”mundo e uma tecnologia considerada segura e infalível. Era o princípio de uma era que acabaria por submeter o homem às suas ambições e ao poderia da sua tecnologia, primeiro com o triunfo da era industrial depois com a era atómica … 

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Castelo dos Mouros - Sintra


Castelo dos Mouros, também conhecido como Castelo de Sintra, fica situado na freguesia de São Pedro de Penaferrim, no concelho de Sintra, próximo de Lisboa, em Portugal.
Este castelo foi erguido sobre um maciço rochoso, na Serra de Sintra, no cume de um dos seus montes.
Do alto das muralhas do Castelo dos Mouros, podemos desfrutar de uma belíssima vista em que se pode contemplar a sua envolvência rural, desde a serra até ao oceano Atlântico.
O Castelo foi traçado sob uma plata orgânica que se encontra adaptada ao terreno, ocupando cerca de 12 mil metros quadrados de área e tendo as suas muralhas um perímetro de 450 metros.
Apesar de o monumento ser visível desde a vila de Sintra, a verdade é que o acesso ao interior das muralhas é feito por um caminho sinuoso, feito pelo interior da Serra de Sintra, conhecido como a Rampa da Pena. Este é um espaço que, ao longo dos séculos, tem sido ocupado por diversas obras com inestimável valor artístico e histórico, existindo aí também uma grande variedade de espécies botânicos raros e exóticos.

História do Castelo dos Mouros
Segundo mostram as pesquisas arqueológicas realizadas na zona de Sintra, a primeira ocupação deste local ocorreu entre os séculos X a VIII a.C..
Imagem 16 - Castelo dos Mouros
Imagem 16 – Castelo dos Mouros
Mais tarde, já no século VIII d.C., aquando da Invasão da Península Ibérica por parte dos muçulmanos, estes construíram aí a primitiva fortificação, instalando aí uma povoação à qual deram o nome de “as-Shantara“. O objetivo dessa construção era o de controlar de uma forma estratégica todas as vias terrestres que ligavam Sintra a Lisboa, Mafra e Cascais.
No início do século XII, a região de Sintra encontrava-se debaixo dos domínios da taifa de Badajoz, governada por Mutawaquil. Por essa altura, visto que existia uma ameaça de ataque desta zona por parte das forças de Ali ibn Yusuf ibn Tashfin, que vinham do Norte de África, Mutawaquil decidiu entregar Santarém, Lisboa e Sintra ao rei Afonso VI de Leão e Castela, tentando assim consumar uma aliança defensiva de toda a região.
No entanto, AfonsoVI estava tão envolvido na defesa do seu reino que não foi capaz de ajudar o governante mouro, de modo que, em 1094, as tropas de Mutawaquil caíram, perante as tropas Ali ibn Yusuf ibn Tashfin.

Castelo Medieval

Daí para a frente, Sintra viria a andar de mão em mão até que, em 1147, foi entregue de forma voluntária e definitiva a D. Afonso Henriques que, sete anos mais tarde, viria a atribuir uma Carta de Foral a Sintra, através do qual ordenou o reparo das suas muralhas e a construção de um templo cristão, a Igreja de São Pedro de Canaferrim.
Mais tarde, também D. Sancho I e D. Fernando I viriam a promover a remodelação das defesas do castelo.
Nos séculos seguintes, foram vários os reis de Portugal que viriam a eleger Sintra como seu local de estadia, mas escolhendo o Palácio Nacional de Sintra para esse efeito, em detrimento do Castelo dos Mouros. Para isso, os monarcas foram promovendo diversas obras de melhoria do “Paço Régio”, deixando para segundo plano o Castelo, que acabaria por entrar num processo de decadência. Esta decadência agravou-se principalmente durante o século XV, quando os judeus (os únicos habitantes da zona do castelo) foram expulsos do país.
Imagem 31 - Castelo dos Mouros
Castelo dos Mouros
Durante o século XVI, o Castelo dos Mouros encontrava-se completamente desabitado, tendo sido parcialmente destruído em 1636, quando um raio atingiu a Torre de Menagem, e vendo a sua decadência agravada pelo terramoto que ocorreu em 1755 na zona de Lisboa.

Século XIX até à Atualidade

Em meados do século XIX, o Romantismo promovia a redescoberta da Idade Média, sendo perante esta mentalidade que Fernando II, consorte da rainha D. Maria II, resolveu tomar o que restava do antigo Castelo, através de um processo de aforamento, pela quantia de 210 Réis. Apesar de as obras promovidas por este terem tido um caráter meramente amador, tiveram o mérito de parar o processo de degradação em que o Castelo se encontrava até aí. Levando em conta o estilo Romântico, foram aí construídos alguns locais de contemplação e caminhos de acesso, além de ter também sido aí plantada uma grande variedade de vegetação, fazendo desse local uma verdadeira atracão turística.
A 23 de Junho de 2010, o Castelo dos Mouros e a sua cisterna receberam a classificação de Monumento Nacional, tendo depois o Estado português procedido a diversas obras de requalificação que incluíram a reconstrução das muralhas (1939, 1954 e 1965), a reconstrução de alvenarias, ameias e degraus (1986) e a limpeza das muralhas e zonas envolventes (1992).
O Castelo dos Mouros está integrado num conjunto de Monumentos Nacionais que fizeram com que Sintra fosse classificada em 1995 pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade, tendo sido a primeira paisagem cultural da Europa a ser reconhecida por esse organismo.
No final do século passado, mais precisamente em Setembro de 2000, o Castelo dos Mouros passou a ser gerido pela “Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A.”.


Vídeo do Castelo dos Mouros

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