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terça-feira, 13 de setembro de 2016

13 de Setembro de 1923: Nasce a escritora portuguesa Natália Correia, autora de "Dimensão Encontrada".


Poetisa, ficcionista, autora dramática e ensaísta, nascida em 1923 e falecida em 1993, natural dos Açores, facto que levou a insularidade a tornar-se uma linha de força presente em todo o seu percurso literário. Realizou estudos secundários em Lisboa. Figura marcante da cultura e da literatura portuguesas contemporâneas, Natália Correia distinguiu-se também pela sua atividade política, tendo exercido, com a mesma irreverência que pauta toda a sua existência, o cargo de deputada. Escritora que manteve uma posição de independência relativamente a modelos e movimentos literários, embora seja, mesmo aceitando que são poucos os "exemplos que podemos colher na sua poesia de uma aproximação da sua parte a procedimentos estilísticos típicos dos surrealistas", frequentemente associada ao Surrealismo, "pela defesa de um estatuto de altiva insubmissão para o poeta, pela identificação com as tradições culturais marginalizadas pelos poderes instituídos ao longo dos tempos" e "pela acentuação da dimensão mágica da poesia" (MARTINHO, Fernando J. B. - Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50, Lisboa, Colibri, 1996). A compreensão da literatura como ato de rebeldia e de insubmissão face a todos os poderes instituídos e institucionalizados (inclusivamente o literário), nutre, assim, uma expressão poética imaginativa e sugestiva pelo seu poder de metaforização, impetuosa, ditirâmbica e cósmica, alimentada pela visceral revolta contra o homem "funcionário / da sua adiada escória", "bípede" que não sabe que fazer "de não ser propriamente inseto" (Poesia Completa, Lisboa, 2000, p. 285), rejeitando "nascermos para corda de roupa / íntimas peças da morte penduradas / a todo o comprimento de puxarmos / a carga insone de uma vida alheia." (XI de Mátria in op. cit., p. 297). A busca de uma voz pura e liberta, anterior ou à margem de conceptualizações redutoras e de acomodações burguesas, resulta num diálogo intertextual com uma tradição literária que vai da lírica galego-portuguesa ("sagrada raiz do nosso lirismo"), até ao mergulho, através da "sofreguidão ôntica do soneto", na arte poética romântica (Sonetos Românticos), e até ao diálogo intertextual com Camões ou Pessoa, na busca de um sentido para o devir da nação portuguesa ("Ó Pátria amada minha misteriosa / que da Europa és a esfinge! És o rebate / de uma última pedra preciosa / ou és cedo de mais num tempo acre?" ("Urna Áurea I" de Epístola aos Lamitas, in op. cit., p. 428). "Humanidade poética anarquista" ("Boletim Meteorológico", in op. cit., p. 143), a voz de Natália Correia integra a tradição "dos que os poderes estabelecidos têm tido por heréticos, heterodoxos, feiticeiros" (MARTINHO, Fernando J. B. - op. cit., p. 75), igualando o poder da protagonista de Comunicação, "uma mulher a quem chamavam a Feiticeira Cotovia [...] condenada às chamas por práticas de uma magia maior e estranha a que ela dava o nome de Poesia" e que, no momento da sua execução, augura que o seu "corpo em chamas será o rastilho de uma fogueira que consumirá a Lusitânia ano após ano, geração após geração numa combustão invisível e prolongada pela Palavra que fulge no ponto onde todos os nomes se reúnem na Luz." (Poesia Completa, p. 174). Buscando uma "Poesia em cuja ânfora o mundo / recolhe o pólen da sua idade de ouro", Natália Correia entende, deste modo, "a poesia como substância mágica desorbitada da sua funcionalidade primitiva, que o poeta desespera por restituir à sua natureza orgânica primordial, a fim de a tornar eficaz na recriação do mundo" (CORREIA, Natália, cit. in MARTINHO, Fernando J. B., p. 74). Por isso, para Natália Correia, a palavra, narrativa, dramática ou poética, é, acima de tudo, o principal agente da revolução, não daquela historicamente datada, mas da revolução permanente que o sujeito impõe a si mesmo ao "acusar a história de nos ter escondido que todas as revoluções foram até hoje desnaturados exercícios da verdadeira" (de Epístola aos Lamitas, in Poesia Completa, p. 413). Pela sua ousadia verbal e temática Natália Correia foi impedida de publicar algumas das suas obras durante o regime salazarista, como é o caso das peças A Pécora eO Encoberto, violentas desmistificações de alguns dos mitos nacionais, onde o lirismo e a sátira se fundem no poder exorcizante da palavra.

Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
 
Natália Coelho por Bottelho
 
 
Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
                              
  deixa passar a Vida!
Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"  

CARTA DO RIO – 116 por Rachel Gutiérrez - Crianças do Mundo, perdoai-nos!



