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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

em rota de despedida


O país que passa na televisão está cheio de ricos

Ana Sá Lopes

Um jornalista radical, Serge Halimi, escreveu um dia que desde que os jornalistas começaram a viver com os salários das classes altas, nos bairros das classes altas, a ir aos restaurantes das classes altas, começaram instintivamente a defender os interesses das classes altas, dos banqueiros, dos grandes empresários, e a ignorar os trabalhadores comuns que sobreviviam com dificuldades. Num passado remoto, o jornalista era um operário como os outros. Depois dos anos 80, as coisas mudaram.

Este livro de Serge Halimi é antigo e, entretanto, o panorama do setor da comunicação social alterou-se: os salários dos jornalistas são baixíssimos e alinham genericamente pela classe média nacional, onde um vencimento de 1500 euros líquidos é considerado bom. Os salários que não mudaram – a par dos administradores dos bancos e das grandes empresas – foram os dos mais conhecidos comentadores políticos.
A menos que se trate de uma qualquer “síndrome de Estocolmo” – que existe sob as mais estranhas formas –, o facto de o país comentador ter vindo abaixo com o anúncio de um novo imposto para o património mais elevado, que vai substituir o imposto de selo criado pelo governo Passos/Portas, prova que quem tem acesso à televisão não conhece o país em que vive, onde o salário médio é de 800 euros e a acumulação de património com valor tributário de 500 mil euros é uma raridade. Não é valor de mercado: é valor tributário, o que é radicalmente diferente.
É evidente que a maneira como o novo imposto foi apresentado não podia ter sido mais desastrada. Quando Costa vem ontem dizer que, praticamente, não existe imposto nenhum, é uma tentativa de controlo de danos – a 25 dias da apresentação do Orçamento – desesperada.
Mas uma coisa é a forma, outra o conteúdo. A unanimidade dos comentadores não representa o país real. Alguém que faça o favor de lhes diminuir os salários de forma a permitir que tenham possibilidades de obter um melhor conhecimento de causa.


ionline.sapo.pt

SALÃO ERÓTICO DE BARCELONA ATACA SOCIEDADE HIPÓCRITA



VÍDEO




www.jn.pt

28.09.1974 – A «Maioria Silenciosa» que não se manifestou




Há 41 anos, o país esteve agitado. Esperava-se a realização da chamada «Manifestação da Maioria Silenciosa» – uma iniciativa de apoio ao apelo do general Spínola, convocada dias antes por cartazes que invadiram a cidade.

VÍDEO


Acabou por ser proibida pela Comissão Coordenadora do Programa do MFA. Antes disso, Spínola, que tinha tentado, sem sucesso, reforçar os poderes da Junta de Salvação Nacional, acabou por emitir um comunicado, pouco antes do meio-dia, a agradecer a intenção dos manifestantes, mas declarando que, naquele momento, a manifestação não seria «conveniente».

Os partidos políticos de esquerda (CARP M-L, CCRM-L, GAPS, LCI, LUAR, MDP/CDE, MES, PCP m-l, PCP, PRP-BR, URML), sindicatos e outras organizações tinham desencadeado, no próprio dia, uma gigantesca operação de «vigilância popular»: desde as primeiras horas da manhã, dezenas de grupos de militantes distribuíram panfletos e pararam e revistaram carros em todas as entradas de Lisboa. Mas não só: foram erguidas barragens, para impedir o acesso à manifestação, em Viana do Castelo, Santo Tirso, Trofa, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Porto, Chaves, Mealhada, Viseu, Guarda, Coimbra, Vila Nova de Poiares, cintura industrial de Lisboa, Grândola e Alcácer do Sal.

Em 30 de Setembro, Spínola demitiu-se do cargo de presidente da República, sendo substituído pelo general Costa Gomes. Fechou-se assim o primeiro ciclo político do pós 25 de Abril. 

entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

poesia: António Garrochinho

O amor que está dentro da gente
mar revolto
lava quente
não se esconde
assim o reclame o desejo
mostra-se
no abraço
no beijo
ama com desembaraço
sem pejo
transparente


António Garrochinho

História de Roma e a Arte de Roma

História de Roma Antiga e o Império Romano






Introdução


A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.

 

Origem de Roma: explicação mitológica


Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.


Origens de Roma : explicação histórica e Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)

De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.

República Romana (509 a.C. a 27 a.C)

Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.
A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida. 
Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).

Formação e Expansão do Império Romano

Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.

Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.

