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sábado, 3 de setembro de 2016

SE FOSSE NO VATICANO !!!!



Três turistas provocaram a ira de moradores de Roma ao se banhar na Fontana dell'Acqua Paola, que tem 400 anos, na capital italiana.
Fotos registando a "invasão" foram feitas e postadas na web por uma testemunha. As três turistas usavam roupa de banho.
Nas redes sociais da internet, a temperatura de 32 graus em Roma não foi aceite como desculpa para o banho "impróprio".
"Está muito quente, mas a fonte não pode se tornar uma piscina. Roma merece mais respeito!", escreveu no Twitter a conta da revista "Trastevere".
A fonte romana foi transformada em 'piscina pública'A fonte romana foi transformada em 'piscina pública' |
A nacionalidade (ou nacionalidades) das turistas é desconhecida. Muitos acreditam quem sejam sejam originárias da Inglaterra ou da Alemanha.
No ano passado, um grupo de seis arquitetas inglesas foram vistas de topless na fonte de Naiads, na capital italiana, no que muitos moradores classificaram como "uma orgia", contou o "Daily Mail".


Morreu Maria Isabel Barreno, uma das “Três Marias” - Foi uma das autoras de Novas Cartas Portuguesas, uma das obras mais perseguidas pela ditadura e que abriu caminho para o debate sobre a igualdade de género.


A investigadora e escritora Maria Isabel Barreno, que foi uma das "Três Marias" juntamente com Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, morreu este sábado, aos 77 anos. A notícia foi avançada pelo Expresso, sem citar fontes, e confirmada ao PÚBLICO por uma amiga. A cerimónia de cremação está marcada para este domingo, às 17h, no cemitério dos Olivais.

Apesar da sua obra prévia, foi com as Novas Cartas Portuguesas, que escreveu a seis mãos com com Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, em 1972, que Maria Isabel Barreno se tornou um nome incontornável da literatura portuguesa. O livro, acusado de pornografia e perseguido pelo Estado Novo, viria a estar no centro do processo que ficou conhecido como as "Três Marias". O julgamento durou dois anos e foi seguido de perto pela imprensa e pelos movimentos feministas internacionais, que organizaram manifestações de protesto juntos às embaixadas e consulados portugueses em Londres, Paris e Nova Iorque. A conclusão do caso ocorreu já depois da Revolução de 25 de Abril de 1974 e as três escritoras foram absolvidas.

Maria Teresa Horta (à esquerda) e Maria Isabel Barreno (à direita), em 2010

"Quando escrevemos as Novas Cartas Portuguesas, sabíamos que a obra em si já era uma ousadia, independentemente do vocabulário que viéssemos a usar – mas era o que nos interessava escrever naquela altura e por isso fomos para diante", recordava Maria Isabel Barreno ao PÚBLICO em 2009. A ideia de o livro acabar em tribunal, no entanto, não lhe passara pela cabeça: "Nunca pensei que o regime – até porque estávamos em pleno marcelismo e havia a ideia de que a abertura era outra – caísse na asneira de nos levar a tribunal. O destino mais comum dos livros era serem apreendidos, e até havia livrarias especializadas em livros proibidos, ninguém imaginava que o regime voltasse a cometer o erro que tinha cometido anos antes com a Natália Correia [condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, pela publicação da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, em 1966]."

“Nas novas cartas que as três Marias escreveram anonimamente, diversas vozes falam da condição da mulher, da sua submissão à ordem patriarcal e burguesa, de violência doméstica e de género, de aborto, violação, incesto, pobreza, censura, e de expressão sexual feminina”, escreveu o PÚBLICO em 2010, a propósito da reedição da obra em Portugal.

As Novas Cartas Portuguesas adquiriram o estatuto de tratado sobre os direitos das mulheres em Portugal, mas acabaram por extravasar essa intenção inicial. “É um libelo contra todas as formas de opressão”, dizia ao PÚBLICO a escritora Ana Luísa Amaral, autora das anotações à obra na reedição de 2010.

Mas do ponto de vista do feminismo, que Maria Isabel Barreno inscreveu insistentemente na sua obra literária, a autora tem uma outra obra de referência: A Morte da Mãe. Escrito ao longo da década de 1970, o livro veio a ser publicado apenas em 1989. É um importante estudo sociológico e filosófico sobre a evolução histórica da situação da mulher na sociedade. O editor da Caminho, Zeferino Coelho, considera que é o melhor da escritora, merecendo "figurar numa biblioteca do século XX”, disse ao PÚBLICO. É um “livro extenso e muito inteligente sobre a condição da mulher”, onde Maria Isabel Barreno faz “uma revisão de toda a problemática da mulher com muita inteligência” e com “uma escrita que serve essa inteligência”. Foi isso que mais impressionou o editor que o publicou, embora não fosse dele a primeira edição.