Crianças do Mundo, perdoai-nos!

Nos últimos dias, os âncoras de todas as TVs e as manchetes dos principais jornais veicularam a denúncia da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) sobre a trágica situação de 50 milhões de crianças cujo futuro a humanidade, em sua ignorância ou indiferença, está ajudando a assassinar. Dessas, 28 milhões são refugiadas ou fugitivas de seus países em conflitos intermináveis e devastadores.

Já em junho deste ano, um relatório da Unicef previa a morte provável (de causas que poderiam ser evitadas) de  69 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade. “167 milhões viverão na pobreza e 750 milhões de mulheres terão se casado ainda crianças até 2030, data limite para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

Eu me pergunto, pensando apenas nas crianças massacradas pela guerra na Síria, como é que pode dormir um presidente chamado Bashar AL Assad? Cidades destruídas, civis assassinados, a terra devastada, nada disso é mais importante do que a sua prepotência, sua insistência em permanecer no poder negando-se a qualquer tipo de negociação. Como é que dorme esse homem?

Lá, como em todas as guerras, as crianças são as que mais sofrem. E parece que ninguém se conscientiza de que é crime hediondo roubar-lhes a infância, os sonhos, a esperança. É crime hediondo negar-lhes o futuro. Que mundo é este? Que pessoas compõem as sociedades que continuam cegas, indiferentes ao que acontece, a tudo isso de que se tem notícia em segundos, graças às mais sofisticadas tecnologias. E para que servem as mais sofisticadas tecnologias se jogamos no inferno 50 milhões de crianças? Para que servem as máquinas, os robôs, os drones e todas as geniais invenções dos homens se não nos ajudam a salvar uma sequer dessas milhões de crianças sem destino?


Vi outro dia um documentário sobre uma feira tecnológica, onde, entre fascinantes demonstrações, eram exibidos os últimos tipos de geladeiras, que são ao mesmo tempo computadores com sistemas programados capazes de gerir automaticamente as copas e as cozinhas das casas dos ricos, e que estarão à venda ( para eles)  muito em breve.

Neste mesmo mundo, nestes nossos mesmos tempos, continua a aumentar o número de crianças que não têm sequer o que comer, ou onde dormir, que não têm roupas, sapatos, nem casas, nem escolas. Sua única experiência é a do medo, da insegurança total, do terror de um pesadelo interminável do qual talvez jamais possam despertar.

Dizia o relatório de junho, citando Anthony Lake, diretor executivo da Unicef : “Negar a centenas de milhões de crianças oportunidades justas na vida faz mais do que ameaçar seu futuro, alimentando ciclos intergeracionais de desvantagem: coloca também em perigo o futuro de suas sociedades”.

E o documento menciona, é claro, a importância da educação, sobre o “quanto a educação pode ser decisiva para melhorar a vida das crianças: quanto maior o grau de instrução da mãe, menores são as chances de morte antes dos cinco anos; em média, para cada ano adicional de educação que uma criança recebe aumenta sua renda, quando adulta, em cerca de 10%; e, em média, para cada ano adicional de escolaridade concluído por jovens adultos em um país, as taxas de pobreza nesse país caem 9%.” Podemos, então, perguntar: de que adiantam essas estatísticas se milhares de crianças não terão acesso  à escola, e se centenas delas podem morrer afogadas ao tentar fugir de seus países?

E as mães, muitas vezes meninas-mães, são também vítimas de injustiças legitimadas por falsas interpretações das tradições culturais ou religiosas. Oprimidas, subjugadas, alijadas das escolas, que recursos possuem as mães para ajudar ou salvar seus filhos? Como, sendo elas mesmas tão frágeis e sofridas, poderão protegê-los e orientá-los se, como disse o grande psicanalista inglês Donald Winnicott, “o precursor do espelho é o rosto da mãe”?

FOTO DE ALFRED EINSENSTAEDT.

O quadro é absolutamente aterrador. E é preciso lembrar que além das fugitivas das guerras, além daquelas trágicas crianças da Síria, da Turquia e do Afeganistão, existem crianças maltratadas, exploradas, aviltadas, milhares de crianças que sofrem abuso e violência em todas as partes do mundo.

E como observou um amigo de grande inteligência e sensibilidade, a violência que sofrem no mundo as crianças é, indiretamente, uma violência contra as mulheres. Como sabemos, tem recrudescido, de forma brutal, a violência contra as mulheres a tal ponto que, no Brasil, foi preciso sancionar uma lei que classifica o feminicídio como crime hediondo. Aqui, nos últimos dez anos, o número de mulheres assassinadas passou de 3.937 para 4.762! E um em cada três desses crimes foi cometido por ex ou atual companheiro. Aqui, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos e 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram espancamentos e maus tratos  em seus relacionamentos.

