AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

A incrível história da herdeira milionária que se tornou guerrilheira


Há 40 anos, Patricia Hearst, neta de lendário magnata da imprensa nos EUA, foi sequestrada por grupo de guerrilheiros e acabou se juntando a eles - participando até de assalto armado a banco.

Da BBC
 Patty Hearst foi sequestrada por um grupo de guerrilheiros e resolveu se juntar a eles  (Foto: FBI)Patty Hearst foi sequestrada por um grupo de guerrilheiros e resolveu se juntar a eles (Foto: FBI)
À primeira vista, Patricia Hearst é uma milionária da mais alta sociedade de Nova York que, graças à imensa fortuna herdada de sua família, pode dedicar todo o seu tempo a fazer obras de caridade.
Ela é neta do lendário magnata da imprensa William Randolph Hearst (1863 – 1951), dono de um império midiático que existe até hoje – e que já foi inspiração para o famoso filme Cidadão Kane, de Orson Welles.
Mas Hearst, que hoje tem 61 anos, não ficará conhecida na posteridade por suas ações filantrópicas - e sim por ter protagonizado um dos sequestros mais lembrados da história.
Na última sexta-feira, completaram-se 40 anos desde que ela foi libertada – ou melhor, desde que foi presa por agentes do FBI nos Estados Unidos.
Em 18 de setembro de 1975, Patty Hearst foi presa por ter participado de atividades criminais junto com a guerrilha marxista que a havia sequestrado um ano e meio antes – um caso que chamou a atenção do público e da imprensa do mundo inteiro.
Circo midiático
Pouco depois das nove da noite do dia 4 de fevereiro de 1974, Hearst, que tinha 19 anos à época e era estudante da Universidade de Berkeley, no norte da Califórnia, foi sequestrada após ter uma arma apontada para ela no apartamento que dividia com seu namorado.
Os sequestradores eram membros do Exército Simbiótico de Libertação (SLA, na sigla em inglês), um grupo guerrilheiro que na época tinha dez membros e tinha como objetivo derrotar a "ditadura corporativa" do governo do então presidente Richard Nixon.
Inspirados por movimentos guerrilheiros de esquerda da América Latina, eles consideravam que a família Hearst era "de uma classe superfascista" que controlava os Estados Unidos.
O sequestro foi assunto de grande interesse; poucas horas de ser anunciado, centenas de jornalistas se aglomeravam na porta da casa dos Hearst em busca de qualquer novidade.
Segundo Linda Deutsch, veterana jornalista da AP, alguns veículos chegaram a instalar telefones em árvores na frente da casa da família para pegar ou passar informações.
Mudança inesperada
Os membros do SLA se comunicavam com a família Hearst por meio de gravações de áudio que eram enviadas à imprensa – e que eles exigiam que fossem reproduzidas por todos os veículos.
Em algumas delas, era possível escutar a própria Patty Hearst pedindo a seus pais que atendessem as exigências dos sequestradores.
No início, eles pediam a libertação de um dos membros do grupo que havia sido preso por suposto envolvimento em um assassinato.
As autoridade, porém, negaram o pedido. O SLA, então, pediu à família Hearst que investisse milhões de dólares em um programa para alimentar os pobres da Califórnia.
Os Hearst concordaram em gastar US$ 2 milhões nisso – mas a operação de distribuição da comida foi caótica e gerou revoltas e saques.
O SLA exigiu, em seguida, que fossem investidos outros US$ 4 milhões - o que fez com que as negociações entre os sequestradores e a família fossem interrompidas.
O caso teve uma mudança inesperada em 3 de abril de 1974, quando Patty Hearst anunciou em uma gravação que havia se unido ao SLA, adotando o nome de Tania, em homenagem à companheira de Che Guevara.
"Pátria ou morte. Venceremos", foi o que ela disse em espanhol em um áudio enviado à imprensa.
Dez dias depois, membros do SLA organizaram um assalto a um banco na cidade de San Francisco, onde duas pessoas acabaram feridas.
As câmeras de segurança da agência flagraram a imagem de Patty Hearst com uma arma participando do assalto, um das imagens que mais circularam o mundo nos anos 70.
Criminosa
A partir desse momento, as autoridades deixaram de considerá-la uma "vítima de sequestro" e passaram a chamá-la de "criminosa".
No dia 16 de maio de 1974, Hearst se viu envolvida em um tiroteio em uma loja de Los Angeles, que membros do SLA tentaram assaltar.
A jovem conseguiu escapar junto com dois outros membros do grupo, mas não sem deixar rastros. Eles levaram uma multa de trânsito na fuga, o que acabou dando pistas às autoridades sobre o esconderijo onde estavam no bairro de Compton.
No dia seguinte, a polícia foi até o local. Após uma intensa troca de tiros, houve um incêndio na casa, em que acabaram morrendo seis membros da guerrilha, incluindo o líder do grupo, com quem Hearst tinha tido um envolvimento amoroso.
A jovem acompanhava os acontecimentos pela televisão em um motel onde se escondia com outros membros do SLA, que conseguiram fugir para Nova York e Pensilvânia, planejando retornar à Califórnia um tempo depois.
A vida de guerrilheira de Patricia Hearst terminou 18 meses depois do seu sequestro, quando, em 18 de setembro de 1975, foi detida por agentes do FBI em San Francisco.
Depois de sua prisão, ela apareceu na TV algemada, mas ainda com uma pose desafiadora, com os braços para o alto e os punhos fechados.
'O julgamento do século'
Hearst foi acusada de participar do assalto à sucursal do banco Hibernia, tornando-se protagonista do que foi chamado na imprensa americana de "julgamento do século".
Seus advogados alegaram que a jovem havia sido obrigada a se juntar à guerrilha e que ela sofreu da chamada "Síndrome de Estocolmo", estado psicológico descrito pela primeira vez nos anos 70, em que vítimas de sequestros sentem "empatia" e "dependência" por seus sequestradores.
Nas memórias que publicou em 1981, Hearst explica que depois de ter sido sequestrada, ela foi mantida em cativeiro em um armário por 57 dias e foi submetida a todos os tipos de abuso, incluindo lavagem cerebral.
A estratégia de defesa não funcionou e Hearst foi condenada a sete anos de prisão, dos quais cumpriu dois anos em regime fechado, porque, em 1979, o presidente Jimmy Carter reduziu sua pena.
Em 2001, o presidente Bill Clinton concedeu à ex-guerrilheira o perdão completo.
Dois meses depois de ser libertada, Hearst se casou com um dos guarda-costas que a protegiam quando respondia ao julgamento em liberdade. Eles tiveram duas filhas e permaneceram juntos até o falecimento do marido, em 2013.
Desde então, nas quatro décadas que se passaram desde seu sequestro, Hearst deu poucas entrevistas e manteve uma vida discreta, com exceção de alguns eventos sociais em que marcou presença e de pequenas participações em filmes e séries de televisão.

