AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Filho de Trump compara refugiados sírios a doces estragados




O filho mais velho do candidato republicano à Casa Branca Donald Trump comparou na rede social Twitter os refugiados sírios a uma tigela com drageias de chocolate de várias cores, algumas das quais estragadas.

"Esta imagem diz tudo", escreveu na segunda-feira Donald Trump Jr, 38 anos, num "tweet" mostrando uma fotografia de uma tigela com as drageias coloridas.

Sob a imagem lê-se a frase: "Se tivesse uma tigela de drageias e eu lhe dissesse que apenas três delas o poderiam matar, tirava uma mão cheia? Este é o nosso problema com os refugiados sírios".

A mensagem com o logótipo e o slogan da campanha presidencial foi objeto do escárnio dos utilizadores da rede social.




"Nem sou grande apreciadora de Skittles (uma marca daquelas drageias), mas agora vou comprar todos os pacotes", escreveu @SarahSahim.

"É o novo slogan da campanha de Donald Trump 'Tenham medo do arco-íris'"?, questionou @AngrySalmond.

Donald Trump tem sido muito criticado devido aos seus comentários sobre raça, imigrantes e refugiados, incluindo a defesa da proibição de entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

O candidato republicano opõe-se fortemente ao plano do presidente norte-americano, Barack Obama, de receber no país até ao final deste mês 10.000 refugiados sírios.

Mais de 4,8 milhões de sírios deixaram o seu país devido à guerra que já matou mais de 300.000 pessoas desde março de 2011.


http://www.jn.pt

Crianças foram as mais afetadas pela pobreza em Portugal





Um quarto das crianças era, em 2014, pobre. Foram elas o grupo mais afetado pela quebra nas prestações sociais e pelo desemprego dos pais, mostra estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos apresentado ontem

Mais do que a classe média, quem sofreu com a crise foram as crianças. O nível de pobreza infantil inverteu uma tendência de quebra que vinha desde 2009 e atingiu um quarto das crianças em Portugal, entre 2011 e 2014. Uma realidade comprovada por quem trabalha mais de perto com os mais novos. "Os apoios sociais diminuíram e as famílias achavam que podiam poupar na comparticipação que teriam de fazer para as instituições e que em casa tinham condições para as educar", aponta o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS). Foi nesta fase, que as famílias perderam em média 116 euros por mês de rendimento disponível e em que o país viu 2,02 milhões de pessoas viverem na pobreza.

Estas dificuldades levaram a que milhares de crianças ficassem até privadas da oportunidade de ter pelo menos uma refeição equilibrada por dia, reconhece Lino Maia. E se as IPSS viram de perto esta realidade acontecer, os números também a registam. Entre 2011 e 2013 a pobreza entre as crianças até aos 17 anos cresceu e atingiu o máximo de 25,6%. Melhorou apenas em 2014, para um valor (24,8%) ainda muito próximo de um quarto das crianças portuguesas atingidas pela pobreza. O acentuar da pobreza infantil durante os anos da crise é uma das conclusões do estudo Desigualdade do Rendimento e Pobreza em Portugal: Consequências Sociais do Programa de Ajustamento, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que foi ontem apresentado.




O facto de as crianças terem sido o grupo mais afetado deve-se essencialmente a dois fatores. "Em primeiro lugar a quebra nos apoios sociais e em segundo lugar o desemprego dos pais", apontou o economista Carlos Farinha Rodrigues, coordenador do estudo (ver entrevista na página ao lado).

Por comparação com os idosos - o outro grupo etário mais vulnerável - é possível perceber que as crianças viram a sua situação melhorar. "A aposta que o governo fez em reconhecer a ação das instituições sociais deu para manter um trabalho de apoio aos mais idosos e estes ficaram assim mais protegidos durante a crise. Já em relação às crianças, estas foram afetadas pelo desemprego dos pais e pelos cortes nos apoios sociais", aponta Lino Maia.

Ou seja, "a pobreza infantil aumentou porque estas estão em agregados familiares pobres. A pobreza estendeu-se à classe média, tornando-os pobres e aos pobres miseráveis. Antes da crise não dávamos apoio a advogados e passámos a dar porque eles ficaram desempregados", acrescenta Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas.

Para o presidente da CNIS, faltou, nos anos da crise, "um aposta determinante na educação, junto das famílias, para que as crianças não fossem retiradas das creches, do pré-escolar e que tivessem aí apoios na alimentação, que não conseguiam ter em casa".