E na área do trabalho, até quando as mulheres continuarão a receber menos por tarefas iguais?  E até quando a exploração do trabalho escravo infantil será ignorada?

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – revela que no Brasil, 5,5milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham, e mais de 5 milhões não frequentam as salas de aula por causa do trabalho.


Crianças do Mundo, perdoai-nos!

A infância, cujo conceito remonta apenas ao século XIX e sobre a qual estudos especializados só apareceram a partir da década de 1960 do século passado, é, segundo os psicólogos,  e como costumamos comprovar, uma fase decisiva das nossas vidas. Portanto, é com imensa tristeza e com um devastador sentimento de impotência que recebemos as alarmantes denúncias da UNICEF. Que será do mundo, que será de nós se tantas crianças continuarem na trágica situação em que se encontram?

aviagemdosargonautas.net

PCP quer manuais escolares gratuitos para todo o 1.º ciclo no ano letivo 2017/2018


O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, disse hoje que o partido vai bater-se para que os manuais escolares em todo o 1.º ciclo sejam gratuitos já no ano letivo 2017/2018.
PCP quer manuais escolares gratuitos para todo o 1.º ciclo no ano letivo 2017/2018
“Estamos a apostar no futuro. Estamos a apostar nas nossas crianças, na sua evolução, na sua aprendizagem”, sustentou o líder comunista, que falava numa sessão pública dedicada à gratuitidade dos manuais escolares e realizada esta tarde no Seixal.
O PCP, insistiu o seu secretário-geral, “continuará a bater-se pela progressiva gratuitidade dos manuais”, depois de este ano ter conseguido que o parlamento aprovasse uma proposta para manuais escolares gratuitos para os alunos do 1.º ano do 1.º ciclo.
De acordo com as contas comunistas, o alargar da gratuitidade dos manuais a todo o primeiro ciclo incorpora um custo de 14 milhões de euros.
PPF // ZO
Lusa/Fim

Lagarde julgada em França por negligência



A directora executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, será julgada em França, a partir de 12 de Dezembro, por negligência na gestão de uma indemnização milionária ao empresário Bernard Tapie quando era ministra das Finanças francesa.

O anúncio foi hoje feito pelo Supremo Tribunal francês, o único no país habilitado para julgar membros do Governo pelo exercício das suas funções, que precisou igualmente que o julgamento durará vários dias. Segundo a emissora France Info, poderá prolongar-se até 20 de Dezembro.

Em Julho passado, o Supremo Tribunal francês rejeitou o recurso apresentado por Lagarde e confirmou que terá de sentar-se no banco dos réus.
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O Tribunal de Cassação tinha decidido anular a arbitragem decretada por Lagarde quando era ministra do então presidente Nicolas Sarkozy para resolver o contencioso entre o Estado francês e Bernard Tapie pela venda da Adidas, em 1994, ao banco Crédit Lyonnais, que era à data uma instituição pública.

Por essa arbitragem, o Estado teve de indemnizar o empresário, próximo de Sarkozy, em 404 milhões de euros, com o argumento de que o Crédit Lyonnais tinha conseguido um lucro exagerado graças à Adidas.

Lagarde, titular da pasta das Finanças entre 2007 e 2011 e que iniciou em Julho o seu segundo mandato à frente do FMI, foi acusada por se considerar que agiu de forma negligente ao recorrer à arbitragem, o que beneficiou Tapie, em vez de deixar a justiça comum funcionar.

Neste caso, também são arguidos, entre outros, o seu chefe de gabinete em 2007 e actual presidente da operadora de telecomunicações Orange, Stéphane Richard, e o próprio Bernard Tapie, por "desvio de fundos públicos" e cumplicidade.

* O elegante pano cheio de nódoas.


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

13 de Setembro de 1877: Morre Alexandre Herculano, escritor, político, historiador, figura cimeira do Romantismo português, autor de "Eurico, o Presbítero".


Poeta, romancista, historiador e ensaísta português, Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu a 28 de Março de 1810, em Lisboa, e morreu a 13 de Setembro de 1877, em Santarém.

A sua obra, em toda a extensão e diversidade, ostenta uma profunda coerência, obedecendo a um programa romântico-liberal que norteou não apenas o seu trabalho mas também a sua vida. 

Nascido numa família modesta, estudou Humanidades na Congregação do Oratório, onde se iniciou também na leitura meditada da Bíblia, o que viria a marcar a sua mundividência. Impedido por dificuldades económicas e familiares de frequentar a Universidade, preparou-se para ingressar no funcionalismo, frequentando um curso prático de Comércio e estudando Diplomática na Torre do Tombo, onde aprendeu os rudimentos da investigação histórica. Por esta altura, com 18 anos, já se manifestava a sua vocação literária: aprendeu o francês e o alemão,fez leituras de românticos estrangeiros e iniciou-se nas tertúlias literárias da marquesa de Alorna, que viria a reconhecer como uma das suas mentoras. Em 1831, envolvido numa conspiração contra o regime miguelista, foi obrigado a exilar-se, primeiro em Inglaterra (Plymouth) e depois em França (Rennes). 