Também o editor João Rodrigues, da Sextante, que em 2009 publicou aquele que viria a ser o último livro da autora, Vozes do Vento, sublinha que Maria Isabel Barreno “foi mais do que uma das 'Três Marias'": "Era uma ficcionista com uma voz própria muitíssimo interessante, de uma sobriedade enorme. O romance e os contos são excepcionalmente bons”, disse ao PÚBLICO.

Maria Isabel Barreno nasceu em Lisboa em 1939. A leitura foi, como dizia, uma paixão precoce, motivada por uma doença aos seis anos. Começou por escrever poemas, que nunca publicou. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, trabalhou no Instituto Nacional de Investigação Industrial, foi jornalista (chegou a ser chefe de redacção da edição portuguesa da revista Marie Claire) e conselheira na área cultural da embaixada portuguesa em Paris, onde se radicou, tendo terminado funções com o Governo de Durão Barroso.

www.publico.pt

OPERÁRIAS - Carl Sandburg


OPERÁRIAS

As raparigas operárias que de madrugada vão para
     o trabalho, caminham em longas filas entre as
     lojas e as fábricas da cidade baixa. São milhares.
     Trazem debaixo do braço o almoço embrulhado
     em papel de jornal.
Todas as manhãs, quando me cruzo com este rio de
     jovens vidas femininas, pergunto a mim mesmo
     para onde vai ele, para onde vão faces aveludadas
     de juventude, risos de lábios róseos e recordações,
     nos olhos, das danças da noite anterior, de
     brincadeiras e passeatas.
Verdes e cinzentas correntes vão lado a lado no
     mesmo rio: também aqui há sempre as outras,
     as que já concluíram a vida, as que conhecem
     o fim do jogo que é a vida, o sentido que ela tem,
     o nó do problema, o como e o porquê das danças
     e dos dedos que lhes acariciaram os cabelos.
Passam caras e nelas está escrito: "Sei tudo, sei onde
     vão acabar a frescura e o riso. Tenho as minhas
     recordações", e caminham com pés mais
     vagarosos: mostram experiência em lugar da
     beleza que as outras ostentam.
Assim o verde e o cinzento correm misturados, de
     manhãzinha, pelas ruas da cidade baixa.

trad. Alexandre O'Neill
1878 - 1967

voarforadaasa.blogspot.pt

No Avante!, não há “uma cara num dia e outra” no seguinte – o acordo é para manter


Vários militantes e simpatizantes do PCP, de diferentes idades, estão satisfeitos com o acordo para viabilizar o Governo. Porque afastou a direita, e mudou as políticas. Esperam e acreditam que António Costa não recuará no rumo.








Nos 40 anos da Festa do Avante!, a pergunta aos militantes e simpatizantes que estão na Quinta da Atalaia, no Seixal, é incontornável: o que pensam do acordo do PCP com o PS para viabilizar, com outros partidos da esquerda, o actual Governo? De uma forma geral, as respostas são favoráveis ao entendimento, que afastou a direita do poder. Quem está na festa da Atalaia apoia a solução, e acredita que os socialistas de António Costa não se desviarão do rumo da reposição de salários, rendimentos e direitos.

A conversa entre Francisco Cruz, que faz 73 anos na segunda-feira, e a mulher, Maria Silva, 62, é ilustrativa deste sentimento. Cruz, militante desde 1974, apresenta-se como Chico Cruz. Mas a mulher, militante desde 1980, corrige-o: “Chico? Francisco.” Estão casados há 42 anos, vivem em Almada e sempre participaram na festa do Avante!. Ajudam a construí-la, trabalham nela. “A minha filha telefonou-me. Esteve a ver uma reportagem na RTP Memória em que me entrevistaram em 1998”, conta Maria Silva com orgulho.

Sobre o acordo, pensam o mesmo: ainda bem que foi feito, afastou a direita do Governo, e mudou o rumo das políticas no país. Mais: os dois estão confiantes que o PS não recuará e manterá a inversão do caminho traçado pelas políticas de austeridade. Mas não deixam de avisar: “Estamos a apoiar, enquanto eles se portarem bem. Se o Orçamento do Estado for favorável a quem trabalha, com certeza que se vai manter o apoio ao PS. Nós não temos uma cara num dia e outra no dia seguinte”, diz Francisco Cruz. Maria Silva pensa o mesmo, que “enquanto o PS fizer uma política patriótica e de esquerda, a favor dos trabalhadores, se não houver uma mudança de rumo”, o acordo é para manter.

As palavras do casal reproduzem as dos cartazes e faixas espalhados pela Quinta da Atalaia, nos quais se lê: “Política patriótica e de esquerda. Mais força ao PCP”; “Mais direitos, mais futuro, não à precariedade.” Até a precariedade que, embora continue a assustar os jovens, parece agora menos ameaçadora, por causa da nova maioria parlamentar de esquerda e dos acordos assumidos para viabilizar o Governo.