Um em cada três foi pobre

Entre 2009 e 2012, Portugal tinha um terço de população pobre. No entanto, esta foi uma situação transitória para muitos: 12,6% estiveram em situação de pobreza durante um ano, mas 8,2% não saíram deste patamar nos quatro anos em análise. Mais preocupante, segundo os autores do estudo "é que cerca de um quarto dos indivíduos pobres em 2012 se encontravam pela primeira vez nessa situação, ou seja, não tinham sido pobres entre 2009 e 2011". "Este resultado parece sugerir que a presente crise adicionou à pobreza tradicional, correspondente aos setores sociais habitualmente mais vulneráveis às situações de pobreza, uma vaga de novos pobres provenientes de outros grupos sociais usualmente não afetados pela incidência de pobreza", conclui.

Outra das conclusões mais surpreendentes, segundo Carlos Farinha Rodrigues, é a de que a classe média não foi a mais afetada. "De facto, parece que houve a preocupação de proteger os mais pobres, com os cortes salariais e das pensões só para quem ganhava acima de 1000 euros, mas essa é uma meia verdade. Porque as famílias mais pobres são fortemente dependentes dos apoios sociais e esses foram cortados durante este período", explica. Em termos estatísticos, os 10% mais pobres perderam 25% do seu rendimento, enquanto que a classe média perdeu entre 10 e 16% dos rendimentos. Já os mais ricos tiveram quebras de 13% nos rendimentos entre 2009 e 2014.

Os jovens foram também especialmente vítimas dos anos de crise e de programa de ajustamento. São o grupo mais afetado pelo desemprego e os que entram no mercado de trabalho, com menos 25 anos, viram os seus rendimentos cair 29%, em relação ao pré-crise. Foram os licenciados que mais perderam rendimento: 20%.

www.dn.pt


Conferência com Sócrates surpreende PS





Ex-primeiro-ministro convidado para iniciativa organizada pelas Mulheres Socialistas de Lisboa

O convite a José Sócrates para uma conferência sobre globalização, no âmbito de uma "universidade de verão" pela estrutura de Lisboa do Departamento das Mulheres Socialistas - uma organização associada ao PS mas autónoma, como a dos jovens, a dos autarcas ou a dos sindicalistas - apanhou de surpresa as personalidades do partido que foram convidadas para a iniciativa. Algumas confirmaram-no ao DN, embora sob condição do anonimato: ao aceitarem participarem não sabiam que o ex-líder socialista também fora convidado. E admitem mesmo que teriam dado outra resposta se soubessem. O DN tentou - em vão - contactar a líder das Mulheres Socialistas da FAUL, Susana Amador, atualmente deputada do PS na Assembleia da República (e vice-presidente do respetivo grupo parlamentar).

O convite a Sócrates provocou notória incomodidade dentro do partido. Mas como se está perante alguém que durante seis anos (2005-2011) foi primeiro-ministro e durante sete (2004-2011) teve todo o PS literalmente a seus pés, ninguém assume abertamente a incomodidade. Para a universidade de verão que as Mulheres Socialistas da FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa) do PS estão também convidadas personalidades do PS que estiveram sob as ordens de Sócrates nos seus governos. Por exemplo, José António Vieira da Silva (atualmente ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ) ou Fernando Medina, hoje presidente da Câmara de Lisboa. O único militante socialista foi o comentador político Pedro Adão e Silva (que de 2002 a 2004 foi da direção do PS liderada por Ferro Rodrigues). "Juízo político: da mesma forma que Passos devia pedir escusa e não apresentar o livro do arquiteto, o PS/Lisboa devia retirar o convite que fez a Sócrates", escreveu, no Twitter.

Ontem, tentando desdramatizar, Porfírio Silva, membro da direção nacional do PS, considerou, citado pela agência Lusa, como "perfeitamente normal" o convite feito ao ex-líder do partido. Sócrates vai falar de "política externa e globalização" e esse, disse o dirigente do PS, é "um tema interessante" que, segundo recordou, o ex-primeiro-ministro estudou enquanto esteve em França. "Acho isso perfeitamente normal e irei se puder."

O evento vai realizar-se no edifício Aviz, em Lisboa, nos próximos dias 23 e 24 (sexta e sábado). Sócrates tem a conferência marcada logo para o primeiro dia , ao fim da tarde, logo a seguir à sessão de abertura, para a qual estão previstas intervenções de Duarte Cordeiro (presidente da concelhia de Lisboa do PS e vice-presidente da câmara da capital), Diogo Leão (deputado e presidente da JS da área urbana de Lisboa) e Susana Amador. Os trabalhos serão abertos aos jornalistas - foi pelo menos nesse pressuposto que o ex-primeiro-ministro aceitou participar. No sábado, o encerramento do evento pertencerá à secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes. Discursarão também, antes, Fernando Medina, novamente a líder das Mulheres Socialistas de Lisboa e a líder nacional desta organização autónoma do PS, a deputada Elza Pais. Antecedendo o encerramento haverá um debate sobre eutanásia, com a participação de Maria Antónia Almeida Santos.