Principais imperadores romanos : Augusto (27 a.C. - 14 d.C), Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).

Luta de gladiadores:
pão e circo
Pão e Circo 

Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

Cultura Romana

A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.

A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.

Religião Romana 

Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características ( qualidades e defeitos ) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.

Principais deuses romanos: Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.

Crise e decadência do Império Romano

Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares. 

Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.

Legado Romano

Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental. Podemos destacar como exemplos deste legado: o Direito Romano, técnicas de arquitetura, línguas latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano), técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura.

 
A arte romana tem como duas influencias fortes como arte estrutura ( voltada para a expressão da realidade do dia a dia) e a Greco-helenística ( era representada com expressões de um  ideal de beleza).  Os etruscos deixaram ao povo romano a herança do uso do arco e da abóboda nas construções.
 
Eles também procuram visar à utilidade, a funcionalidade e praticidade nas obras, misturando beleza e harmonia. Construíram obras grandiosas com bases circulares, colunas e arcos falsos para decoração, que foram usadas em: teatros, basílicas, templos religiosos, palácios, estradas e pontes que ligavam outras regiões a fim de facilitar comércio e tráfego.
 
Cheia de prestigio a Roma era uma pequena cidade se tornou um grande império da antiguidade. Segundo a sua mitologia Roma foi fundada pelos irmãos Romulo e Remo, que foram resgatados e amamentados por uma loba após serem abandonados no rio Tibre na Itália, e criados por um casal de pastores. Já adultos retornaram a sua cidade natal, Alba Longa, e ganharam terras para fundar uma nova cidade que posteriormente virou Roma.
 
Já pela Historia, Roma originou-se pela miscigenação de três povos que habitaram a Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Tinham um modo de vida baseado na economia e agricultura. O povo era dividido em duas classes: patrícios (nobres proprietários de terras) e plebeus (comerciantes artesãos e pequenos proprietários). O império é monárquico e a religião era politeísta.
Na Pintura
Destaca-se o mosaico com suas cores vivas e capacidade de ser aplicado a qualquer superfície e duração, desse modo foi mais usado com fins decorativos, para muros, pisos e na arquitetura em geral do que a pintura.Maior parte de suas pinturas vieram das cidades de Pompéia e Herculano, é dividida em quatro estilos:
  • Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore.
  • Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural.
  • Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes.
  • Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral.
Na escultura
Muitas vezes representavam características fúnebres. Buscavam ter o máximo de realidade em suas obras evidenciando aspectos psicológicos como caráter, honra e glória. Muitas representavam os chefes políticos ,militares famosos ou deuses que eram colocadas em lugares públicos .
Na Arquitetura
Hoje podemos ver diversos vestígios  do que foram as imensas construçõesromanas.Seus templos eram combinações de elementos gregos e etruscos planta retangular, teto de duas águas, vestíbulo profundo com colunas livres e uma escada na fachada dando acesso ao pódio ou à base. Devido as características gregas, foi mantido o estilo dórica, jônica e coríntia, sendo acrescentada mais dois estilos: a toscana, uma espécie de ordem dórica sem estrias na fuste, e a composta, com um capitel criado a partir da mistura de elementos jônicos e coríntios.( Saiba Mais)
No final do período republicano podemos ver teatros e anfiteatros apareceram no final do período republicano,onde eram construídos com bases de pilares e abóbodas instalados no coração da cidade. Entre as grandes construções se encontram as redes pontes e calçadas  facilitando comunicação e comercio.
Veja alguns toques de Roma no design de interiores:
Hoje encontramos a forte influencia do mosaico romano em decorações .
Para ter um ambiente característico, não se pode esquecer dos móveis que tem as características  cores  romanas como esse recamier.
camilabuenodesign.wordpress.com