g1.globo.com

SAIBA TUDO SOBRE A DITADURA MILITAR NO BRASIL



CLIQUE NO LINK ABAIXO E SAIBA TUDO SOBRE A DITADURA MILITAR NO BRASIL

Folha - O golpe e a ditadura militar - A ditadura - Tudo sobre


Lucia e Pepe Mujica, amor e guerrilha


Uma história latino-americana. Como dois guerrilheiros tupamaros, que nem sabiam os nomes recíprocos, mantiveram, por doze anos, um romance nas masmorras da ditadura uruguaia. Por Victor Farinelli, na Rede LatinAmérica
Ana, quando voltou a ser Lucía Topolansky, e Ulpiano, quando voltou a chamar-se Pepe Mujica. Na foto, o recomeço, quando vendiam flores no mercado de Montevidéu.
Ana, quando voltou a ser Lucía Topolansky, e Ulpiano, quando voltou a chamar-se Pepe Mujica. Na foto, o recomeço, quando vendiam flores no mercado de Montevidéu.
Primavera de 1973. Ela não se chamava Ana, mas era assim que todos a conheciam. Ana, a guerrilheira, detida numa prisão militar feminina, construída especialmente para mulheres da guerrilha tupamara, nalgum lugar desconhecido no interior do Uruguai, com uma carta na mão, que era de Emiliano, ou Ulpiano, ou seja lá qual fosse o seu verdadeiro nome.
Em junho daquele ano, o fim do MLN-T (Movimento de Libertação Nacional, também conhecido como Tupamaros), foi um dos episódios que marcou o início da ditadura uruguaia, e levou centenas de jovens revolucionários à prisão, quinze deles como reféns de guerra. Ulpiano era um deles. Se os tupamaros ainda livres voltassem a atuar, ele seria fuzilado.
Um torturador pontapeia as grades da cela, enquanto ri jocosamente e relembra as últimas humilhações, de diferentes tipos, que a fez sofrer. Ana continua a ler a carta. Ele insiste:
– És a nossa preferida, bebé. Vais ficar aqui milhares de anos.
A raiva fá-la apertar o papel nas suas mãos até quase rasgá-lo:
– Olha, daqui a doze anos eu vou sair daqui e viver a minha vida. Você viverá com o fantasma dessas perversões, atormentando até ao dia da sua morte.
Enquanto ele aumentava o volume das gargalhadas, Ana buscava algo onde escrever uma resposta. Precisava contar a sua verdade, que o seu nome não era Ana, que era filha de uma família de classe média de Pocitos, bairro nobre de Montevidéu. Tinha uma irmã gémea, tinha uma família enorme, sofria pelas saudades e pelo medo, mas não medo da morte, era o único medo que não tinha, pois bastava-lhe a certeza de sair dali e para se encontrar com ele.
Lucía TopolanskyLucía Topolansky
Dias depois, o seu advogado forneceu-lhe papel, caneta e a grande coincidência das suas vidas. Ele era casado com a advogada de Ulpiano. Os dois nada podiam fazer pelos dois guerrilheiros. Livrá-los da prisão no meio a uma ditadura era impensável. Mas puderam ser um casal de carteiros, trabalhando por um amor que lutava para sobreviver.
Dois prisioneiros a viver um típico amor tupamaro. O MLN surgiu em meados dos anos 60, fundado por um grupo de estudantes socialistas que queriam fazer a revolução no Uruguai. Diferente das guerrilhas urbanas de outros países, os tupamaros começaram a atuar antes de instalada a ditadura. A vida na clandestinidade impedia que houvesse relações fora da organização e não se podia saber o verdadeiro nome da pessoa amada. O amor deles nasceu quando ela se chamava Ana e ele Ulpiano, e não importava a verdade.
Amor que nasceu com um passo para fora da prisão. Ela, uma estudante de arquitetura com talento para a falsificação de documentos, fazia-lhe uma identidade falsa, e assim se conheceram. Ana tinha um namorado que também era do MLN, chamava-se Blanco Katrás, que meses depois seria capturado junto com ela. Ana só passou alguns meses na cadeia, mas Blanco seria executado pela polícia uruguaia. “Não era o primeiro namorado que eu perdia naquelas condições, e naquela altura, já tinha visto muitos outros companheiros morrerem. Não há tempo para sentir pena quando é preciso salvar a própria pele”, pensava Ana, libertada em 1972, antes de encontrar refúgio na mesma cave em que estava escondido Ulpiano – na época, um dos homens mais procurados do país.
A caça aos tupamaros no Uruguai passou a ser mais intensa nos anos 70, com a ajuda dos Estados Unidos. Os tupamaros sequestraram e assassinaram um agente do FBI, em agosto de 1970 (Dan Mitrione, que anos antes esteve no Brasil, ensinando técnicas de tortura aos militares). Ulpiano era acusado de fazer parte dessa operação – que é narrada pelo filme “Estado de Sítio”, de Costa Gravas.