www.dn.pt

Quem é Ahmad Khan Rahami, o alegado bombista de Nova Iorque? Sandra Salvado - RTP20 Set, 2016, 11:57 / atualizado em 20 Set, 2016, 12:27 | Mundo Quem é Ahmad Khan Rahami, o alegado bombista de Nova Iorque?Ahmad Khan Rahami, de 28




O suspeito dos ataques bombistas de Nova Jérsia e Nova Iorque tem 28 anos. Ahmad Khan Rahami nasceu no Afeganistão, mas naturalizou-se americano em 2013. Vivia com a família, em Elizabeth, e trabalhava no restaurante dos pais. Rahami visitou diversas vezes o Afeganistão e até foi questionado quando regressou, mas nunca fez parte de nenhuma lista de suspeitos. A investigação é cautelosa e os dados oficiais escasseiam.


Os atentados bombistas nos Estados Unidos continuam a ser uma forte ameaça e têm criado um clima de medo entre a população.

Um dos últimos ataques terá sido preparado por Ahmad Khan Rahami, o presumível autor da explosão do passado domingo em Chelsea, Nova Iorque. Será também o dono da mochila com explosivos encontrada na segunda-feira em Nova Jérsia.

Rahami nasceu a 23 de junho de 1988 no Afeganistão. Mais tarde naturalizou-se norte-americano. As informações sobre o suspeito abertamente divulgadas pelas autoridades são escassas, mas os media locais têm estado a avançar com dados sobre o alegado bombista.

De acordo com o New York Times, Rahami vivia com a família, em Elizabeth, a cerca de 30 minutos de Nova Jérsia, e trabalhava no restaurante dos pais, no mesmo edifício.
Histórico familiar de conflitos
Tanto o New York Times como a CNN dão conta de que a família tinha um histórico de conflitos com a população. O restaurante estava aberto, quase sempre, 24 horas por dia.

Após várias denúncias dos vizinhos, o estabelecimento passou a encerrar às 22h00, algo que a família considerou uma medida discriminatória.

Ao que tudo indica, a família moveu uma ação contra o proprietário de uma loja contígua, que lhes terá dito que os “muçulmanos dão muito trabalho ao país” e que ”não pertencem aqui”. Contudo, esta informação foi negada pela polícia.



NY and NJ bombings suspect's family sued city in 2011 for discrimination against Muslims http://cnn.it/2dcjDkA 

“Gostava que as pessoas respeitassem a privacidade da família e nos deixassem viver em paz, após esta época trágica”, escreveu Zobyedh Rahami, irmã do alegado autor dos ataques, citada pelo New York Times.

Já a cadeia televisiva CNN dá conta que Rahami chegou aos Estados Unidos, em janeiro de 2005, após o seu pai ter solicitado asilo no país. E acrescenta que o suspeito recebeu o passaporte americano em 2003, quando ainda era menor de idade. Em 2007 terá recebido um novo passaporte, por alegadamente o ter perdido.
Viagens ao Afeganistão e Paquistão
O alegado bombista terá viajado para o Afeganistão e o Paquistão por “longos períodos de tempo nos últimos anos”. Em 2011, passou diversas semanas em Quetta, no Paquistão, e em Kandahar, no Afeganistão.

A CNN refere ainda que Ahmad Khan Rahami teve de passar por uma inspeção de segurança quando voltou aos Estados Unidos naquele ano, já que tinha visitado uma área de possível presença de células terroristas. Contudo, terá dito ao controlo de imigração que viajou àquele país para ir ao casamento de um tio e para renovar o seu cartão de cidadão paquistanês.

Em abril de 2013 terá viajado até ao Paquistão, de carro, e só regressou aos Estados Unidos em março de 2014. Nessa altura, também o seu irmão Mohammad terá viajado para o país.
Formado em justiça criminal
Em 2014, no regresso aos Estados Unidos, Rahami terá passado outra vez por uma inspeção de segurança no aeroporto, tendo justificado a sua viagem ao Paquistão com motivos familiares, nomeadamente para visitar a sua mulher e os tios.

Ainda de acordo com o canal de notícias norte-americano, as autoridades estão a investigar se foi nesta altura que Rahami se radicalizou.

O alegado bombista formou-se em justiça criminal na Middlesex County College, em Edison, Nova Jérsia.



www.rtp.pt

Mariana Mortágua: a frase da polémica, os críticos, os defensores e a explicação


A bloquista começou por ser a deputada revelação na comissão de inquérito ao BES. Agora, dizem que manda no Governo. Afinal, o que pôs Mariana Mortágua no centro disto tudo? Quem a atacou e quem a defendeu?


