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terça-feira, 6 de setembro de 2016

ATÉ PRÓ ANO CAMARADAS !















expresso.sapo.pt

Há 16 anos que a água do mar não estava tão quente no Sul de Portugal


A temperatura média da água do mar no Algarve e na Costa Vicentina atingiu os valores máximos dos últimos 16 anos, em Julho e Agosto, segundo os dados que foram registados pelo Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa. A predominância de vento de levante ajudou a aquecer a água à superfície na costa algarvia, o que, por sua vez, influenciou a temperatura do mar na Costa Vicentina.
Segundo a Marinha Portuguesa, a «persistência pouco habitual» do vento de levante, que sopra do quadrante este, «provocou, para além de uma agitação marítima de sudeste com altura significativa superior a 1 metro, o arrastamento das massas de água à superfície do mar para junto da costa, o que permitiu o seu aquecimento ao longo deste últimos 2 meses».
Desta forma, a temperatura média da água foi de 22,3 graus centígrados (ºC), em Julho, e de 23,9 graus, em Agosto, na costa algarvia.
«Estes valores correspondem a um aumento de 2°C e de 2,7ºC em relação às respetivas médias dos últimos 16 anos (2000-2015). O máximo registado este ano foi de 26,5°C no dia 28 Julho, correspondendo a um valor muito próximo do máximo histórico registado em 2010 (26,6ºC). É de assinalar que junto às praias, a permanência destas massas de água sobre profundidades menores permite um maior aquecimento da água, registando-se aí temperaturas mais elevadas», segundo a Marinha.

Na Costa Vicentina, a água também aqueceu mais do que o habitual, aumento de temperatura que teve «origem no Algarve». «No entanto, o processo oceanográfico que transportou estas massas de água até Sines, Tróia e mesmo Sesimbra não se deve apenas ao vento de levante registado no Algarve, mas à conjugação deste episódio com a ausência da nortada (vento de norte) ao longo da costa oeste de Portugal, que habitualmente sopra com intensidade neste período do ano», acrescentou a mesma entidade.
Aqui, a situação de água mais quente que o habitual não foi tão longo como o verificado no Algarve, por culpa do «período intenso de nortada» que se verificou em Julho, que provocou «um afloramento de água fria do fundo do mar que manteve a temperatura das praias da costa vicentina abaixo dos 19 graus».
Já em Agosto, verificou-se «uma modificação deste regime de vento, com a redução da sua velocidade e com a sua rotação para o quadrante de Sudoeste», o que «permitiu o transporte de água mais quente, proveniente da costa algarvia através de uma corrente costeira que contornou o cabo de Sagres e alcançou a costa vicentina, chegando mesmo até ao cabo Espichel».


Assim, a água aqueceu, em Agosto, tendo sido registada uma temperatura média de 19,7 graus, superior à média dos últimos 16 anos em 1,6 graus. «Este ano registou-se mesmo um máximo histórico de 23,1 graus, no dia 19 de Agosto, superior em cerca de 1,5°C ao máximo anteriormente registado neste mês», segundo a Marinha Portuguesa.
Estes dados foram recolhidos pelo sistema integrado de observação do oceano do Instituto Hidrográfico (rede MONIZEE), cujas bóias oceanográficas fundeadas ao largo de Portugal continental medem a intensidade e direção do vento à superfície do mar, a temperatura do ar e da água, assim como a agitação marítima e as correntes superficiais.

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