Ninguém sabe se foi aí, no ocaso do movimento tupamaro, quando viviam de cave em cave pelos bairros do centro velho de Montevidéu, que começou a história de amor de Ana e Ulpiano. “Eles passaram a andar juntos na época mais dura, quando nem sempre havia um teto. Às vezes, era preciso dormir em pântanos fora do perímetro urbano da cidade. Talvez a relação, digamos, física, não tenha começado nessa época, mas com certeza o carinho mútuo sim”, relata Henry Engler, um ex-tupamaro, amigo pessoal de Ulpiano.
O pouco que se sabe sobre o começo da relação é que eles se tornaram imprescindíveis um para o outro nesses últimos meses do MLN, antes do fim definitivo da organização, em junho de 1973. Ambos foram presos. Ana foi levada a uma prisão de mulheres. Ulpiano tornou-se refém, ficava numa solitária, sob ameaça de morte se algum ex-companheiro voltasse a atuar.
Tentaram trocar correspondências entre si para sobreviver, com a ajuda dos advogados-carteiros. Ela se confessou, disse que se chamava Lucía, Lucía Topolansky, e que sonhava em sair dali e encontrá-lo. Ele respondeu com a sua própria revelação: “o meu nome é José Alberto Mujica”.
A carta-desabafo de Pepe Mujica, ex-Ulpiano, era a mais bela carta de amor de todos os tempos, segundo as companheiras de presídio de Lucía – “era toda sentimentalona, como todas as coisas do Pepe”, segundo María Elia Topolansky, irmã gémea de Lucía, também ex-tupamara. Passou por todas as mãos e fez sucesso até entre os carcereiros – “naqueles anos, cada carta que chegava era para todas”, conta Lucía, sobre a falta de ciúmes com o bilhete.
José MujicaJosé Mujica
Diz a lenda que a ternura das palavras de Mujica amoleceu as restrições que havia para correspondência entre presos, e assim eles puderam trocar mais cartas que os demais casais tupamaros separados entre prisões.
Essa situação durou exatamente os doze anos que Lucía deu de prazo ao seu torturador, até que o seu amor renasceu como na primeira vez, com um passo para fora da prisão. No dia 14 de março de 1985, ela e a irmã gémea saíram da cadeira e foram para a enorme casa da família – no mesmo dia em que Pepe foi libertado, depois de onze anos na solitária, “conversando com os ratos e agarrado na esperança”, segundo ele mesmo. “No dia seguinte, Lucía foi-se embora, foi morar com o Pepe, e nunca mais voltou”, conta María Elia Topolansky.
Desde então, vivem juntos numa quinta de um bairro de classe baixa, na periferia de Montevidéu. Começaram por cultivar flores e vendê-las no mercado municipal, mas sem esquecer os ideais políticos. Pepe candidatou-se e foi eleito deputado em 1995. Em 2000, passou a ser senador, e Lucía deputada. Em 2005, ela foi eleita senadora, e nesse mesmo momento, trinta anos depois do começo da relação, vinte anos depois de começarem a viver juntos, decidiram formalizar o matrimónio. Cinco anos antes de Pepe assumir como presidente do Uruguai.
*******
Ana, La Guerrillera
A melhor forma de mergulhar na história de amor de Pepe Mujica e Lucía Topolansky, e também na história dos Tupamaros, é mergulhar na história dela. Por isso os jornalistas e historiadores uruguaios Nelson Caula Alberto Silvaescreveram o livro “Ana, La Guerrillera”, que traz detalhes de tudo o que se contou neste tópico e muito mais episódios sobre a criação do MLN, a vida na clandestinidade e a disputa política que levou o Uruguai à sua mais recente ditadura.
Publicado originalmente pela Rede LatinAmérica. Reproduzido de Outras Palavras
Depois do golpe de Estado de 27 de junho de 1973, os militares mantiveram na prisão os dirigentes tupamaros Raúl Sendic, Eleuterio Fernández Huidobro, Mauricio Rosencof, José Mujica, Adolfo Wasem, Julio Marenales, Henry Engler, Jorge Manera e Jorge Zabalza, na qualidade de reféns e como troféus de guerra durante todo o tempo que durou a ditadura, quer dizer, até 1985. Os dirigentes tupamaros ficaram reclusos em condições infrahumanas de contínua tortura, em quase total incomunicação (comprovadas posteriormente por organismos como a Cruz Vermelha Internacional) e sob a ameaça de serem executados se houvesse alguma ação do MLN-T, qualquer que fosse. (Da Wikipedia)