A deputada é criticada à esquerda e à direita


"Não é bom ter deputados a apresentar medidas importantes"


 Moreira da Silva nunca pensou que Mariana Mortágua se convertesse em "ministra das Finanças"
 Imposto sobre património: PS e Bloco garantem protecção da "classe média"
Já lhe chamaram “ministra das Finanças”, já disseram que é ela quem manda no PS e até arranjaram um nome especial para o imposto anunciado pelo Bloco de Esquerda, que está em negociações com o PS: Imposto Mariana Mortágua (IMM). A deputada bloquista, uma revelação na comissão de inquérito ao BES, está debaixo do fogo da direita. E não só.

Fernando Medina, ex-número dois de António Costa na Câmara de Lisboa, lançou-lhe as críticas mais recentes: “Não é bom ter deputados a apresentar medidas importantes”, disse, referindo-se ao facto de ter sido ela, e também Eurico Brilhante Dias, pelo lado do PS, a explicar, no Parlamento, que PS e BE estavam a negociar a introdução e um novo imposto sobre o património imobiliário. “Acho que isso caberia ao Ministério das Finanças no tempo próprio.”

Meio a brincar meio a sério, o Expresso chamou a esta nova tributação o “Imposto Mariana Mortágua”.

A frase da polémica

A frase que pôs a bloquista no centro das críticas foi proferida no sábado, durante um debate sobre as Esquerdas e a desigualdade, na rentrée do PS, em Coimbra. “Do ponto de vista prático, a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro", disse Mariana Mortágua. “Não podemos ter vergonha de ter uma política social deste género. Cabe ao PS, se quer pensar as desigualdades, dizer o que é que pensa do sistema económico, do capitalismo financeirizado”, acrescentou. 

O ataque da esquerda

Do lado do PS, as críticas estão frescas. Além de Fernando Medina, Sérgio Sousa Pinto também tomou a dianteira, com o apoio de segundas linhas.

Sousa Pinto escreveu no Facebook que esta “paródia senil” custará caro ao PS e classificou Mortágua como um exemplar dos "jovens burgueses cripto-comunistas e habilidosos pantomineiros da velha escola”. Escreveu ainda que as palavras proferidas pela bloquista em Coimbra são uma “lição ministrada do alto do legado histórico do trotskismo ou de uma qualquer seita comunista heterodoxa”. O post teve “gostos” de outros socialistas, como Jamila Madeira.

Fernando Medina, que criticou o facto de a apresentação do imposto não ter sido feita pelo Governo, ainda avisou que “toda esta polémica sem nada de concreto tira toda a margem de manobra [ao Governo] para vir a aplicar a medida no futuro.”

O ataque da direita

O primeiro de todos os ataques a Mortágua – e a Centeno - visou a mesma questão e surgiu também sob a forma escrita, no Correio da Manhã de domingo. Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, apontou: “Não é normal que os novos impostos sejam anunciados em público por partidos que não fazem parte do Governo. É uma demissão incompreensível do homem que tem a pasta das Finanças.”

Nessa tarde, Adolfo Mesquita Nunes, do CDS, atacava: “O BE pede ao PS que perca a vergonha de ir tributar quem acumula dinheiro, ou seja, quem poupa. O BE pede assim ao PS que perca a vergonha de ir tributar aqueles que, pagos os seus impostos, cumpridas as suas obrigações, conseguem depois de anos de trabalho pôr algum de lado, para comprar uma casa, acautelar a reforma, estudar, deixar aos filhos, investir ou criar postos de trabalho. Num país sem poupanças. O BE pede ao PS que perca a vergonha de ir tributar não os rendimentos mais elevados, não os consumos de luxo, mas as poupanças daqueles que aforram”. E questionava: “O CDS pergunta, por isso, ao PS o seguinte: vai perder a vergonha, continuando a dar protagonismo ao Bloco, ou vai ficar embaraçado?”

Ninguém do PS havia de responder a estas palavras, mas menos de 24 horas depois, na Assembleia da República, no final de uma conferência de imprensa sobre o novo Sistema Nacional de Informação Cadastral, Jorge Moreira da Silva insistia: “Na campanha eleitoral afirmei que não podíamos correr o risco de termos Jerónimo de Sousa e Catarina Martins como vice-primeiros-ministros (…), nunca me passou pela cabeça que Mariana Mortágua se convertesse verdadeiramente na ministra das Finanças deste Governo.”

As críticas seguiram pela voz de outro deputado de direita, Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS-PP, centradas na questão do imposto anunciado pelo BE. "Creio que pela primeira vez numa coligação – e sei bem o que vou dizer, sei bem daquilo que vou dizer e sei bem porque o vou dizer – não é o maior partido da coligação que anuncia matérias do ponto de vista fiscal e orçamental. Quando é o BE que anuncia em nome de um Governo do PS mais impostos e mais taxas para os portugueses, eu creio que ou o senhor ministro das Finanças aparece ou facilmente será esquecido ou facilmente deixará de ter condições para se manter no cargo, porque já percebemos que não manda, quem manda é a senhora deputada Mariana Mortágua", disse.



www.publico.pt