No exílio, aperfeiçoou o estudo da história, familiarizando-se com as obras de historiadores como Thierry e Thiers,e leu os que viriam a ser os seus modelos literários: Chateaubriand, Lamennais, Klopstock e Walter Scott. Em 1832, participou no desembarque das tropas liberais em Mindelo e na defesa do Porto, onde foi nomeado segundo-bibliotecário e encarregue de organizar os arquivos da biblioteca. Entre 1834 e 1835, publicou importantes artigos de teorização literária na revista Repositório Literário, do Porto, (posteriormente compilados nos Opúsculos). Em 1836, por discordâncias com o governo setembrista, demitiu-se do seu cargo de bibliotecário e publicou o folheto A Voz do Profeta. Em Lisboa, dirigiu a mais importante revista literária do Romantismo português, O Panorama,para que contribuiria com diversos artigos, narrativas e traduções, nem sempre assinados. Em 1839, aceitou o convite de D. Fernando para dirigir as bibliotecas reais da Ajuda e das Necessidades, prosseguindo os seus trabalhos de investigação histórica, que viriam a concretizar-se nos quatro volumes da História de Portugal,publicados no decurso das duas décadas seguintes. Foi precisamente por essa altura que se envolveu numa polémica com o clero, ao questionar o milagre de Ourique, polémica que daria origem aos opúsculos Eu e o Cleroe Solemnia Verba. Eleito deputado pelo Partido Cartista em 1840, demitiu-se no ano seguinte, desiludido coma actividade parlamentar. 

Voltou à política em 1851, fundou o jornal O País, mas logo se desiludiu com a Regeneração, manifestando o seu desagrado pela concepção meramente material de progresso de Fontes Pereira de Melo. Em 1853, fundou o jornal O Português, e dois anos depois foi nomeado vice-presidente da Academia Real das Ciências e incumbido pelos seus consórcios da recolha dos documentos históricos anteriores ao século XV - tarefa que viria a traduzir-se na publicação dos Portugalia e Monumenta Historica, iniciada em 1856. Neste mesmo ano tornou-se um dos fundadores do partido progressista histórico e em 1857 atacou a Concordata com a Santa Sé. Em 1858, recusou a cátedra de História no Curso Superior de Letras. Entre 1860 e 1865, envolveu-se em nova polémica com o clero,quando, ao participar na redacção do primeiro Código Civil Português, defendeu o casamento civil. Em 1865, fruto das suas reflexões, saíram os Estudos sobre o Casamento Civil. Em 1867, desgostoso com a morte precoce de D. Pedro V, rei em quem depositava muitas esperanças, e desiludido com a vida pública, retirou-se para a sua quinta em Vale de Lobos (comprada com o produto da venda das suas obras), onde se dedicaria quase exclusivamente à vida rural, casando com D. Maria Hermínia Meira, sua namorada da juventude. 

Apesar deste novo e voluntário exílio, continuou a trabalhar nos Portugalia e Monumenta Historica, interveio em 1871 contra o encerramento das Conferências do Casino, orientou em 1872 a publicação do primeiro volume dos Opúsculos e manteve correspondência com várias figuras da vida política e literária. Morreu de pneumonia aos 67 anos, originando manifestações nacionais de luto.

Alexandre Herculano. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
wikipedia (imagem)

Alexandre Herculano por João Pedroso

Ficheiro:Alexandre Herculano.jpg

13 de Setembro de 1885: Nasce o escritor português Aquilino Ribeiro, autor de "Terras do Demo" e "Andam Faunos pelos Bosques".


Ficcionista, autor dramático, cronista e ensaísta português, nasceu em Sernancelhe, na Beira Alta, a 13 de setembro de 1885, e faleceu em Lisboa, a 27 de maio de 1963. Passados 44 anos da sua morte, em setembro de2007, os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional.

Estudou em Lamego e em Viseu, e em 1901 foi para Lisboa. Ex-seminarista, dedicou-se ao jornalismo, tendo colaborado, entre outras publicações, com Jornal do Comércio, O Século, A Pátria, Ilustração Portuguesa, Diário de Lisboa, República, e pertencido ao grupo que, em 1921, fundou Seara Nova. Ligou-se ao movimento republicano e interveio ativamente na revolução, chegando mesmo a ser preso. Fugiu para Paris, frequentou a Sorbonne e escreveu o seu primeiro livro, intitulado Jardim das Tormentas (1913).