É o que dizem os primos Jéssica Dias e Renato Gomes, ambos com 20 anos, do Porto, os dois acampados no recinto. Nenhum deles é militante, são simpatizantes do partido. “Comecei a vir à festa há seis anos, o meu pai é que é militante, já vem à festa há muito tempo”, diz Jéssica que concorreu para o curso superior de Enfermagem no Porto.

Sobre o acordo, a jovem defende que “vai trazer novas melhorias e abrir novas possibilidades e portas”. É nisso que acredita. O primo, embora desempregado há cerca de dois anos, também crê. Renato, que fez um curso profissional de multimédia, continua a enviar currículos para empresas, mas até agora, não conseguiu emprego. Mas está satisfeito com o acordo feito entre o PCP e o PS, assinado em 10 de Novembro do ano passado. “Vai defender mais os jovens e dar mais estabilidade no trabalho”, diz Renato Gomes, na Atalaia pela terceira vez.

Festa sempre “diferente”

Festa que, garante quem a frequenta, nunca é igual: “A festa do Avante! é diferente todos os anos. Os novos jovens que entram, que participam na construção imprimem sempre novidades. Há amigos que vêm pela primeira vez e que dão mais um bocadinho à festa”, diz Cristina Gonçalves, 56 anos, técnica de informática, residente em Lisboa e militante desde 1976, ainda com tinta nas pernas por ter andado a ajudar a montar o evento. 

Na mão segura uma bandeira do PCP. Está na Quinta da Atalaia com os filhos, um com 16 anos, ainda a estudar; outra com 31, que fez o 2.º ano de Jornalismo, já emigrou, e está desempregada. “No 25 de Abril, tinha 14 anos. Saí para a rua e nunca mais de lá saí. Saí para lutar pelos direitos que os meus pais tinham conquistado com a revolução, tinha 14 anos quando entrou manteiga pela primeira vez em minha casa”, recorda Cristina Gonçalves. “Continuo a apoiar as decisões do meu partido. Enquanto conseguirmos acordos para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, cá estaremos. Caso contrário, estaremos na rua como se sempre estivemos e onde estamos”, diz sobre o apoio do PCP ao Governo de Costa.

Mais ambíguo sobre o actual estado da política é Fernando Santos. Sublinha que o acordo é um assunto “complexo”, tem algumas dúvidas sobre as “condições reais e políticas” para que o PCP apoie o Governo, mas dá a entender que é a solução que tem de ser. Fernando Santos tem 90 anos, mas parece muito mais novo. Por isso chamam-lhe Quim boy. Quem vai passando, cumprimenta-o: “Então, Quim boy?”


Fernando Santos, militante comunista 

O partido farta-se de trabalhar para o povo e para os trabalhadores. Quem luta pelos trabalhadores e pelo povo em Portugal, é ou não o nosso partido?

Fernando Santos - que teve, entre outros ofícios, o de caldeireiro e de soldador em Portugal e na África do Sul - veste calças de ganga, t-shirt vermelha ao ombro e boné com a foice e o martelo na cabeça. Cabelo branco, bigode bem aparado, e umas grandes sobrancelhas como as que tinha o “camarada” Álvaro Cunhal, que recorda com tanto carinho que quase chora: “Sou militante e de que maneira. Sei lá há quanto tempo, antes de o PCP ser legal já trabalhava clandestinamente, no tempo do nosso camarada Álvaro. Falei muitas vezes com ele”, diz, com a voz já embargada.

Quando a pergunta é sobre o acordo e o apoio ao Governo, Fernando Santos dá algumas voltas na conversa, diz que a “política está em guerra”, e acaba sempre a falar “no seu partido”. “O partido farta-se de trabalhar para o povo e para os trabalhadores. Quem luta pelos trabalhadores e pelo povo em Portugal, é ou não o nosso partido?” E lá volta o nó na garganta a dar sinais na voz embargada.

No recinto, a festa continua. Crianças agitam bandeiras vermelhas do PCP. Há gente de todas as idades. Os cartazes com os slogans comunistas: “Basta de chantagem e submissão” ou “Emprego - Direitos - Produção - Soberania”. As músicas misturam-se, cortadas de quando em vez pela voz que, aos altifalantes, anuncia o programa. A noite já está a chegar, as luzes verdes, azuis, brancas, amarelas e vermelhas da roda gigante distinguem-se ao longe. Há pessoas sentadas na relva, outras em volta das mesas a comer petiscos das várias regiões do país. E sempre as faixas espalhadas pela Quinta da Atalaia: “O sonho tem partido. Dê mais força ao PCP”.



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PAI....


LEVITAÇÃO

SERÁ UM GATO EM LEVITAÇÃO
CAEM BEM, NÃO COREM PERIGO
NÃO MEUS AMIGOS, NÃO
ESTÁ EM CIMA DA MESA DE VIDRO
António Garrochinho

3SETEMB2016 - O MUNDO MARAVILHOSO DOS GRAFFITIS