TEATRO GREGO

O QUE É O TEATRO





Breve Origem
O teatro na Grécia antiga teve suas origens ligadas a Dionísio, divindade da vegetação, da fertilidade e da vinha, cujos rituais tinham um caráter orgiástico. Durante as celebrações em honra ao deus, em meio a procissões e com o auxílio de fantasias e máscaras, eram entoados cantos líricos, os ditirambos, que mais tarde evoluíram para a forma de representação plenamente cênica como a que hoje conhecemos através de peças consagradas.
Seu florescimento ocorreu entre 550 A.C e 220 A.C, sendo cultivado em especial em Atenas, que neste período também conheceu seu esplendor, mas espalhou-se por toda a área de influência grega, desde a Ásia Menor até a Magna Grécia e o norte da África. Sua tradição foi depois herdada pelos romanos, que a levaram até as suas mais distantes províncias, e é uma referência fundamental na cultura do ocidente até os dias de hoje.
O Apogeu do teatro grego
Depois da queda de Atenas e sua destruição pelos persas em 481 A.C a cidade foi reconstruída, e o teatro passou a desempenhar um papel ainda mais importante na cultura e no orgulho cívico locais. Com a evolução da forma e a introdução de enredos fictícios ou contemporâneos se estabilizaram dois gêneros principais, já plenamente cênicos: a trágedia e a comedia. Nas Grandes Dionísias três poetas concorriam, cada um com três tragédias e um drama satírico. Para, além disso, apresentavam-se cinco comédias e 20 ditirambos.
As novidades desta fase são a introdução de um segundo ator, o deuteragonista, por Ésquilo, e depois um terceiro, o tritagonista, por Sófocles. O coro se formalizou e fixou com cerca de 4 a 8 pessoas, vestidas de negro, e o acompanhamento musical desenvolveu os primeiros sinais de cromatismo e polifonia na história da musica do ocidente. Crátinos, por sua vez, foi o primeiro a levar a comédia a um alto nível de dignidade literária.
Helenismo
Com a derrota de Atenas na Guerra do Peloponeso sua influência declinou, a produção teatral decaiu e peças antigas voltaram aos palcos. Embora a tradição parecesse ter perdido vitalidade, o teatro continuou a ser cultivado até o período helenístico, quando o gênero de preferência passou da tragédia para a comédia, ora transformada em uma farsa cômica sobre assuntos prosaicos. O único autor importante do período é Menandro, e a Comédia Nova, como passou a ser chamada, teve grande influência na comédia romana de Plauto e Terêncio.










Os géneros
Tragédia: A tragédia é o gênero mais antigo, tendo surgido provavelmente em meados do século VI A.C Os temas da tragédia eram oriundos da religião ou das sagas dos heróis, sendo raras as tragédias que se debruçavam sobre assuntos da época (um exemplo de passada que abordava temas contemporâneos foi Os Persas de Ésquilo). A maioria das tragédias retrata a queda de um herói, muitas vezes atribuída à sua arrogância (hybris).
Comédia: A comédia passou a integrar as Grandes Dionísias em 488 A.C, tendo tido portanto um reconhecimento meio século depois da tragédia. No ano de 440 A.C a comédia foi também introduzida nas Leneias, outro festival em honra Dioniso no inverno. Na comédia o coro assumia uma importância maior que na tragédia e verificava-se uma maior interatividade com o público, já que os atores dialogavam com este.
Da Comédia Antiga apenas sobreviveram os trabalhos de Aristófanes, que se inspiram na vida de Atenas e que se caracterizam pela crítica aos governantes (Os Cavaleiros, Os Acamenses), à educação dos sofistas (As Nuvens) e à guerra (Lisístrata). Um dos políticos mais criticados por Aristófanes foi Cléon, que teria levado Aristófanes aos tribunais por se sentir ofendido.
A Comédia Nova desenvolveu-se a partir da morte de Alexandre Magno em 323 A.C até 260 A.C. Teve em Menandro um de seus representantes. A política já não era um dos temas explorados, preferindo-se enredos que giravam em torno de identidades falsas, intrigas familiares e amorosas.
ORIGEM: Wikipia.org
coletivo103.wordpress.com



Teatro grego

O teatro grego é um dos legados culturais mais importantes do Ocidente e sua origem está associada a rituais religiosos.

 