Regressado a Portugal depois da eclosão da Grande Guerra em 1914, exerceu a carreira de professor e foi conservador na Biblioteca Nacional até 1927. Obrigado de novo, por razões políticas, a sair do País, só regressou definitivamente em 1933.

A evocação de peripécias da sua existência em algumas das obras ficcionais impõe, na análise da novelística de Aquilino, a apreensão de uma inspiração autobiográfica (nomeadamente em volumes como Cinco Réis de Gente,Uma Luz ao Longe, Lápides Partidas, O Homem que Matou o Diabo, entre outros), ao mesmo tempo que os seus escritos de índole memorialista (É a Guerra, Alemanha Ensanguentada, Um Escritor Confessa-se), no registo impressivo de décadas durante as quais o país e a Europa sofrem profundas convulsões, constituem um testemunho histórico precioso no esboço da história de uma metade de século tragicamente protagonizada por"guerras, ditaduras, revoluções, morticínios, [...] inocências e desenganos, bateladas de mortos" (cf. "Nota preliminar a O Malhadinhas, Amadora, 1958).(...)

Foi, em 1956, eleito o primeiro presidente da Associação Portuguesa de Escritores, como prova doreconhecimento de que a sua obra gozava, mas também do consenso reunido à volta de uma figura tornada carismática pela sua postura cívica quase heroica. No momento em que se preparava para ser alvo de uma homenagem pública nacional, promovida por várias cidades e sugerida pelo cinquentenário da publicação de O Jardim das Tormentas, morreu subitamente, em 1963.

A vastíssima obra de Aquilino Ribeiro abrange domínios variados que vão do romance, da novela e do conto às memórias, aos estudos etnográfico e histórico, à biografia, à polémica ou à literatura infantil.

Vários caracteres distinguiram, desde o momento da sua estreia e ao longo de mais de seis dezenas de volumes,o lugar singular que Aquilino veio ocupar na narrativa contemporânea; desses traços, o mais evidente seria, ao nível do estilo, a tendência para a integração de um manancial vocabular regional na sua própria escrita, efeito que, conjugado com a erudição e atravessando coloquialmente todos os níveis de discurso (direto, indireto, indireto livre), se é certo que levantava certos obstáculos de legibilidade - em 1988, o Centro de Estudos Aquilinianos editou um Glossário Aquiliniano -, dotava também os seus romances e narrativas curtas de certo casticismo linguisticamente sugestivo, na evocação do ambiente da Beira serrana nas primeiras décadas do século. Indiferente aos contextos histórico-literários que foram seus contemporâneos (modernismo e,posteriormente, presencismo e neorrealismo), a obra de Aquilino foi recebida quer com entusiasmo pelos leitores que nela auscultavam a imagem de um Portugal ancestral, perdido num tempo e num espaço genesíacos, não propriamente utópicos, mas onde a ação do homem dependia da natureza, dos instintos, de uma religiosidade popular próxima da crendice e da superstição, em suma, da sua integração no cosmos, anterior à fratura com a civilização e com a entrada na época contemporânea; quer de forma redutora pelos que acusariam a sua falta de universalismo, o carácter pouco espontâneo e barroco da sua expressão linguística, a sua oposição à modernidade na manutenção dos moldes de composição tradicionais.

De entre os numerosos títulos que Aquilino publicou, merecem especial destaque Terras do Demo (1919), O Malhadinhas (primeira versão em 1922), Andam Faunos pelos Bosques (1926), O Romance da Raposa (1929),Cinco Réis de Gente (1948), A Casa Grande de Romarigães (1957) e Quando os Lobos Uivam (1959).

Aquilino Ribeiro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
wikipedia (Imagem)


Aquilino Ribeiro


Arquivo: AquilinoRibeiro.jpg
Aquilino Ribeiro - Pintura por Bottelho

O franciscanismo ideológico


Ao contrário do que sucede noutras paragens, onde a riqueza e o sucesso são mais apreciados, nestas bandas, onde impera aquilo a que designam por catolicismo profundo, damos grande importância à pobreza enquanto símbolo de pobreza. É um tique que Salazar promoveu e ainda hoje o ditador é referido como um modelo de político que não enriqueceu.

Cavaco Silva que tem uma luxuosa habitação de férias adquirida em condições muito originais foi outro mestre nesta imagem do político austero, que não enriquece. Mesmo apoiando de forma quase cega a política de austeridade chegou a queixar-se dessa mesma austeridade, afirmando que as pensões da família não davam para as despesas.

Veja-se o exemplo de Passos Coelho que vai para a praia de xanatas, um modelo de virtudes se comparados com os famosos sapatos de marca de Sócrates. Mas o melhor exemplo de fanciscanismo extremo foi-nos dado por esse modelo nacional de virtudes em que Carlos Alexandre se quis transformar. 