www.esquerda.net

ANTES DANÇAVA-SE ASSIM !


Acho que deviamos todos dançar mais, não somente porque é divertido, mas, e tal como a música, são momentos que nos “ligam” ao presente. Não existe passado, não existe futuro,.. apenas o contemplar das vibrações a acontecer a cada instante. E isso parece ser uma anologia interessante com a vida. Recolhemos três videos do século passado para o inspire a dançar mais!
Como se dançava nos anos 60 pelos “The Nitty Gritty”!
Dançar o Charleston com um pequeno detalhe – O video foi sincronizado
com uma música dos Daft Punk resultando em algo contagiante!
Isto é Lindy Hop nos anos 40, na peça musical “Hellzapoppin”!
portalinho.com

Parecem de madeira, mas são as cerâmicas surreais de Christopher David White


christopherdavidsssss9
O escultor Christopher David White é um artista americano que vive e trabalha da Virginia. Reconhecido por suas cerâmicas fantásticas, ele começou sua carreira artística através do desenho e pintura.
Em 2008, Christopher começou trabalhar com argila e recebeu seu Bacharelado em Belas Artes em Cerâmica pela Universidade de Indiana em 2012. Estas são as 14 novas esculturas do artista, criadas este ano.

christopherdavid4

christopherdavid5

christopherdavid7

christopherdavid9

christopherdavid10

christopherdavid11

christopherdavid14

christopherdavidwhite4

christopherdavidwhite5

christopherdavidwhite6

christopherdavidwhite7

christopherdavidwhite8

christopherdavidwhite9

christopherdavidwhite10

christopherdavidwhite11

christopherdavidwhite12

christopherdavidwhite13

christopherdavidwhite14

christopherdavidwhite15

christopherdavidwhite16

christopherdavidwhite17

christopherdavidwhite18

christopherdavidwhite19

christopherdavidwhite20

DSC_5311

DSC_5477

DSC_5479

DSC_5514

 www.ideafixa.com

A ARTE DE TRABALHAR A MADEIRA