Ruínas de um antigo anfiteatro grego


A arte cênica, ou o drama, é uma das primeiras manifestações artísticas da humanidade, completamente plasmada à realidade dos simbolismos primitivos, como os rituais de sacrifício e a institucionalização de tabus: como regras sexuais, não violação de cadáveres, condenação do parricídio etc. Em todas as culturas e civilizações, a arte da representação dramática fez-se presente. Mas do ponto de vista do desenvolvimento da tradição dramática ocidental, foi na pólis grega que o teatro começou a sistematizar-se.
linguagem teatral dos antigos gregos estava pautada pelo culto ao deus Dionísio, isto é, o festival dramático era parte das adorações dionisíacas no período de cerca de cinco séculos a.C. Segundo informações do estudioso de teatro, Raymond Williams, o teatro organizado pela pólis tinha a duração de cinco dias, nos quais três poetas competiam, cada qual apresentando três tragédias e uma peça satírica:
“[...] As cerimônias são iniciadas ao amanhecer de cada dia no teatro, com um sacrifício de purificação e a oferenda de libações. No centro da primeira fila do auditório fica o sacerdote de Dionísio Eleutério; sentado ao seu lado, os sacerdotes de Zeus e Atena. Atrás dele há um público imenso, por volta de 17 mil homens, mulheres e crianças. Todas as atividades comerciais da pólis são suspensas durante o festival.” [1]
Os anfiteatros das pólis gregas sempre ficavam em locais privilegiados, construídos com minucioso cuidado acústico e arquitetural. As peças, fossem tragédias, sátiras ou comédias, eram sempre encenadas por homens, mesmo quando havia personagens femininas. Além disso, uma das características centrais da atuação no teatro grego era o uso de máscaras, cunhadas de acordo com o drama representado: tristeza, alegria, horror, etc.
Ao contrário do teatro contemporâneo, o teatro antigo era composto em versos por poetas que conheciam bem a tradição oral, histórica e épica dos povos gregos. Os poetas dramáticos mais famosos entre os gregos foram Sófocles, Aristófanes, Eurípedes e Ésquilo.
mundoeducacao.bol.uol.com.br

Que tipo de cenário era usado no teatro grego antigo?
Este anfiteatro em Atenas possui um design semelhante ao Teatro de Dionísio
As convenções do teatro grego antigo eram inteiramente diferentes daquelas do teatro moderno. Junto com o uso de odes entre as cenas e máscaras estilizadas que escondiam completamente os rostos dos atores, os gregos antigos também usavam um tipo diferente de espaço de representação do que as companhias de teatro fazem hoje. O teatro grego foi parte de um grande festival cultural em celebração ao deus Dionísio; para tal, era feita uma representação em um espaço destinado tanto para a adoração quanto para a atuação.

Teatro de Dionísio

As peças gregas antigas eram representadas em um anfiteatro chamado Teatro de Dionísio. Esse espaço era usado exclusivamente para cerimônias religiosas que celebravam e homenageavam Dionísio, entre as quais havia as representações teatrais. Sua área de palco era chamada de orquestra, o que significava "o local de dança", e consistia de um círculo com diâmetro de 20 metros. No centro da orquestra havia a thymele, o altar para o deus. Cercando a orquestra em três direções estava o teatro, ou "lugar onde se vê". O teatro era um declive coberto de bancos para o público, com espaço para cerca de 15,000 pessoas.
Que tipo de cenário era usado no teatro grego antigo?
O teatro possui bancos de pedra o suficiente para sentar 15,000 espectadores 

Skenê

A parte de trás da orquestra, o lado que não ficava de frente para o teatro, abrigava a skenê (ou "cabana"). A skenê era um anexo com cerca de 30 metros de comprimento usada originalmente como um camarim para os atores. À medida que a arte do teatro se desenvolvia, ela foi usada mais e mais como um cenário. A skenê possuía três portas para a orquestra; suas bordas se inclinavam para a frente na orquestra e pareciam asas. Entre essas asas foi levantado um degrau usado como um segundo nível do palco.
Que tipo de cenário era usado no teatro grego antigo?
As ruínas de alguns anfiteatros gregos ainda estão de pé 

Sets

O Teatro de Dionísio era grande demais para cenários realísticos ou muitos adereços: eles não seriam vistos pelo público. As primeiras peças gregas eram próximas aos rituais religiosos do que ao teatro e provavelmente não tinham cenários. Quando os cenários começaram a serem usados, eles eram representações de locais conhecidos que o público esperava ver nas peças, como palácios, florestas e templos. Esses eram erguidos nas portas da skenê.
Que tipo de cenário era usado no teatro grego antigo?
Os detalhes de um cenário realístico seriam impossível de serem vistos no Teatro de Dionísio 

Efeitos

As peças gregas antigas exigem de alguns efeitos especiais, como personagens voando e deuses vindo à terra. Para isso, os gregos usavam uma grua, colocada em cima da skenê, para levantar os atores quando necessário. Cavalos e bigas também iam para o palco junto com o protagonista na primeira vez que ele entrava, como um sinal para o público de que este era o herói. Para ações que não poderiam ser representadas realisticamente ao vivo, como, por exemplo, Édipo arrancando seus próprios olhos, os atores saiam do palco, iam para a skenê e deixavam a porta aberta atrás deles. Isso permitia que suas vozes percorressem até o público enquanto mantinham a ação em si fora de vista.

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