Esta cultura miserável em que quem vive no mundo privado é admirado pela riqueza que tem e exibe, enquanto no exercício de funções publicas deve-se fazer provas de fanciscanismo, valorizando-se os sinais de pobreza leva a uma forma de estar miserável e à promoção colectiva de gente miserável.

Mais grave do que se exigir que todos nos apresentemos como o tenente Columbo, detective da polícia de Los Angeles numa série com o mesmo nome, é a promoção desta forma miserável de estar. No sector privado devemos admirar quem mais ganha, no sector público devemos desconfiar de quem usar meias limpas.

A pobreza não é uma virtude, não é virtuosa, nem é algo que se deseje ou possa ser exibido como qualidade. E ser pobre é algo muito diferente de ser humanamente miserável. O grave nesta forma de certificar o miserabilismo como qualidade enquanto cidadão não é casual, enquanto colectivo e ao perseguirmos qualquer sinal de riqueza de quem exerce funções públicas estamos a criar um determinado estereótipo de político, de juiz de funcionário.

Não admira que comecem a aparecer anormalões a apresentarem-se como modelos nacionais merecedores da confiança nacional.

jumento.blogspot.pt

Conheça a Fasnacht, a maior festa da Suíça


Saiba mais sobre o maior festival da Suíça, o Fasnacht.


Esse festival conta com cerca de 20 mil foliões mascarados participando do evento, com celebrações que começam às 4:00h da manhã e continuam rolando durante 72 horas, com muita bebida e cantoria. 

Também chamado de Carnaval de Basileia, é o maior evento de Carnaval da Suíça e ocorre na cidade de Basel [Basileia], a terceira maior cidade do país, sendo considerada sua capital cultural.


Fasnatcht está localizada na encruzilhada entre a Suíça, França e Alemanha. Seu passado imperial glorioso ainda é evidente na sua prefeitura medieval e nas requintadas casas patrícias do século 18.





O carnaval de Basel é o mais famoso do país e geralmente começa na semana seguinte à quarta-feira de cinzas, em plenas 4:00 horas da manhã e é realizado um ritual conhecido como Morgestraichuma tradição desde 1835, em que todas as luzes da cidade se apagam e as pessoas desfilam pelas ruas com lanternas. A festa dura exatamente 72 horas.



Os participantes trazem sobre a cabeça lanternas feitas por artistas locais e saem pela cidade tocando e encantando os visitantes. São várias bandas que passam pelo centro da cidade e com músicas carnavalescas com flautas, tambores e blocos que tocam músicas típicas chamadas GuggenmusikMuitos restaurantes e bares na cidade permanecem abertos por 72 horas seguidas, enquanto dura o evento.







Todas as máscaras, fantasias, instrumentos e carros alegóricos são confeccionados pelos próprios participantes. Os temas de cada clique também são escolhidos pelos integrantes e, normalmente, são temas delicados e abordados de forma crítica. Por exemplo, o vídeo de divulgação do evento de 2015 para 2016 ficou assim:

VÍDEO


Os carros alegóricos são conduzidos por tratores que trazem dentro algumas figuras emblemáticas do carnaval de Basel: os Waggis, que, de dentro dos carros, saem jogando confete e presentes para os visitantes; e os presentes podem ser desde flores [rosas e mimosas], legumes, doces [Dääfeli] e bebidas, até — pasme! — bichinhos de pelúcia super-cobiçados pelos espectadores!





Essas figuras estranhas, cabeludas e sorridentes, normalmente com um lenço vermelho e roupas que lembram os agricultores da província francesa de Alsácia são conhecidas como Waggis e fazem parte do folclore da região. As crianças gostam muito delas e assim que as veem já gritam: Waggi! Waggi! Waggi! E pedem a sua prenda!

E pra fechar o Carnaval de Fasnacht com chave de ouro, fique com mais esse vídeo, dessa vez mostrando o Festival ponto de vista de um participante:

VÍDEO

tudorocha.blogspot.be

A INTERNET E OS MAIS NOVOS


Público de ontem traz uma peça importante sobre uma matéria que merece alguma atenção a todos os que lidam com crianças e jovens embora não lhes diga exclusivamente respeito, a net e o mundo de oportunidades, benefícios e riscos que está presente em todas as suas potencialidades.
Algumas notas em complemento do trabalho do Público. Segundo dados do projecto europeu EuKids Online, o uso continuado da Internet repercute-se em 45% das crianças portuguesas com um dos seguintes sintomas: não dormir, não comer, falhar nos trabalhos de casa, deixar de socializar, tentar passar menos tempo online. Em termos europeus apenas a Estónia tem um número superior, 49%. 17 % dos inquiridos revela a presença de dois sinais, ter deixado de comer ou dormir para estar ao computador.
Há algum tempo tinha abordado esta problemática a propósito das implicações do uso excessivo das novas tecnologias no desenvolvimento de crianças e adolescentes, designadamente nos hábitos e saúde do sono.
Um estudo recente realizado nos EUA acompanhando durante seis anos 11 000 crianças encontrou fortes indícios de relação entre perturbações do sono e o desenvolvimento de problemas de natureza diferenciada no comportamento e funcionamento das crianças.
Esta questão, os padrões e hábitos de sono das crianças, é algo de importante que nem sempre parece devidamente considerada. Também entre nós, vários estudos sobre os hábitos e padrões de sono em crianças e adolescentes têm sido desenvolvidos, segundo os quais mais de metade dos adolescentes inquiridos apresentam quadros de sonolência excessiva e evidenciam hábitos de sono pouco saudáveis. Esta constatação vai no mesmo sentido de outros trabalhos com crianças mais novas. A falta de qualidade do sono e do tempo necessário acaba, naturalmente, por comprometer a qualidade de vida das crianças e adolescentes.
Várias investigações sugerem que parte das alterações verificadas nos padrões e hábito relativos ao sono remetem para questões ligadas a stress familiar e sublinham o aumento das queixas relativas a sonolência e alterações comportamentais durante o dia.
Acresce, como os dados do EuKids Online evidenciam, um conjunto de outros riscos decorrentes da utilização menos regulada das novas tecnologias o que solicita alguma reflexão sobre hábitos e estilos de vida dos mais novos. Um dos problemas emergentes e preocupantes neste universo é a utilização das redes sociais e risco do cyberbullying que já aqui tenho abordado. Segundo alguns estudos, perto de 50% das crianças até aos 15 anos terão computador ou televisor no quarto, além do telemóvel.
Acontece que durante o período de sono e sem regulação familiar muitas crianças e adolescentes estarão diante de um ecrã, pc, tv ou telemóvel. Com é óbvio, este comportamento não pode deixar de implicar consequências nos comportamentos durante o dia, sonolência e distracção, ansiedade e, naturalmente, o risco de falta de rendimento escolar num quadro geral de pior qualidade de vida. Creio que, com alguma frequência, alguns comportamentos, sobretudo nos mais novos, que são de uma forma aligeirada remetidos para o saco sem fundo da hiperactividade e problemas de atenção, estarão associados aos seus hábitos e padrões de sono como, aliás, os estudos parecem sugerir.
Em casa, têm durante muitas horas um ecrã como companhia durante o pouco tempo que a escola "a tempo inteiro" e as mudanças e constrangimentos nos estilos de vida das famílias lhes deixam "livre". Também é verdade que a crescente "filiação" em redes sociais virtuais possam “disfarçar”, juntando quem “sofre” do mesmo mal e o tempinho remanescente para estar em família, quase sempre ainda é passado à sombra de uma televisão.
De há muitos anos que se sabe que não se cresce só, cresce-se na relação com pares e adultos. É por isso que, embora entenda a expressão, ouvir chamar a este tempo, o tempo da comunicação, me faz sorrir, acho mais apropriado considerá-lo o tempo do estar só ou a assistir à solidão dos outros. Recordo a afirmação de um miúdo de 11 anos colocada num desenho, "a minha consola é que me consola".
Estas matérias, a presença das novas tecnologias na vida dos mais novos, são problemas novos para muitos pais. Considerando as implicações sérias na vida diária importa que se reflicta sobre a atenção e ajuda destinada aos pais para que a utilização imprescindível e útil seja regulada e protectora da qualidade de vida das crianças e adolescentes.
A experiência mostra-me que muitos pais desejam e mostram necessidade de alguma ajuda ou orientação nestas matérias. Sabemos que estratégias proibicionistas tendem a perder eficácia com a idade.
Creio que o caminho terá de passar por autonomia, supervisão, diálogo e muita atenção aos sinais que crianças e adolescentes nos dão sobre o que se passa com elas.

atentainquietude.blogspot.pt

Câmara de Loulé investe 1,3 milhões de euros em transportes escolares




A Câmara de Loulé vai investir 1,3 milhões de euros em transportes escolares, uma medida que irá beneficiar 1961 alunos de escolas do concelho.
Ao todo, há quatro modalidades de transporte distintas – carreiras coletivas de passageiros (EVA), comboios regionais, circuitos especiais e viaturas camarárias – e 105 circuitos diferentes.
Com a verba investida, a câmara irá proporcionar transporte desde a casa dos alunos até à escola, e vice-versa, durante todos os dias escolares do ano letivo que começa esta semana. O objetivo da medida é promover «a qualidade e igualdade de ensino no concelho», segundo a autarquia louletana.
Esta tem sido uma aposta da Câmara de Loulé, ao longo dos anos, que «tem especial relevância num concelho com a dimensão territorial de Loulé que vai desde o mar até à fronteira com o Alentejo, com localidades dispersas e distantes dos estabelecimentos de ensino».
«O transporte dos alunos tornou-se uma questão ainda mais premente com o encerramento, nos últimos anos, de escolas em zonas com menor densidade populacional mas que afetou o dia-a-dia os alunos que aí estudavam», concluiu a Câmara de Loulé.

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IKEA de Loulé abre «na próxima Primavera» e já mostra as suas cores


O IKEA de Loulé já ganhou forma e até já começa a mostrar as suas cores. As obras de construção desta superfície comercial estão a avançar rapidamente, para que a primeira loja desta marca no Sul do país abra «na próxima primavera», segundo anunciou o Grupo sueco esta terça-feira.
Mesmo quem passa com regularidade junto ao local onde vai nascer a próxima loja IKEA a abrir em Portugal, na zona dos Valados, em Loulé, na estrada que liga Faro a Loulé (onde acaba o troço de autoestrada), facilmente nota evoluções no andamento da intervenção.
A mais recente é a colocação dos caraterísticos painéis de cor azul, que revestem as paredes exteriores das lojas IKEA, que saltam à vista. Mas também se notam as muitas gruas, que estão a ajudar a erguer não apenas a loja da marca sueca, mas também o centro comercial que lhe estará associado, que deverá abrir um pouco mais tarde.
A multinacional está a apostar em Portugal e, no espaço de um ano, vai abrir duas lojas no nosso país, uma delas a de Loulé, com inauguração prevista para os primeiros meses de 2017, que se seguirá à de Braga, inaugurada em Março.
«As novas lojas enquadram-se no objetivo de permitir que a IKEA se torne cada vez mais acessível e relevante no quotidiano das famílias portuguesas. Ao nível da política de sustentabilidade, a IKEA Portugal mantém a aposta nas energias renováveis, tendo comunicado, recentemente, o investimento de 1 milhão de euros na instalação de painéis solares na nova loja do Algarve», acrescentou o IKEA.


Segundo a marca sueca, as vendas totais do grupo «ascenderam a 34,5 mil milhões de euros no ano fiscal de 2016 [Setembro de 2015 a Agosto de 2016]». A nível nacional, a empresa teve «resultados positivos», em linha com os globais, o que permitirá à multinacional sueca «dar continuidade ao plano de expansão da marca em território nacional».
«O Grupo IKEA teve mais um ano de bons resultados, em que recebemos cerca de 783 milhões de visitantes nas nossas lojas. Queremos proporcionar acesso a produtos de qualidade e inspiração para uma vida melhor em casa, através de todos os pontos de contacto com os nossos clientes. No último ano, com o tema It starts with the Food, focámo-nos na vida em casa em torno da cozinha, da comida e momentos de refeição. Foi um grande sucesso junto dos nossos clientes», segundo o presidente do Conselho de Administração do grupo IKEA Peter Agnefjäll.

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Drone registrou um maluco nadando e brincando de forma arriscada com uma orca selvagem

Você pensará que é uma cena de "Free Willy" ou um comercial de Sea World mas não, é completamente real. Em Army Bay, uma praia perto de Auckland, Nova Zelândia, estava Tim Stewart, um temerário caiaquista de 57 anos. Ele escutou que tinham avistado um grupo de orcas perto da costa então quis tentar a sorte e vê-las com seus próprios olhos. Aventurou-se com seu caiaque ao mar e o que fez pode ser considerado uma grande façanha ainda que muito outros acham que foi uma completa loucura.

Drone registrou um maluco nadando e brincando de forma arriscada com uma orca selvagem
Stewart estava remando e esperou um momento até que de repente uma orca em especial começou a se aproximar dele. Ele desceu da embarcação e começou a nadar a seu lado. No princípio disse que não estava assustado, mas depois se deu conta que a baleia tinha a boca aberta.

- "...tudo o que podia ver eram seus dentes em a ponta de meus pés. Pensei: 'só quer brincar, mas espero que não me arraste para abaixo para tanto'", disse o homem ao diário NZ Herald.

Apesar de receber críticas e insultos de certas pessoas por se aproximar tanto destes mamíferos, o caiaquista disse que foi um momento incrível e que as orcas reagiram muito bem a seu comportamento amigável:

- "Isto simplesmente mostra que os animais desfrutam da interação humana, sem ficar assustado nem nada. Acho que é uma bastante revelador", assinalou.

Foram registrados poucos ataques a humanos por parte de orcas selvagens e nunca resultaram em mortes. No entanto com exemplares em cativeiro aconteceram ataques, provavelmente por causa do estresse.

Veja o video do incrível momento registrado por um drone da companhia Topview Photography.

VÍDEO
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